sexta-feira, 28 de março de 2025

“Anicolor / Tien21 Pedro Silva termina em 6.º e é o Melhor Português na 3.ª Etapa da Volta ao Alentejo com Fábio Costa em 5.º lugar da Geral”


Fotos: Ciclismo +TV

Pedro Silva, da Equipa Profissional de Ciclismo Anicolor / Tien21, subiu hoje ao pódio no final da 3.ª Etapa da 42.ª Volta ao Alentejo, por ser o Melhor Português do dia, após terminar em 6.º lugar a tirada. Fábio Costa, que chegou logo a seguir, na 8.ª posição, está em 5.º lugar na Classificação Geral. A vitória, conquistada ao sprint, pertenceu a Noah Hobbs (EF Education-Aevolo), que mantém a Camisola Amarela desde o início da prova. A estrutura que tem sede em Águeda fecha assim o dia com dois corredores no Top 10 da 3.ª Etapa e mantém dois no Top 10 da Geral. Isto porque além de Fábio Costa, Alexis Guérin está em 10.º lugar. Amanhã é dia de etapa-rainha e muita emoção.

Hoje o pelotão partiu de Carvalhal (Grândola), em direção a Arraiolos, para a mais longa das viagens desta edição de “Alentejana”. No total foram cumpridos 180 km, onde a fuga se deu já perto dos 50 km com quatro elementos – desta feita sem nenhum representante da Anicolor / Tien21 –, que, entretanto, passaram a três. 

Rolou um trio na frente, com uma diferença que passou os 04 minutos de diferença para o pelotão. Aos 100 km a fuga perdia mais um elemento e passava a dupla, que seguiu até praticamente ao final da tirada, visto que o pelotão só ficou compacto a apenas 5 km da meta. A vitória seria discutida ao sprint e Pedro Silva e Fábio Costa, os homens rápidos da equipa, estiveram lá. Contudo, acabariam por concluir em 6.º e 8.º lugares, respetivamente. 


“Hoje tivemos uma etapa relativamente tranquila. A fuga deu-se após a primeira Meta Volante do dia, sabíamos que a montanha na parte final podia fazer alguma diferença, mas acabou por não interferir na Classificação Geral. Terminámos com dois homens no Top 10 da etapa, Pedro Silva e Fábio Costa. Acabaram por fazer um bom trabalho, sendo que Pedro Silva também foi o Melhor Português do dia. Faltam dois dias decisivos e esperamos estar na disputa da Volta ao Alentejo”, disse Rúben Pereira, diretor desportivo da Anicolor / Tien21. 


Este sábado realiza-se a 4.ª Etapa da 42.ª Volta ao Alentejo, será a mais curta, mas também a mais seletiva da corrida, com seis subidas. Começa em Monforte e termina após 147,7 km em Castelo de Vide. Antes, o pelotão enfrenta os seis Prémios de Montanha (o primeiro de 2.ª categoria e os restantes de 3.ª) e as três Metas Volantes, num dia decisivo, porque antecipa o final da competição e vai fazer diferenças. 


 

CLASSIFICAÇÕES: 

42.ª VOLTA AO ALENTEJO 

3.ª ETAPA: Carvalhal – Arraiolos» 180 km 

CLASSIFICAÇÃO INDIVIDUAL NA 3.ª ETAPA 

 

1.º Noah Hobbs (EF Education-Aevolo), 04h13m54s 

2.º Xabier Berasategi (Euskaltel-Euskadi), mt 

3.º Theodor Obholzer (Óbidos Cycling Team), mt 

6.º Pedro Silva (Anicolor / Tien21), mt 

8.º Fábio Costa (Anicolor / Tien21), mt 

25.º Rafael Reis (Anicolor / Tien21), mt 

32.º Harrison Wood (Anicolor / Tien21), mt 

36.º Rubén Fernández (Anicolor / Tien21), mt 

44.º Alexis Guérin (Anicolor / Tien21), mt 

55.º Tiago Santos (Anicolor / Tien21), mt 

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL INDIVIDUAL – AMARELA  


 

1.º Noah Hobbs (EF Education-Aevolo), 11h59m25s 

2.º Nicolás Tivani (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho), a 12s 

3.º Davide Stella (UAE Team Emirates Gen-Z), a 18s 

5.º Fábio Costa (Anicolor / Tien21), a 22s 

10.º Alexis Guérin (Anicolor / Tien21), a 24s 

25.º Rubén Fernández (Anicolor / Tien21), a 28s 

26.º Pedro Silva (Anicolor / Tien21), mt 

36.º Harrison Wood (Anicolor / Tien21), mt 

47.º Rafael Reis (Anicolor / Tien21), mt 

92.º Tiago Santos (Anicolor / Tien21), a 01m39s 

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL POR EQUIPAS 


 

1.ª Euskaltel-Euskadi, 35h59m39s 

3.ª Anicolor / Tien21, mt  

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL PONTOS – AZUL  

 

1.º Noah Hobbs (EF Education-Aevolo), 72 Pontos 

7.º Fábio Costa (Anicolor / Tien21), 14 Pontos 

15.º Pedro Silva (Anicolor / Tien21), 8 Pontos 

20.º Alexis Guérin (Anicolor / Tien21), 4 Pontos 

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL MONTANHA – VERDE  

 

1.º Pedro Pinto (Efapel Cycling), 8 Pontos 

5.º Alexis Guérin (Anicolor / Tien21), 3 Pontos 

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL JUVENTUDE – BRANCA

 

1.º Noah Hobbs (EF Education-Aevolo), 11h59m25s 

37.º Tiago Santos (Anicolor / Tien21), 12h01m04s 

Fonte: Clube Desportivo Fullracing

“Antevisão - 6ª etapa da Volta à Catalunha: terceiro round entre Juan Ayuso e Primoz Roglic, numa etapa com quase 4000m de acumulado em 157 quilómetros”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

De 24 a 30 de março, o pelotão do World Tour regressa a solo espanhol para uma das provas por etapas mais exigentes do calendário: a Volta à Catalunha. Como é habitual, a corrida serve de grande teste para os trepadores, embora outros perfis de ciclistas também encontrem oportunidades. A etapa 6, no entanto, promete ser determinante na luta pela geral, com um final em alto no icónico Santuário de Queralt. Fazemos a sua antevisão.

Apesar da distância relativamente curta (159,6 km), o dia será tudo menos simples: os corredores terão pela frente seis subidas categorizadas, incluindo uma de categoria especial, totalizando cerca de 3800 metros de desnível acumulado.


A primeira parte da etapa é marcada por subidas suaves e terreno ondulado, com estradas falsamente planas. Mas não há tempo para relaxar: após a segunda subida do dia, os ciclistas enfrentam o temível Coll de Pradell – 14,7 km a 6,9% de inclinação média, divididos entre um início mais constante e um final demolidor, com rampas que chegam aos 18%. É a subida mais exigente da prova e surge ainda a 60 km da meta, podendo partir completamente a corrida.

Segue-se uma longa descida, com uma pequena colina pelo meio, até à quarta subida do dia – 4,9 km a 8,8%, finalizando a 28 km do fim. Aqui poderão surgir ataques, embora muitos aguardem pela ascensão final.


O desfecho acontece no Santuário de Queralt: 6 km a 7,3%, não é a subida mais difícil do dia, mas depois de tanto desgaste acumulado poderá provocar diferenças importantes entre os candidatos à geral. O cenário montanhoso promete um final espetacular.

 

O Tempo


O vento poderá ter um papel tático importante: prevê-se vento cruzado no Coll de Pradell e vento favorável na penúltima subida, o que pode incentivar movimentações ofensivas de longe.

 

Os Favoritos

 

Juan Ayuso (UAE Team Emirates): Recuperou recentemente a liderança da corrida e parece mais à vontade que Roglic neste tipo de terreno. A UAE dispõe de uma equipa sólida para o proteger, mas o espanhol poderá querer fazer a diferença na subida final - tal como já o fez em Montserrat.

Primoz Roglic (BORA-hansgrohe) Pode adotar uma abordagem mais defensiva, apostando nos segundos de bonificação. Giulio Pellizzari tem sido um apoio valioso e poderá ajudar a manter Roglic em posição. Dificilmente atacará de longe, mas não se pode excluir se a corrida o empurrar para isso.

Enric Mas e Mikel Landa: Os dois espanhóis seguem em 3.º e 4.º da geral, muito perto do topo da classificação. Como trepadores puros, terão aqui um terreno ideal para atacar. No entanto, a proximidade de ambos aos lugares de pódio poderá levá-los a ser mais calculistas, guardando forças para as últimas subidas.

Lenny Martínez (Bahrain-Victorious): Ainda inserido na luta pela geral, o francês tem mostrado boa forma e poderá ser um dos protagonistas neste dia duro e montanhoso. As rampas íngremes favorecem-no.

 

Outros nomes a ter em conta:

 

Felix Gall, já fora da luta pela geral, pode atacar de longe sem ser marcado.

Matthew Riccitello, Lennert Van Eetvelt e Juan Pedro López mostraram boas pernas em Montserrat e precisam de recuperar o tempo perdido com os ventos laterais. Poderão aproveitar uma corrida agressiva.

Laurens De Plus, Egan Bernal, Simon Yates, Sepp Kuss, Richard Carapaz, Ben O’Connor, Georg Steinhauser e Harold Martín López também estarão atentos, embora em papéis mais secundários, dependendo da evolução da corrida.

 

Previsão para a 6ª etapa da Volta à Catalunha 2025

 

***Juan Ayuso, Primoz Roglic, Mikel Landa

**Enric Mas, Lenny Martínez, Felix Gall

*Matthew Riccitello, Juan Pedro López, Laurens de Plus, Egan Bernal, Lennert van Eetvelt, Sepp Kuss, Simon Yates, Richard Carapaz, Ben O'Connor

Escolha: Juan Ayuso

Cenário previsto: Um dia que se adapta melhor a outros trepadores puros, mas penso que o espanhol vai confirmar a sua excelente forma e vencer de forma isolada.

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/anteviso-6-etapa-da-volta-catalunha-terceiro-round-entre-juan-ayuso-e-primoz-roglic-numa-etapa-com-quase-4000m-de-acumulado-em-157-quilmetros

“Volta ao Alentejo 3ª etapa Carvalhal – Arraiolos”


Noah Hobbs faz da Volta ao Alentejo corrida “very british”

 

A etapa mais longa da Volta ao Alentejo Crédito Agrícola, que ligou Carvalhal, no concelho de Grândola, a Arraiolos, foi ganha pelo camisola amarela o britânico Noah Hobbs (EF Education/ Aevolo) que repetiu o triunfo de Moura, reforçando liderança na prova.

A etapa foi um mano a mano entre o Hobbs e o argentino German Nicolas Tivani (Aviludo/Louletano/Loulé Concelho), já que este ganhou a meta volante de Alcácer do Sal e o adversário foi segundo e na chegada inverteram-se os lugares.


À partida a diferença entre os dois corredores era de 3 segundos, na chegada passou a ser de 6 segundos, mas com o britânico a ser a grande figura da “Alentejana”. Quem desapareceu dos 15 primeiros da geral foi o italiana Davide Stella vencedor da etapa em Grândola. “Il Bambino d’Oro” não aguentou o forte ritmo imposto pela equipa do líder e cedeu. O terceiro é agora o português Fábio Costa (Aniclor/Tien 21) que ascendeu ao terceiro lugar.

A tirada ficou marcada por uma fuga de três corredores que durou 131 quilómetros e só viria a ser anulada a 16 quilómetros de Arraiolos, depois de a escapada ter tido 4’25” quando estava percorrida um terço da etapa. Durante largos quilómetros Sergio Guerrling (Caja Rural/Alea) foi camisola amarela já que partida do Carvalhal a 16” segundo de Hobbs e ainda somou bonificações mas metas volantes, mas também sucumbiu à velocidade da equipa da EF Education/ Aevolo.


Quem também deu uma excelente resposta e reforçou a liderança da montanha, foi Pedro Pinto (Efapel Cycling) ganhando a contagem que estava instalada a 2,4 quilómetros da chegada. Mas, a Anicolor/ Tien 21 testou a liderança de Noah Hobbs com um ataque de Alexis Gerin na parte final da etapa e deixa um aberto para a etapa este sábado, uma grande luta pelo triunfo na Volta ao Alentejo Crédito Agrícola.

Quem está à espreita de uma oportunidade é o 2º classificado da Volta a Portugal de 2023 e vencedor do contrarrelógio de Viana do Castelo e da ascensão ao Alto de Santa Luzia. É décimo primeiro a 27” e a Euskaltel/ Euskadi está muito forte e seu redor.

Está tudo em Aberto para a etapa de termina em Castelo de Vide, com seis contagens do prémio da montanha, cujas hostilidades começam no Cabeço do Mouro (Portalegre).

Noah Hobbs, o camisola amarela, no final da etapa mostrou-se feliz e disse que: “está a ser uma corrida excecional. Os seis segundos poderão ser suficiente para ganhar a volta, as montanhas também são o meu terreno”.

 

Classificação da Etapa

 

1º- Noah Hobbs/GBR (EF Education/Aevolo), 4h13’54” (média de 42.536 kms/h), 2º- German Nicolas Tivani/ARG (Aviludo/ Louletano/ Loulé Concelho m.t., 3º Xabier Berasategi/ESP (Euskalter/ Euskadi) m.t., 4º- Theodor Obholzer/GBR (Óbidos Cycling Team) m.t. e 5º- Mathias Schwarzbacher/SVK m.t.

 

Classificação Geral

 

1º- Noah Hobbs/GBR (EF Education/Aevolo), 11h09’25”, 2º- German Nicolas Tivani/ARG (Aviludo/ Louletano/ Loulé Concelho) a 6”, 3º- FÁBIO Costa/POR (Anicolor/Tien 21) a 22”, 4º- Jenthe Verstraete/BEL (EF Education/Aevolo) m.t e 5º- Xabier Berasategi/ESP (Euskalter/ Euskadi) a 23”

 

Equipas: Euskalter/ Euskadi

 

Pontos: Noah Hobbs/GBR (EF Education/Aevolo)

 

Montanha: Pedro Pinto (Efapel Cycling)

 

Juventude: Noah Hobbs/GBR (EF Education/Aevolo)

 

A quarta etapa, a tirada rainha da Volta ao Alentejo Crédito Agrícola, liga este sábado, Monforte a Castelo de Vide, na distância de 147,7 quilómetros, com partida às 11,30 horas, com metas volantes em Arronches, Portalegre e Castelo de Vide e seis contagens de montanha no Cabeço do Mouro (2º categoria), Serra de São Mamede, Porto Espada, Marvão e duas passagens na Serra de São Paulo/Senhora da Penha (todas de 3ª categoria), estando a chegada à “Sintra do Alentejo” prevista para as 15,39 horas.

Fonte: Podium

“Espírito ofensivo de Ben Tulett recompensado com vitória na 4ª etapa e liderança da geral da Settimana Internazionale Coppi e Bartali”


Por: Miguel Marques

A Team Visma | Lease a Bike viveu esta quinta-feira um verdadeiro dia de glória, conquistando vitórias em duas corridas distintas graças a dois dos seus jovens talentos britânicos. Enquanto Matthew Brennan triunfava na Volta à Catalunha, foi apenas minutos antes que Ben Tulett se impôs na quarta etapa da Settimana Internazionale Coppi e Bartali.

Na jornada montanhosa da corrida italiana, marcada pelo ritmo elevado e pelas movimentações entre os candidatos à geral, nomeadamente um ataque muito perigoso nos últimos quilómetros com Rafal Majka, Mauri Vansevenant e Jarno Widar. Este grupo seria anulado a 6500m do fim e poucos quilómetros depois, um novo trio emergiu, com Tulett, Sheffield e Donovan. Ben Tulett destacou-se com um ataque certeiro a partir deste grupo reduzido já nos quilómetros finais. Sem resposta por parte dos adversários, o britânico isolou-se para cruzar a meta em solitário, assinando uma vitória de grande classe.

Jay Vine, que no dia anterior se mostrara em bom plano, não conseguiu responder aos ataques decisivos nesta etapa. Igor Arrieta e Mark Donovan disputaram entre si os restantes lugares do pódio, enquanto o grosso dos favoritos à classificação geral terminou cerca de 15 segundos depois, liderados por Simone Velasco (4º).

Com esta vitória, Tulett reforça o seu estatuto de candidato à geral, subindo à liderança e contribui para um dia memorável da formação neerlandesa.

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/esprito-ofensivo-de-ben-tulett-recompensado-com-vitria-na-4-etapa-e-liderana-da-geral-da-settimana-internazionale-coppi-e-bartali

“Lance Armstrong deixa conselhos sobre segurança rodoviária: “Evito estradas longas e retas a todo o custo”


Por: Ivan Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

No mais recente episódio do seu podcast The Move, Lance Armstrong abordou um dos temas mais sensíveis da atualidade para quem pedala: a segurança rodoviária. O antigo campeão norte-americano partilhou conselhos práticos e a sua própria experiência, apontando formas de os ciclistas se protegerem cada vez mais num ambiente rodoviário que considera estar em mudança.

"Já fui atropelado por alguns carros, mas não por condutores distraídos", começou por explicar Armstrong. "Quando estamos numa bicicleta, ficamos assustados se alguém se aproxima demasiado de nós. E sim, acho que está a tornar-se cada vez mais comum. Mas há formas de nos protegermos, não há? E penso que isto pode ser útil para todos aqueles que procuram conselhos sobre o assunto."

Uma das soluções sugeridas por Armstrong passa por utilizar uma bicicleta de gravel, que oferece mais flexibilidade para escapar de situações perigosas: "Em primeiro lugar, ando sobretudo na minha bicicleta de gravel, por isso posso pedalar em praticamente qualquer superfície. Se me sentir inseguro numa estrada e estiver numa bicicleta destas, posso subir para um passeio, ou seguir por um trilho de terra se vir um disponível."

O norte-americano deixou também um conselho importante quanto à escolha do percurso, sobretudo para cicloturistas e amadores: evitar estradas longas e retas. "Acho que uma coisa que tento sempre evitar são essas estradas retas e intermináveis. Os condutores ficam mais distraídos nelas. Pelo contrário, se estiverem numa estrada com curvas ou que exija mais atenção, estão mais focados, porque têm de estar atentos à condução, às mudanças de direção. Essas estradas longas e retas? Evito-as a todo o custo."

Armstrong sublinhou ainda como o cenário rodoviário mudou desde os seus primeiros tempos em Austin, Texas: "Quando me mudei para cá em 1989, as zonas a oeste da cidade já começavam a ficar frias e sossegadas. Hoje em dia, isso já não acontece. Está tudo mais movimentado, mais perigoso."

Numa altura em que as preocupações com a segurança de quem pedala são cada vez mais discutidas, Armstrong traz uma perspetiva pessoal, mas cheia de ensinamentos simples e diretos, com base em décadas de estrada.

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/lance-armstrong-deixa-conselhos-sobre-seguranca-rodoviaria-evito-estradas-longas-e-retas-a-todo-o-custo

“Mathieu van der Poel arrasa a concorrência e revalida o título na E3 Saxo Classic, com um solo de 40km!”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Depois da exibição dominante na Milan-Sanremo, Mathieu van der Poel voltou a demonstrar a sua superioridade ao vencer, esta sexta-feira, a E3 Saxo Classic. O ex-campeão do mundo impôs-se de forma categórica na clássica belga, deixando os rivais para trás com um ataque fulminante e triunfando a solo com mais de um minuto de vantagem.

A corrida começou de forma atribulada, com uma queda coletiva que envolveu e atrasou muitos ciclistas do pelotão, criando um grupo dianteiro de cerca de 50 elementos. Entre os escapados estavam corredores perigosos, o que fez com que a diferença para o pelotão - onde seguiam Van der Poel, Wout van Aert, Mads Pedersen e Filippo Ganna - chegasse aos dois minutos.

Contudo, a vantagem começou a diminuir gradualmente e foi anulada quando os ciclistas entraram nos últimos 110 quilómetros, marcando o início da fase decisiva da prova. Aimé De Gendt e Casper Pedersen aproveitaram o momento para atacar, mas acabariam por ser alcançados pouco depois, na sequência de uma movimentação decisiva no Taaienberg.

Foi nessa subida icónica que a INEOS Grenadiers endureceram o ritmo, mas foi Mads Pedersen quem atacou. O dinamarquês foi seguido de imediato por Van der Poel e Filippo Ganna, formando-se assim um trio de luxo na frente. Mais tarde, De Gendt e Pedersen juntaram-se ao grupo, formando um quinteto que colaborou eficazmente até ao Oude Kwaremont.

Foi aí que Van der Poel fez a diferença: mexeu pela primeira vez na corrida e isso foi suficiente para deixar os seus companheiros de fuga para trás, isolando-se na frente. Pedersen e Ganna tentaram resistir em perseguições solitárias, enquanto o grupo perseguidor, com Matteo Jorgenson entre os elementos mais fortes, procurava minimizar perdas e garantir lugares cimeiros.

Sem surpresas, Van der Poel revalidou o título em Harelbeke com autoridade, debaixo de chuva, e celebrou mais uma vitória de prestígio no calendário das clássicas. Mads Pedersen foi segundo, a mais de um minuto, com Filippo Ganna a fechar o pódio numa demonstração de grande forma por parte dos protagonistas das clássicas flamengas.

 

“Top 10 E3 Saxo Classic”

 

1º Van der Poel Mathieu - Alpecin-Deceuninck       

2º Pedersen Mads - Lidl-Trek

3º Ganna Filippo - INEOS Grenadiers

4º Pedersen Casper - Soudal Quick-Step

5º Stuyven Jasper - Lidl-Trek

6º Küng Stefan - Groupama-FDJ 

7º De Gendt Aimé - Cofidis

8º Wellens Tim UAE - Team Emirates-XRG

9º Jorgenson Matteo - Team Visma | Lease a Bike

10º Teunissen Mike - XDS Astana Team

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/mathieu-van-der-poel-arrasa-a-concorrncia-e-revalida-o-ttulo-na-e3-saxo-classic-com-um-solo-de-40km

“Volta à Catalunha continua ao rubro: Ayuso regressa à liderança”


Espanhol e Primoz Roglic continuam num mano a mano em Espanha

 

Por: Lusa

Foto: EPA

O ciclista espanhol Juan Ayuso (UAE Emirates) recuperou, graças às bonificações do sprint intermédio, a liderança da Volta à Catalunha, após a quinta etapa, esta sexta-feira ganha pelo britânico Matthew Brennan (Visma-Lease a Bike).

O jovem britânico, de 19 anos, somou a segunda vitória na 104.ª edição da corrida catalã, depois de já ter vencido a primeira etapa, num dia em que Ayuso voltou a ultrapassar o esloveno Primoz Roglic (Red Bull-BORA-hansgrohe) na liderança, agora por apenas um segundo, depois de ter sido segundo no sprint intermédio.

Já depois da passagem pelo sprint intermédio e, no momento em que era apanhado o francês Enzo Paleni (Groupama-FDJ), derradeiro resistente da fuga inicial de sete ciclistas, a Visma-Lease a Bike, a INEOS e a Movistar aproveitaram os ventos laterais, a pouco mais de 20 quilómetros da meta, para cortar o pelotão e reduzi-lo a pouco mais de 30 unidades.

Num grupo reduzido, Brennan impôs-se claramente no sprint, vencendo em 3:28.14 horas, após os 165,9 quilómetros entre Paüls e Amposta, o mesmo tempo do neerlandês Tibor del Grosso (Alpecin-Deceuninck) e do checo Pavel Bittner (Picnic PostNL), segundo e terceiro, respetivamente.

O segundo ganho no sprint intermédio permitiu a Ayuso recuperar a liderança a Roglic, com esse mesmo tempo de vantagem, passando a ter 21 segundos à maior sobre o espanhol Enric Mas (Movistar).

Os 'abanicos' acabaram por 'vitimar' apenas dois ciclistas do top 10, com o belga Lennert van Eeetvelt (Lotto) a cair duas posições, para oitavo, e o norte-americano Matthew Riccitello (Israel-Premier Tech) a descer de oitavo para 12.º.

O português Afonso Eulálio (Bahrain-Victorius) terminou a etapa na 105.ª posição, a 4.41 minutos, caindo para o 70.º lugar, a 30.43.

Este sábado, corre-se uma das mais duras etapas desta edição da Volta à Catalunha, com 159 quilómetros entre Berga e Queralt, com quatro contagens de montanha, entre as quais uma de categoria especial e duas de primeira categoria, uma coincidente com a meta.

Fonte: Record on-line

Ficha Técnica

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