sábado, 11 de agosto de 2018

“Kwiatkowski vence Volta à Polónia em última etapa conquistada por Simon Yates"

Para o polaco, é a primeira vitória no seu país, e a segunda em provas World Tour este ano, depois de ter conquistado o Tirreno-Adriatico.

O ciclista polaco Michal Kwiatkowski (Sky) venceu esta sexta-feira a Volta à Polónia, ao fechar em sexto lugar a sétima e última etapa, ganha por um esforço solitário do britânico Simon Yates (Mitchelton-Scott).

Yates cortou a meta isolado, em Bukowina Tatrzanska, ao fim de 3:37.17 horas para cumprir 136 quilómetros, com 12 segundos de vantagem sobre o resto do grupo dos favoritos, mas o esforço não deu para ultrapassar Kwiatkowski, terminando no segundo lugar da geral final.

O francês Thibaut Pinot (Groupama–FDJ) foi segundo na etapa, enquanto o italiano Davide Formolo (BORA-hansgrohe) fechou em terceiro.

Na geral final, Kwiatkowski, campeão do mundo em 2014, confirmou a vitória, à frente de Yates, segundo, e de Pinot, terceiro.

Para o polaco, é a primeira vitória no seu país, e a segunda em provas World Tour este ano, depois de ter conquistado o Tirreno-Adriatico.

O ano de Kwiatkowski, que se sagrou campeão de fundo da Polónia, inclui ainda o triunfo na Volta ao Algarve, na qual venceu duas etapas.

Rui Costa (UAE Team Emirates) fechou a derradeira tirada em 61.º, a 7.24 minutos do vencedor, e acabou no 54.º lugar final, enquanto Nuno Bico (Movistar) encerrou a prova no 84.º lugar, após ter cortado a meta em 85.º no último dia.

Fonte: Sapo on-line

“Ullrich internado em ala psiquiátrica”

Polémicas somam-se na vida do ex-ciclista alemão

Têm sido uns dias de verdadeiro desassossego para Jan Ullrich. Horas depois de ter sido posto em liberdade após ter agredido uma prostituta num hotel de luxo, o antigo ciclista alemão deu entrada num hospital psiquiátrico, segundo avança o 'Bild'.

De acordo com o jornal, as autoridades não consideraram haver motivo para o manter na prisão, pelo que foi colocado em liberdade embora prossigam as investigações por tentativa de homicídio e lesões físicas. Ainda assim, e perante o estado de Ullrich, as autoridades ordenaram o seu internamento.

 

Um lençol de confusões

Preso duas vezes no espaço de uma semana. Assim tem sido o agosto do antigo ciclista Jan Ullrich, que surpreendeu ao vencer o Tour em 1997, com apenas 23 anos.

De acordo com alguma imprensa do seu país, o alemão, agora com 44 anos, foi detido ontem, num hotel de luxo em Frankfurt, por ter agredido uma prostituta.

A polícia, através de um comunicado, confirmou ter detido um hóspede, sem revelar a sua identidade. "Essa pessoa terá tido uma discussão com a sua companheira. Depois atacou-a fisicamente, ferindo-a. As circunstâncias exatas que rodeiam este caso estão a ser apuradas", explicaram as autoridades, informando ainda que "a vítima teve de receber assistência médica".

O canal informativo NTV revelou, no entanto, alguns detalhes curiosos. A detenção terá ocorrido por volta das seis horas da manhã e aparentemente Ullrich terá tentado mesmo estrangular a prostituta por não ter ficado "satisfeito" com os serviços sexuais contratados. A mesma fonte adiante que o antigo ciclista estava embriagado e sob o efeito de drogas.

Há uma semana, Jan Ullrich foi preso em Maiorca, em Espanha, por ter invadido e ameaçado um vizinho, o compatriota e cineasta Till Schweiger.

Jan Ullrich caiu em desgraça depois de ter sido implicado em casos de doping, colocando um ponto final na carreira em 2007.

Continua a ser o único alemão a vencer o Tour.

Fonte: Record on-line

“Equipa Portugal/Portugal vai procurar surpreender os sprinters”

Por: José Carlos Gomes

A Equipa Portugal compete, neste domingo, na prova de fundo do Campeonato da Europa de Estrada, em Glasgow, Escócia. Num circuito que assenta como uma luva aos sprinters, a difícil missão nacional passa por tentar provocar e aproveitar situações de corrida que surpreendam os homens mais rápidos.

José Gonçalves, Ricardo Vilela, Rui Costa e Tiago Machado são os homens que o selecionador nacional, José Poeira, tem à disposição para enfrentar as 16 voltas ao circuito urbano de 14.400 metros, numa prova que irá totalizar 230 quilómetros.

“O circuito é, por assim dizer, demasiado urbano. Para nós seria mais favorável se a corrida saísse da cidade e pudesse passar por zonas de maior inclinação, mas não é isso que temos pela frente e devemos adaptar-nos ao percurso existente. A corrida vai passar por zonas de peões e até pelo interior de um parque. A luta pela colocação vai ser permanente e muito desgastante. Com a chuva que se prevê, há troços muito traiçoeiros”, avisa José Poeira.

O lote de sprinters presentes em Glasgow é de respeito. É de crer que muitas seleções tudo farão para levar um grupo compacto para a discussão das medalhas na reta da meta. Há, no entanto, outros países que têm a missão de tentar impedir o sucesso dos velocistas. Entre estas nações está Portugal, que terá de bater-se por uma corrida endurecida, que impeça o sucesso dos puros sprinters.

O circuito em que vai disputar-se a corrida já foi usado em competições anteriores e teve desfechos diversos. Em 2013 foi palco do campeonato nacional de fundo da Grã-Bretanha, com vitória do sprinter Mark Cavendish. No ano seguinte, foi nas estradas de Glasgow que se disputou a prova de fundo dos Jogos da Commonwealth e a vitória pertenceu a um corredor completo, Geraint Thomas, que triunfou isolado. Em ambos os casos, a corrida teve menos de 200 quilómetros, o que fará toda a diferença para a corrida deste Campeonato da Europa, pois a longa distância acrescenta desgaste e dificuldades.

A Equipa Portugal só ao final da tarde de hoje ficará completa, com a chegada de Rui Costa, que aterra em Glasgow depois de ontem ter concluído a Volta à Polónia. Na manhã deste sábado, Ricardo Vilela e Tiago Machado saíram para treinar na estrada, enquanto José Gonçalves, após um treino mais longo na sexta-feira, teve uma jornada de recuperação ativa.

Fonte: FPC

“Volta a Burgos: Carlos Barbero vence quarta etapa”

Ángel López segue líder na prova espanhola

Por: Lusa

Foto: EPA

O espanhol Carlos Barbero (Movistar) venceu esta sexta-feira a quarta etapa da 40.ª edição da Volta a Burgos, com o colombiano Miguel Ángel López (Astana) a conservar a liderança da classificação geral individual.

Barbero, de 27 anos, cortou a meta ao fim de 3:55.44 horas, necessárias para cumprir os 165 quilómetros entre Monasterios San Pedro Cardeña e a antiga cidade romana de Clunia, batendo ao sprint uma dupla de italianos da Nippo-Vino Fantini, Marco Tizza, segundo, e Nicola Bagioli, terceiro.

López, que esta sexta-feira foi sétimo e não cedeu tempo perante nenhum dos 32 atletas que cortaram a meta com o mesmo registo do vencedor, segue com uma vantagem de dois segundos para o também colombiano Ivan Sosa (Androni Giocattoli-Sidermec), e de 27 segundos para o eritreu Merhawi Kudus (Dimension Data).

O português José Mendes (Burgos-BH) cortou a meta no 26.º lugar, com o mesmo tempo do vencedor, e segurou o 12.º lugar da geral, a 1.41 minutos do camisola amarela.

Já Nelson Oliveira manteve o 49.º lugar na geral, ao cortar a meta no 46.º posto.

No sábado, a quinta e última etapa liga Salas de los Infantes a Lagunas de Neila, numa tirada de 141 quilómetros que termina com chegada em alto a testar a liderança de López e as aspirações dos restantes candidatos.

Fonte: Record on-line

“Volta a Portugal/Um olhar pela Volta dia-a-dia”

10ª Etapa Fafe/Fafe

Texto: José Morais

Fotos: Podium

Este domingo 12 de agosto, realiza-se a 10ª etapa, a última, um contra-relógio individual. Numa extensão de 17,30 quilómetros, entre Fafe e Fafe.

Na etapa de hoje, não mudou nada, os primeiros lugares da geral, Raúl Alarcón mantem o primeiro lugar, a 00:01:01 do segundo Joni Brandão que se atrasou, já que Raúl Alarcón ganhou lá bem no alto da Senhora da Graça, e pela terceira vez.

E este domingo, adivinha-se um contra-relógio individual muito complicado na última etapa, que ditará o vencedor final, se o mesmo não foi já hoje conhecido com a vitória de Raúl Alarcón.

Olhando a altimetria, nada fácil para os ciclistas, depois de um sábado muito difícil, com muitos ciclistas a chegarem atrasados e algumas dificuldades, como estarão preparados física e psicologicamente para o último desafio desta volta.

O contra-relógio pode ser a decisão final, como a mesma já tenha sido ditada hoje, mas antes do final tudo pode acontecer, avarias, quedas, ou outros imprevistos, por isso só domingo teremos essa decisão.

E a Volta vai continuar e terminar em Fafe, fica a pouco mais de 40 quilómetros da Senhora da Graça, com a etapa de hoje a terminar novamente cerca das 17.30, existe sem dúvida muito mais tempo para descansar, amanhã, olhando para a altimetria, a mesma promete, num sobe e desce quase constante, muitas são as dificuldades que muitos vão encontrar.

Será que os ciclistas estarão recuperados, e ficam preparados amanhã para mais um grande desafio, o último da 80ª Volta a Portugal em Bicicleta, onde as mazelas das etapas anteriores provocaram, quem aguenta, quem fica pelo caminho, e será que a camisola mudará, ou reforçara a liderança da volta, garantindo a mesma, no final teremos essa resposta, por agora fica a altimetria, o mapa do percurso, como a partida e a chegada.

“Volta a Portugal/Nos 40 anos da subida à Srª da Graça foi Alarcón a festejar com V… de Vinhas”

Mal cortou a meta, Raúl Alarcón lançou para o ar as mãos e com os dois indicadores fez um “V”. Não foi o símbolo de vitória mas o gesto tinha dedicatória especial. "Foi um “V” de Vinhas por tudo o que passou, pelo esforço que está a fazer, ao não abandonar a Volta. Tinha de lhe dedicar este triunfo. É uma vitória também para os meus colegas, mas especialmente para o Vinhas, o meu “irmão", explicou Alarcón homenageando o companheiro Rui Vinhas que apesar da queda violenta na quinta etapa continua em prova. "Foi uma etapa muito bonita. No final tinha de vencer pelos meus colegas, por todo o trabalho que têm estado a fazer. Obrigado por tudo", acrescentou o espanhol afirmando que a W52-FC Porto ainda irá tentar ganhar também por equipas, cuja liderança está segura apenas por dois segundos pelo Sporting-Tavira.

O último suspiro do trepador que podia ser herói

Faltavam apenas 250 metros para o fim da subida ao Monte Farinha, em Mondim de Basto, quando David Rodrigues (Radio Popular-Boavista) viu uma fuga solitária com 70 quilómetros chegar ao fim porque Raúl Alarcón (W52-FC Porto) demonstrou novamente que está muito forte."Faltaram algumas forças no final e talvez um pouco mais de sorte. Tive um pouco de azar porque se estava a discutir a Volta mas foi um bom dia de ciclismo", disse o ciclista da Radio Popular-Boavista que viu o triunfo esfumar-se nos últimos instantes da etapa. David Rodrigues chegou a rondar com quatro minutos de vantagem mas a diferença esfumou-se a cada metro da última subida. Atrás, Alarcón disparou e, em menos de 500 metros, deixou os adversários para trás e foi buscar aquele que estava a ser o herói da etapa.

O espanhol já líder ganhou este sábado a nona etapa na 80ª Volta a Portugal Santander e aumentou a distância para a concorrência, o que lhe dá uma margem mais confortável para o último dia de competição, o contrarrelógio de 17,3 quilómetros que vai encerrar a 80ª edição da Volta a Portugal.
Alarcón repetiu a vitória na mítica subida, onde já fora primeiro no ano passado, e agora está definitivamente mais próximo de somar também o segundo triunfo consecutivo na maior corrida portuguesa.
A penúltima etapa que partiu de Felgueiras tinha as maiores dificuldades guardadas para a segunda metade dos 155,2 quilómetros. As subidas de primeira categoria do Alto da Barra e Barreiro acabaram por não ser selectivas porque as principais figuras da Volta chegaram juntas a Mondim de Basto. O Sporting-Tavira jogou ao ataque mas a W52-FC Porto anulou qualquer tentativa de ameaça à liderança de Alarcón. Joni Brandão, o principal rival, foi quarto, perdendo nove segundos, o que o mantem no segundo lugar da geral mas agora um minuto e um segundo. O homem do Sporting-Tavira perdeu ainda a Camisola Liberty Seguros da Montanha com Alarcón a fechar essa classificação, com quatro pontos de vantagem.

Srª da Graça ajudou a definir posições para o cronómetro final

Edgar Pinto (Vito-Feirense-Blackjack) foi segundo na Srª. da Graça com mais cinco segundos que o vencedor e está na quarta posição a dois minutos e três segundos da Amarela. Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano-Uli) ao cortar a meta com mais sete segundos continua a ocupar o último lugar do pódio geral mas agora a 1 minuto e 48 segundos. O espanhol da equipa algarvia garantiu já a Camisola Verde Rubis Gás dos pontos.Apesar de uma etapa muito sofrida, XubanErrazkin (Vito-Feirense-BlackJack) conseguiu manter a Camisola Branca RTP e está perto de se sagrar o melhor jovem da Volta.
Fafe irá este domingo estrear-se a receber a última etapa da Volta a Portugal com um contrarrelógio de 17,3 quilómetros.
Fonte: Podium  

“Volta a Portugal/João Benta: Antes da partida «Esta vai ser etapa rainha»”

Diz que a tirada da Serra da Estrela, sem a Torre, perdeu protagonismo

Por: Alexandre Reis

A Volta a Portugal perdeu este ano a subida à Torre, pelo que a 9ª tirada, que se disputou hoje, entre Felgueiras e Mondim de Basto (155,2 km), bem que se pode classificar como a etapa rainha, que contempla a difícil subida ao Monte Farinha, no Santuário da Senhora da Graça.

Esta é, pelo menos, a opinião de João Benta (RP-Boavista), um dos candidatos à discussão da geral: "Embora a subida às Penhas da Saúde tivesse sido difícil, não se chegou a ir à Torre, na Serra da Estrela, pelo que para mim esta é que será a etapa rainha. Vai ser muito sacrifício até à meta, com duas montanhas pelo meio, antes da Senhora da Graça. E quando a árvore for abanada, muita fruta vai cair. Espero ter a minha estrelinha."

Outro dos candidatos é Edgar Pinto (Vito-Feirense-Blackjack), vencedor desta mítica etapa, em 2014: "Venci num contexto diferente. Nesse ano faltava muita Volta e agora estou nas decisões. Espero que a etapa seja endurecida no meio e depois será o tudo ou nada na parte final."

Frederico Figueiredo (Sporting-Tavira) também está ciente de que a Senhora da Graça será decisiva: "Vamos jogar a cartada decisiva. Em princípio estarei para ajudar Joni Brandão, mas também poderei atacar cedo para desgastar Raúl Alarcón. Vamos ver."

Fonte: Record on-line