domingo, 11 de agosto de 2019

“Taça Nacional de Esperanças”

Raúl Ribeiro ganha a Taça Nacional de Esperanças

Por: José Carlos Gomes

A regularidade no conjunto das duas corridas deste fim de semana deu a Raúl Ribeiro (Crédito Agrícola/Almodôvar) a vitória na geral da Taça Nacional de Esperanças. A prova de hoje, na Curia, foi ganha por Wilson Esperança (Sicasal/Constantinos).

Depois do triunfo de Marcelo Salvador, ontem, em Anadia, a Sicasal/Constantinos voltou hoje a destacar-se hoje, no Circuito da Curia. Desta feita, coube a Wilson Esperança corporizar a superioridade dos torrienses, impondo-se entre o trio que se destacou ligeiramente de um grupo de 12 unidades.

Wilson Esperança terminou os 90 quilómetros da corrida em 2h19m23s, relegando Raúl Ribeiro para o segundo lugar e o júnior João Silva (Bairrada) para a terceira posição.

No somatória das duas corridas desta fim de semana, o mais regular foi Raúl Ribeiro, que deu à equipa de Almodôvar a Taça Nacional de Esperanças, com um total de 100 pontos. Marcelo Salvador foi o segundo, com 80, e Wilson Esperança fechou o pódio da geral absoluta, com 75.

Entre os juniores, o vencedor da geral foi João Ferreira (Academia Joaquim Agostinho/UDO), com 110 pontos, mais dez do que Hugo Martins (Mato Cheirinhos/Vila Galé/Etopi) e mais 22 do que João Silva.

A Sicasal/Constantinos foi a melhor equipa no somatório das duas corridas. Em juniores venceu a formação Mato Cheirinhos/Vila Galé/Etopi.

Fonte: FPC

“Equipa Portugal/Luís Costa e Telmo Pinão no oitavo posto da Taça do Mundo

Por: José Carlos Gomes

Os portugueses Luís Costa, na classe H5, e Telmo Pinão, em C2, conseguiram o oitavo lugar nas respetivas provas de fundo da etapa da Taça do Mundo de Paraciclismo, realizada em Baie – Comeau, Canadá.

A prova de classe H5 teve 56,7 quilómetros, tendo sido muito atacada. Luís Costa esteve envolvido em algumas movimentações, mas a maior parte dos 11 participantes reagruparam-se a tempo de uma discussão ao sprint.

O italiano Alessandro Zanardi foi o mais rápido, diante do holandês Tim de Vries e do francês Loic Vergnaud, segundo e terceiro. Luís Costa cedeu algum terreno no sprint, gastando mais 4 segundos do que o vencedor.

“O Luís Costa poderia ter feito 5.º ou 6.º se taticamente se tem protegido mais, mas está de parabéns pois chega com o grupo da frente. Esta classe tem apresentado alguma revalorização de quantidade e qualidade, porque apareceram vários atletas jovens e de qualidade, que tornaram a classe muito mais competitiva”, explica o selecionador nacional, José Marques.

Telmo Pinão também cumpriu 56,7 quilómetros na corrida de classe C2. A prova decidiu-se entre três corredores que se destacaram dos demais. O melhor foi o francês Alexandre Leaute, seguido pelo checo Ivo Koblasa e pelo canadense Tristen Chernove. Telmo Pinão foi o oitavo, a 1m09s. “O Telmo Pinão está de parabéns pela forma como leu a corrida”, considera José Marques.

Fonte: FPC

“Equipa Portugal/Rui Oliveira 16.º em Alkmaar”

Por: José Carlos Gomes

O português Rui Oliveira foi hoje o 16.º classificado na prova de fundo para elite do Campeonato da Europa de Estrada, que hoje se realizou em Alkmaar, Holanda, com vitória do italiano Elia Viviani.

Os primeiros 46,2 quilómetros, disputados fora do perímetro urbano de Alkmaar, foram determinantes para o desenrolar da corrida. Esta parte do traçado, em zonas ainda mais expostas ao forte vento do que o centro da cidade, tornaram a prova mais dura e fizeram mossa.

Logo ao quilómetro seis, uma queda coletiva partiu o pelotão em vários grupos, com muitos corredores a não conseguirem reencontrar a frente da corrida. Rui Oliveira chegou a rodar no segundo grupo, mas logrou voltar ao pelotão principal.

Menos sorte teve César Martingil. O corredor português, vítima de furo, atrasou-se bastante, mas ainda conseguiu chegar ao segundo grupo. Só que o esforço empreendido para a recolagem passou fatura e o ribatejano acabaria por descolar, não terminando a prova.

A 65 quilómetros do final, quando a corrida parecia estabilizada, a Itália acelerou na cabeça do pelotão e, aproveitando o vento, provocou uma “bordure” que deixou 13 corredores na frente. Entre eles estavam Elia Viviani e Matteo Trenti, mais dois compatriotas, e Pascal Ackermann, acolitado por outros dois alemães. O pelotão não reagiu de imediato e, quando a Holanda e a Noruega encetaram uma perseguição mais efetiva, a diferença já ultrapassava os 30 segundos, difíceis de recuperar, num circuito com as caraterísticas deste.

A 25 quilómetros da meta, houve uma cisão entre os fugitivos, restando Elia Viviani, Pascal Ackermann e Yves Lampaert em cabeça de corrida. A diferença para o pelotão cresceu para mais de 50 segundos e ficou claro que as medalhas estavam entregues.

A 3,5 quilómetros do final, Yves Lampaert atacou e só Elia Viviani teve capacidade de resposta. O belga levou o italiano sempre na roda até à meta, onde o sprinter transalpino se impôs, com um segundo de vantagem sobre o colega de equipa na Deceuninck-Quick Step. Pascal Ackermann foi terceiro, a 8 segundos. O vencedor fez uma média de 46,9 km/h.


O pelotão gastou mais 33 segundos do que o vencedor. Nesse grupo chegou Rui Oliveira, na 16.ª posição, no culminar de uma prova de grande tenacidade e espírito de sacrifício, lutando desde o princípio até ao final pela melhor posição no grupo, sem ajuda de qualquer elemento na colocação.

“Dei tudo o que tinha, numa corrida muito difícil, pois foi necessário lutar toda a prova pela colocação. Estou satisfeito com o meu desempenho e com o resultado, porque sem colegas de equipa para ajudar, tenho noção de que não era possível fazer melhor, num pelotão desta qualidade”, afirma co corredor.

Fonte: FPC

“Com o fim do Tour de France, ciclismo procura saída para crise”

Começa a traçar-se um plano para reparar o ciclismo internacional antes de ser tarde demais.

Por: Bloomberg

Foto: EPA

Se por acaso acompanha competições de ciclismo profissional de vez em quando, provavelmente assiste uma vez por ano ao Tour de France. Durante essas três semanas em julho, os fãs podem assistir aos melhores ciclistas do mundo deslizarem por estradas do interior de França, competindo pela supremacia à frente de um longo e sinuoso pelotão.

Mas, por trás desse trajeto europeu cuidadosamente orquestrado - conquistado na semana passada pelo colombiano Egan Bernal -, o desporto enfrenta uma crise. Nos últimos anos, as equipas têm desaparecido a um ritmo alarmante, deixando ciclistas e equipas técnicas com dificuldades em encontrar emprego.

O modelo económico do ciclismo internacional é difícil. No início de cada ano, a maioria das equipas tem uma quantia fixa de recursos dos patrocinadores - uma série de empresas que pagam para que a sua marca seja vista nos corpos magricelos de ciclistas ofegantes. Os grandes patrocinadores - fabricantes de bicicletas, empresas de telecomunicações e até empresas de combustíveis fósseis - geralmente têm sede na Europa, devido à popularidade do desporto na região.

"O ciclismo profissional deveria ser considerado um negócio, mas é parasitário", disse Jonathan Vaughters, ex-ciclista profissional e representante da equipa EF Education First-Drapac p/b Cannondale. "Equipas e corridas estão a competir pelos mesmos patrocinadores."

Agora, com o fim do principal evento do ciclismo internacional, alguns interessados estão concentrados em como fazer isto. No processo, esperam reverter o lento declínio do desporto.

O ciclismo é um desporto difícil de ser vendido a emissores, com horas de relativa inércia intercaladas por breves momentos de emoção quando um ciclista tenta uma ultrapassagem (ataca) ou cai. Transmitir uma corrida pela TV requer um sistema de revezamento caro de helicópteros e aviões para transmitir sinais de câmeras instaladas em motocicletas. A maioria das transmissões de ciclismo - até mesmo para o Tour de France - perde dinheiro.

A instabilidade do ciclismo profissional é agravada por um outro problema estrutural: as equipas não são franquias permanentes. Precisam de licenças de curto prazo concedidas pela União Ciclística Internacional (UCI), órgão regulador do desporto. As equipas também não competem como parte de uma liga; cada corrida é propriedade de uma empresa externa que, por sua vez, vende os direitos de transmissão e patrocínio.

A UCI disse que planeia mudar o funcionamento da competição. Para a próxima temporada, está prevista uma nova estrutura para o ciclismo masculino, que abordará alguns dos problemas mais espinhosos enfrentados pelas equipas de segundo nível. Uma reforma importante será a extensão das licenças das equipas para três anos, segundo um anúncio da UCI em dezembro. A UCI não respondeu a um pedido de comentário.

Fonte: Negócios on-line

“Diogo Saleiro e Beatriz Martins venceram em Rendufe”

Diogo Saleiro e Beatriz Martins foram os grandes vencedores do 18º Prémio de Ciclismo de Rendufe (Amares) que decorreu num franco ambiente de festa, animado pela muita gente que se juntou ao longo do percurso das diversas provas.

Organizado em conjunto pela Associação de Ciclismo do Minho e pela Secção de Ciclismo do Rendufe Futebol Clube, o 18º Prémio de Ciclismo, integrado na Taça do Minho de Ciclismo de Estrada - Arrecadações da Quintã, destinou-se este ano aos escalões de pupilos/benjamins, iniciados, infantis, juvenis e cadetes. As diversas provas do 18º Prémio de Ciclismo de Rendufe serão realizadas em Rendufe (Amares), nas imediações da junta de freguesia local.

O cadete Diogo Saleiro (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) percorreu as seis voltas ao percurso em 37m29s, gastando menos 32s que Rolando Silva (Fortunna/Maia Formação) e menos 55s que o terceiro, Diogo Oliveira (Vito/Feirense/PNB).

Por equipas, a formação barcelense da Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact foi a melhor e subiu ao mais alto lugar do pódio, uma semana depois de ter brilhado na Volta a Portugal de Cadetes. A equipa de Barcelos somou seis pontos, deixando no segundo lugar o Fortunna/Maia Formção), enquanto a Vito/Feirense/PNB terminou em terceiro.

Em juniores femininos, Beatriz Martins (Bairrada) foi mais rápida e cortou a meta com 38.52m, deixado no segundo lugar Rafaela Ramalho (Maiatos), que fez 43m.

Beatriz Roxo (Maiatos) triunfou na prova de Cadetes, realizando o tempo de 27m20s. Antes da partida da corrida a atleta maiata mereceu uma atenção especial do pelotão e do público, recebendo uma calorosa salva de palmas pelo título nacional de cadetes que conquistou recentemente nos Campeonatos Nacionais que se realizaram em Melgaço.

João Martins (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) e Beatriz Silva (BMC/Póvoa de Varzim/CDC Navais) foram os vencedores da prova de juvenis do 18º Prémio de Ciclismo de Rendufe.

O ciclista da Seissa foi o mais rápido no sprint final e deixou para trás sete ciclistas que realizam o mesmo tempo. Pedro Caetano (Vito/Feirense/PNB) terminou na segunda posição e Gabriel Batista (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) foi terceiro classificado.

Em femininos, Beatriz Silva (BMC/Póvoa de Varzim/CDC Navais) foi a mais rápida, realizando o tempo de 30.20m, deixando na segunda posição Lara Pereira (União Ciclista da Trofa), que gastou o tempo de 33.15 para percorrer o trajeto.

Já em infantis, a vitória foi para Gonçalo Costa (BMC/Póvoa de Varzim/CDC Navais) que deixou no segundo posto André Maia (Figueiras BTT) e em terceiro Hugo Ramalho (Maiatos).

Em femininos, Margarida Vasconcelos (Maiatos) foi a mais rápida e venceu a prova de Rendufe, terminando em segundo Jéssica Oliveira (Vito/Feirense/PNB) e em terceiro Helena Vasconcelos (Maiatos).

Afonso Silva (BTT Braguinhas/Padim da Graça) evidenciou-se no conjunto das duas provas de iniciados, relegando para o segundo lugar Francisco Cardoso (C.C.Barcelos/A.F.F./Flynx/H.M. Motor) e para o terceiro Simão Pedrosa (Tensai/Sambiental/Santa Marta).

Na prova feminina, destacou-se Mariana Maia (Figueiras BTT) enquanto Sara Fernandes (Tensai / Sambiental / Santa Marta) foi segunda e Adelaide Palmeira (Seissa|KTM-Bikeseven|Matias&Araújo|Frulact) a terceira.

Rodrigo Brandão (Vito/Feirense/PNB) e Mariana Ribeiro (BMC/Póvoa de Varzim/CDC Navais) foram os melhores em Pupilos-Benjamins, tendo a equipa CC Barcelos/A.F.F./Flynx/H.M. Motor ficado em primeiro na classificação coletiva, seguindo-se a Seissa|KTM-Bikeseven|Matias&Araújo|Frulact e a Tensai/Sambiental/Santa Marta.

Manuel Moreira (Presidente da Câmara Municipal de Amares): “Esta prova é muito importante”

Manuel Moreira, presidente da Câmara Municipal de Amares, marcou presença no 18º Prémio de Ciclismo de Rendufe e considerou que esta é uma prova muito relevante para o concelho de Amares e para Rendufe.

“Esta prova é muito importante para o concelho e para Rendufe. Já faz parte da tradição do concelho receber esta prova que está inserida nas festas de Rendufe e se realiza há muitos anos”, recordou Manuel Moreira acrescentando que a prova “é muito positiva, quer em termos desportivos, quer na vertente economia. Trás a Rendufe imensa gente que usufrui do que aqui temos e faz movimentar o comércio”.

José Silva, presidente do Rendufe FC, fez um balanço positivo do 18º Prémio de Ciclismo, lamentando apenas a ausência dos Juniores. “Foi uma prova que correu muito bem. Apesar de não termos contado com o pelotão de juniores e de uma etapa da Volta a Portugal se disputar aqui perto (o que poder ter levado algumas pessoas a ir assistir) a verdade é que tivemos aqui uma boa e entusiasta assistência”, destacou o dirigente.

Carlos Leite, da equipa CC Barcelos/A.F.F./Flynx/H.M. Motor que triunfou nos escalões de escolas, mostrou-se bastante satisfeito com os resultados, salientando que “são o fruto do trabalho que vamos fazendo com estes miúdos”. “São estes resultados que nos deixam animados e que motivam os miúdos a treinar mais e com mais empenho. Temos um grupo que não é grande, mas estes resultados demonstram que é de qualidade. São jovens que se esforçam e se dedicam”, afirmou.

Carlos Leite disse ainda que “estes resultados são muito bons para o clube pois também mostram aos patrocinadores e apoiantes que estamos a fazer um bom trabalho”. “Para nós dirigentes é um prémio, porque trabalhamos, dedicamo-nos, damos tudo de nós em prol do clube e dos miúdos”, concluiu.

Rosa Cristina, diretora da Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact, salientou os resultados muito positivos dos seus atletas lembrando que o clube funciona como uma família. “Há muitos voluntários, que trabalham em prol do clube, da Escola de Ciclismo, da formação. Dispõe do seu tempo, dinheiro e fazem tudo para que o clube funcione e nada falte a estes jovens que gostam da modalidade e do convívio que têm nos treinos e nas provas”, afirmou Rosa Cristina.

O 18º Prémio de Ciclismo de Rendufe conta com a colaboração da Câmara Municipal de Amares, Junta de Freguesia de Rendufe, Federação Portuguesa de Ciclismo, Arrecadações da Quintã, Cision, Raiz Carisma - Soluções de Publicidade, POPP Design,  Score Tech e Navega Rías Baixas.

Fonte: ACM

“81ª Volta a Portugal Santander”

Tarde azul e branca consagrou João Rodrigues

A meio do contrarrelógio, a caminho da Avenida dos Aliados, já se percebia que João Rodrigues estava a ganhar tempo a Joni Brandão. Tiquetaque, tiquetaque, o cronómetro marcava a emoção do Grande Final da 81ª Volta a Portugal Santander. Os dois protagonistas, depois de mais de 1500 quilómetros de competição, entraram na última etapa empatados e só o percurso entre Vila Nova de Gaia e o Porto ia decidir o vencedor da Volta 2019.

Nos Aliados a festa estava montada. O espumante guardado para explodir com quem subisse ao pódio e os corações palpitavam. Quem seria o primeiro? Os ponteiros incessantes, ritmados, continuavam a cravar os segundos e a história desta Volta estava a finar-se.

Indiferentes ao bruaá do público, João Rodrigues voava e Joni Brandão, o último a partir, corria atrás do prejuízo. Um rio de gente agitava-se e os paralelos da calçada tremiam à passagem dos homens que discutiam a prova. O tal rio nos 19,5 quilómetros da última etapa desaguou num autêntico mar de emoções no centro histórico do Porto, a lembrar outros tempos e outras Voltas, mas com a certeza de que no futuro serão estas imagens a fazer memória. Nunca nos últimos anos a Volta foi tão emocionante e tão…portuguesa!

Na linha de meta, o relógio marcou 27 minutos e 31 segundos para o jovem algarvio, João Rodrigues, que um dia pensou ser futebolista, mas por obra e graça do destino veio parar ao ciclismo.

No fim ficou provado que voou. Fez a média de 42,5 Km/hora num trajeto difícil e técnico. Joni Brandão, o melhor que conseguiu foi o terceiro tempo com atraso de 27 segundos. Estava finalmente decidida a Volta. Mal o cronómetro parou, António Carvalho, segundo classificado nos Aliados, lançou Rodrigues às cavalitas e elevou-lhe o sonho a caminho do pódio, perante uma onda azul eufórica a agitar bandeiras e a gritar “Poooortoooo!!!”

A W52-FC Porto recuperava também a liderança por equipas ao colocar quatro homens nas cinco primeiras posições da Classificação Geral. Só a Efapel, com Brandão, conseguiu intrometer-se na hegemonia do coletivo liderado por Nuno Ribeiro, diretor desportivo que há sete Voltas consecutivas vê os seus homens vencer a “Portuguesa”. 

Há vários anos que a Volta não tinha um vencedor tão jovem e uma outra curiosidade: pela primeira vez desde que a Volta a Portugal faz parte do calendário internacional (1991), os vencedores de todas as classificações são portugueses. Para além da Amarela Santander de João Rodrigues, que acumulou também com a conquista do Prémio Kombinado Kia, a Camisola Verde/Rubis Gás, vencedor da Classificação por Pontos, foi de Daniel Mestre (W52-FC Porto), a Camisola Azul/Liberty Seguros, vencedor do Prémio da Montanha, foi entregue a Luís Gomes (Radio Popular-Boavista) e por fim a Camisola Branca/Jogos Santa Casa, vencedor da Juventude, foi de  Emanuel Duarte (LA Alumínios-LA Sports).


Há Volta a Portugal do Futuro em setembro

Menos de um mês depois de terminada “A Portuguesa”, é a vez da categoria Sub-23 fazer-se à estrada para a 27ª Volta a Portugal do Futuro Liberty Seguros. Entre os dias 5 e 8 de setembro, serão discutidas cinco etapas, a primeira em formato de circuito na Sertã e a segunda com partida e chegada em Abrantes. No sábado, a manhã será passada entre Abrantes e Castelo de Vide e, à tarde, haverá contrarrelógio individual na mesma vila alentejana. Para o último dia de competição está reservada uma etapa de Montanha com epicentro em Portalegre e passagem nos desafiantes topos da Serra de São Mamede e do Cabeço do Mouro.  

Fonte: Podium

“VOLTA A PORTUGAL/“O CICLISMO DÁ PROVAS DE ESTAR BEM VIVO”, SEGUNDO JOAQUIM GOMES”

Sobre a 82.ª edição, Gomes garante que “muitos municípios deste ano vão manter a presença até 2021”

O diretor da Volta a Portugal em bicicleta, Joaquim Gomes, disse hoje que “o ciclismo dá provas de estar bem vivo no país”, depois do “banho de multidão” no Porto para a última etapa da 81.ª edição.

“Nunca recebemos este banho de multidão. A Volta está de parabéns, o João Rodrigues [vencedor da prova] é o rei da festa, um vencedor honrado, e o Jóni Brandão [segundo classificado] foi um dos grandes protagonistas. O ciclismo dá provas de estar bem vivo no país”, analisou o antigo corredor, que há 30 anos venceu, também num contrarrelógio no Porto, a primeira de três Voltas da carreira.

Sobre a 82.ª edição, Gomes disse não poder “revelar muito”, ainda que garanta que “muitos municípios deste ano vão manter a presença até 2021” e que o contrarrelógio final entre Vila Nova de Gaia e Porto, que envolveu uma “operação policial de enorme dimensão” e uma fonte de preocupação, poderá “aparecer com mais regularidade na Volta a Portugal”.

Para o diretor, esta foi “uma Volta espetacular” e teve hoje um dia “insuperável”, com milhares de pessoas nas ruas a aplaudir os ciclistas, em mais uma mostra de “entrosamento do povo com os grandes corredores”.

Fonte: Sapo on-line

“Volta a Portugal/“Enquanto for ciclista o sonho vai continuar de pé”, admite Jóni Brandão”

O português chegou a liderar a Volta por três dias

O português Jóni Brandão (Efapel), que hoje acabou pela terceira vez a Volta a Portugal em bicicleta no segundo lugar final, disse que “o sonho vai continuar de pé” e quer voltar para vencer a corrida.

Segundo em 2015, 2018 e agora 2019, ano em que liderou por três dias e entrou no contrarrelógio final, hoje a terminar no Porto, com 41 centésimos de vantagem para o eventual vencedor, João Rodrigues (W52-FC Porto), agradeceu “a família e amigos por todo o apoio”.

 “Enquanto for ciclista, o sonho vai continuar de pé. Se não foi este ano, irá um dia bater à porta”, atirou, pouco depois de cortar a meta e saber que tinha ficado a 27 segundos da vitória.

Assumiu ter ficado “triste, porque o objetivo para a Volta era vencer”, mas referiu também que o rival, João Rodrigues, “foi mais forte”, dando os parabéns aos vencedores antes de um “balanço positivo” da 81.ª edição.

“Foi uma Volta bem disputada, cada etapa foi corrida como se fosse uma clássica, e foi bonita. Muita gente vibrou com esta corrida e o fim foi inédito, com primeiro e segundo com o mesmo tempo. Ficará na história”, mencionou.

O diretor desportivo da Efapel, Rúben Pereira, comentou que perder a corrida assim “custa a qualquer um”, mas a equipa “caiu de pé”.

“Não podemos pedir-lhes mais, o Jóni foi um herói e estiveram todos muito bem. Só temos de estar contentes com esta grande prestação. Em 2020, prometo regressar para ganhar a Volta”, atirou.

O dirigente lembrou ainda que o chefe de fila da equipa “tem contrato até 2021” e que a equipa “tinha tudo para ganhar”, mas “o João Rodrigues e a W52-FC Porto foram mais fortes e justos vencedores”.

Fonte: Sapo on-line

“Volta a Portugal/João Rodrigues, o algarvio que se impôs dentro e fora da equipa para vencer a Volta”

Aos 24 anos, português conquista a 81.ª edição da prova portuguesa

Por: Lusa

Foto: Nuno André Ferreira

O português João Rodrigues (W52-FC Porto) veio de Faro para se afirmar, aos 24 anos, como o mais forte ciclista do pelotão nacional, conquistando a 81.ª Volta a Portugal em bicicleta a pedir 'voos' maiores na carreira.

O mais novo dos três candidatos, a par do líder Jóni Brandão (Efapel) e do 'veterano' espanhol Gustavo Veloso (W52-FC Porto), acabou por ser o mais forte, numa vitória 'anunciada' por bons resultados nos últimos anos.

Em 2018, e depois de ter ficado de fora da edição de 2017 por uma infelicidade, arrancou um sétimo lugar, então dentro da 'armada' do bicampeão espanhol Raúl Alarcón, ao lado de Veloso.

Esta temporada, foi na zona sul do país, por onde a Volta a Portugal pouco passou, que começou por se evidenciar, ao ser nono na Volta ao Algarve entre o pelotão WorldTour e vencer a Volta ao Alentejo com autoridade.

Os bons resultados deixaram-no à porta de novo 'brilharete' na Volta, mas esperava-se, então, que fizesse parte da equipa que levaria Alarcón a um 'tri'. O chefe de fila caiu no Grande Prémio Abimota e a ausência da prova abriu-lhe as portas.

Ainda assim, a presença do 'veterano' Veloso na equipa, que vestiu a amarela por cinco dias, podia ter-lhe tapado a ascensão, apesar da amizade entre os dois corredores, evidenciada dentro e fora da estrada.

Na Torre, na quarta etapa, brilhou, ao vencer à frente do colega de equipa mais experiente, numa vitória que já bastaria para o inscrever nas páginas de glória da Volta, e o segundo lugar manteve-se até ao fim.

Na nona etapa, na subida à Senhora da Graça, foi segundo e ganhou um segundo ao camisola amarela Jóni Brandão, colocando-se a 41 centésimos da liderança numa Volta disputada como nunca até ao fim.

No contrarrelógio, acabou por se mostrar mais forte que o rival e vencer, após uma prova em que os seus dois lados foram sendo revelados ao público e aos jornalistas, fruto da forma autêntica como reagia aos resultados.

Vindo de Tavira, impôs-se a adversários pela geral dentro e fora da equipa, numa W52-FC Porto apostada em não abrir o jogo sobre o real líder, e bateu Jóni Brandão na edição mais disputada e equilibrada dos últimos anos, como destacou por várias vezes, apontando para as "forças muito igualadas" dos principais nomes, mesmo que alinhasse na 'onda' da equipa em isolar Brandão como o grande candidato.

O João sorridente da Torre, após a "maior vitória da carreira", dava lugar a um João cabisbaixo e com ar de 'poucos amigos' com maus resultados, numa Volta 'nervosa' e com trocas de 'galhardetes' sobre quem seria o real candidato.

Na nona etapa, tanto João como Jóni prometeram correr "à morte" o 'crono' do Porto, e foi nesse esforço de 19,5 quilómetros a fechar a 'maratona' que se revelou como o vencedor da 81.ª edição, agora a pedir 'voos' maiores aos 24 anos.

O algarvio começou por correr nas equipas de Tavira e foi nos 'dragões' que deu o salto qualitativo, 'explodindo' em 2018 e confirmando, em 2019, o potencial de vencedor que lhe vinham apontando ao longo dos anos.

Até final, sempre se mostrou humilde e foi apontando "um dia de cada vez", elogiando Veloso e mostrando a vontade de "chegar à vitória final". "Não queremos dar espetáculo, queremos ganhar a geral", disse, após a Torre.

"Já sonhei bastante em vencer, mas até isso se realizar era uma diferença grande. Esta e a Senhora da Graça são etapas que se adaptam às minhas características. É o culminar de muito trabalho, tenho de agradecer aos meus companheiros", dizia, após a subida da Serra da Estrela, numa citação que bem se pode aplicar à vitória na Volta a Portugal.

Fonte: Record on-line

“VOLTA A PORTUGAL/JOÃO RODRIGUES FEZ “ALGO ESPECIAL E HISTÓRICO” COM O TRIUNFO”

O ciclista da W52-FC Porto venceu a 81º Volta a Portugal

O português João Rodrigues (W52-FC Porto) disse hoje ter feito “algo especial e histórico” ao vencer a 81.ª Volta a Portugal em bicicleta, que terminou com um contrarrelógio entre Vila Nova de Gaia e Porto.

“Ainda não caí em mim. Sei que acabei de fazer algo especial e histórico, mas espero desfrutar com a minha equipa, que me ajudou a conquistar esta corrida, que será algo marcante na minha carreira”, resumiu, em declarações aos jornalistas.

O algarvio de 24 anos destacou os “meses de muito trabalho” para chegar ao triunfo, dedicando a vitória a todos os envolvidos, dos apoios da família a “toda a equipa”, e disse que a vitória “tem mais sabor por ter sido no último momento”.

Chegar ao Porto tornou o final “bastante especial, com todos os adeptos”, e quer guardar “para sempre os momentos únicos” que hoje viveu, ao vencer o ‘crono’ para acabar 27 segundos à frente de Jóni Brandão (Efapel) na geral final.

O vencedor da 81.ª edição lembrou ainda o espanhol Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano), que desistiu na nona etapa, e que “infelizmente teve uma doença que o impossibilitou de acabar, porque estaria na discussão de certeza”.

“Hoje, foi homem a homem, e fui mais forte”, declarou.

O diretor desportivo dos ‘dragões’, Nuno Ribeiro, deu os parabéns ao seu corredor, que junto com o espanhol Gustavo Veloso, terceiro, eram “as apostas” depois da lesão de Raúl Alarcón.

“Disse, no final da Volta ao Alentejo [que João Rodrigues venceu], que seria um favorito a ganhar, se não este ano, nos próximos. Com a infelicidade do Raúl, teve uma oportunidade ainda maior. Aproveitou-a e bem”, afirmou.

O diretor escusou-se a comentar a possibilidade de o corredor de 24 anos sair para uma equipa no estrangeiro, dizendo apenas que deve “escolher o melhor para ele e fazer a melhor gestão de carreira”.

“Se conseguir uma equipa que lhe dê satisfação e para que evolua no futuro, será importante para ele e o ciclismo português”, atirou.

Por seu lado, João Rodrigues não quis comentar uma possível saída, por não estar “a pensar na próxima época”, mesmo assumindo a possibilidade de correr noutro sítio. “Poderei ter, ou não, outras oportunidades, depois deste grande feito”, referiu.

Quer “defender as cores da W52-FC porto até ao fim”, dando “tudo na estrada”, e por agora vai “desfrutar o momento” que faz dele uma ‘estrela’ na aldeia perto de Tavira de onde é natural.

“Não há ninguém famoso lá, mas acho que agora vou ser o mais conhecido de Faz Fato”, brincou.

Fonte: Sapo on-line

“Volta a Portugal/Frederico Figueiredo não alinhou na última etapa”

Ciclista do Sporting-Tavira fraturou pulso

Por: Ana Paula Marques

Frederico Figueiredo, ciclista do Sporting-Tavira, não alinhou na última etapa da Volta a Portugal, um contrarrelógio entre Vila Nova de Gaia e o Porto, que se disputa esta tarde.

O ciclista fraturou o pulso, devido à queda que sofreu na etapa de sábado, mas ainda assim conseguiu terminar a mesma...na quinta posição, a sete segundos do vencedor, António Carvalho, da W52-FC Porto. E partia para o último dia no top dez da classificação geral em sétimo, sendo, de resto, o mais bem posicionado do Sporting-Tavira.

Por: Record on-line