domingo, 7 de agosto de 2016

“Volta a Portugal/Edição de 2017 parte de Lisboa e termina em Viseu”

Joaquim Gomes revela pormenores da próxima Volta

Por: Lusa

Foto: Miguel Barreira 

O diretor da Volta a Portugal em bicicleta, Joaquim Gomes, anunciou este domingo que a 79.ª edição da corrida vai iniciar-se em Lisboa, com um prólogo, e vai terminar em Viseu, "provavelmente com um contrarrelógio".
A partida na capital portuguesa está marcada para 5 de agosto, enquanto o desfecho agendado para o feriado de 15 de agosto, terça-feira.
A última vez que a principal corrida velocipédica nacional arrancou na capital portuguesa foi em 2013, quando iniciou com um contrarrelógio por equipas, tendo sido também nesse ano que teve o seu final em Viseu.
"Posso acrescentar que a partida da primeira etapa em linha será de Vila Franca de Xira e está garantido que o formato de etapa da Torre será para manter com chegada à Guarda. A emoção e sobretudo as dificuldades daquele dia garantem-nos que foi a mais exigente etapa que alguma vez se realizou em Portugal no âmbito da Volta a Portugal", referiu ainda Joaquim Gomes.
A 78.ª Volta a Portugal terminou hoje, em Lisboa, com o triunfo de Rui Vinhas (W52-FC Porto).

Fonte: Record on-line

“Volta Portugal/Classificações finais”

Tudo sobre a 78.ª edição da Volta a Portugal

Foto: Lusa

Classificações finais da 78.ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, após a 10.ª e última etapa, um contrarrelógio de 32 quilómetros entre Vila franca de Xira e Lisboa:

- Classificação da 10.ª etapa:

1. Gustavo Veloso, Esp (W52-FC Porto), 40.46 minutos


(média 47,097 km/hora)

2. Raúl Alarcón, Esp (W52-FC Porto), a 47 segundos

3. Daniel Silva, Por (Rádio Popular-Boavista), a 50.

4. Rui Vinhas, Por (W52-FC Porto), a 54.

5. Ricardo Mestre, Por (W52-FC Porto), a 1.29 minutos.

6. Jóni Brandão, Por (Efapel), a 1.37

7. Stefan Schumacher, Ale (Christina Jewlry), a 1.39

8. Ricardo Vilela, Por (Caja Rural), a 2.02

9. Rui Sousa, Por (Rádio Popular-Boavista), 2.03

10. Amaro Antunes, Por (LA-Antarte), 2.07

(...)

14. Rinaldo Nocentini, Ita (Sporting-Tavira), a 2.16.

18. Alejandro Marque, Esp (LA-Antarte), a 3.02.

63. João Benta, Por (Louletano-Hospital de Loulé), a 6.02.

- Classificação final:

1. Rui Vinhas, Por (W52-FC Porto), 40:57.56 horas.

2. Gustavo Veloso, Esp (W52-FC Porto), a 1.31 minutos.

3. Daniel Silva, Por (Rádio Popular-Boavista), a 2.49.

4. Raúl Alarcón, Esp (W52-FC Porto), a 3.30.

5. Joni Brandão, Por (Efapel), a 3.54.

6. Amaro Antunes, Por (LA-Antarte), a 5.08.

7. Henrique Casimiro, Por (Efapel), a 6.03.

8. Vicente de Mateos, Esp (Louletano-Hospital de Loulé), a 6.30.

9. Rui Sousa, Por (Rádio Popular-Boavista), a 6.44.

10. Ricardo Vilela, Por (Caja Rural), a 7.21

(...)

14. Alejandro Marque, Esp (LA-Antarte), a 13.24.

18. João Benta, Por (Louletano-Hospital de Loulé), a 21.53.

21. Rinaldo Nocentini, Ita (Sporting-Tavira), a 28.42.

- Classificação geral por equipas:

1. W52-FC Porto (Por), 122:54.24 horas

2. Rádio Popular-Boavista (Por), a 16.46 minutos.

3. Efapel (Por), a 33.33.

- Classificação por pontos:

1. Gustavo Veloso, Esp (W52-FC Porto), 124 pontos.

2. Daniel Mestre, Por (Efapel), 89.

3. Francesco Gavazzi, Ita (Androni Giocattoli), 70.

- Classificação da montanha:

1. Wilson Diaz, Col (Funvic Soul Cycles) 70 pontos.

2. Jóni Brandão, Por (Efapel), 57.

3. Bruno Silva, Por (LA-Antarte), 55.

- Classificação da juventude:

1. Alexander Vdovin, Rus (Lokosphinx).

2. Diego Ochoa, Col (Boyacá).

3. Vitor Etxebarria, Esp (Rádio Popular-Boavista).


Fonte: Record on-line

“Volta a Portugal/Rui Vinhas: «É um feito histórico ser novamente um português a vencer»”

Ciclista admite sorte e agradece a Gustavo Veloso

Por: Lusa

Rui Vinhas admitiu este domingo ter tido sorte na sua vitória na Volta a Portugal em bicicleta, após defender a vantagem conquistada na fuga até Macedo de Cavaleiros, na terceira etapa, e agradeceu o apoio a Gustavo Veloso.
"Eu tive sorte na chegada a Macedo de Cavaleiros, porque cheguei com uma vantagem significativa. Consegui mantê-la, apesar de a ter perdido aos bocadinhos, mas consegui mantê-la até ao final", afirmou o primeiro português a vencer a Volta a Portugal desde o triunfo do agora seu companheiro de equipa Ricardo Mestre em 2011.
Rui Vinhas, de 29 anos, reconquistou a Volta a Portugal para o FC Porto, o primeiro desde a vitória de Marco Chagas, em 1983, naquele que foi o 14.º triunfo individual dos 'azuis e brancos', que regressaram ao pelotão nacional depois de 31 anos de ausência.
"Nunca pensei conseguir esta vitória e finalmente consegui, muito graças à equipa, mas isto é uma prova que não temos limites e temos de acreditar e lutar até ao fim", referiu Rui Vinhas.
O corredor natural de Sobrado sucedeu a Veloso, vencedor em 2014 e 2015, que somou três triunfos em etapas, incluindo no contrarrelógio de hoje, sem conseguir melhor do que o segundo lugar, a 1.31 minutos, uma frustração assumida pelo vencedor.
"É um feito histórico, ser novamente um português a vencer a Volta a Portugal, estou bastante contente. Só tenho de agradecer à equipa, a todos os colegas que me apoiaram nestes dias, ao diretor pela oportunidade que me deu e ao Gustavo, que sei que não está feliz, porque trabalhou bastante para ganhar a Volta e provar que era o mais forte", frisou Rui Vinhas.
Na conferência de imprensa final, o habitualmente trabalhador para equipa não se cansou de agradecer ao conjunto 'azul e branco', assegurando que o triunfo assentava tão bem a si como ao seu chefe de fila.
"O Gustavo provou que foi o homem mais forte da Volta, ao ganhar três etapas, era merecida se ganhasse, mas eu tive oportunidade de chegar fugido, com alguma vantagem, e defendi-me ao máximo. Ele protegeu-me bastante e acho que a vitória era merecida para ambos, acabei por ser eu, mas esta vitória não lhe assentava mal", sublinhou.
Vinhas admitiu que esta vitória, a segunda depois da conquista do Grande Prémio do Dão, em 2015, pode mudar a sua forma de encarar as próximas provas, eventualmente como chefe de fila.
"Ficamos mais motivados e com outra forma de ver a competição, mais seguros de nós. Eu gosto bastante de trabalhar para a equipa e quando trabalhamos, abrimos para o lado e ficamos para trás, sem nos importarmos com o tempo que perdemos, acho que com esta vitória irei enfrentar as competições de maneira diferente", frisou.
Vinhas revelou ter iniciado o contrarrelógio confiante, com os 2.25 minutos de vantagem, que ficariam reduzidos a 1.31 no final, distinguindo-o do exercício individual da Volta de 2015.
"Eu defendia-me razoavelmente no contrarrelógio, no ano passado perdi quatro minutos porque ia descontraído, só tinha de chegar dentro do controlo, porque no dia a seguir havia uma etapa e tinha de trabalhar para o Gustavo. Hoje foi o contrarrelógio da minha vida, mas sai motivado e tranquilo porque tinha uma boa vantagem. O Gustavo sabia que ia fazer um bom contrarrelógio, tanto que ganhou, mas fui no limite do primeiro ao último quilómetro", explicou.
Vinhas, que não teve o apoio do diretor Nuno Ribeiro, que seguiu Veloso, revelou ter apenas pedido sinceridade aos acompanhantes, que lhe foram transmitindo as diferenças para o espanhol.
"Na parte final comecei a duvidar, mas no final vi que foram sinceros. Nunca acreditei que fosse ganhar a Volta, vinha com boas sensações na parte inicial e não sabia se vinham a ser sinceros comigo, esforcei-me e vim sempre no limite. Quando me disseram que tinha ganhado, a faltar quatro quilómetros, não vinha 100% seguro e só percebi quando recebi os parabéns do massagista e do Gustavo, que estava na meta, agradecendo-lhe esta vitória. Pouco depois ele veio felicitar-me e acho que estamos ambos felizes", rematou, admitindo ter ficado sem palavras e incrédulo, tal como ocorreu em Macedo de Cavaleiros, onde conquistou a liderança.
Fonte: Record on-line

“Volta Portugal/Pinto da Costa: «Voltámos e estamos aqui para ficar»”

Presidente do FC Porto ficou naturalmente satisfeito

Por: Lusa

Foto: Miguel Barreira

O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, afirmou este domingo que o triunfo de Rui Vinhas (W52-FC Porto) na 78.ª Volta a Portugal em bicicleta foi justo, felicitando todos os outros corredores da equipa azul e branca.

"Foi uma vitória justíssima, foi uma vitória de toda a equipa. Fiquei muito feliz por ter sido um corredor do FC Porto e já percebi que é uma alegria para muitos portugueses, por ter sido um português, mas para mim era que fosse do FC Porto, qualquer um dos oito, porque foram todos fantásticos", afirmou Pinto da Costa, na Praça do Comércio, em Lisboa, onde estava instalada a meta do contrarrelógio final da prova.

O português Rui Vinhas venceu a Volta a Portugal, com 1.31 minutos de vantagem sobre o espanhol e companheiro de equipa Gustavo Veloso, vencedor das últimas duas edições e de três etapas na corrida deste ano, que os dragões dominaram, colocando três corredores nos quatro primeiros lugares, vencendo a classificação coletiva e a dos pontos, por Veloso.

"Foi uma equipa muito unida desde o primeiro dia e posso considerá-los a todos como vencedores", frisou o presidente do FC Porto, cujo emblema estava ausente do pelotão há 31 anos e detinha 13 triunfos na Volta a Portugal, o último dos quais conquistado por Marco Chagas, em 1983.

Pinto da Costa avaliou positivamente a aposta na modalidade, ambicionando novos triunfos. "Foi um desejo meu, de uma multidão de portistas que me perguntavam quando voltávamos ao ciclismo. Voltámos, estamos aqui para ficar, temos a Volta a Portugal e teremos mais vitórias no futuro", rematou.

Rui Vinhas e os corredores da W52-FC Porto têm uma comemoração marcada para o Dragão Caixa, no Porto.

Fonte: Record on-line

“Volta Portugal/EFAPEL termina Volta a Portugal de ataque e espectáculo”

Equipa venceu duas vezes e terminou com Jóni Brandão em quinto

A equipa de ciclismo EFAPEL concluiu a Volta a Portugal em Bicicleta de 2016 como uma das principais formações da competição. Obteve duas vitórias em etapa com Daniel Mestre, atacou nos dias de montanha com Jóni Brandão e assumiu-se como colectivo atacante, à procura dos resultados e capaz de dar muito espectáculo para quem assistiu à Grandíssima. Lutou até ao fim e partiu para o último dia com a ambição de chegar ao pódio. Os corredores deixaram tudo na estrada e Jóni Brandão foi o melhor representante da formação liderada por Américo Silva com o quinto posto da geral. A EFAPEL acabou a Volta com dois ciclistas entre os dez primeiros e em terceiro colectivamente

No último dia de competição da 78ª Volta a Portugal em Bicicleta, os ciclistas tinham de pedalar, em esforço individual, 32 quilómetros entre Vila Franca de Xira e Lisboa. Na equipa EFAPEL, a expectativa estava na possibilidade de chegar ao pódio da Volta a Portugal. As esperanças recaiam no chefe de fila da formação de Ovar, Jóni Brandão. Foi desta forma que todos os ciclistas da equipa saíram para a estrada. O primeiro foi Nuno Almeida, queixoso depois da queda sofrida na véspera. Seguiram-se Álvaro Trueba, António Barbio e Rafael Silva. Depois, os três melhores classificados, Daniel Mestre, Henrique Casimiro e Jóni Brandão.

O ciclista líder da EFAPEL cumpriu os 32 quilómetros em 42m23s e obteve o sexto melhor registo. Não foi possível chegar a um dos lugares do pódio e a EFAPEL acaba com Jóni Brandão em quinto e Henrique Casimiro em sétimo.

Para Américo Silva, responsável desportivo desta formação, fica a consciência de um trabalho bem feito mas que não acabou como mais se desejava. “Fazemos um balanço bastante positivo da nossa participação na Volta a Portugal. Tendo em conta que vencemos duas etapas e terminamos em terceiro lugar por equipas, o resultado é bom. Pena termos falhado o pódio mas viemos para esta competição com o intuito de a tentar vencer e tudo fizemos para conseguir esse objectivo”, afirmou o director.

Terminada a prova maior do calendário de ciclismo nacional, a EFAPEL pára a competição por apenas alguns dias. No próximo fim-de-semana, a equipa liderada por Américo Silva compete na Taça de Portugal. No sábado, dia 13, realiza-se a 4ª prova desta competição, o Grande Prémio de Mortágua. No dia seguinte, o pelotão nacional compete discute o Grande Prémio Anicolor.

Classificação na 10ª etapa da Volta a Portugal

    Gustavo Veloso        W52/FC Porto        40m46s

    Raul Alarcon            W52/FC Porto        a 47s

    Daniel Silva            RP/Boavista        a 50s


    Jóni Brandão            EFAPEL        a 1m37s

13º    Daniel Mestre            EFAPEL        a 2m15s

16º    Henrique Casimiro        EFAPEL        a 2m40s

41º    António Barbio        EFAPEL        a 4m27s

79º    Rafael Silva            EFAPEL        a 6m46s

86º    Álvaro Trueba        EFAPEL        a 7m10s

115º    Nuno Almeida        EFAPEL        a 11m27s

 

Classificação individual após a 10ª etapa da Volta a Portugal

    Rui Vinhas            W52/FC Porto        40h57m56s

    Gustavo Veloso        W52/FC Porto        a 1m31s

    Daniel Silva            RP/Boavista        a 2m49s


    Jóni Brandão            EFAPEL        a 3m54s

    Henrique Casimiro        EFAPEL        a 6m03s

19º    Daniel Mestre            EFAPEL        a 23m51s

55º    Rafael Silva            EFAPEL        a 1h36m47s

77º    António Barbio        EFAPEL        a 2h16m43s

86º    Álvaro Trueba        EFAPEL        a 2h29m44s

104º    Nuno Almeida        EFAPEL        a 2h57m31s

Fonte: Efapel

“Volta Portugal/Cinco anos depois há um português herói”

Rui Vinhas… de gregário a líder!
Ainda não acredito que ganhei a Volta”

A 78ª Volta a Portugal Santander Totta terminou este domingo, em Lisboa, após uma jornada de emoções que confirmou Rui Vinhas como o “Rei da Volta”. Para a derradeira etapa estava em discussão um contrarrelógio de 32km entre Vila Franca de Xira e a capital onde o segundo classificado, Gustavo Veloso, entrava como favorito. Se é verdade que o galego venceu, e bem, a luta contra o cronómetro com 47 segundos sobre o segundo melhor registo, também é certo que o resultado não foi suficiente para anular a desvantagem (2’25’’) que trazia para o líder e companheiro de equipa na W52-FC Porto. Gorou-se o “tri” que Veloso perseguia depois das vitórias de 2014 e 2015.
Cinco anos depois, o vencedor da maior competição do ciclismo nacional voltou a ser português. Camisola Amarela desde a terceira etapa, Rui Vinhas fez a quarta melhor marca do crono com mais 54 segundos e terminou a prova com uma diferença de 1’31’’ sobre Veloso. Daniel Silva (Rádio Popular-Boavista) fechou o pódio da Volta 2016 a 2’49’’. Ainda sem acreditar no que estava a acontecer, Rui Vinhas explicou como foi o último dia de competição. “A certa altura não acreditava nas indicações de tempo que me chegavam do carro. O meu pensamento foi dar o máximo. Vim sempre no limite e cheguei sem forças nenhumas”, disse o vencedor da 78ª Volta a Portugal Santander Totta, que no momento da vitória não esqueceu a atitude de Gustavo Veloso. “Tenho de agradecer ao Gustavo Veloso que foi um bom ponto de referência para mim. Tentou resguardar-me ao máximo, não é qualquer líder que está a altura de ter esta atitude.”
Ainda antes de subir ao pódio, para ser brindado pelo segundo lugar e confirmar a melhor regularidade em prova, e a respetiva liderança da Classificação por Pontos traduzida na Camisola Verde Rubis Gás e ainda o Prémio Kombinado KIA Gustavo Veloso não conseguiu disfarçar a desilusão. “É um encontro de sentimentos. Fico feliz pela vitória do Vinhas e pela Camisola Amarela ficar na equipa. Fico triste por saber que sou o mais forte na volta e não ter ganho. Nem sempre ganha o mais forte.”
Após 11 dias de competição, e com a meta e o pódio final da última etapa instalados na majestosa Praça do Comércio, houve festa azul e branca com os portistas e o presidente Pinto da Costa em grandes comemorações. Na cerimónia de coroação dos vários vencedores esteve também o melhor dos trepadores, o colombiano Ramiro Diaz (Funvic-Soul Cycles) Camisola Azul Liberty Seguros. O russo AlexanderVdovin (Lokosphinkx) envergou a Camisola Branca RTP por ser o melhor jovem em prova.

 
Quem é o Rei da Volta 2016?
 
Rui Vinhas é natural de Sobrado, concelho de Valongo. Nasceu a 6 de dezembro de 1986 juntamente com Miguel, o irmão gémeo e mecânico na equipa W52-FC Porto.
Com nove anos, Rui Vinhas começou a ter o primeiro contacto com o ciclismo. O passar dos anos deu-lhe a certeza de que era em cima de uma bicicleta que queria “lavrar o pão”.
 
Em 2006 integrou a equipa da terra, o então conjunto sub-23 da União Ciclista do Sobrado, na altura chamada Casactiva-Quinta das Arcas. Ali cresceu e deu o salto para o escalão Elite. Com 24 anos seguiu até Paredes para correr pela LA Alumínios-Antarte. O Algarve foi a paragem seguinte. Esteve dois anos no Louletano, até voltar à terra natal, em 2015, para vestir as cores da W52-Quinta da Lixa.
 
Esta foi a quarta vez que Rui Vinhas participou na Volta a Portugal. O discreto trabalhador de equipa alcançou aos 29 anos o sonho da vida de qualquer corredor. E agora? Rui Vinhas responde: “Gosto bastante de trabalhar para os meus colegas, mas com esta vitória vou encarar as competições de maneira diferente.”
 

 

No próximo ano Lisboa abre e Viseu fecha a Volta 

Terminada a Volta de 2016, a Podium Events já está a pensar no próximo ano quando a rainha do ciclismo português completar 90 anos. Joaquim Gomes, diretor da 79ª Volta a Portugal Santander Totta, anunciou que a prova deverá subir de escalão UCI e começar em Lisboa com um Prólogo, para terminar, a 15 de agosto, em Viseu.

“Posso acrescentar que a partida da primeira etapa em linha será de Vila Franca de Xira e está garantido que o formato de etapa da Torre será para manter com chegada à Guarda. A emoção e sobretudo as dificuldades daquele dia garantem-nos que foi a mais exigente etapa que alguma vez se realizou em Portugal no âmbito da Volta a Portugal.”

Fonte: Podium

“Volta Portugal/Daniel Mestre vence penúltima etapa da 78ª Volta a Portugal”

Texto: Patricia Azevedo

Fotos: Aldrabiscas

O alentejano da equipa da Efapel, que já tinha vencido a primeira etapa da Volta, bisou ao ganhar a 9ª etapa batendo ao sprint Alejandro Marque (LA Alumínios-Antarte), vencedor da Volta a Portugal em 2013. O português Rui Vinhas (W52-FC Porto) mantém a camisola amarela na última etapa que arranca hoje de Vila Franca de Xira.

 
Daniel Mestre fez o tempo de 4:12.50 horas no percurso entre Alcácer do Sal e Setúbal, o qual foi alterado na sexta-feira de forma a reduzir as condicionantes de trânsito no acesso às praias da Arrábida e revelou que, apesar da vitória de ontem e de vir “com o intuito de trabalhar para a equipa para vencermos esta Volta a Portugal, neste momento está bastante difícil porque os adversários estão mais fortes que nós”, mas que “a equipa acreditou em mim, já consegui duas vitórias em etapas e andar de camisola amarela e, certamente, é uma grande alegria e uma grande Volta para toda a equipa Efapel”.

 
A grande prova do ciclismo nacional regressou à cidade sadina após um interregno de 42 anos, o que para Maria das Dores Meira, presidente da Câmara Municipal, é motivo de grande orgulho:

 
“Foi uma emoção muito grande e boa o regresso a Setúbal, ao fim de 42 anos, deste grande evento bem português e  popular e isso viu-se nestas ruas do nosso concelho, em Azeitão e aqui mesmo no centro da cidade”, destacando que “foi a cereja no topo do bolo em relação à Cidade Europeia do Desporto porque já fizemos mais de cem iniciativas para esse evento”.

 
Joaquim Gomes, presidente da prova, afirma que as suas expetativas para com o evento estão a ser cumpridas, pese embora saber “ de antemão que, apesar de ser uma edição da Volta que, por ventura, teve menos finais de etapas em montanha, mas que, de qualquer modo, o índice de dificuldade  provocado por inúmeros prémios de montanha estava colocado ao longo das etapas. Basta recordar a Serra de São Macário à chegada a Viseu, o difícil circuito em Braga com a escalada ao Bom Jesus e o Sameiro que deixou logo muitos protagonistas para trás e, tudo junto, fez com que, de forma completamente inédita, dois terços deste pelotão se encontre a quase 50 minutos dos primeiros classificados, o que não é normal.”

 
O vencedor por duas vezes da Volta a Portugal referiu ainda a última etapa da iniciativa, “um contrarrelógio carregado de simbolismo que vai ligar Vila Franca de Xira a Lisboa”, desejando encontrar “um cordão humano de 32 km para que possamos encerrar com chave de ouro esta edição da Volta.”


Rui Vinhas vai ser o último homem a fazer-se à estrada, às 16h45 de hoje, na 10ª etapa que termina a competição deste ano na Praça do Comércio, num total de 1608,7 km percorridos. desde 27 de julho

 
Reportagem em parceria com; WWW.ANOTICIA.PT