domingo, 22 de fevereiro de 2026

“João Almeida arranca 2026 em alta: pódio no Algarve reforça ambição para o Giro”


Por: José Morais

O português João Almeida voltou a confirmar que está entre a elite do ciclismo internacional ao fechar a Volta ao Algarve no terceiro lugar da classificação geral. Depois de ter sido segundo na Volta à Comunidade Valenciana, apenas atrás de Remco Evenepoel, o corredor da UAE Team Emirates reforça um início de temporada consistente e ambicioso.

Num pelotão cada vez mais competitivo, Almeida mostrou maturidade e regularidade ao longo das etapas algarvias, mantendo-se sempre na discussão pelos primeiros lugares. O triunfo escapou, mas o balanço é claro: evolução, solidez e sinais encorajadores para os grandes objetivos do ano.

“Foi uma Volta muito positiva. Queríamos ganhar, claro, mas os adversários estão muito fortes. Saímos satisfeitos, com boas sensações. Agora é continuar o trabalho”, resumiu o ciclista português, que já tem no horizonte a exigente Paris-Nice, uma das provas mais prestigiadas do calendário internacional.

Mais do que o resultado imediato, Almeida tem um plano bem definido para 2026. O grande foco é o Giro d'Itália, onde pretende atingir o pico de forma. “O objetivo da temporada é o Giro. Vamos preparar tudo para estar no máximo aí. Até lá, temos muitas corridas e oportunidades para vencer”, garantiu.

Correr em casa voltou a ser um combustível extra. O apoio nas estradas algarvias foi constante e ruidoso, algo que o corredor não esqueceu. “Sentir os portugueses a puxar por mim é sempre especial. Mesmo quando não ganho, esse carinho faz-me sentir vencedor. É um orgulho enorme.”

No plano técnico, Almeida reconhece margem de crescimento, sobretudo no contrarrelógio. Apesar da evolução física e do trabalho específico na bicicleta de esforço individual, admite que há detalhes a afinar, nomeadamente na posição e eficiência aerodinâmica. A mensagem, contudo, é de ambição contínua.

Com regularidade nas primeiras provas do ano, confiança reforçada e objetivos bem traçados, João Almeida entra na fase decisiva da preparação com um sinal claro ao pelotão internacional: a época está a começar e ele quer muito mais do que lugares no pódio.

“Seixas confirma estatuto de prodígio na Volta ao Algarve e sai reforçado rumo ao futuro”


Por: José Morais

O jovem francês Paul Seixas foi uma das grandes figuras da mais recente edição da Volta ao Algarve, terminando no segundo lugar da classificação geral, a escassos 14 segundos do vencedor, Juan Ayuso. Aos 19 anos, o corredor da formação Decathlon mostrou maturidade competitiva e ambição, assinando uma prestação que confirma o seu estatuto de promessa maior do ciclismo internacional.

Na etapa decisiva, com final exigente no Alto do Malhão, Seixas cruzou a meta na terceira posição, atrás de Ayuso e do britânico Oscar Onley, da INEOS. Num desfecho resolvido ao sprint numa subida curta e explosiva, o gaulês reconheceu a superioridade dos adversários no momento-chave.

“Estou contente por ter atingido o meu primeiro objetivo, que era vencer uma etapa. O segundo lugar na geral é muito bom”, sublinhou o jovem ciclista, que já tinha brilhado anteriormente ao triunfar no Alto da Fóia, na segunda etapa um momento que marcou a sua afirmação na prova algarvia.

Com raízes portuguesas, Seixas revelou ainda uma ligação emocional especial à corrida, assumindo que a experiência superou as expectativas. “Hoje foi diferente da segunda etapa. A subida era menos dura e mais curta e acabou por ser decidida ao sprint. Talvez tenha falhado um pouco e fui batido por dois ciclistas mais fortes”, admitiu com frontalidade.

Apesar de ter ficado a apenas 14 segundos do triunfo final, o francês terminou com confortável vantagem sobre o terceiro classificado, o português João Almeida, consolidando uma posição que reforça a sua projeção internacional.

Mais do que um resultado, a Volta ao Algarve representou para Seixas um sinal claro de consistência e capacidade de evolução. “Foi um bom início de época. O objetivo é manter um nível elevado ao longo de toda a temporada e continuar a progredir. Ainda há aspetos a trabalhar”, concluiu.

Com talento, serenidade e margem de crescimento evidente, Paul Seixas deixa o Algarve não apenas com um pódio, mas com a confirmação de que pode discutir grandes corridas já no presente e, sobretudo, marcar uma era no futuro do ciclismo mundial.

“Volta ao Algarve: domínio espanhol e estreia de sonho no Alto do Malhão”


Por: José Morais

O espanhol Juan Ayuso, agora ao serviço da Lidl-Trek, conquistou este domingo a camisola amarela da 52.ª edição da Volta ao Algarve, ao vencer com autoridade a quinta e última etapa, com final explosivo no Alto do Malhão, em Loulé.

Naquele que foi o seu primeiro teste oficial com as novas cores, Ayuso respondeu da melhor forma possível: vitória na etapa-rainha e triunfo na classificação geral, num arranque de época que não podia ter sido mais simbólico.

 

“Ganhei. É isso que interessa”

 

No final, o jovem ciclista espanhol mostrou-se visivelmente satisfeito com a estreia pela formação norte-americana.

“Estou muito feliz por ter vencido e começado assim com a equipa, que realmente mereceu. Foi uma pena não ter conseguido ganhar no Alto da Fóia, mas ganhar aqui é muito especial. Foi uma volta muito boa para mim e para toda a equipa.”

 

Ayuso destacou o papel coletivo ao longo da semana, sublinhando que o triunfo foi construído em bloco. A Lidl-Trek controlou os momentos-chave da corrida e mostrou solidez nas etapas mais exigentes, confirmando que a aposta no espanhol para liderar o projeto em 2026 começa a dar frutos imediatos.

Questionado sobre o facto de ter terminado à frente da UAE Team Emirates, antiga equipa do corredor, Ayuso foi direto:

“É um prazer especial terminar à frente de toda a gente. Eu ganhei e é isso que interessa. Estou concentrado em conseguir o melhor resultado para a minha equipa, a Lidl-Trek, e foi isso que tentei fazer.”

Sem alimentar polémicas, deixou claro que o foco está no presente e o presente é vencedor.

 

Algarve como rampa de lançamento

 

A prova algarvia voltou a afirmar-se como um dos principais palcos de preparação para a temporada internacional. Ayuso reconheceu a dureza do percurso e elogiou as condições encontradas ao longo da semana.

“É uma volta muito dura. Estou muito contente por ter começado a época aqui. É uma preparação muito boa. As temperaturas também têm sido muito boas.”

O espanhol admitiu ainda que poderá regressar no futuro, reforçando o estatuto da corrida portuguesa no calendário internacional.

 

Um sinal para o resto da época

 

Mais do que uma vitória isolada, o triunfo no Alto do Malhão representa um sinal claro para os rivais: Ayuso quer assumir-se como figura maior do pelotão internacional. A capacidade de resposta na montanha, aliada à maturidade estratégica demonstrada ao longo da semana, confirma que a mudança para a Lidl-Trek pode marcar um novo patamar na carreira do ciclista.

Se o Algarve serviu de ensaio, o resto da temporada promete ser palco de ambições ainda maiores. A camisola amarela conquistada no sul de Portugal é apenas o primeiro capítulo de uma narrativa que pode ganhar dimensão nas grandes provas por etapas do calendário mundial.

“Volta ao Algarve 2026: Juan Ayuso conquista Malhão e sela triunfo na geral”


Por: José Morais

O Alto do Malhão voltou a ser juiz decisivo e consagrou um novo rei no sul do país. Na sua estreia em 2026, Juan Ayuso impôs-se na etapa rainha da Volta ao Algarve e confirmou a vitória na classificação geral, coroando uma semana de grande consistência e maturidade competitiva.

O ciclista espanhol da Lidl-Trek mostrou frieza e potência na subida final, resolvendo a etapa ao sprint frente a Oscar Onley (INEOS), com Paul Seixas (Decathlon AG2R) a fechar o pódio do dia. A quatro segundos, João Almeida (UAE Emirates) foi quarto na etapa e assegurou o terceiro posto da geral, perante o aplauso do público algarvio.

 

Almeida tentou incendiar a corrida

 

Num traçado seletivo e sob forte expectativa, João Almeida assumiu as despesas da corrida ainda a 38 quilómetros da meta, na primeira passagem pelo Malhão. O português testou as próprias pernas e as dos adversários, provocando uma seleção natural no pelotão.

Já nos derradeiros dois quilómetros, voltou a endurecer o ritmo quando o grupo da frente estava reduzido ao essencial. Ainda houve tentativa de aceleração por parte de Matthew Riccitello (Decathlon), mas nem o norte-americano nem Almeida conseguiram isolar-se definitivamente. Ayuso, atento e calculista, guardou energias para o momento certo e não falhou.

 

Queda muda o rumo da geral

 

A etapa ficou igualmente marcada por um momento dramático a 35 quilómetros do fim. Max Schachmann (Red Bull-BORA), que seguia isolado e era virtual camisola amarela, sofreu uma queda aparatosa numa curva quando estava escapado com Julian Alaphilippe (Tudor).

Visivelmente combalido, o alemão recebeu assistência e retomou a corrida, mas terminaria apenas na 85.ª posição, a mais de 11 minutos. O incidente afastou-o da luta pela geral e teve impacto imediato noutras classificações: Tomás Contte (Aviludo-Louletano) garantiu matematicamente a camisola da montanha, já que Schachmann era o único que ainda o podia ameaçar.

Alaphilippe resistiu sozinho até aos 16 quilómetros finais, sendo depois alcançado por um grupo perseguidor onde pontuavam nomes como Kévin Vauquelin (INEOS) e Florian Lipowitz (Red Bull-BORA). A dupla ainda tentou surpreender, ganhando alguns segundos ao grupo dos favoritos, mas o pelotão, já reduzido, reagiu a tempo de anular a ofensiva dentro dos últimos dois quilómetros.

 

Contas finais: domínio de Ayuso

 

Na classificação geral, Juan Ayuso que vestiu a amarela após o contrarrelógio da terceira etapa confirmou o triunfo com 14 segundos de vantagem sobre Paul Seixas e 59 sobre João Almeida.

O espanhol fechou a prova com chave de ouro, arrecadando também a camisola por pontos. Seixas foi o melhor jovem, enquanto Tomás Contte celebrou a conquista da montanha, num desfecho que espelhou a intensidade e o espetáculo oferecido ao longo da semana.

Mais do que uma vitória, Ayuso deixou no Algarve uma mensagem clara ao pelotão internacional: a nova temporada começou, e o espanhol quer ser protagonista nas grandes corridas do calendário.

“Resultados da Volta aos Alpes Marítimos 2026 | Paul Lapeira vence à frente de Scaroni e do britânico Simon Carr”


Por: Leticia Martins

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Paul Lapeira venceu a Volta aos Alpes Marítimos, um triunfo importante para a Decathlon CMA CGM Team, que mantém o forte embalo num fevereiro em que já somou várias vitórias de peso.

A partida, com algumas das subidas mais duras da corrida, foi intensa e acelerada, demorando a formar-se a fuga. Quando aconteceu, um grupo de 11 homens representou perigo excessivo, com Nicolas Vinokourov, Guillaume Martin, Edoardo Zamperini, Jamie Meehan, Theo Lévêque, Harthijs de Vries, Axel Bouquet, Kenny Molly, Tom Mainguenaud, Maël Guégan e Valentin Darbellay.

O ritmo não abrandou e, a 70 quilómetros do fim, a captura já estava feita. Uma segunda tentativa de fuga foi neutralizada a 44 quilómetros da meta, na principal ascensão do dia - a Côte de Gourdon, 11,8 quilómetros a 4,6% - onde Lenny Martínez, Marco Brenner, Ewen Costiou e Aurélien Paret-Peintre atacaram na dianteira.

“Resultados da 5ª etapa da Volta à Andaluzia 2026 | Tom Pidcock vence a última etapa com um ataque explosivo em subida; Iván Romeo defende a classificação geral”


Por: Leticia Martins

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A 5ª etapa da Volta à Andaluzia foi a única com um final duro onde os candidatos à geral podiam fazer a diferença, e Tom Pidcock aproveitou. O corredor da Pinarello Q36.5 Pro Cycling Team conquistou a primeira vitória da sua época em Llucena; enquanto o campeão nacional espanhol Iván Romeo assegurou o triunfo na corrida.

Markus Hoelgaard, Milan Vader e Julius Johansen formaram a fuga do dia, mas o trio nunca chegou a ameaçar seriamente a etapa, com o pelotão a dispor de força e interesses suficientes na luta pela vitória e pela classificação geral.

O grupo foi alcançado a 27 quilómetros da meta e, na primeira passagem pelo Alto de la Primera Cruz (2,8 km; 5,9%), Alex Aranburu somou 3 segundos de bonificação. Seguiram-se quilómetros agitados, com muitos ataques, e nomes como Tim Wellens, Andreas Leknessund e Victor Campenaerts em evidência. Houve também a queda de Christophe Laporte, mas, no essencial, o pelotão manteve-se controlado à entrada para os quilómetros decisivos da etapa.

“Resultados UAE Tour 2026, Etapa 7 | Isaac del Toro confirma triunfo na geral, enquanto Jonathan Milan consuma domínio nos sprints em Abu Dhabi”


Por: Pascal Michiels

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Isaac del Toro garantiu a vitória final na UAE Tour 2026, enquanto Jonathan Milan venceu a etapa derradeira num sprint de alta velocidade no Abu Dhabi Breakwater.

A geral nunca esteve seriamente em risco no derradeiro dia plano, mas o ritmo foi implacável do início ao fim. A primeira hora fez-se acima dos 54 km/h, com Remco Evenepoel a animar os quilómetros iniciais através de três ataques agressivos, tentando reverter uma semana que começara com domínio no contrarrelógio antes de se desfazer na montanha. Nenhuma das suas investidas conseguiu abrir diferença duradoura.

Formou-se finalmente uma fuga de cinco com Callum Thornley, Daan Hoole, Ezra Caudell, Lorenzo Milesi e Aivaras Mikutis, que construiu uma vantagem modesta. Caudell ficou para trás, com cãibras, já dentro dos últimos 30 quilómetros, deixando quatro homens a insistir enquanto o pelotão aumentava gradualmente a pressão atrás.

A 22 quilómetros da meta, a diferença era de 45 segundos, alimentando por momentos a possibilidade de surpresa. O trabalho coordenado da Lidl-Trek, UAE Team Emirates - XRG e, mais tarde, da Uno-X foi reduzindo o fosso. Um vento contrário nos quilómetros finais enfraqueceu ainda mais a fuga.

 

Fuga termina a 2 km da meta

 

A fuga foi alcançada já dentro dos últimos dois quilómetros, quando os comboios de sprint entraram em ação nas largas vias de aproximação. Milan lançou o sprint a 300 metros e foi o mais forte, somando mais um triunfo ao seu pecúlio nesta edição.

Atrás da batalha pelo sprint, Del Toro manteve-se em segurança no pelotão para confirmar o maior sucesso por etapas da sua jovem carreira. Com 20 segundos de vantagem à partida para o dia final, não enfrentou cortes ao vento nem percalços tardios que ameaçassem a sua posição.

Não foi uma semana de revelação para o jovem de 22 anos, mas mais uma confirmação do seu estatuto entre a elite do pelotão. Depois de assumir o comando em Jebel Hafeet, Del Toro e a UAE Team Emirates - XRG geriram a corrida com calma nos derradeiros quilómetros, selando a vitória geral sem drama.

A última etapa foi de Milan. O título geral foi de Del Toro.

Ficha Técnica

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