Por: José Morais
O jovem francês Paul Seixas
foi uma das grandes figuras da mais recente edição da Volta ao Algarve,
terminando no segundo lugar da classificação geral, a escassos 14 segundos do
vencedor, Juan Ayuso. Aos 19 anos, o corredor da formação Decathlon mostrou maturidade
competitiva e ambição, assinando uma prestação que confirma o seu estatuto de
promessa maior do ciclismo internacional.
Na etapa decisiva, com final
exigente no Alto do Malhão, Seixas cruzou a meta na terceira posição, atrás de
Ayuso e do britânico Oscar Onley, da INEOS. Num desfecho resolvido ao sprint
numa subida curta e explosiva, o gaulês reconheceu a superioridade dos
adversários no momento-chave.
“Estou contente por ter
atingido o meu primeiro objetivo, que era vencer uma etapa. O segundo lugar na
geral é muito bom”, sublinhou o jovem ciclista, que já tinha brilhado
anteriormente ao triunfar no Alto da Fóia, na segunda etapa um momento que
marcou a sua afirmação na prova algarvia.
Com raízes portuguesas, Seixas
revelou ainda uma ligação emocional especial à corrida, assumindo que a
experiência superou as expectativas. “Hoje foi diferente da segunda etapa. A
subida era menos dura e mais curta e acabou por ser decidida ao sprint. Talvez
tenha falhado um pouco e fui batido por dois ciclistas mais fortes”, admitiu
com frontalidade.
Apesar de ter ficado a apenas
14 segundos do triunfo final, o francês terminou com confortável vantagem sobre
o terceiro classificado, o português João Almeida, consolidando uma posição que
reforça a sua projeção internacional.
Mais do que um resultado, a
Volta ao Algarve representou para Seixas um sinal claro de consistência e
capacidade de evolução. “Foi um bom início de época. O objetivo é manter um
nível elevado ao longo de toda a temporada e continuar a progredir. Ainda há
aspetos a trabalhar”, concluiu.
Com talento, serenidade e
margem de crescimento evidente, Paul Seixas deixa o Algarve não apenas com um
pódio, mas com a confirmação de que pode discutir grandes corridas já no
presente e, sobretudo, marcar uma era no futuro do ciclismo mundial.

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