sábado, 25 de abril de 2026

“Miguel Salgueiro vence terceira etapa do GP O Jogo e Hugo Nunes veste Amarela”


Fotos: Artur Machado / O Jogo

Miguel Salgueiro (Team Tavira-Crédito Agrícola) venceu hoje a terceira etapa do Grande Prémio de Ciclismo O Jogo / Leilosoc, impondo-se ao sprint na chegada a Castanheira de Pêra. Contudo, foi Hugo Nunes (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) quem vestiu a Camisola Amarela, ao terminar em segundo lugar a tirada que viria a revolucionar a classificação geral. São 14 os corredores separados por apenas 10 segundos e que partem amanhã para a última etapa, em Paredes, para lutar pela vitória da 14.ª edição da prova.

A terceira tirada teve partida e chegada em Castanheira de Pêra, para um trajeto com 132,2 quilómetros, que não contaram com Carson Miles (Anicolor / Campicarn) à partida, reduzindo o pelotão a 94 corredores.

Com ataques desde cedo, um grupo de 13 unidades ganhou vantagem e entrou isolado na segunda e última montanha do dia, de terceira categoria. O grupo era composto por Artem Nych, Louis Ferreira e Alexis Guérin (Anicolor / Campicarn), Jorge Galvez (Aviludo-Louletano-Loulé), Emanuel Duarte e João Medeiros (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), Rafael Durães, Pedro Pinto e Joaquim Silva (Efapel Cycling), Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista), Abner González (Feirense-Beeceler) e André Ribeiro e José Neves (GI Group Holding-Simoldes-UDO).


Quando faltavam 10 quilómetros para a meta, o pelotão voltava a rolar compacto e a alta velocidade, com ataques constantes na frente da corrida e a estrada molhada pelos fortes aguaceiros que afetaram a etapa. Tudo podia acontecer.

O pelotão, nervoso, partiu em dois grupos, a cerca de cinco quilómetros do final, com o Camisola Amarela Tomás Contte (Aviludo-Louletano-Loulé) a ficar para trás, no segundo grupo. A três quilómetros da meta, o argentino estava em dificuldades, perdendo mais de 20 segundos para o grupo da frente, com 14 unidades.

Miguel Salgueiro e Hugo Nunes eram dois dos elementos que conseguiram entrar no grupo de 14, que terminaria isolado. O corredor da Team Tavira-Crédito Agrícola seria o mais forte, ao conquistar a vitória, ao sprint, com o tempo de 03h11m39s. Uma vitória emocionante e com um sabor especial, dois meses depois de ter sofrido uma queda grave no Europeu de Pista, que o levou a uma recuperação longa e dolorosa. Hugo Nunes foi o segundo classificado na etapa e Pedro Silva terceiro, ambos com o mesmo tempo do vencedor.

Nas contas da Geral, Hugo Nunes vestiu de Amarelo e parte para a quarta e última tirada, este domingo, com três segundos de vantagem em relação a Pedro Silva, estando a seis segundos do destronado Tomás Contte, oito segundos para Tiago Antunes e nove segundos em relação a Artem Nych, sendo desta forma que está ordenado o top-5.

Nas classificações secundárias, Hugo Nunes lidera também a Geral dos Pontos, João Silva (Feira dos Sofás-Boavista) reforçou hoje a liderança da Geral da Montanha, mantendo a Camisola Azul, tal como João Martins (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), que também prossegue na liderança das Metas Volantes. Quanto à Juventude, é Duarte Domingues (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) quem continua de branco. Na Geral por Equipas, a Efapel Cycling passa ao comando.

Amanhã o Grande Prémio O Jogo / Leilosoc terá o seu desfecho em Paredes, que recebe a derradeira etapa. A partida (13h00) e chegada (16h31) serão da Praça José Guilherme e no total o trajeto percorrido terá 137,3 quilómetros. A viagem será marcada por duas contagens de montanha de terceira categoria e por três metas volantes (Felgueiras, Lousada e a primeira passagem pela meta).

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Era um trabalho e fui pago para vencer, por isso foi isso que fiz” - Lance Armstrong afirma que foi vítima da cultura do cancelamento após passar de herói a vilão de um dia para o outro”


Por: Letícia Martins

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Mais de uma década após o colapso da sua carreira, Lance Armstrong fez uma reflexão franca sobre como processou as consequências, enquadrando a sua experiência como um dos primeiros exemplos do que hoje se descreve como cultura do cancelamento.

Em conversa no podcast Frodeno Going Mental, apresentado por Jan Frodeno, Armstrong revisitou o período em torno da sua admissão de dopagem em 2013, quando anos de negativas cederam, enfim, numa entrevista televisiva que redefiniu a sua imagem a nível mundial.

 

Da dominância à queda

 

O auge desportivo de Armstrong permanece um dos períodos mais marcantes do ciclismo moderno. Entre 1999 e 2005, venceu sete Voltas a França consecutivas com a equipa US Postal Service, impondo um controlo que redefiniu a forma de correr as Grandes Voltas.

Essa era terminou de forma decisiva em 2012, quando a Agência Antidopagem dos Estados Unidos concluiu a investigação, retirou-lhe os títulos e impôs uma suspensão vitalícia. No ano seguinte, Armstrong admitiu publicamente o recurso a substâncias para melhorar o rendimento, encerrando abruptamente uma das carreiras mais meticulosamente construídas que o pelotão conhecera.

Em retrospetiva, Armstrong descreveu a mudança imediata de perceção como abrupta. “No dia a seguir a contar ao mundo, percebi como funcionava: ontem eras herói e hoje és um zero.”

 

‘Tive de encontrar uma forma de sobreviver’

 

A participação no podcast, intitulada Built to Survive, centrou-se em como Armstrong navegou esse período. Falou da sua infância com uma mãe solteira, que o teve aos dezassete anos, e da luta anterior contra um cancro testicular, antes de abordar os anos posteriores ao desmoronar da carreira.

“Foi aí que tive mesmo de encontrar uma forma de sobreviver”, disse. “Tive de dizer a mim próprio: olha, acabou, terminou. O tempo dirá se é verdade, mas sinto que fui apanhado na cultura do cancelamento pela qual a América passou. Provavelmente fui dos primeiros a passar por isso.”

Armstrong afirmou que a prioridade imediata foi a estabilidade, não a reabilitação. “A única coisa que prometi a mim mesmo foi manter-me saudável e não ficar dependente de nada”, explicou, reconhecendo, porém, que mais tarde lutou com o álcool. Acrescentou que desaparecer não era opção. “Também sabia que não podia ficar num canto a chorar. Tinha de seguir em frente. A vida é confusa e temos de avançar e resolver as coisas.”

 

Olhar para a abordagem no auge

 

Armstrong abordou ainda as críticas recorrentes ao seu comportamento no pelotão, onde foi muitas vezes retratado como figura intransigente e dominante. “Mas acho que havia muito poucos tipos simpáticos no topo do desporto naquela altura”, disse. “Visto agora, talvez devesse ter desfrutado mais e parado para valorizar o que alcancei. Em certos aspetos, levei tudo ao limite.”

Essa mentalidade, sugeriu, era indissociável das exigências do alto rendimento. “Era um trabalho e eu era pago para ganhar, por isso foi isso que fiz”, afirmou. “Mas talvez tenha ido longe demais e, no fim, paguei por isso. Em cima da bicicleta funcionou, fora da bicicleta deixou de funcionar.”

As declarações de Armstrong surgem numa altura em que cresce novamente o interesse pela sua história além do ciclismo, com uma grande biopic de Hollywood atualmente em desenvolvimento. Resta saber se essa atenção renovada altera a forma como a sua carreira é recordada, mas as suas últimas palavras sublinham como continua a interpretar um período que remodelou a sua vida e o próprio desporto.

"Não foi um milhão, foram só 500 mil" Quintanilha denunciou em tribunal chantagem de Nuno Ribeiro ao Porto”


Por: Ivan Silva

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Meses depois de o julgamento de primeira instância ter exposto em detalhe um dos maiores escândalos do ciclismo português, continuam a emergir passagens marcantes do processo Operação Prova Limpa.

A investigação, amplamente acompanhada pela CNN Portugal, revelou não apenas o alegado esquema de doping na estrutura da W52 - FC Porto, mas também um episódio de presumida chantagem que surpreendeu a sala de audiências.

 

Chamado a reunião de urgência com Pinto da Costa

 

No Tribunal de Penafiel, Adriano Quintanilha descreveu o momento em que, segundo o próprio, foi convocado de urgência para uma reunião no Estádio do Dragão por Jorge Nuno Pinto da Costa.

“Sr. dr. juiz, eu estava a chegar de uma viagem de Itália e sou chamado ao gabinete do nosso presidente, Jorge Nuno Pinto da Costa. Chamou-me ao gabinete dele e disse-me: ‘Sr. Quintanilha, o que é que se está a passar?’”

Quintanilha explicou que, sem perceber o motivo da reunião, perguntou de imediato o que se passava. A resposta, garantiu, deixou-o incrédulo.

“Chegou-me aqui uma novidade, que eu até penso que isto é para os apanhados”, recordou, dizendo que Pinto da Costa lhe terá acrescentado: “Chegou-me aqui um pedido de um milhão de euros”.

Segundo o depoimento, a reação foi imediata. “Ó presidente, isso não pode ser, isso é impossível. Isso não é verdade.”

Mas, de acordo com Quintanilha, Pinto da Costa insistiu: “É verdade. Chegou-me pelos meus advogados aqui um pedido.”

Foi então que decidiu, nas suas palavras, “tirar isso a limpo”.

O momento em que o juiz interrompeu

Durante o testemunho, o juiz Miguel Paredes procurou clarificar quem estaria por trás dessa exigência milionária.

“Mas quem é que foi pedir um milhão de euros? É isso que eu não estou a perceber.”

Quintanilha respondeu sem hesitar: “Foram pedir um milhão de euros ao Porto.”

O magistrado voltou a insistir: “Quem, quem?”

E recebeu a resposta direta: “O Sr. Nuno Ribeiro.”

Nuno Ribeiro era uma das figuras centrais do processo e antigo diretor desportivo da equipa.

 

O encontro no armazém

 

Quintanilha contou ainda que decidiu confrontar Nuno Ribeiro pessoalmente. Segundo relatou, o encontro aconteceu em março de 2024, pouco antes das eleições presidenciais do FC Porto, nas quais Pinto da Costa acabaria derrotado por André Villas-Boas.

“Chega ao meu armazém e eu fui mais o meu filho, António Jorge, e o Sr. David.”

Quando o encontrou, lançou-lhe a pergunta diretamente: “Nuno, o que é que se passa? Tu foste ao Porto pedir isto?”

Segundo Quintanilha, a resposta foi reveladora. “Não foi um milhão, foram 500 mil, foi só…”

O empresário disse então ter exigido explicações:

“Mas o que é que se passa aqui? Explica-me. Porque é que estás a pedir isso? É por causa das eleições? O que é que o Porto tem a ver com este caso?”

A resposta atribuída a Nuno Ribeiro apontava para o processo judicial e para os depoimentos prestados perante a Autoridade Antidopagem de Portugal.

“Ah, os ciclistas foram para a ADoP dizer tudo, botar tudo para cima de mim, eu não posso ficar com estas coisas…”

Quintanilha afirmou ter reagido em tom duro: “Quem tem de pagar por isto tudo és tu e os ciclistas, se houver alguma coisa a pagar. És tu e os ciclistas.”

Segundo disse ao tribunal, a conversa terminou aí. “Falei mais alto um bocadinho e ele veio-se embora, fugiu. E a partir daí não tive mais conversa com o Sr. Nuno Ribeiro.”

 

Como nasceu a Operação Prova Limpa

 

A investigação judicial começou após uma denúncia enviada em fevereiro de 2020 ao inspetor-chefe Luís Ribeiro, então ligado ao conselho consultivo da Autoridade Antidopagem de Portugal.

A W52 dominava então o ciclismo nacional, com sucessivos triunfos na Volta a Portugal. O alegado esquema foi desmontado através de vigilâncias prolongadas e milhares de horas de escutas telefónicas.

No acórdão de primeira instância ficou assente que, “pelo menos desde o ano de 2020”, dirigentes ligados à estrutura teriam procurado aumentar artificialmente o rendimento competitivo dos ciclistas para obter melhores resultados desportivos.

 

Os códigos usados ao telefone

 

Uma das partes mais impressionantes do processo passou pela linguagem codificada utilizada, segundo o tribunal, para esconder referências a substâncias proibidas.

Entre os termos identificados surgiam:

“Branca”, “Dipro”, “Profes”, “Riscos” ou “Corticoides”, associados à Betametasona

“Força”, “F” ou “FR”, associados à hormona de crescimento

“Feminina”, “Femenina” ou “Meno”, associados à Menotropina

“TB”, para TB-500

“Insu”, para insulina de ação rápida

O acórdão refere ainda que aplicações como WhatsApp e Telegram eram usadas para dificultar o rastreio das comunicações.

 

A defesa contestou a gravidade social do caso

 

No recurso para a Relação do Porto, a defesa de Adriano Quintanilha contestou a forma como o tribunal avaliou o impacto público do processo.

Os advogados sustentaram que a decisão exagerava os efeitos sociais das práticas dopantes e argumentaram que uma intensa cobertura mediática não equivale automaticamente a alarme social.

Foram mais longe: admitindo que o doping prejudica a justiça competitiva, defenderam que o tribunal nunca provou que atletas de outras equipas estivessem limpos, colocando em causa a avaliação da igualdade competitiva.

 

Um caso que continua a marcar o ciclismo português

 

Anos depois do início da investigação e meses após o julgamento, o processo continua a ser uma referência inevitável quando se fala de credibilidade no ciclismo nacional. Entre escutas, códigos secretos, substâncias proibidas e alegações de chantagem envolvendo centenas de milhares de euros, a Operação Prova Limpa deixou marcas profundas no desporto português.

“Vasco Vilaça vence no arranque do Mundial”


Foto: FTP

Vasco Vilaça conquistou este sábado, em Samarcanda, no Uzbequistão, a medalha de ouro na primeira prova do Campeonato do Mundo de 2026. O nosso trialtleta concluiu a primeira das nove provas do mundial em 01:43.33 horas, impondo-se ao alemão Henry Graf, segundo classificado a quatro segundos, e ao canadiano Charles Paquet, terceiro a oito.

Ricardo Batista, sexto em Paris 2024, terminou a prova no oitavo posto, a 35 segundos do seu compatriota, que tinha sido quinto nos últimos Jogos Olímpicos, Miguel Tiago Silva terminou na 12.ª posição, a 01.15 minutos, enquanto João Nuno Batista fechou o top 20, a 2.18 minutos de Vilaça. Portugal foi o único País a colocar quatro atletas entre os 20 primeiros classificados.

Com este triunfo, Vilaça volta a colocar Portugal no primeiro lugar do pódio de uma etapa do mundial, algo que não acontecia desde 2012, ano em que João Silva venceu em Yokohama, após já ter conquistado a etapa japonesa em 2011.

Na prova feminina, Maria Tomé garantiu o 12º posto, o que significa que conseguiu, no Uzbequistão, o seu segundo melhor resultado de sempre em provas do Campeonato do Mundo.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

"Os ciclistas contaram toda a verdade. Eu não sabia de nada" - Adriano Quintanilha sobre o caso que abalou a W52”


Por: Ivan Silva

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O empresário Adriano Quintanilha, antigo principal responsável pela estrutura da W52-FC Porto, avançou com um recurso para o Tribunal da Relação do Porto após ter sido condenado, em primeira instância, a quatro anos e nove meses de prisão efetiva no âmbito da Operação Prova Limpa.

No documento entregue pela defesa, o ex-dirigente contesta de forma total a decisão do Tribunal de Penafiel e garante nunca ter participado num esquema de doping dentro da equipa.

A condenação de Quintanilha marcou um dos momentos centrais do processo que abalou o ciclismo português, depois de as autoridades desmantelarem uma rede de utilização e administração de substâncias proibidas ligada à formação que dominou a Volta a Portugal durante vários anos.

 

Defesa fala em erro judicial e rejeita qualquer envolvimento

 

No recurso apresentado pelos advogados Mário Santos Paiva e Maria Amaral Jorge, a defesa é perentória quanto à inocência do empresário. “A condenação de Adriano Sousa [conhecido socialmente como Adriano “Quintanilha”] é, a todos os títulos, um colossal erro da justiça portuguesa”.

Os representantes legais sustentam que o antigo dirigente nunca teve qualquer papel na obtenção, financiamento ou conhecimento de práticas dopantes no seio da equipa. “Não teve conhecimento, participação e muito menos financiou qualquer esquema de práticas dopantes e de métodos proibidos no seio da equipa W52 - FC Porto”.

Segundo os advogados, a própria prova recolhida durante a investigação não sustentaria a tese acusatória. “Nenhuma interceção telefónica, nenhuma comunicação escrita, nenhum documento, nenhuma das quase 100 testemunhas e nenhum dos demais 25 arguidos sustentam uma versão contrária, nem ao de leve, antes pelo contrário”.

 

O pagamento de 2.430 euros no centro da polémica

 

Um dos elementos considerados decisivos pelo coletivo de juízes foi um pagamento de 2.430 euros relacionado com substâncias adquiridas para a equipa. A acusação entendeu que essa transferência demonstrava conhecimento direto de Quintanilha sobre o esquema.

O empresário rejeitou essa leitura e, em declarações escritas enviadas à CNN Portugal, insiste que os próprios ciclistas o ilibaram ao ongo do processo.

“Os ciclistas contaram toda a verdade, como compravam as substâncias e o que faziam com elas, sempre referindo que eu nada sabia e que não estava minimamente envolvido”.

Quintanilha acrescenta ainda que a relevância atribuída a esse montante é desproporcionada face ao orçamento global da estrutura.

“O coletivo de juízes de Penafiel desvalorizou isto, concentrando-se apenas num pagamento de 2.430 euros, dentro de um orçamento da equipa que rondava 1,1 milhões de euros por ano. E desconsiderou também o facto de, quanto a esse pagamento, a nossa PJ ter apanhado, em escutas, o massagista da equipa a pedir aquele pagamento ao dr. Hugo Veloso, contabilista, ao que este respondeu: ‘Eu a eles [a mim e à restante gestão da Associação Calvário Várzea Clube de Ciclismo] não lhes chego a dizer o que é que é..”

Segundo a defesa, existiriam ainda escutas onde outros elementos da estrutura assumiam que não revelavam à administração o verdadeiro destino de determinados pagamentos.

 

Tribunal apontou liderança no esquema

 

Na sentença de primeira instância, os magistrados entenderam que Adriano Quintanilha desempenhava um papel nuclear no funcionamento da estrutura e nas decisões financeiras relacionadas com métodos proibidos.

O acórdão considerou que o empresário foi “um dos arguidos que engendrou o plano inicial do uso de substâncias e métodos proibidos”.

Os juízes acrescentaram que detinha o “poder de decisão final, nomeadamente no que concerne aos pagamentos dessas substâncias e métodos”.

Para o tribunal, o facto de ser presidente da associação responsável pela equipa agravava a sua responsabilidade, por lhe caber a proteção dos ciclistas e restantes elementos da formação.

 

Nuno Ribeiro também visado no recurso

 

Outro dos eixos centrais do recurso passa pelo ataque à credibilidade de Nuno Ribeiro, antigo diretor desportivo da W52 - FC Porto, figura igualmente central no processo.

A defesa de Quintanilha entende que o antigo responsável técnico tentou apresentar-se como vítima para escapar a uma pena mais pesada.

“As declarações do arguido Nuno Ribeiro foram pautadas por um constante recurso a uma retórica ad misericordiam, de se apresentar perante o Tribunal como alguém que era intimidado por Adriano Sousa a obter resultados a qualquer custo e que apenas estava para ser mandado embora da equipa por se ter insurgido contra as práticas dopantes, tudo com o objetivo não da descoberta da verdade, mas de não ser condenado em pena privativa da liberdade”.

Nuno Ribeiro já havia sido alvo de sanção disciplinar pesada por parte da Autoridade Antidopagem de Portugal, com suspensão de 25 anos da atividade.

 

Defesa relativiza impacto social do caso

 

No recurso, os advogados contestam ainda a forma como o tribunal avaliou a gravidade social do processo e os efeitos do doping na comunidade desportiva.

“O acórdão recorrido revela uma clara tendência para elevar esses efeitos a uma proporção quase cataclísmica”.

A defesa acrescenta que a ampla cobertura mediática não significa, por si só, existência de verdadeiro alarme social.

“Já que, se assim fosse sempre, qualquer fenómeno de histeria mediática significaria necessariamente a existência de alarme social-comunitário – o que bem se sabe não ser assim”.

Também quanto à igualdade competitiva, os advogados sustentam que não ficou demonstrado que apenas a W52-FC Porto recorresse a métodos proibidos.

“O tribunal (…) nunca deu como provado que os atletas das demais equipas contra as quais a W52 – FC Porto competia não utilizaram práticas dopantes para que se pudesse fazer essa avaliação da igualdade competitiva em concreto”.

 

Dois destinos opostos após o processo

 

Os relatórios sociais elaborados em 2024 traçaram retratos bem distintos dos dois principais protagonistas do caso.

Quintanilha surgia descrito como um empresário financeiramente estável, apoiado pela família e reconhecido em Felgueiras pelo sucesso empresarial no setor têxtil e comercial. Mantinha rendimentos elevados e continuava ligado à gestão de algumas empresas.

Já Nuno Ribeiro vivia uma realidade bastante diferente. Segundo o mesmo relatório, residia em Valongo com o pai idoso, trabalhava em campos agrícolas da família e recebia 776 euros mensais de subsídio de desemprego.

 

Relação do Porto terá última palavra

 

Com o recurso agora em análise, caberá ao Tribunal da Relação do Porto reavaliar a condenação e decidir se mantém, reduz ou revoga a pena aplicada ao antigo dirigente.

O desfecho poderá tornar-se um novo capítulo num dos maiores escândalos da história recente do ciclismo português, um caso que colocou sob suspeita resultados desportivos, títulos conquistados e a credibilidade de uma modalidade que durante anos viveu sob o domínio da W52 - FC Porto.

“Resultados 3a etapa da Volta às Astúrias 2026: Filippo Baroncini regressa ao pódio meses após acidente quase fatal, com Edgar Cadena a vencer”


Por: Letícia Martins

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Filippo Baroncini assinou uma das prestações de destaque da Vuelta a Asturias até agora, sprintando para o segundo lugar na 3ª etapa, em Vegadeo, apenas meses depois do grave acidente que ameaçou a carreira e a saúde.

O corredor da UAE Team Emirates-XRG comandou a perseguição atrás e cortou a meta a 26 segundos, um passo maior no regresso à primeira linha do pelotão, enquanto Edgar Cadena resistiu na frente para conquistar uma surpreendente vitória a solo após 157 km desde Figueras.

A etapa foi agressiva desde o tiro de partida, com repetidas tentativas de fuga rapidamente anuladas. Movimentos com corredores como Urko Berrade e combinações que incluíam Aimar Tadeo e Lennart Voege foram todos neutralizados, com o pelotão a recusar qualquer vantagem inicial.

Acabaria por se formar um grupo forte de sete. Nil Gimeno, Iuri Leitao, Carlos García Pierna, Nicolás Alustiza, Miguel Heidemann, Matthew Walls e Eduardo Pérez-Landaluce construíram mais de três minutos de vantagem, com a Movistar Team a assumir a responsabilidade na perseguição.

 

A corrida explode nas subidas com a UAE a apertar o ritmo

 

O Alto de la Bobia redefiniu a corrida, reduzindo a fuga a um trio com Gimeno, García Pierna e Alustiza. A 39 quilómetros do fim, García Pierna atacou, distanciou os companheiros e seguiu sozinho na dianteira. A sua ação foi depois perturbada por uma queda na descida do Alto de Orouso, mas conseguiu voltar à bicicleta e prosseguir, mantendo vivas as hipóteses.

Atrás, a corrida era ditada por uma ofensiva sustentada da UAE Team Emirates-XRG. O ritmo subiu de forma acentuada quando a equipa procurou isolar o líder Nairo Quintana, com ataques sucessivos a esticarem o grupo e a forçarem respostas do homem da Movistar. Quintana respondeu pessoalmente a cada aceleração, mantendo o controlo, enquanto a Movistar também aproveitou o terreno para manter a corrida sob pressão.

 

Cadena aproveita a oportunidade com Baroncini a liderar a perseguição

 

A manobra decisiva surgiu a 23 quilómetros da meta, quando Edgar Cadena saltou até García Pierna e, de imediato, prosseguiu sozinho. Com os favoritos presos num jogo tático atrás, a vantagem durou mais do que o esperado. Baroncini afirmou-se como o mais forte no grupo perseguidor, comprometeu-se totalmente nos quilómetros finais e distanciou o restante grupo.

Apesar de reduzir significativamente a diferença, não conseguiu alcançar Cadena, que cortou a meta isolado para vencer a etapa. Baroncini chegou 26 segundos depois para assegurar o segundo lugar, com Jermaine Zemke a completar o pódio.

Para Baroncini, o resultado representa um marco importante, sublinhando o regresso à alta competição após meses de recuperação e sinalizando a sua crescente influência na UAE Team Emirates-XRG à medida que a época avança.

"Era e sempre foi o Sr. Adriano que pagava o adubo para a W52 ganhar" - Nuno Ribeiro”


Por: Ivan Silva

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O processo de doping que abalou o ciclismo português continua a revelar novos detalhes sobre o funcionamento interno da antiga W52-FC Porto, equipa que dominou durante vários anos o panorama nacional.

Numa investigação da CNN Portugal, um dos destaques recai sobre Nuno Ribeiro, antigo diretor desportivo da estrutura, cujo depoimento em tribunal traçou um retrato severo de Adriano Quintanilha, empresário e principal financiador da equipa.

 

Adriano Quintanilha "O ditador"

 

Perante os juízes, Nuno Ribeiro descreveu Quintanilha como uma figura dominante dentro da estrutura. “Conheci o Sr. Adriano nos anos 90, um homem forte, apaixonado, intenso, prepotente, mas também muito arrogante e cruel no que toca às suas vontades e desejos. É um homem de negócios até no desporto, gosta de ganhar, o que é de realçar, mas sendo digno de toda a vontade já deixa de ser quando exige a quem corre que ganhe contra tudo e contra todos, inclusive contra as suas convicções e medos”.

No mesmo depoimento, Ribeiro relatou um ambiente de forte pressão interna e acusou o empresário de recorrer ao poder financeiro para controlar a equipa. “É um homem que insulta, berra e dessa forma pensa que persuade e motiva. (…) O Sr. Adriano quando percebe a dependência das pessoas pelo dinheiro, ele mexe na coação, usa isso a seu favor. Já alguém disse neste tribunal e agora aqui repito, na W52 – FC Porto vivia-se uma ditadura na gestão, sendo o ditador o Sr. Adriano. Assumiu uma equipa que era a minha, a Vintage Podium e fê-lo pela pressão de dinheiro”.

 

Contrato de Joni Brandão e as tácticas da equipa

 

Nuno Ribeiro contou também que, com o passar do tempo, foi perdendo espaço dentro da estrutura e que Quintanilha passou a interferir diretamente na vertente desportiva. “Por exemplo, contratou o Joni Brandão (ciclista que receberia 60 mil euros/ano e que recusou falar sobre as questões do doping, mas que foi condenado igualmente no processo) e nem me questionou para isso."

"Mas também queria cada vez mais assumir as táticas das provas, as reuniões com os ciclistas, a seleção de ciclistas para cada prova. Essas funções deixaram de ser exercidas por mim e tudo porque me insurgi contra o doping junto do Sr. Adriano. E eu ouvia os discursos do Sr. Adriano sobretudo no autocarro (…), todos os que usavam doping, percebiam”.

Segundo o antigo diretor desportivo, o financiamento dessas práticas também partia do empresário. Ribeiro relatou uma alegada reunião em janeiro de 2021, na presença de Hugo Veloso e Adriano Quintanilha, versão negada por ambos, em que este último terá entregue dinheiro com um objetivo claro: “tomem lá, para os gajos ganharem”.

Nuno Ribeiro insistiu ainda que o centro de poder dentro da equipa estava concentrado numa só pessoa. “Tudo passava pelo sr. Adriano”, que gastava milhares de euros em doping (…), no seio da equipa, todos sabiam que havia doping e que o mesmo era financiado” por Adriano Quintanilha.

Também no seu depoimento, procurou afastar a ideia de que seria o líder do esquema e apresentou-se como alguém dependente financeiramente da função que exercia. “O Sr. Adriano era e é o homem do dinheiro, é o homem do poder, dos Ferrari que levava e que adorava dizer que faturava milhões de euros por ano e com isso lá nos ia intimidando a todos."

 

"Fui um carneiro que ia para onde ele me guiava"

 

"Eu era na equipa um mero diretor que recebia o salário que tanto precisava para a minha vida e para os meus filhos. Não me podem acusar neste processo que tudo passava por mim, pois nunca tive como é óbvio dinheiro para pagar o doping e os demais custos inerentes (…). Era e sempre foi o Sr. Adriano que pagava (…) o adubo para a W52 ganhar”.

Num momento mais emotivo das declarações, assumiu arrependimento pelo seu papel no caso. “Fui um carneiro que andei para onde o Sr. Adriano me guiou. Devia ter dito que não e não e não, mas escolhi, por isso sinto-me triste, arrependido e julgado por todos”.

Apesar da colaboração reconhecida em julgamento, o Tribunal de Penafiel considerou provado que Nuno Ribeiro teve intervenção central no esquema. Os juízes sublinharam a ligação direta com ciclistas, a preparação de substâncias e as orientações dadas para evitar deteção nos controlos antidopagem.

Ribeiro foi condenado à mesma pena de Adriano Quintanilha, quatro anos e nove meses de prisão. O caso W52-FC Porto permanece como um dos episódios mais graves da história recente do ciclismo português e um dos maiores abalos de credibilidade da modalidade.

“Maria Tomé abre Mundial com resultado de elite e reforça ascensão no triatlo mundial”


Por: José Morais

A triatleta portuguesa Maria Tomé iniciou a época internacional da melhor forma ao conquistar o 14.º lugar na etapa inaugural do Campeonato do Mundo, disputada em Samarcanda, no Uzbequistão um resultado que iguala o seu segundo melhor registo de sempre no circuito.

A atleta de Torres Novas, de 23 anos, que brilhou nos Jogos Olímpicos Paris 2024 com um notável 11.º posto, voltou a confirmar o excelente momento de forma ao completar a prova em 1:55.59 horas. A vitória pertenceu à britânica Beth Potter, campeã olímpica, que dominou a corrida com o tempo de 1:53.17.

O pódio ficou completo com a francesa Leonie Periault, a nove segundos da vencedora, e com a luxemburguesa Jeanne Lehair, que terminou a 1.03 minutos.

Apesar de prestações mais discretas na natação (19.10) e na corrida (36.22), Maria Tomé destacou-se de forma impressionante no ciclismo, onde assinou o segundo melhor parcial da prova (59.08), recuperando várias posições e consolidando o seu estatuto de atleta em clara evolução.

Este 14.º lugar iguala o resultado obtido em Karlovy Vary (2025), ficando apenas atrás do seu melhor desempenho absoluto no Mundial: o 10.º posto em Weihai, na China, alcançado no mesmo ano.

O arranque da temporada marca também o início do ciclo olímpico rumo a Los Angeles 2028, com Portugal a apresentar uma das seleções mais fortes de sempre: quatro triatletas no top 25 mundial. No setor masculino, o destaque vai para Vasco Vilaça, terceiro classificado no Mundial de 2025 e atual número três do ranking. Em Samarcanda competiram ainda Ricardo Batista (13.º do ranking), Miguel Tiago Silva (21.º) e João Nuno Batista (46.º).

 

O Campeonato do Mundo de 2026, inicialmente previsto para arrancar em Abu Dhabi — etapa adiada devido à instabilidade no Médio Oriente — segue agora com nove provas. A próxima paragem será em Yokohama, Japão, a 16 de maio, antes do início do período de qualificação olímpica, que arranca em Alghero, Itália, a 30 e 31 de maio.

“Em Aires, o 25 de Abril ganha vida: desporto, famílias unidas e um espírito comunitário vibrante”


Por: Madail Claro/Com José Morais

Fotos: Associação Desportiva Palmelense

A manhã de 25 de Abril ficou marcada por um ambiente vibrante da freguesia de Aires, Palmela, onde a Associação Desportiva Palmelense promoveu mais uma edição do Passeio BTT Kid’s, reunindo 61 inscritos e 57 jovens ciclistas prontos para transformar o feriado da Liberdade num momento de convívio, energia e descoberta. O evento, que já se tornou uma referência local, voltou a demonstrar a força do desporto juvenil e o papel essencial das famílias na construção de uma comunidade ativa e solidária.

 

Homenagem que marcou o arranque

 

Antes da partida, o pelotão uniu-se num minuto de silêncio em memória de Emília Mondim, figura incontornável do associativismo local. O gesto, carregado de respeito e emoção, recordou o impacto da sua dedicação e reforçou o carácter humano que define este encontro anual. A pedalada seguiu, também, em sua honra.


 

Famílias: o motor silencioso do sucesso

 

A ADP destacou o papel determinante dos pais, mães, tutores e restantes familiares, cuja presença e entusiasmo deram cor e significado ao evento. A alegria das crianças, refletida em cada quilómetro percorrido, foi acompanhada pela certeza de que o apoio familiar é o verdadeiro alicerce deste projeto.


A organização sublinhou ainda que todas as fotografias captadas durante o passeio foram realizadas com o consentimento dos respetivos tutores, garantindo o respeito e a proteção de todos os participantes.

 

Equipa no terreno: segurança, logística e dedicação

 

A realização de um evento desta dimensão só é possível graças ao empenho de uma equipa multifacetada, que assegurou cada detalhe ao longo dos percursos de 8 km e 20 km.

Percurso de 8 km: Guiado por Pedro Santos e Rui Pereira, com apoio de viatura e segurança garantidos por Filipe Pires e Vinícius.


Percurso de 20 km: Conduzido com mestria por Nuno Gonçalves, Fernando Mirante e Luís Góis, que orientaram o grupo pelos trilhos com experiência e cuidado.

Logística e apoio: A cargo de Madaíl Claro, sempre presente para resolver qualquer necessidade.

Abastecimento e lembranças: Uma equipa incansável Sra. Fátima, Cláudia Sofia e Jorge Afonso, Presidente da Assembleia preparou o lanche, assegurou o abastecimento e ainda ofereceu pequenas lembranças a cada criança, gesto que arrancou sorrisos e tornou o dia ainda mais especial.


 

Presenças oficiais e uma visita inesperada

 

O evento contou com a presença do Vereador da Câmara Municipal de Palmela, Paulo Garcia, que dirigiu palavras de incentivo aos jovens ciclistas antes da partida, reforçando a importância do desporto na formação das novas gerações.

Mas a grande surpresa chegou de outro planeta: Stitch, a personagem que encantou miúdos e graúdos, apareceu para animar o ambiente. Entre gargalhadas, fotografias e guloseimas, a mascote trouxe um toque mágico ao passeio e até deixou algumas gomas para adoçar o final da manhã.


Um 25 de Abril vivido em comunidade

 

A ADP agradeceu ainda a todos os parceiros e patrocinadores que tornaram possível mais uma edição do BTT Kid’s. Apesar de eventuais lapsos, a organização reforça que cada detalhe foi preparado com dedicação e espírito de missão, sempre com o objetivo de proporcionar uma experiência memorável.

O balanço final é claro: a família ADP voltou a mostrar que a união, o desporto e a celebração da liberdade caminham lado a lado. Um 25 de Abril vivido com pedaladas firmes, sorrisos largos e um sentimento coletivo que promete regressar ainda mais forte no próximo ano.

Até à próxima!

Fonte: Associação Desportiva Palmelense










“Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua muito ativa na 2.ª etapa do GP O Jogo”


A 2.ª etapa do Grande Prémio O Jogo/Leilosoc ligou Lousã a Vila Nova de Poiares ao longo de 155,3 quilómetros, com 95 ciclistas à partida. A tirada contou ainda com três metas volantes, além de uma contagem de montanha de 3.ª categoria aos 126,8 km. Desde cedo, a corrida ficou animada com várias tentativas de ataque e a formação da fuga do dia antes da primeira meta volante.

A vantagem dos oito fugitivos chegou perto dos três minutos, mas começou a diminuir após a passagem por Oliveira do Hospital. Na perseguição, a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua trabalhou na frente do pelotão para tentar conduzir a corrida para novo sprint, mantendo a prova controlada até à parte final. Já nos metros decisivos, a etapa acabou por não sorrir à equipa, depois de Leangel ter arriscado demasiado na última curva e acabado contra a barreira, ficando sem condições para disputar a chegada.

Ainda assim, Gonçalo Carvalho foi o melhor classificado da equipa, em 32.º lugar, integrado no grupo que disputou a vitória. No final, o manager Xavier Silva destacou o empenho coletivo da formação: “Uma etapa muito rápida e muito disputada, em que tentámos controlar tudo para chegar ao sprint, mas infelizmente o final não nos sorriu. O Leangel caiu na última curva e já não conseguiu discutir a chegada, mas a equipa esteve unida do primeiro ao último quilómetro. O Gonçalo terminou em 32.º no grupo da frente e mostrou boa consistência. Vamos continuar a lutar, porque ainda há muito corrida pela frente.”

Este sábado, o Grande Prémio O Jogo/Leilosoc segue para a penúltima etapa, com 132,2 quilómetros entre Castanheira de Pêra, num percurso exigente que inclui duas contagens de montanha de 3.ª categoria e duas metas volantes, em Sertã e Pedrógão Grande.

 

Classificação da Etapa 2

 

1º. Contte Tomas (Aviludo-Louletano-Loulé), 3h46m22s

32º. Carvalho Gonçalo (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a mt

34º. Rebollido Angel (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a mt

54º. Linarez Leangel (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 18s

55º. Martingil César (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 18s

63º. Silva Bruno (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1m32s

79º. Alves Francisco (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 7m39s

83º. Morais Francisco (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 9m06s

86º. Dias Daniel (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 9m06s

 

Classificação Geral (após 2ª etapa)

 

22º. Carvalho Gonçalo (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 20s

24º. Rebollido Angel (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 20s

32º. Martingil César (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 32s

41º. Silva Bruno (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1m52s

49º. Linarez Leangel (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 3m17s

66º. Morais Francisco (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 10m27s

75º. Alves Francisco (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 14m27s

81º. Dias Daniel (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 18m43

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
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