domingo, 19 de abril de 2026

“Nem sequer era suposto estar aqui” - Paula Blasi, do fundo do pelotão para a vitória na Amstel Gold Race Feminina”


Por: Miguel Marques

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A vitória de Paula Blasi na Amstel Gold Race Feminina 2026 surpreendeu o pelotão internacional e a própria vencedora. A ciclista da UAE Team ADQ assinou uma exibição de classe, selada com um ataque a solo que deixou favoritas como Katarzyna Niewiadoma-Phinney e Demi Vollering sem resposta.

Para lá do resultado, as suas palavras após a corrida traduziram perplexidade, emoção e uma honestidade pouco comum. Longe da euforia imediata, Blasi admitiu na meta que ainda não tinha interiorizado o que conseguira: “Não, acho que vou precisar de algumas semanas ou até meses para assimilar”, começou, depois de garantir o maior triunfo da sua carreira. Uma confissão que espelha a dimensão de uma vitória tão inesperada quanto brilhante.

O desfecho foi tão imprevisível quanto a própria corrida. A ciclista descreveu a confusão dos quilómetros finais: “Sinceramente, quando estava sozinha e cruzei a linha, nem sabia quantos quilómetros faltavam. Pensei ‘espero que só faltem cinco’. De repente disseram-me ‘não, tens de aguentar 21’”.

Blasi manteve-se firme apesar das exigências de uma longa fuga a solo, sustentando o andamento apesar do trabalho forte no pelotão, muitas vezes comandado pela FDJ - Suez e pela SD Worx - ProTime. “Sabia que ia ser um dia duro na frente”.

 

De descolada a líder da corrida

 

Um dos aspetos mais marcantes da sua vitória é que, minutos antes do movimento decisivo, tinha perdido o contacto com o grupo principal: “Na verdade, cinco minutos antes de atacar, tinha ficado descolada. Voltei e disse ‘ok, vamos tentar ver se consigo ajudar a equipa’”.

Essa mudança de mindset foi crucial num dia implacável: “E, de repente, dei por mim na frente. Sim, porque naquele momento a corrida estava mesmo muito dura. E como é que o fiz? Nem eu sei”.

 

“O pelotão é uma loucura”

 

Blasi sublinhou ainda a dificuldade tática da prova, sobretudo num terreno que ainda lhe era novo: “Desde o início trabalho para a equipa. Disse à equipa que estava a ter muitas dificuldades em manter a posição porque é a minha primeira corrida aqui nas Ardenas”.

A espanhola descreveu com clareza o caos no grupo: “Este pelotão é uma loucura. É bastante difícil ficar na frente. E, na verdade, essa é a parte mais importante”. Perante isso, encontrou na fuga uma solução quase improvisada: “A certa altura disse ‘vamos para a frente, se conseguires ir melhor na fuga, porque assim não tens de lutar pela posição’”.

 

Uma vitória que nem estava nos planos

 

Talvez o detalhe mais revelador tenha surgido quando recordou que a sua chamada foi de última hora: “Para ser sincera, nem sei bem, porque nem era suposto estar aqui. Fui inscrita na corrida só ontem porque tivemos algumas lesões e algumas ciclistas doentes”.

Com humildade, Blasi fechou com uma reflexão franca: “Preciso de respirar fundo e aceitar o que acabou de acontecer”.

“Resultados Amstel Gold Race 2026: Remco Evenepoel desforra-se de Skjelmose e leva a vitória ao sprint”


Por: Miguel Marques

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Remco Evenepoel venceu a edição de 2026 da Amstel Gold Race. A primeira das clássicas das Ardenas foi corrida sem grandes elaborações táticas, com o campeão olímpico a mostrar-se o mais forte nas subidas; e a bater ao sprint o defensor do título Mattias Skjelmose na reta da meta.

A prova, com 257 quilómetros, partiu de Maastricht e levou o pelotão pelas estradas onduladas e explosivas do Limburg holandês. Na fuga do dia seguiram nove corredores: Huub Artz, Filip Maciejuk, Marco Frigo, Warren Barguil, Xabier Mikel Azparren, Joseba López, Siebe Deweirdt, Valentin Retailleau e Abram Stockman.

O grupo de nove trabalhou bem, enquanto no pelotão foi a Red Bull - BORA - hansgrohe a assumir a maior fatia do trabalho ao longo do dia. Ao entrar nas últimas duas horas, a equipa alemã acelerou para travar antecipações, abrindo fendas repetidas no pelotão e acumulando fadiga numa corrida onde a resistência é decisiva.

O pelotão manteve-se relativamente compacto até 43 quilómetros do fim, quando no Kruisberg Romain Grégoire atacou, seguido por Remco Evenepoel e Kévin Vauquelin. Matteo Jorgenson, Mattias Skjelmose e Mathieu Burgaudeau também reagiram, e o movimento ganhou espaço em relação ao pelotão no momento em que alcançaram Huub Artz. Entretanto, Marco Frigo tinha-se isolado na dianteira.

Em poucos minutos, porém, o grupo partiu-se com a queda de Vauquelin, Jorgenson e Artz, enquanto Burgaudeau ficou retido atrás. O corredor da Visma foi o mais afetado. Na frente seguiram apenas Evenepoel, Skjelmose e Grégoire, que pouco depois apanhariam Marco Frigo.

Nas múltiplas ascensões, Evenepoel impôs um ritmo forte, deixando Frigo para trás e, a 22 quilómetros da meta, também Grégoire. O duo discutiu a vitória, enquanto o restante era absorvido por um grupo perseguidor.

No sprint final, Skjelmose seguia na frente, mas não teve resposta para a aceleração de Evenepoel, que se desforra assim da derrota de 2025. Na luta pelo terceiro lugar, Frigo tentou surpreender várias vezes no derradeiro setor plano, sem sucesso. Benoît Cosnefroy sprintou para terceiro no dia, fechando o pódio.

“Gabriel Baptista e João Martins conquistam 6.º lugar no Madison na Taça do Mundo de Pista”


Gabriel Baptista e João Martins terminaram em sexto lugar a prova de Madison da segunda ronda da Taça do Mundo de Pista UCI, que terminou hoje em Hong Kong. A dupla fez a sua estreia nesta disciplina este domingo e impressionou com o desempenho demonstrado ao serviço da Seleção Nacional. Em ação esteve também Daniela Campos, com a prova de Omnium, onde concluiu em 19.º lugar na classificação final.

Foi na prova de Madison que chegou a surpresa do dia, com a dupla Gabriel Baptista e João Martins a fazer a sua estreia numa competição de elite mundial na Taça do Mundo. Começaram o “desafio” em pleno, a qualificar para a final, com 12 pontos. E o melhor ainda estava para vir.

O que fizeram hoje em Hong Kong “foi muito relevante e importante para o desenvolvimento e crescimento que estão a realizar no âmbito da pista”, disse o Selecionador Nacional, Gabriel Mendes, que continuou: “Primeiro passaram as qualificações com muito mérito e competência, sempre focados nos fatores importantes de gerir na competição. Na final seguiram à risca o plano delineado, sabiam que iam entrar num domínio novo, nunca tinham feito uma prova de 50 quilómetros de Madison. A prudência nas ações a realizar e a sabedoria na gestão da energia eram fatores essenciais para evitar uma quebra, que poderia ser fatal”.

Para o selecionador nacional estiveram “extremamente bem, conseguiram dar uma volta e pontuar nos sprints, demonstrando uma atitude competitiva extraordinária e capacidade de superação essencial nesta prova. Estou muito orgulhoso do trabalho que fizeram e da participação digna e muito boa perante a responsabilidade que lhes foi atribuída, terminado num honroso sexto lugar, numa prova de extrema exigência perante a elite mundial. Estão de parabéns”.

A medalha de ouro foi para a dupla de neerlandeses Y. Havik e P. Heijnen, a prata para os franceses E. Besnier e D. Grondin e o bronze foi para L. Maclean e W. Perrett.

Daniela Campos começou por garantir um lugar na final do programa de Omnium, com o segundo lugar na prova por pontos da primeira manga qualificativa. A portuguesa prosseguiu para as quatro provas que compõe o Omnium: scratch, corrida tempo, eliminação e corrida por pontos.

Foi 16.ª classificada no scratch, ficando em 17.º lugar na corrida tempo. Na eliminação foi a 18.ª classificada e na corrida por pontos terminou na 19.ª posição. Na classificação final ficaria também em 19.º lugar, com 30 pontos.

Para Gabriel Mendes, “foi positivo e importante ultrapassarmos a fase da qualificação. É sempre um momento exigente que a Daniela soube superar”. No desenrolar do programa, o qual teve bastante exigência e nível competitivo, “sabíamos que era muito difícil ter um resultado ao nível da participação anterior na Austrália. A competição foi importante para trabalhar e fazer melhorias no processo de desenvolvimento, essenciais para progredir no futuro, com a Daniela a aprimorar vários aspetos e isso é fundamental para melhorar a nossa competência e capacidade de resposta futura para este nível de competição”.

A medalha de ouro em Omnium femininas foi para a japonesa Tsuyaka Uchino, a prata para a dinamarquesa Amalie Dideriksen e o bronze foi entregue à mexicana Yareli Mendoza Cevedo.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Resultados Amstel Gold Race Feminina 2026: Paula Blasi dispara para surpreendente vitória a solo, com Vollering e Niewiadoma a completarem o pódio”


Por: Miguel Marques

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Um ataque solitário no momento certo e uma perseguição vacilante combinaram-se para produzir um dos triunfos mais marcantes da primavera, com Paula Blasi a impor-se na Amstel Gold Race Feminina 2026. A espanhola de 23 anos cortou a meta isolada em Valkenburg após um ataque audaz já perto do final, resistindo ao regresso das favoritas apesar do ímpeto tardio atrás.

 

Blasi escolhe o momento perfeito

 

Depois de um dia marcado por ataques sucessivos e hesitações entre as favoritas, o movimento decisivo surgiu quando Blasi se destacou no Cauberg ao lado de Nienke Vinke, antes de seguir sozinha.

O que parecia mais uma aceleração de curto alcance tornou-se rapidamente a jogada da corrida. Sem resposta imediata e organizada por parte das favoritas, Blasi foi alargando, de forma constante, a sua vantagem, construindo um fosso que se revelaria decisivo.

 

Perseguição chega tarde apesar da agressividade final

 

Atrás, a corrida permaneceu bloqueada num impasse tático durante grande parte da última volta, com as equipas relutantes em assumir plenamente a perseguição. A FDJ-SUEZ havia assumido a dianteira mais cedo com Elise Chabbey e Juliette Berthet, mas o ímpeto esmoreceu na fase final, deixando a Lidl-Trek a tentar elevar o ritmo.

Quando a urgência finalmente apareceu, já era tarde. Na derradeira ascensão ao Cauberg, Niewiadoma desferiu uma aceleração seca, com Vollering a conseguir seguir após um breve momento de hesitação. A dupla afastou rapidamente o restante grupo reduzido, mas, com Blasi já sobre o topo com vantagem substancial, a manobra apenas serviu para redefinir a luta pelo pódio.

Nos quilómetros finais, o foco deslocou-se para trás da líder, com Vollering e Niewiadoma emparelhadas na disputa pelo segundo lugar. Apesar de reduzirem brevemente a diferença, nunca conseguiram reaproximar-se de Blasi e concentraram-se, em vez disso, no sprint pelas restantes posições do pódio.

Num final apertado, Niewiadoma resistiu por escassos metros a Vollering para assegurar a segunda posição, completando um pódio moldado tanto pela agressividade tardia como pela hesitação inicial.

 

Uma vitória construída em timing e convicção

 

O triunfo de Blasi não foi apenas fruto de força, mas de timing perfeito. Numa corrida em que as favoritas se vigiaram repetidamente e hesitaram nos momentos-chave, ela assumiu a iniciativa quando mais importava.

Essa combinação de oportunismo e execução foi decisiva, assinando uma vitória de afirmação e um resultado que sublinha o carácter imprevisível da Amstel Gold Race. Num dia em que os grandes nomes se anularam, foi Blasi quem se isolou e nunca mais olhou para trás.

“Renato da Silva e Íris Moraru em destaque na 3.ª Taça de Portugal de BMX”


Fotos: Adriano Miguel / FPC

Renato da Silva (Team BMX Quarteira) e Íris Moraru (Clube Bicross de Portimão) estiveram em plano de evidência na terceira ronda pontuável da Taça de Portugal de BMX, em Loulé, ao vencerem nas principais categorias em prova.

A pista de BMX de Quarteira foi palco da primeira prova de uma jornada dupla que promete animar o fim de semana algarvio, com as terceira e quarta provas pontuáveis da Taça de Portugal de BMX 2026. Neste primeiro dia estiram em prova cerca de 100 participantes, entre as várias categorias.


Renato da Silva (Team BMX Quarteira) foi o destaque na categoria Homens

+17, tendo superado Leonardo Carmo (Team BMX Quarteira), segundo classificado, e Joaquin Pino (Casa do Povo do Alqueidão), que completou o pódio.

Entre as Femininas +15 destacou-se Íris Moraru (Clube Bicross de Portimão), à frente de Rita Xufre (Núcleo Bicross de Setúbal/VSPublicidade), segunda classificada, e de Maria Pinto (Casa do Povo do Alqueidão), terceira.


Nas categorias jovens, Tiago Cavaco (Team BMX Quarteira) venceu em sub-17, Gustavo Pereira (Clube Bicross de Portimão) e Aurea Numão (Team BMX Quarteira) em sub-15, Eriks Kremanis (Team BMX Quarteira) e Zara

Ramírez (Casa do Povo do Alqueidão) em sub-13, Lourenço Jesus (Team BMX Quarteira) em sub-11, Vicente Cardoso (Linda a Pastora Sporting Clube) e Luna Alves (Team BMX Quarteira) em sub-9 e Vicente Batista (Núcleo Bicross de Setúbal/VSPublicidade) em sub-7.

Nota ainda para Carlos Rosado (Clube Bicross de Portimão), que conquistou a prova entre Cruiser 40+, e Alexandra Loureiro, que venceu nas Femininas Cruiser.


Nas contas do ranking, Leonardo Carmo (Team BMX Quarteira) isolou-se na liderança da categoria Homens +17, enquanto Íris Moraru (Clube Bicross de Portimão) reforçou o primeiro lugar entre as Femininas +15. Nas categorias de formação, Gustavo Pereira (Clube Bicross de Portimão) continua imbatível nos Sub-15 com pleno de vitórias (48 pontos), tal como Tiago Cavaco (Team BMX Quarteira) que lidera os Sub-17 com 28 pontos.

Nota ainda para o Clube Bicross de Portimão, que segurou a liderança do ranking por equipas, à frente do Team BMX Quarteira e do Linda a Pastora Sporting Clube.

Este domingo, o espetáculo do BMX volta a marcar o dia na Pista de BMX de Quarteira, com a quarta prova pontuável da Taça de Portugal, a partir das 10h30.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Guilherme Marreiros vence isolado na primeira Taça de Portugal de Cadetes 2026”


Fotos: Bruno Mendes/FPC

Guilherme Marreiros foi o primeiro a erguer os braços na Taça de Portugal de Cadetes 2026. O jovem da Academia Joaquim Agostinho/UDO venceu isolado a primeira prova da competição, que teve lugar este sábado, em Enxara do Bispo.

A jornada inaugural levou o pelotão sub-17 até à região de Mafra, onde os corredores enfrentaram um percurso de 52,3 quilómetros, com partida e chegada no Gradil, combinando um setor inicial em linha com um circuito final seletivo.

A corrida começou com várias tentativas de fuga. Ao fim de 20 quilómetros, João Santos e Luís Ferreira (Alenquer-GDM-Anipura) foram os primeiros a destacar-se, passando a ter, pouco depois, a companhia de Miguel Oliveira (Caldas Ecosprint-E.Leclerc), Guilherme Marreiros (Academia Joaquim Agostinho/UDO) e Kaio Pena (Landeiro|Matinados|Matias&Araújo).


Luís Ferreira e Miguel Oliveira, porém, não aguentaram o ritmo e descaíram rapidamente, deixando os restantes três elementos da fuga na frente de corrida. À primeira passagem pela linha de meta, o trio liderava com cerca de um minuto sobre o pelotão.

Já dentro do circuito final, novas movimentações agitaram o pelotão, sendo que na segunda passagem pela meta, a corrida apresentava três blocos distintos: na frente, o trio inicial; atrás, o grupo perseguidor a cerca de 20 segundos; e mais atrás, o pelotão, já a 50 segundos da cabeça da corrida.

A corrida viria, no entanto, a sofrer nova reviravolta nos quilómetros finais. Numa das subidas do circuito, ao quilómetro 45, Guilherme Marreiros lançou o ataque decisivo, passando a rolar isolado na frente da corrida. Ao mesmo tempo, os corredores intermédios foram alcançados pelo pelotão, que tentava ainda reorganizar-se na perseguição final.


Apesar das tentativas de reação, o esforço do corredor da formação da Academia Joaquim Agostinho revelou-se suficiente para manter a vantagem até à linha de meta, que cruzou isolado ao fim de 1h28m15s. Kaio Pena foi segundo, a 58 segundos do vencedor, enquanto Tomás Pereira (Alenquer-GDM-Anipura) fechou o pódio, a 1m20s.

Com este resultado, o vencedor do dia sai isolado no comando da Taça de Portugal. Por equipas, a vitória coletiva sorriu à Academia Joaquim Agostinho/UDO, seguida pela Landeiro|Matinados|Matias&Araújo e pela Academia Efapel de Ciclismo, por esta ordem.

A Taça de Portugal de Cadetes prossegue já este domingo, com nova jornada pontuável, desta vez em Grândola. O início está agendado para as 10h e achegada prevista para as 12h, ao fim de 79 quilómetros.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Gonçalo Costa e Rodrigo Jesus entre os melhores na Volta Castelló”


Fotos: Volta Castelló

A Seleção Nacional de Juniores terminou este sábado a participação na Volta Castelló de forma positiva, com Gonçalo Costa (quinto) e Rodrigo Jesus (10.º) a garantirem um lugar entre os dez primeiros da prova espanhola que integra a Taça das Nações.

Depois de uma primeira etapa marcada por furos e problemas de saúde e uma segunda tirada em crescendo, a jovem seleção comandada por Ricardo Senos enfrentou neste último dia a etapa mais longa e montanhosa da competição, num total de 124,9 quilómetros e 2200 metros de desnível acumulado.

A corrida terminou com um sprint em grupo reduzido, no qual o norueguês Kristian Flaterud se revelou o mais forte, ao fim de 3h07m52s. Gonçalo Costa, sexto na etapa, e Rodrigo Jesus, 11.º, chegaram integrados no grupo principal, a três segundos do vencedor.


No final das contas, Gonçalo Costa conseguiu subir ao quinto lugar da classificação geral, com o mesmo tempo do quarto classificado, o espanhol Aitor Martínez, ambos a 43 segundos do belga Seff Van Kerckhove, que conquistou a geral, e a apenas dois segundos do pódio. O segundo lugar pertenceu ao italiano Patrik Pezzo, a 35 segundos, e o terceiro ao espanhol Raul López, a 41.

Rodrigo Jesus também merece destaque, tendo terminado em 10.º, a 1m48s. Entre os restantes elementos da Seleção Nacional, incansáveis no trabalho durante a etapa, Guilherme Ribeiro foi 44.º na geral, enquanto Rodrigo Afonso não terminou esta etapa.


“Hoje enfrentámos a etapa mais dura da Volta a Castelló e, felizmente, a corrida decorreu dentro da normalidade, sem os azares que marcaram os dias anteriores. A equipa esteve sempre unida com o objetivo de melhorar a classificação geral do Gonçalo Costa e obter o máximo de pontos possível. No final, o Gonçalo Costa terminou num excelente quinto lugar da geral e o Rodrigo Jesus, mesmo após todo o trabalho que fez durante a etapa para ajudar o seu colega, ainda subiu à 10.ª posição da classificação”, analisa Ricardo Senos.

“Com dois ciclistas no top-10, consideramos que foi uma prestação muito positiva. O Guilherme Ribeiro mostrou mais uma vez toda a disponibilidade em prol do coletivo, tendo estado integrado numa das fugas do dia, tal como o Rodrigo Afonso que, apesar de enfrentar um dia de maior dificuldade, voltou a mostrar a sua entrega ao integrar uma das fugas, tendo ajudado a equipa enquanto lhe foi possível”, explica o Selecionador Nacional.

A Seleção Nacional de Juniores volta a entrar em ação já este domingo, no Trofeo Víctor Cabedo. A corrida de um dia faz parte da Taça das Nações e tem um exigente percurso de 112,2 quilómetros. A partida está agendada para as 9h e a chegada prevista para as 12h (horas de Portugal Continental).

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Federação Portuguesa de Ciclismo aprova contas de 2025”


A Federação Portuguesa de Ciclismo aprovou, este sábado, 18 de abril, em Assembleia Geral ordinária, o Relatório & Contas referente ao exercício de 2025, que registou um resultado líquido positivo de 52.495 euros. O documento foi aprovado por maioria, com 22 votos favoráveis, seis abstenções e um voto contra.

O resultado confirma o percurso de recuperação e estabilização financeira da instituição, num ano marcado por exigência e transformação, refletindo a implementação das primeiras medidas estruturais definidas pela atual Direção, no âmbito do ciclo estratégico 2025-2028.

Do ponto de vista financeiro, 2025 representa uma inversão significativa face ao exercício anterior, em que a Federação registou um resultado negativo superior a 85 mil euros. O saldo positivo agora alcançado evidencia o reforço do rigor e da sustentabilidade na gestão.

Ao nível desportivo, o ano ficou igualmente marcado por uma intensa atividade competitiva, com mais de uma centena de dias de competição em território nacional, bem como pela consolidação da aposta na formação e no desenvolvimento das diferentes vertentes da modalidade.

A aprovação do Relatório & Contas valida o trabalho desenvolvido ao longo do último ano e reforça o compromisso da Federação com um modelo de gestão mais rigoroso, sustentável e orientado para o crescimento do ciclismo em Portugal.

“Esta aprovação confirma que estamos a recuperar a estabilidade financeira e a construir bases sólidas para o futuro. Sabemos que ainda há muito caminho a fazer, mas os resultados de 2025 mostram que estamos no rumo certo, com mais rigor, mais ambição e um compromisso claro com o desenvolvimento do ciclismo em Portugal”, destacou Cândido Barbosa, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo.

 

Atribuição de Sócio Honorário à GNR

 

A Federação Portuguesa de Ciclismo aprovou ainda, por unanimidade, a atribuição do título de Sócio Honorário à Guarda Nacional Republicana (GNR), reconhecendo o contributo decisivo desta instituição para o desenvolvimento e segurança do ciclismo em Portugal. A proposta foi apresentada pelo delegado Bruno Henriques.

A distinção surge no ano em que se assinalam duas décadas de especialização da GNR no acompanhamento de provas de ciclismo de estrada, num percurso marcado pela qualificação, profissionalização e estreita articulação com a Federação.

Ao longo destes 20 anos, a GNR assumiu um papel central na garantia de segurança das competições, destacando-se pela criação de manuais específicos de atuação, pela formação contínua dos seus militares e pela constituição de unidades especializadas dedicadas ao acompanhamento de provas nacionais e internacionais.

Entre os principais marcos deste percurso, destacam-se o desenvolvimento de manuais de procedimentos de segurança, a realização de ações de formação regulares, a cooperação internacional e a criação de um destacamento especializado para o policiamento destas competições.

Mais recentemente, a GNR tem reforçado a sua intervenção através da introdução de novas soluções operacionais, como sinalética específica para provas de ciclismo, contribuindo para a credibilidade, segurança e valorização da modalidade.

A atribuição deste título constitui um reconhecimento público do papel essencial da GNR no ciclismo nacional e do seu compromisso contínuo com a segurança de atletas, equipas e restantes intervenientes.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Ricardo Marinheiro conquista medalha de bronze no Campeonato do Mundo de XCE”


Fotos: Pau Piqué/Raimon Rosich/City Mountainbike

Ricardo Marinheiro garantiu, este sábado, a conquista da medalha de bronze no Campeonato do Mundo de XCE (cross-country eliminação), em Barcelona.

A disciplina de XCE coloca frente a frente quatro corredores numa prova curta e explosiva que envolve obstáculos como saltos e pontes. Tudo começa com uma fase de qualificação no formato de um contrarrelógio individual de uma volta ao circuito. Os 32 homens mais rápidos e as 16 mulheres qualificam-se para a competição principal, na qual os dois ciclistas mais rápidos em cada série qualificam-se para a próxima eliminatória até restarem apenas quatro corredores para o concurso final.

Neste Campeonato do Mundo, Ricardo Marinheiro começou por garantir um lugar na competição principal depois de ter sido sétimo na fase de qualificação. A partir daí, o português foi passando eliminatória a eliminatória, desde os oitavos de final até à derradeira final.


Na prova final, Ricardo Marinheiro teve pela frente o francês Titouan Perrin-Ganier, o sueco Casper Cassersted e o esloveno Jakob Klemenčič. Os quatro disputaram o título mundial, que acabou por sorrir Titouan Perrin- Ganier, ao fim de 2m02.38s, seguido de Casper Cassersted, a 3.38s.

Ricardo Marinheiro completou o pódio, a 1m12.22s, depois de ter sofrido um problema mecânico na roda traseira quando seguia bem colocado para disputar o título mundial, no início da segunda volta ao circuito. O problema, de resto, obrigou o português a terminar a prova com a bicicleta na mão, garantindo a conquista da medalha de bronze.

Recorde-se que Ricardo Marinheiro já havia sido vice-campeão europeu de XCE, em 2022, num Campeonato da Europa que decorreu na pista de Tamengos, em Anadia.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

Ficha Técnica

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