Por: José Morais
A contagem decrescente para o
Giro d’Itália já começou e João Almeida está a viver semanas decisivas. O
melhor voltista português da atualidade escolheu Valência, Espanha, como base
de operações para afinar cada detalhe do contrarrelógio que poderá marcar o seu
desempenho na edição deste ano.
O corredor da Emirates‑XRG tem passado longas sessões
no Velódromo Luís Puig, uma das estruturas mais requisitadas pela equipa, onde
trabalha não só a forma física, mas também a posição aerodinâmica e a afinação
milimétrica da bicicleta. Aos 27 anos, Almeida sabe que cada segundo pode ser
determinante.
Treinado pelo espanhol Javi
Sola, o ciclista de A dos Francos (Caldas da Rainha) quer chegar ao Giro na
máxima força para enfrentar o grande favorito, o dinamarquês Jonas Vingegaard,
vencedor da Vuelta 2025 e referência absoluta do pelotão mundial.
A primeira etapa, marcada para
8 de maio, entre Nessebar e Burgas (156 km, Bulgária), será o primeiro grande
teste. Mas Almeida reconhece que ainda há trabalho pela frente. Em declarações
ao jornal Marca, admitiu que o momento não é o ideal:
“Não me sinto muito bem e não
estou completamente confortável na bicicleta. Preciso descansar um pouco e ver
o que acontece. Vou continuar a trabalhar no duro para alcançar o próximo
objetivo, que é o Giro.”
As palavras surgem após uma
Volta à Catalunha abaixo das expectativas, onde terminou no 38.º lugar, a mais
de 21 minutos do vencedor precisamente Vingegaard, da Visma.
Apesar disso, no seio da
Emirates‑XRG há confiança. A equipa
acredita que o português está a entrar no período certo de evolução e que o
trabalho específico em Valência poderá ser decisivo para o contrarrelógio, uma
das armas mais fortes de João Almeida.
Com o Giro à porta, o ambiente
é de foco total. E se há algo que o português já provou ao mundo é que nunca se
deve subestimar a sua capacidade de crescer quando importa.

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