segunda-feira, 29 de junho de 2026

“Montreal 2026: Alberto Contador analisa o percurso que promete transformar o Canadá no centro do ciclismo mundial”


Por: José Morais

Alberto Contador, um dos nomes mais marcantes da história do ciclismo, passou três dias em Montreal para avaliar de perto o percurso do Campeonato Mundial de Ciclismo de Estrada da UCI, que será disputado em setembro de 2026. A visita, carregada de simbolismo e expectativa, reforça o peso que o evento terá no calendário internacional.

 

Um encontro estratégico em solo canadense

 

Durante a estadia, o ex-ciclista espanhol reuniuse com Sébastien Arsenault, presidente do Mundial de Montreal 2026, e com Joseph Limare, diretorexecutivo da competição. A dupla apresentou a Alberto Contador os detalhes logísticos e técnicos de um percurso que promete ser um dos mais exigentes da última década.

O madrileno também pedalou por trechos-chave do circuito, incluindo a icónica subida CamillienHoude, acompanhado pela canadiana Olivia Baril (Movistar Team) e pelo compatriota Hugo Houle (Alpecin–Premier Tech). A presença de atletas locais reforçou o caráter colaborativo da preparação.

Com o Grand Prix Cyclistes de Québec e Montreal marcado para 11 a 13 de setembro, seguido pelo Mundial entre 20 e 27 do mesmo mês, o Canadá prepara-se para assumir o papel de epicentro global do ciclismo.

 

A visão de Contador sobre o ciclismo atual

 

A visita também serviu para uma reflexão mais ampla. Contador analisou a evolução do ciclismo profissional desde a sua retirada e destacou como o calendário e a cultura competitiva mudaram profundamente.

“No meu tempo, tudo girava em torno do Tour, Giro e Vuelta. As clássicas simplesmente não faziam parte da nossa cultura. Hoje, eu as disputaria todas Fleche Wallonne, Liège-Bastogne-Liège, Il Lombardia… e claro, Québec e Montreal.”

Para o espanhol, a expansão de provas World Tour na América do Norte representa um desafio logístico, mas também uma oportunidade para diversificar o ciclismo profissional. Ele elogiou o nível de organização canadense, afirmando que eventos deste porte só funcionam graças a uma estrutura “extraordinariamente eficiente”.

 

Favoritos e incertezas para 2026

 

Contador evitou previsões fechadas, mas reconheceu que o percurso de Montreal favorece ciclistas explosivos e versáteis. Tadej Pogacar surge como o nome mais forte, embora o traçado duro também possa beneficiar Mathieu van der Poel ou Wout van Aert, três dos maiores talentos da atualidade.

 

O que esperar de Montreal 2026

 

Percurso técnico e exigente, com subidas curtas e íngremes.

Participação de grandes nomes do ciclismo mundial.

Organização robusta, capaz de sustentar dois eventos de elite em semanas consecutivas.

Visibilidade global, consolidando o Canadá como palco de grandes competições.

“Regresso com Câmara Ligada: Caja Rural-Seguros RGA volta ao Tour e transforma a corrida num relato exclusivo”


Por: José Morais

A Caja Rural-Seguros RGA prepara-se para regressar ao Tour de França com uma ambição dupla: competir na maior prova do ciclismo mundial e revelar, por dentro, cada detalhe dessa experiência através de um documentário original. A formação navarra, que volta à Grande Boucle quatro décadas depois da última presença associada ao patrocinador, quer transformar a corrida numa narrativa viva, humana e sem filtros.

 

Uma equipa, uma corrida, uma história para contar

 

O projeto audiovisual será produzido pela TBS (Tech, Brands, Stories) a mesma casa responsável por títulos marcantes como El día menos pensado, No tienes ni p idea, de Luis Enrique, e Um time chamado Espanha. A escolha reforça a intenção de criar um conteúdo com profundidade, ritmo narrativo e capacidade de ligação emocional com os fãs de ciclismo.

Nos últimos anos, formações como a Visma | Lease a Bike e a Movistar abriram as portas dos bastidores, mostrando reuniões táticas, tensões internas, viagens, momentos de descontração e decisões que nunca aparecem na transmissão televisiva. A Caja Rural-Seguros RGA segue agora essa tendência, mas com um elemento adicional: o peso histórico do regresso.

 

Um retorno com memória e significado

 

Embora a estrutura atual não seja a mesma que competiu nos anos 80, o patrocinador recupera um vínculo emocional com o Tour. O documentário pretende unir passado e presente, mostrando como a marca regressa ao palco máximo do ciclismo com uma nova geração de corredores, uma organização renovada e a mesma identidade que marcou décadas de ligação ao ciclismo espanhol.

 

O que o documentário promete mostrar

 

Bastidores do pelotão reuniões, estratégias e decisões de última hora

Vida na estrada viagens, convivência e momentos de tensão

Humanidade da corrida emoções, nervosismo, superação

História e identidade o regresso da marca ao Tour e o seu significado simbólico

 

Uma narrativa para aproximar o público

 

A produção acompanhará a equipa ao longo da Grande Boucle, oferecendo uma visão íntima e contínua do desafio. O objetivo é claro: aproximar o público da realidade de uma formação que regressa ao Tour com ambição, memória e vontade de mostrar o ciclismo como ele realmente é duro, humano e apaixonante.

“Tadej Pogacar cercado por poder: UAE revela a armada que quer dominar o Tour de França 2026”


Por: José Morais

Tadej Pogacar já sabe quem serão os sete homens responsáveis por o levar ou proteger na missão de conquistar o quinto título da Grande Boucle. A UAE Emirates – XRG confirmou o elenco para o Tour de França 2026, apostando numa mistura de continuidade, potência física e ajustes cirúrgicos para enfrentar um percurso que começa logo com um contrarrelógio coletivo.

 

Um elenco moldado pelo contrarrelógio e pela ambição

 

A estrutura dos Emirados mantém a espinha dorsal que acompanhou Pogacar nas vitórias de 2024 e 2025, mas introduz mudanças pensadas especificamente para o primeiro dia, marcado por um contrarrelógio por equipas. A escolha não é inocente: este tipo de etapa obriga a selecionar ciclistas com capacidade de potência prolongada, coordenação e técnica apurada.

O staff técnico da UAE admite que a presença de um TTT altera completamente a equação:

“Quando há um contrarrelógio por equipas, a seleção muda. É inevitável pensar em ciclistas que dominam essa disciplina.”

 

Os oito nomes que formarão o “escudo” de Pogacar

 

Tadej Pogacar: O líder absoluto, centro de toda a estratégia.

Isaac del Toro: A jovem revelação que cresce ao lado do esloveno.

Tim Wellens: Experiência e versatilidade para etapas nervosas.

Nils Politt: Motor poderoso, essencial no contrarrelógio.

Florian Vermeersch: Robustez para terrenos acidentados.

Brandon McNulty: Peça-chave na montanha e no TTT.

Felix Großschartner: Regularidade e leitura tática.

Adam Yates: O caso mais incerto, agora confirmado.

Quatro destes nomes não estiveram presentes nas campanhas de 2024 e 2025, sinal de uma renovação parcial que pretende dar ao esloveno uma formação capaz de responder a qualquer cenário: contrarrelógio, alta montanha, pavé ou etapas de transição.

 

O enigma Yates: dúvida que virou certeza

 

A presença de Adam Yates era o ponto mais nebuloso da convocatória. Após a queda no Giro d’Itália, o britânico parecia afastado da corrida francesa. No entanto, fontes próximas à equipa garantem que Yates retomou treinos pouco depois do acidente, preservando grande parte da forma física. Resultado: estará em Barcelona para a grande partida.

 

O Tour começa com Pogacar rodeado de força, experiência e estratégia

 

A UAE Emirates – XRG não esconde o objetivo: dominar o Tour desde o primeiro quilómetro. Com um contrarrelógio por equipas logo na abertura, a formação apostou num bloco capaz de impor respeito desde o primeiro dia e de manter Pogacar protegido até Paris.

“Sporting CP e CNATRIL conquistam o título nacional de clubes de duatlo”


O Sporting Clube de Portugal, em masculinos, e o CNATRIL Triatlo, em femininos, sagraram-se este fim de semana campeões nacionais de clubes de duatlo, após a realização da terceira e última etapa do Campeonato Nacional de Clubes, disputada em Mação.

A jornada decisiva confirmou o equilíbrio vivido ao longo da temporada, premiando duas formações que demonstraram grande consistência nas três etapas da competição.

Na prova de Mação, o triunfo masculino pertenceu ao Alhandra Sporting Club, enquanto, no setor feminino, o CNATRIL Triatlo voltou a superiorizar-se, fechando da melhor forma uma época que culminou com a conquista do título nacional.

Após as três etapas do Campeonato Nacional de Clubes de Duatlo, a classificação final ficou definida da seguinte forma:

 

Masculinos

 

1.º Sporting Clube de Portugal

2.º Alhandra Sporting Club

3.º Núcleo do Sporting da Golegã

 

Femininos

 

1.º CNATRIL Triatlo

2.º AmoraSub/Associação Naval Amorense

3.º Sporting Clube de Portugal

A Federação de Triatlo de Portugal felicita todos os clubes participantes pela competitividade demonstrada ao longo do campeonato e endereça uma palavra de parabéns ao Sporting Clube de Portugal e ao CNATRIL Triatlo pela conquista dos títulos nacionais de clubes de duatlo de 2026.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Ansião consagra Gonçalo Amado e Beatriz Guerra como vencedores da Taça de Portugal de XCO”


Fotos: Licínio Florêncio / FPC

A Taça de Portugal de XCO 2026 encerrou este domingo em Ansião, com a quinta e última prova pontuável, integrada no Portugal Cup XCO de classe C1, num circuito exigente e que voltou a colocar à prova os melhores especialistas do cross-country olímpico nacional e internacional, decidindo as classificações finais das várias categorias.

Na corrida de Elite masculina, o triunfo sorriu a Roberto Ferreira, que completou a prova em 1h26m44s, superando João Cruz (SCOTT Portugal JCC Racing Team) e João Fonseca (Clube BTT Matosinhos), segundo e terceiro classificados, respetivamente. Ainda assim, nas contas finais da Taça de Portugal de XCO, o vencedor absoluto foi Gonçalo Amado (Guilhabreu MTB Team), que confirmou a consistência demonstrada e assegurou o primeiro lugar do ranking final, com 920 pontos, à frente de Roberto Ferreira (900 pontos) e de João Fonseca (830 pontos).

Na Elite feminina, Beatriz Guerra (Guilhabreu MTB Team) impôs-se em Ansião, com uma exibição sólida, batendo Leandra Gomes (SAERTEX Portugal / CRIAZinvent) e Marta Branco (CDASJ / Cyclin’Team / Município Albufeira). Com este resultado, Beatriz Guerra confirmou também a conquista da Taça de Portugal, somando 950 pontos no final, superando Marta Branco (730 pontos) e Leandra Gomes (720 pontos), que fecharam o pódio do ranking final.


Entre os Sub-23 masculinos, João Fonseca voltou a ser protagonista, vencendo em Ansião e confirmando de forma categórica a vitória final na Taça, que concluiu com 1200 pontos. Já no setor feminino, Beatriz Guerra dominou novamente, vencendo a prova deste domingo e garantindo igualmente o triunfo da Taça nesta categoria (1090 pontos), onde se destacou claramente face à concorrência ao longo de toda a temporada.

Nos Juniores, Hugo Ramalho (Guilhabreu MTB Team) venceu a corrida masculina, coroando uma prestação imaculada e que lhe permitiu fechar a Taça com 1150 pontos e obter a liderança absoluta. No setor feminino, a vitória na prova pertenceu a Rita Fontinhas, da mesma equipa, enquanto a Taça de Portugal em Sub-19 foi conquistada por Maria Coimbra (950 pontos), também do Guilhabreu MTB Team, evidenciando a forte presença da equipa nesta categoria.

Sebastian Horne (BTT Loulé / Elevis) foi o mais rápido em Cadetes masculinos, num final muito disputado, ao passo que Jimena Riveiro (Cc Farto) venceu a corrida feminina. Ainda assim, nas contas da Taça, os triunfos finais sorriram a Rafael Inácio (Escola de Ciclismo de Oeiras / Parracho), com 1110 pontos, em Sub-17 masculinos, e a Dalila Sá (Clube BTT Matosinhos), em femininos (1050 pontos), confirmando ambos a regularidade exibida ao longo das cinco provas.


Nas categorias de Masters, os vencedores da etapa coincidiram, em grande parte, com os dominadores da Taça. Andreia Lopes (AEBTT Rio) e Rui Carvalho (Clube de Ciclismo de Castelo Branco) venceram em M30 e confirmaram igualmente a vitória final, ambos com a pontuação máxima, 1250 pontos. Em M40, Lurdes Gonçalves (Clube de Ciclismo de Castelo Branco) e Rúben Nunes (AXPO / FirstBike Team / Vila do Conde) voltaram a ser os mais fortes, fechando igualmente a Taça na liderança. Em M50, Marisa Costa (Korpo Activo / Penacova) e António Passos (Rompe Trilhos / Ajpcar) confirmaram o domínio absoluto, enquanto em M60, Fernando Gonçalves venceu a prova e assegurou também o primeiro lugar do ranking da Taça.

Destaque ainda para a competição de Paraciclismo, onde Roberto Soares (Bombos S. Sebastião / Bolflex / ElectroMinho) triunfou em Ansião e garantiu igualmente a vitória final na Taça, à frente de Vasco Dias (PAREDES ONLUZ CiclismoNaEscolaBTT).

Na classificação coletiva, o Guilhabreu MTB Team confirmou o estatuto de equipa mais consistente ao longo da época, conquistando também a Taça de Portugal de XCO por Equipas (1150 pontos), à frente do Clube BTT Matosinhos (1010 pontos) e da Triumtérmica / Águias de Alpiarça (840 pontos), que terminaram nas posições seguintes do ranking.

Com o fecho da última ronda, hoje, em Ansião, fica concluída mais uma edição da Taça de Portugal de XCO, marcada por elevada competitividade, percursos exigentes e uma forte participação nacional e internacional, confirmando o crescimento sustentado da disciplina em Portugal, bem como o alto nível dos seus praticantes.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Jack Reading e Kira Zamora conquistam Taça de Portugal de Downhill presented by Shimano 2026”


Fotos: Nelson Almeida / FPC

Jack Reading (Gravity School Racing) e Kira Zamora (HB-61) sagraram-se este domingo vencedores da edição de 2026 da Taça de Portugal de Downhill (DHI) presented by Shimano, que terminou em Almofala, no concelho de Castro Daire, com a realização da quinta e última prova pontuável da temporada.

Na Pista do Outeiro, Jack Reading confirmou o triunfo final na Taça com uma vitória entre a elite masculina, ao ser o mais rápido da manga final com 2m02,038s. O britânico superou Rueben Taylor (Gravity School Racing), segundo classificado a 2,924 segundos, e Hector Quinteiro (Bici Verde C.C.), terceiro a 3,012 segundos. Com este resultado, Reading fechou a competição no topo do ranking, com 875 pontos, à frente de Tomás Barreiros (WILDBOYS/Tomar Cidade Templária), segundo com 450, e de Rueben Taylor, terceiro com 437.

Na elite feminina, Kira Zamora voltou a impor-se na etapa decisiva, vencendo em Almofala com 2m31,290s. Blaithin Sweeny foi segunda classificada, a 4,756 segundos, enquanto Hannah Heyse (MCF/Xdream/Município de São Brás) completou o pódio da prova, a 34,689 segundos. No ranking final da Taça, Kira Zamora terminou destacada, com 1070 pontos, seguida por Hannah Heyse, com 677, e Joana Nunes (Sporting Clube de Travancinha-Seia), com 627.


Entre os sub-23 masculinos, Hector Quinteiro garantiu a vitória final na Taça de Portugal, somando 592 pontos, numa disputa muito equilibrada com Rueben Taylor, segundo classificado com 579. Rúben Tomás (Almofalinhas DH) fechou o pódio final, com 430 pontos. Na etapa de Almofala, Rueben Taylor foi o melhor sub-23. Nas sub-23 femininas, Kira Zamora também terminou no topo do ranking, com 1190 pontos.

Nos sub-19, Enol Torre (Crono Bierzo) venceu a etapa de Almofala e confirmou igualmente a conquista da Taça, com 940 pontos. Joaquim Meneses (Casa do Povo do Alqueidão) foi segundo no ranking final, com 714 pontos, e Afonso Soares (BIKEZONE TEAM) completou o pódio, com 648.

Nas restantes categorias de formação, os vencedores finais da Taça de Portugal foram Daniel Barcia (ENDURRAZO Club THC Bike), em sub-17, Miguel Gonzalez (Cronobierzo) e Gabriela Neves (CAJ Raposa), em sub-15, e Leo Truchado (Armenteira e Punto C.C.), em sub-13.

Nos masters, Francisco Sousa (WILDBOYS/Tomar Cidade Templária) venceu a Taça em M30, Rui Fernandes (Bike House DH Team/Guimarães) em M35, Rui Cabrita (Wildpack Algarve Racing) em M40, Paulo Domingues (Casa do Povo do Alqueidão) em M45, António Gonçalves (A.D.A.R./OFIMOTO) em M50, João Gonçalves (Mirachoro Hotels-Centro Ciclismo de Portimão-La Gioconda) em M55, José Reis (Auren Racing Team) em M60, António Rodrigues (Sporting Clube de Travancinha-Seia) em M65 e Sofia Pinto (Casa do Povo do Alqueidão) em Masters Femininas.

Coletivamente, a WILDBOYS/Tomar Cidade Templária foi a formação mais forte da época, terminando no topo do ranking de equipas com 154 pontos. A Casa do Povo do Alqueidão foi segunda, com 137, e a Bike House DH Team/Guimarães fechou o pódio coletivo, com 134.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“CRP RIBAFRIA CONQUISTA ALMADA SOB O OLHAR DO CRISTO REI”


A equipa de ciclismo do CRP Ribafria | Grupo Parapedra – MAF – Riomagic esteve em competição durante o fim de semana, marcando presença na estreia de dois novos circuitos de ciclismo, conquistando várias vitórias individuais e o triunfo coletivo na prova de Almada.

No sábado, pelas 16h00, realizou-se em Vila Nova de São Pedro o 1.º Circuito de Ciclismo Rota do Castro, prova organizada pela UCDV Vilanovense, em parceria com a Associação de Ciclismo de Santarém. A competição decorreu num circuito de 2 quilómetros, percorrido por 30 voltas.


O CRP Ribafria apresentou-se à partida com cinco atletas: João Letras, Henrique Silva, Paulo Simões, Humberto Pereira e Ricardo Sequeira.

Num circuito rápido e muito disputado, marcado por sucessivos ataques, um atleta conseguiu destacar-se do pelotão e manter a fuga até à última volta. A vitória acabaria por ser decidida ao sprint entre um grupo restrito de perseguidores, com Henrique Silva a ser o melhor representante do CRP Ribafria, terminando na 8.ª posição da classificação geral.

No domingo, a equipa deslocou-se até Almada para disputar o 1.º Prémio de Ciclismo Cidade de Almada, prova organizada pela Associação de Ciclismo de Setúbal, em parceria com a Câmara Municipal de Almada.


A competição teve partida junto ao Santuário do Cristo Rei e meta instalada na Trafaria, num circuito percorrido por várias voltas, com distâncias adaptadas aos diferentes escalões: cerca de 75 km para Elites, M30 e M40, 55 km para M45 e M50, 45 km para M55 e M60 e 35 km para M65 e M70.

O CRP Ribafria alinhou com oito atletas: Ricardo Sequeira, Miguel Nunes, João Letras, Henrique Silva, Diogo Pereira, Paulo Simões, Tiago Crespo e Jorge Letras.

A corrida iniciou-se pelas 10h30 e, logo nos primeiros quilómetros, Diogo Pereira integrou uma fuga a dois que rapidamente conquistou uma vantagem próxima dos três minutos sobre o pelotão.


Enquanto Diogo seguia isolado na frente da corrida, a restante equipa controlou o pelotão e trabalhou em função de Paulo Simões, preparando a chegada ao seu escalão. Depois da vitória de Paulo Simões no respetivo escalão, os restantes atletas da formação procuraram ainda fazer diferenças na luta pelos restantes lugares cimeiros.

Na frente da corrida, Diogo Pereira acabou por vencer isolado, chegando à meta com alguns segundos de vantagem sobre o seu companheiro de fuga. No grupo perseguidor, Henrique Silva terminou na 4.ª posição da geral, enquanto Miguel Nunes foi 5.º classificado.

Por escalões, o CRP Ribafria venceu:

* Elite: Diogo Pereira;

* M35: Ricardo Sequeira;

* M45: Paulo Simões;

* M70: Jorge Letras.

No escalão Elite, Henrique Silva conquistou o 2.º lugar e Miguel Nunes o 3.º lugar, completando um pódio totalmente ocupado por atletas do CRP Ribafria.


A excelente prestação coletiva permitiu ainda ao CRP Ribafria | Grupo Parapedra – MAF – Riomagic conquistar a vitória coletiva, encerrando um fim de semana extremamente positivo e confirmando, uma vez mais, a força e união da equipa nas competições nacionais.

Fonte: Equipa Ciclismo CRP Ribafria | Grupo Parapedra – MAF – Riomagic


“Cicloturismo em declínio: memórias de dois passeios que marcaram uma era”


Por: José Morais

O cicloturismo português atravessa um período de evidente retração. Os calendários oficiais, outrora preenchidos de norte a sul do país, apresentam-se hoje quase vazios. Na Federação Portuguesa de Ciclismo, a oferta é escassa e pouco divulgada; na Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta, o cenário não é muito diferente, com pouco mais de uma dezena de eventos alguns já adiados.

Neste contexto de perda gradual, revisitamos dois passeios emblemáticos que marcaram os tempos áureos da modalidade. São memórias que resistem ao tempo e que recordam o vigor de grupos que, entretanto, desapareceram, como tantos outros.

O primeiro é o passeio do grupo “Sol Nascente”, de Oeiras, descrito num artigo publicado em 2005 na Revista Super Ciclismo. Se ainda estivesse ativo, o evento teria hoje chegado à sua 32.ª edição, não fosse a interrupção provocada pela pandemia. Realizado tradicionalmente em julho, integrava um mês repleto de iniciativas, num calendário que refletia a vitalidade do cicloturismo nacional.

O segundo é o passeio dos “Amigos do Pedal”, do Tojalinho, em Loures. Um grupo acarinhado pela comunidade, que organizava um dos eventos mais antigos do calendário, realizado em agosto. Caso tivesse sobrevivido até aos dias de hoje, estaria a celebrar a 38.ª edição. Tal como o Sol Nascente, também este grupo ficou pelo caminho, deixando apenas lembranças de um tempo em que a modalidade mobilizava centenas de participantes.

Para muitos cicloturistas, estas memórias são mais do que nostalgia: são um espelho do que o cicloturismo já foi, do que é atualmente e do que poderá vir a ser em 2027. A reflexão impõe-se e, infelizmente, as expectativas parecem mais negativas do que positivas.

Até lá, fica o convite para recordar e, quem sabe, repensar o futuro da modalidade.

Votos de boas pedaladas.

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
  • Diretor: José Manuel Cunha Morais
  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
  • Periodicidade: Diária
  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
  • Proprietário e Editor: José Manuel Cunha Morais
  • Morada: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Redacção: José Morais
  • Fotografia e Vídeo: José Morais, Helena Morais
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