sexta-feira, 31 de julho de 2026

“Paula Blasi: A ascensão fulminante da estreante que já chega ao Tour como protagonista”


Por: José Morais

Paula Blasi já não pedala na sombra. A espanhola que há poucos meses conciliava treinos com estudos e trabalho entra este sábado no Tour de França Feminina como uma figura observada, analisada e temida. A vitória na La Vuelta apagou o anonimato e empurrou-a para o centro das atenções, obrigando-a a estrear-se na prova mais longa e exigente da história recente: 1.175 quilómetros, 18.795 metros de desnível e um juiz implacável à espera o Mont Ventoux.

A estreia chega carregada de simbolismo. Paula Blasi continua a ser uma novata, mas já não é uma incógnita. O paradoxo acompanha-a desde o primeiro dia: aprender enquanto todos a observam.

 

O salto para o profissionalismo

 

Até há pouco tempo, Paula Blasi dividia o ciclismo com a vida académica e um emprego. A profissionalização mudou tudo: descanso tornou-se treino, alimentação virou estratégia, e cada detalhe passou a contar.

“Agora preciso de encarar isto como trabalho. Não é só prazer, há partes duras que também fazem parte”, admite.

Num Tour de nove etapas, essa gestão invisível dormir bem, recuperar, controlar o desgaste pesa tanto quanto a força das pernas.

 

Uma estreante com estatuto

 

Blasi não chega sozinha ao desafio. No UAE Team ADQ, partilha responsabilidades com Elisa Longo Borghini e Mavi García, duas veteranas que lhe oferecem margem para errar, aprender e arriscar.

Mavi García, aos 41 anos, funciona como bússola: lê fugas, percebe o vento, antecipa o caos do pelotão. Blasi observa, absorve, replica.

 

A rota mais dura de sempre

 

O percurso desta edição é um teste de resistência e nervos:

Etapas planas três dias para ganhar ritmo e evitar quedas.

Média montanha três etapas onde o desgaste começa a pesar.

Contrarrelógio em Dijon o primeiro momento de verdade.

Jura e Mont Ventoux dois monstros que decidem destinos.

Final em Nice explosivo, técnico, com o col d’Èze repetido até à exaustão.

O Ventoux, com 15,7 km a 8,8%, será o ponto de viragem para todas.

 

As rivais que moldam o Tour

 

A luta pela camisola amarela promete intensidade máxima:

Pauline Ferrand-Prévot a defensora do título.

Demi Vollering sempre à caça da coroa perdida.

Kasia Niewiadoma imprevisível, ataca onde ninguém espera.

Anna van der Breggen, Marlen Reusser, Longo Borghini, Backstedt, Gery um pelotão sem espaço para distrações.

Paula Blasi entra como aprendiz… e ameaça.

 

O verdadeiro desafio

 

O Tour não exige que Paula Blasi vença. Exige que sobreviva:

às primeiras etapas nervosas, ao contrarrelógio que revela demasiado, ao Ventoux que destrói ilusões, e ao dia seguinte, sempre ao dia seguinte.

“Jonas Vingegaard afasta cenário de retirada e promete continuar a deixar marca no pelotão”


Por: José Morais

Jonas Vingegaard, estrela da Visma e um dos nomes mais influentes do ciclismo mundial, garantiu que não está a ponderar abandonar a carreira tão cedo. O dinamarquês, de 29 anos, assegura que pretende cumprir integralmente o contrato que o liga à equipa até 2028, afastando rumores sobre uma possível retirada antecipada.

Numa entrevista à TV2, Vingegaard explicou que o futuro permanece em aberto, mas que não sente qualquer urgência em fechar o capítulo competitivo. “Se em 2028 perceber que já não tenho motivação, então será o momento de parar. Mas também posso continuar. Neste momento, não sei quando será a despedida”, afirmou o ciclista, que marcou presença na partida da segunda etapa da Volta à Dinamarca prova onde o colega Wout van Aert tem dominado.

Com humor, comentou ainda o ambiente da corrida: “Estão a pedalar nas estradas onde costumo treinar”, disse, entre sorrisos, durante a visita.

 

Ambição intacta e novos objetivos no horizonte

 

Jonas Vingegaard sublinhou que ainda há muito por conquistar. A motivação, garante, continua a ser alimentada pelas corridas que nunca venceu.

“Existem muitas provas onde ainda não deixei a minha marca, e isso empurra-me para a frente”, explicou. Este ano, somou triunfos inéditos no Giro, na Volta à Catalunha e na ParisNice três marcos que reforçam a ambição de repetir o feito em 2027.

 

Regresso às competições ainda indefinido

 

Depois da queda que o obrigou a abandonar o Tour na 15.ª etapa, com fratura da clavícula, o dinamarquês admite que o calendário para o resto da temporada continua em aberto.

“Sinto-me melhor. Já não tenho dores e consigo mexer o braço. Não ficará exatamente como antes, mas o regresso ainda não foi discutido. Depende da recuperação total”, afirmou.

“Wout Van Aert domina a etapa rainha e transforma a chuva dinamarquesa em espetáculo”


Por: José Morais

Wout van Aert assinou uma exibição de autoridade na etapa mais dura do Tour da Dinamarca, conquistando a terceira vitória consecutiva e reforçando a preparação para a Volta a Espanha. Num dia marcado por chuva persistente, quedas, ataques sucessivos e um percurso de 202,9 km entre Fredericia e Vejle, o belga da Visma-Lease a Bike mostrou porque continua a ser um dos corredores mais completos do pelotão internacional.

 

Chuva, caos e uma fuga teimosa

 

A etapa rainha começou com quatro dinamarqueses a animarem a corrida: Emil Schandorff Iwersen, Boas Lysgaard, Andreas Stokbro e Aksel Bech Skot-Hansen. O quarteto chegou a ter três minutos de vantagem, mas a Visma e a UnoX mantiveram o pelotão sob controlo.

A 81 km do fim, um acidente espetacular dividiu o grupo, embora sem afetar os principais candidatos. Mais tarde, a chuva voltou a ser protagonista: Ashlin Barry escorregou numa curva, obrigando Wout Van Aert a desviar-se pela relva para evitar nova queda. O belga manteve-se firme, trocou de bicicleta e regressou rapidamente ao pelotão.

 

Christophe Laporte abre caminho, Van Aert fecha contas

 

Com a fuga a perder força, a Visma acelerou. Christophe Laporte lançou o primeiro ataque sério nas rampas de Vejle, levando consigo Van Aert e reduzindo o grupo a uma elite de perseguidores.

A 15 km da meta, Wout Van Aert atacou com decisão. Lukas Kubis foi o único a responder de imediato, enquanto outros nomes como Alexander Kamp, Søren Kragh Andersen e Pier-André Côté tentavam manter-se na luta.

Na última subida, Laporte voltou a mexer, mas o pelotão compacto anulou o movimento. Van Aert não esperou pela linha: lançou o sprint a 800 metros do fim, resistiu à aproximação de Kubis e abriu espaço suficiente para celebrar com autoridade.

 

Hat-trick histórico e liderança reforçada

 

Wout Van Aert venceu com margem confortável, seguido por Kubis e Laporte. O belga ampliou a vantagem na geral para 20 segundos, tornando-se o primeiro ciclista desde Ivan Basso (2005) a vencer três etapas consecutivas no Tour da Dinamarca.

 

Classificação após a etapa rainha

 

1.º Wout van Aert líder destacado

2.º Lukas Kubis +20s

3.º Christophe Laporte +30s


“Primoz Roglic trava preparação para a Volta a Espanha após acidente inesperado”


Por: José Morais

Primoz Roglic viveu dias atribulados na fase decisiva de preparação para a Vuelta. O esloveno da Red Bull foi recentemente atropelado por um automóvel durante um treino, episódio que lhe deixou vários hematomas e o obrigou a redefinir o calendário competitivo.

O incidente, ocorrido há poucos dias, afastou-o de duas provas importantes: a Clássica de San Sebastian, marcada para este sábado, e a Volta a Burgos, na próxima semana. Ambas estavam pensadas como ensaios fundamentais para afinar a forma antes da grande meta: a Volta a Espanha.

Apesar do contratempo, Roglic mantém o foco e garante que a participação na Vuelta não está comprometida. Numa mensagem publicada no Instagram, acompanhada por imagens dos hematomas, o ciclista explicou:

“Fui atropelado por um carro há uns dias. Infelizmente, não participarei em San Sebastian e Burgos… não é o melhor cenário, mas é a vida. Agora, tudo a postos para a Vuelta, estamos a trabalhar e a torcer para que as coisas melhorem.”

O esloveno entra assim numa corrida contra o tempo para recuperar totalmente e chegar à partida da Vuelta com a competitividade que o caracteriza.

Se quiser, posso criar uma versão alternativa com outro estilo jornalístico ou um título ainda mais impactante.

“Mélanie Santos: “Este processo [lesão] tornou-me uma atleta mais resiliente”


Mélanie Santos está a viver em 2026 “uma época” muito diferente daquilo que estava habituada. Uma lesão afastou-a dos treinos e das competições durante longos meses, mas está de volta.

 

Qual o balanço que fazes da época até agora?

 

Foi uma época muito diferente daquilo a que estava habituada. Depois da lesão e da cirurgia, o grande objetivo passou por recuperar o ombro e voltar a competir sem limitações. Houve momentos difíceis, em que a evolução nem sempre foi linear, mas sinto que fui dando passos consistentes. Hoje estou novamente a competir e, acima de tudo, a voltar a ganhar confiança no meu corpo. Ainda há margem para evoluir, mas acredito que todo este processo me tornou uma atleta mais resiliente.

 

O que esperas desta reta final de época? Quais são os objetivos?

 

Quero aproveitar esta reta final para continuar a consolidar tudo o que fui recuperando ao longo dos últimos meses. O principal objetivo é voltar a sentir-me competitiva, ganhar ritmo de prova e terminar a época num nível que me permita olhar para o próximo ano com confiança. Claro que quero lutar pelos melhores resultados possíveis, mas, acima de tudo, quero sentir que estou novamente a competir ao meu verdadeiro nível.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Regresso de João Almeida à Estrada Acende Esperança na Temporada da Emirates”


Por: José Morais

João Almeida volta à competição na próxima segundafeira, relançando uma época marcada por contratempos e longos períodos de incerteza. O ciclista português, que não alinhava numa prova desde 13 de junho, prepara-se para regressar ao pelotão na Volta à Polónia, corrida do World Tour que já venceu em 2021 e que agora assume papel decisivo na reconstrução da sua temporada.

Depois de ter sido forçado a abandonar o Giro d’Itália devido a problemas de saúde surgidos após a Volta ao Algarve, Almeida atravessou meses de recuperação lenta, sem respostas imediatas e com impacto direto no planeamento competitivo. A ausência prolongada apenas interrompida por uma breve participação no Tour Auvergne – Rhône-Alpes, que terminou com abandono na última etapa deixou dúvidas sobre o seu estado físico e sobre a capacidade de retomar o nível habitual.

 

Segundo o empresário João Correia, essas dúvidas começam finalmente a dissipar-se

 

“As coisas estão a evoluir no sentido certo. O João tem treinado bem em Portugal e sente que está pronto para voltar a competir. As sensações são positivas e este regresso é fundamental para afinar a forma antes da Volta a Espanha”, afirmou, sublinhando que o período de doença no início da época exigiu tempo, paciência e vários exames até perceber o que estava a acontecer.

A Volta à Polónia surge, assim, como ponto de viragem. Para Almeida, representa não apenas o regresso ao ritmo de corrida, mas também a oportunidade de preparar o grande objetivo que se segue: a Volta a Espanha, que arranca a 22 de agosto e onde a Emirates espera contar com o português ao mais alto nível.

O pelotão aguarda para perceber como responderá o corredor de Caldas da Rainha após semanas de trabalho silencioso e focado. A estrada, essa, dará as primeiras respostas já na segunda-feira.

“Seleção Nacional iniciou participação no Europeu de BTT com as provas de XCC”


A Seleção Nacional iniciou esta quinta-feira a participação no Campeonato da Europa de BTT, que decorre em Monteceneri, na Suíça, com a realização das provas de cross-country curto (XCC) dos escalões de elite e júnior. As elites Gonçalo Amado, Ricardo Marinheiro e Roberto Ferreira, e o júnior João Vigário foram os representantes de Portugal neste primeiro dia.

Na corrida de elite masculina, Gonçalo Amado foi 26.º e Ricardo Marinheiro 27.º, enquanto Roberto Ferreira não concluiu a prova. O título europeu foi conquistado pelo britânico Charlie Aldridge, que bateu o italiano Juri Zanotti e o suíço Dario Lillo.

“O Ricardo conseguiu fazer uma boa partida e estava bem colocado, integrado no grupo que discutia os lugares do top 15. Acabou por ter um problema mecânico, com a corrente a saltar, que o afastou dessa luta. O Gonçalo teve uma partida complicada, ainda conseguiu recuperar algumas posições nas primeiras voltas, mas esse esforço acabou por se fazer sentir. O Roberto ficou mais atrasado na partida e, quando estava a recuperar posições, sofreu um furo que o obrigou a abandonar”, explica Mário Costa.


Nos juniores, João Vigário começou por garantir a qualificação para a final esta quarta-feira, ao terminar a respetiva manga na 11.ª posição. Na corrida decisiva, o campeão nacional de XCC júnior terminou na 36.ª posição. A corrida foi vencida pelo francês Noa Filippi, à frente do suíço Marwan Barhoumi e do alemão Elias Hückmann.

“Na qualificação, o João conseguiu partir bem colocado e gerir o andamento durante toda a corrida. Na final não teve a mesma felicidade na partida e passou praticamente toda a prova em perseguição, sempre em esforço. Era também uma corrida mais exigente, com um nível competitivo superior. Faz parte do processo de aprendizagem e de crescimento num campeonato deste nível”, analisa o técnico responsável pela Seleção Nacional.

O Campeonato da Europa de BTT prossegue esta sexta-feira com a prova de estafeta mista (Team Relay), na qual Portugal não estará representado. A Seleção Nacional regressa à competição no fim de semana para as provas de cross-country olímpico (XCO), principal disciplina do programa. No sábado competem os juniores e sub-23 masculinos, enquanto no domingo estarão em ação os elites masculinos e femininas.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Volta Portugal: As equipas participantes e a apresentação das mesmas”


Dia 4 de agosto terá lugar a apresentação oficial das equipas no Miradouro do Padrão dos Descobrimentos, na Av. Brasília em Lisboa.

O horário de apresentação das equipas foi definido de acordo com o intervalo dos dorsais.

Fonte: Organização






quinta-feira, 30 de julho de 2026

“Markel Beloki conquista o Tour de l’Ain numa exibição de maturidade e sangue‑frio”


Por: José Morais

O espanhol Markel Beloki, jovem promessa da EF EducationEasyPost, assinou em França a sua primeira vitória numa classificação geral por etapas, selando no Tour de l’Ain um triunfo construído com inteligência, resistência e uma gestão exemplar da vantagem obtida no segundo dia de competição.

 

A etapa decisiva e a camisa amarela bem guardada

 

Markel Beloki chegou à derradeira jornada com 52 segundos de vantagem, fruto de um contrarrelógio onde exibiu potência e precisão. O percurso final, entre Oyonnax e Lélex MontsJura, oferecia 131,5 km e sete subidas categorizadas, com a temida Menthières 9,1 km a 7% como ponto crítico.

Apesar de uma fuga inicial sem grande futuro, o pelotão manteve sempre o foco nos homens da geral. A corrida endureceu a 36 km do fim, quando o grupo voltou a unir-se antes da ascensão decisiva.

 

O ataque que mudou o ritmo

 

Foi nas rampas de Menthières que o brasileiro Henrique Bravo lançou o ataque mais sério do dia. Markel Beloki respondeu de imediato, acompanhado por Jefferson Alexander Cepeda, Jamie Meehan, Axel Mariault e Huw Buck Jones. Bravo passou primeiro no topo, mas o grupo manteve-se compacto na descida.

 

Cepeda tenta surpreender, Mariault vence a etapa

 

Já dentro dos últimos dois quilómetros, Cepeda tentou a cartada final, acelerando com autoridade. Porém, o esforço não foi suficiente: o grupo perseguidor anulou a tentativa já perto da meta.

Na discussão ao sprint, o francês Axel Mariault foi o mais forte, com Markel Beloki a garantir o segundo lugar e, sobretudo, a confirmação da vitória na geral. O pódio ficou completo com o francês Brieuc Rolland.

 

Um nome novo entre vencedores ilustres

 

Aos 21 anos, Markel Beloki junta-se à lista de ciclistas que venceram o Tour de l’Ain antes de se afirmarem no pelotão internacional casos de Primoz Roglic, Thibaut Pinot ou Cian Uijtdebroeks.

“Wout Van Aert volta a brilhar na Dinamarca após fotofinish polémico que baralhou Jensen Plowright”


Por: José Morais

Wout Van Aert voltou a impor autoridade no PostNord Tour of Denmark, conquistando a segunda vitória consecutiva numa etapa marcada por velocidade, nervosismo e uma decisão de fotofinish que gerou confusão. O belga da Visma | Lease a Bike superou Jensen Plowright, da Alpecin-Deceuninck, num sprint massivo em Skive embora, durante alguns minutos, o australiano tenha sido declarado vencedor.

A organização chegou a entrevistar Jensen Plowright como triunfador, mas uma análise mais detalhada das imagens revelou que Wout Van Aert cruzou a meta alguns milímetros à frente. Toon Aerts, da Lotto-Intermarché, completou o pódio.

 

A fuga que animou a etapa

 

A corrida ganhou vida cedo, com uma fuga de sete corredores formada apenas dez quilómetros após a partida. Entre eles estavam Samuele Zoccarato, Nikolaj Mengel, Hjalmar Klyver, Otto Schultz Jølving, Sebastian Nielsen, Aksel Bech Skot-Hansen e Gustav Wang. O pelotão permitiu espaço e a vantagem chegou rapidamente aos 4:15, sempre sob vigilância da Visma.

A tranquilidade terminou a cerca de 80 quilómetros do fim, quando a Uno-X Mobility aproveitou o vento lateral para provocar cortes. O grupo partiu-se, mas a ofensiva durou pouco: quinze quilómetros depois, tudo estava novamente compacto.

Na frente, Zoccarato tentou endurecer o ritmo e formou-se um grupo de cinco homens, mas o pelotão aproximou-se perigosamente na primeira passagem pela meta. A subida curta da volta final fragmentou ainda mais os fugitivos, permitindo a entrada de novos corredores vindos de trás, como Lionel Taminiaux, Martin Marcellusi e Matias Malmberg.

O grupo de oito homens manteve uma vantagem mínima, reforçada por Henri Uhlig, mas a Visma não permitiu sonhos prolongados: tudo terminou a 7,5 km da meta.

 

O sprint que virou novela

 

A Alpecin-Premier Tech parecia ter a etapa sob controlo. Depois de neutralizar a fuga, a equipa anulou ataques tardios de Alexander Kamp e Francisco Muñoz, preparando o terreno para Jensen Plowright, vencedor do sprint na primeira etapa.

Wout Van Aert posicionou-se na roda de Lukas Kubis no quilómetro final e lançou o sprint de longe, numa aceleração explosiva. Jensen Plowright reagiu, saiu da roda de Jonas Geens e aproximou-se perigosamente nos últimos metros. Ambos projetaram a bicicleta na linha de chegada num gesto perfeito.

Jensen Plowright chegou a afirmar que “já podia reformar-se” depois de bater um corredor como Wout Van Aert, mas a revisão das imagens transformou a glória em frustração.

 

Classificação e o que vem aí

 

Wout Van Aert mantém a liderança geral, com 10 segundos de vantagem sobre Kubis e 14 segundos sobre Henrik Pedersen.

A etapa de sexta-feira promete ser decisiva: a rainha da prova, com 202,9 km entre Fredericia e Vejle e quatro contagens de montanha categorizadas.

“Portugal leva armada jovem e ambiciosa ao Europeu de Triatlo Sprint na Polónia”


Por: José Morais

Portugal prepara-se para um fim de semana intenso de triatlo em Elblag, na Polónia, onde 16 atletas nacionais vão disputar o Campeonato da Europa de triatlo sprint e estafetas, entre sexta-feira e sábado. A comitiva portuguesa apresenta-se com uma mistura de experiência, talento emergente e forte presença juvenil, distribuída pelos escalões de elite, sub-23 e juniores.

 

Elites com ambição renovada

 

No setor masculino, João Nuno Batista e Gustavo do Canto assumem a responsabilidade de representar Portugal entre os melhores do continente.

No feminino, a seleção aposta em Inês Rico e Madalena Almeida, duas triatletas que têm mostrado consistência e capacidade de disputar lugares cimeiros.

 

Sub-23 com dupla masculina e dupla feminina

 

O escalão sub-23 apresenta quatro nomes em busca de afirmação internacional:

Masculinos: José Ferreira e Afonso Ferreira

Femininos: Matilde Santos e Cassilda Carvalho

 

Juniores: a maior força portuguesa

 

O contingente mais numeroso surge nos juniores, com oito atletas convocados sinal claro da aposta na formação:

Masculinos: Ricardo Pissarra, Dinis Ferreira, Artur Leite e Francisco Carvalho

Femininos: Catarina Santos, Marta Ribeiro, Letícia Magalhães e Inês Fernandes

Além das provas individuais, Portugal também marcará presença nas estafetas de elites e juniores, onde a coordenação e a estratégia coletiva podem ser decisivas.

 

Domingo com olhos no Brasil

 

A agenda portuguesa não termina na Polónia. No domingo, Mariana Vargem e Mélanie Santos entram em ação na Taça do Mundo do Rio de Janeiro, reforçando a presença internacional da seleção num fim de semana de grande intensidade competitiva.

“Contagem decrescente para a Volta a Portugal Jogos Santa Casa: as 17 equipas de 2026”


Foto: Rodrigo Rodrigues

Falta apenas uma semana para o arranque da 87.ª Volta a Portugal em Bicicleta Jogos Santa Casa e já são conhecidas as 17 equipas que vão disputar a maior corrida do calendário velocipédico nacional entre 5 e 16 de agosto. A edição de 2026 contará com mais uma equipa do que no ano passado, reunindo formações de seis países e dos três principais escalões do ciclismo internacional.

A presença da UAE Team Emirates XRG, líder atual do ranking mundial da UCI, é uma das grandes atrações internacionais desta edição. A formação dos Emirados Árabes Unidos contará com o português Rui Oliveira, campeão olímpico de Madison e um dos nomes mais relevantes do ciclismo nacional da atualidade.

A Volta assinala também o regresso de duas equipas Pro Team espanholas com historial na corrida portuguesa: Euskaltel-Euskadi e Burgos Burpellet BH. A equipa basca regressa depois de ter deixado a sua marca recente na prova. Em 2024, Luis Ángel Maté festejou a vitória de uma etapa na Guarda e em 2023 Txomin Juaristi foi segundo na geral final. Também a Burgos Burpellet BH acumula vários triunfos em etapas na competição. O mais recente aconteceu em 2024, quando Sergio Chumil quando Sergio Chumil triunfou na mítica chegada à Torre, na Serra da Estrela, um dos palcos mais emblemáticos do ciclismo português.

Entre as equipas portuguesas vão estar presentes as 10 formações continentais nacionais: Anicolor/Campicarn, Aviludo-Louletano-Loulé, Credibom/LA Alumínios/Marcos Car, Efapel Cycling, Feirense-Beeceler, Feira dos Sofás-Boavista, GI Group Holding-Simoldes-UDO, Óbidos Cycling Team, Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua e Team Tavira/Crédito Agrícola.

Uma das equipas mais aguardadas será a Anicolor/Campicarn, que voltará a apresentar-se com Artem Nych como líder. O ciclista russo venceu as duas últimas edições da Volta a Portugal e parte para esta edição com a ambição de defender o título e juntar o terceiro triunfo ao seu palmarés.

O pelotão internacional fica completo com as continentais Localiza Meoo/Swift Pro Cycling (Brasil), NSN Development Team (Suíça) e APS Pro Cycling by Team Cadence Cyclery e Meridian Racing p/b De La Uz (Estados Unidos da América).

A NSN Development Team foi uma das revelações da última edição. Em 2025, a formação suíça somou quatro vitórias em etapas, através de Rotem Tene, Brady Gilmore (duas vezes) e Pau Martí, afirmando-se como uma das equipas mais ofensivas do pelotão.

 

Lisboa recebe apresentação oficial das equipas

 

Antes do arranque da competição, os adeptos terão oportunidade de conhecer de perto os protagonistas da 87.ª Volta a Portugal. A apresentação oficial das equipas realiza-se no próximo dia 4 de agosto (terça-feira), a partir das 18h30, no Miradouro do Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa.

Na véspera do início da corrida, o público poderá ver pela primeira vez o pelotão que irá percorrer as estradas portuguesas durante doze dias de competição. Será também a oportunidade para conhecer os corredores que vão disputar a Camisola Amarela Jogos Santa Casa, símbolo da liderança da classificação geral individual, a Camisola Azul Continente, destinada ao melhor trepador, a Camisola Laranja Galp, que distingue o corredor mais regular, e a Camisola Branca Paredes - Rota dos Móveis, atribuída ao melhor jovem da competição.

 

Uma Volta de Norte a Sul

 

A edição de 2026 apresenta um percurso de 1.429 quilómetros, distribuídos por um prólogo, nove etapas em linha e um contrarrelógio individual. Ao longo da corrida serão disputadas 23 contagens de montanha e 22 metas volantes, num traçado desenhado para manter a luta pela classificação geral em aberto até aos últimos dias. A prova passará por 71 municípios, distribuídos por 15 distritos, atravessando grande parte do território nacional e reforçando a sua ligação histórica ao território.

A 87.ª Volta a Portugal em Bicicleta Jogos Santa Casa vai para a estrada entre 5 e 16 de agosto, ligando Lisboa ao Porto ao longo de doze dias de competição. Pelo caminho, os corredores enfrentarão uma passagem por Espanha, o regresso à Torre, na Serra da Estrela, e a inédita dupla ascensão ao Alto da Senhora da Graça, uma das grandes novidades de uma edição que marca o início da contagem decrescente para o centenário da maior corrida do ciclismo português.

Mais informações em https://avoltaportugal.com/

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“ACOMPANHE TODAS AS ETAPAS DO TOUR DE FRANCE FEMMES EM DIRETO NO EUROSPORT E NA HBO MAX DE 1 A 9 DE AGOSTO”


Por: Vasco Simões

Foto: Eurosport

Depois de três semanas intensas nas estradas francesas e do final do Tour de France masculino, os fãs de ciclismo têm ainda mais razões para continuar ligados ao Eurosport e à HBO Max. O Tour de France Femmes avec Zwift 2026 arranca já este sábado, 1 de agosto, e promete a edição mais dura e ambiciosa da história da prova. Ao longo de nove etapas, o pelotão feminino percorrerá 1.175 quilómetros entre a Suíça e França, acumulando 18.795 metros de desnível positivo, números recorde que colocam esta 5.ª edição num novo patamar competitivo. A corrida começa em Lausanne e termina em Nice, reforçando a dimensão internacional e o crescimento sustentado do principal evento do ciclismo feminino.

Depois do triunfo histórico de Pauline Ferrand-Prévot em 2025, a francesa regressa para defender a camisola amarela e tentar tornar-se a primeira corredora a conquistar o Tour por duas vezes. A campeã em título terá pela frente uma concorrência de enorme qualidade, liderada por Demi Vollering, vencedora do Giro d’Italia 2026 e já triunfadora do Tour em 2023, e por Kasia Niewiadoma-Phinney, vencedora da edição de 2024 e presença constante no pódio da corrida. Entre as restantes candidatas destacam-se ainda Anna van der Breggen, Marlen Reusser e a jovem espanhola Paula Blasi, uma das grandes revelações da temporada.

O percurso apresenta várias novidades de relevo e foi desenhado para oferecer oportunidades a diferentes tipos de corredoras. As três primeiras etapas decorrem em território suíço, seguindo-se um contrarrelógio individual de 21 km em Dijon, disciplina que regressa à prova após um ano de ausência e poderá criar diferenças importantes na classificação geral. A partir da quinta etapa, a corrida endurece progressivamente com sucessivas jornadas acidentadas antes da chegada ao momento decisivo da semana.

A grande atração desta edição será a estreia do Mont Ventoux no Tour de France Femmes. A subida pelo lado de Bédoin, com 15,7 km a 8,8%, será o ponto mais alto da corrida e deverá assumir-se como a etapa-rainha, capaz de definir o pódio final. Mesmo depois do Ventoux, a luta pela geral poderá permanecer em aberto, já que a derradeira etapa em Nice inclui quatro passagens pelo Col d’Èze e um circuito final exigente, longe de qualquer final cerimonial.

Com 147 corredoras distribuídas por 21 equipas, o Tour de France Femmes 2026 representa mais um passo na consolidação do ciclismo feminino de elite e surge poucos dias após o final do Tour masculino, mantendo o foco mundial na modalidade. Em Portugal, os fãs poderão acompanhar todas as etapas em direto no Eurosport 1 e em streaming na HBO Max, com cobertura integral da corrida desde a partida em Lausanne até à consagração final na Promenade des Anglais, em Nice.

 

HORÁRIOS DE TRANSMISSÃO DA VOLTA A FRANÇA FEMININA

 

1.ª etapa: Lausanne → Lausanne (Etapa plana) – Sábado, 1 de agosto | 14:30 – 17:45

2.ª etapa: Aigle → Genebra (Etapa plana) – Domingo, 2 de agosto | 14:30 – 17:45

3.ª etapa: Genebra → Poligny (Etapa acidentada) – Segunda-feira, 3 de agosto | 14:30 – 17:45

4.ª etapa: Gevrey-Chambertin → Dijon (Contrarrelógio individual) – Terça-feira, 4 de agosto | 14:30 – 17:45

5.ª etapa: Mâcon → Belleville-en-Beaujolais (Etapa acidentada) – Quarta-feira, 5 de agosto | 12:30 – 17:45

6.ª etapa: Montbrison → Tournon-sur-Rhône (Etapa acidentada) – Quinta-feira, 6 de agosto | 14:30 – 17:45

7.ª etapa: La Voulte-sur-Rhône → Mont Ventoux (Etapa de montanha) – Sexta-feira, 7 de agosto | 14:15 – 17:45

8.ª etapa: Sisteron → Nice (Etapa plana) – Sábado, 8 de agosto | 14:30 – 17:45

9.ª etapa: Nice → Nice (Etapa de montanha) – Domingo, 9 de agosto | 14:45 – 19:15

Fonte: Eurosport

“27 Anos ao serviço da bicicleta”


Por: José Morais

Iniciamos a 30 de julho de 1999, fomos a primeira revista online sobre bicicletas, e todas as modalidades que se utiliza a mesma, seja em competição, em lazer, ou no dia-a-dia.

Ao longo de 27 anos tivemos altos e baixos como em tudo, fizemos colaborações com todas as revistas da especialidade, infelizmente, essas publicações foram ficando pelo caminho, nós vamos sobrevivendo, nunca dependemos de ninguém, nunca tivemos apoios, mas continuando diariamente a dar notícias,  

É certo de que o nosso primeiro objetivo era o cicloturismo, mas rapidamente verificamos de que o nosso projeto teria de ir mais longe e incluir todas as modalidades onde a bicicleta está presente.

Vamos continuar a trabalhar, tentar divulgar algo em que acreditamos, e diariamente trazer notícias para os nossos leitores.

Obrigado por nos seguirem há muitos anos.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

“Wout Van Aert regressa em grande e domina a abertura do Tour da Dinamarca”


Por: José Morais

Wout van Aert voltou a erguer os braços e desta vez não houve espaço para dúvidas. O belga da Visma assumiu o comando do Tour da Dinamarca ao vencer, com autoridade, o sprint de um grupo reduzido na etapa inaugural, confirmando que a desistência no Tour de França ficou definitivamente para trás.

 

Uma etapa nervosa, marcada por quedas, fugas e ritmo elevado

 

O dia começou com 192,2 quilómetros em Aalborg, num percurso aparentemente simples, mas que se revelou traiçoeiro. Três subidas curtas nos últimos 40 quilómetros e um acumulado modesto de altitude não impediram que a corrida se fragmentasse repetidamente.

A primeira metade foi dominada por tentativas de fuga protagonizadas sobretudo por ciclistas dinamarqueses. Só após várias investidas surgiu um quinteto consistente: Daniel Stampe, Matias Malmberg, Manuel Oioli, Mads Landbo e Marius Hobolth. A vantagem nunca ultrapassou os dois minutos e acabou anulada a 72 quilómetros do final.

Pouco depois, uma queda envolvendo cerca de 40 corredores dividiu o pelotão em duas partes, deixando Van Aert momentaneamente atrasado. O esforço coordenado da Unibet Rose Rockets permitiu reconstituir o grupo principal 12 quilómetros mais tarde.

 

Dinamarqueses insistem, mas o pelotão não perdoa

 

A corrida reacendeu-se com nova fuga, desta vez com Mads Andersen, Matias Malmberg e Sebastian Nielsen. O italiano Samuele Zoccarato tentou juntar-se ao trio, mas ficou pelo caminho. Nielsen ainda resistiu isolado na primeira subida a Mølleparken (700 m a 6%), mas o desgaste acumulado falou mais alto.

Na segunda passagem pela meta, o pelotão já tinha os fugitivos à vista e neutralizou-os a 10,8 quilómetros do fim. A partir daí, a seleção natural fez o resto: favoritos como Christophe Laporte voltaram à dianteira, preparando o terreno para um final explosivo.

 

Van Aert decide quando quer e vence como sabe

 

No sprint final, Tim Torn Teutenberg parecia bem colocado para lançar o ataque decisivo, mas Van Aert surgiu pelo centro da estrada com a potência que o caracteriza. O campeão belga cruzou a meta em primeiro, seguido por Lukas Kubis, campeão eslovaco, e Henrik Pedersen, da Uno-X.

Com esta vitória a 54.ª da carreira Van Aert torna-se o primeiro líder da edição 2026 do Tour da Dinamarca.

 

O que vem aí

 

A segunda etapa, entre Glyngøre e Skive, terá 183,8 quilómetros e três voltas a um circuito com uma subida curta de 700 metros a 2,9%. Um perfil que promete nova batalha entre sprinters e clássicos.

“Markel Beloki assume o comando do Tour de l’Ain”


Por: José Morais

O espanhol de 21 anos viveu um dia de afirmação absoluta no Tour de l’Ain. Markel Beloki, jovem promessa da EF Education–EasyPost, transformou uma fuga ousada numa vitória categórica na segunda etapa e, com ela, conquistou a liderança geral da prova francesa. Foi o seu primeiro triunfo como ciclista profissional um marco que confirma o talento já anunciado quando venceu o Tour da Alsácia em 2025 e o título espanhol júnior de contrarrelógio em 2023.

 

Etapa marcada pelo Col de Portes e pela coragem

 

A jornada entre Saint-Vulbas e Lagnieu, com 161,9 km, prometia abalar a classificação geral graças à dupla ascensão ao Col de Portes (14,6 km a 5,4%). Depois de um primeiro dia reservado aos sprinters, o terreno montanhoso abriu espaço para os escaladores e para quem ousasse atacar de longe.

Nos primeiros 70 km, o pelotão manteve-se compacto. Só na aproximação à primeira subida surgiu a fuga inicial, composta por Jason Tesson, Kenny Molly, Morné van Niekerk e Maximilien Juillard este último a passar em primeiro no topo da montanha. Atrás, Wout Poels e a formação Unibet tentaram controlar, mas só na segunda passagem pelo Col de Portes a perseguição resultou.

 

Beloki muda o ritmo… e muda a corrida

 

A EF Education acelerou de forma decisiva na segunda subida. A seleção natural deixou na frente um grupo reduzido, onde Beloki se juntou ao equatoriano Jefferson Alexander Cepeda vencedor do Tour de l’Ain em 2024 e ao brasileiro Henrique Bravo, da Soudal Devo.

Beloki começou por trabalhar para Cepeda, mas rapidamente percebeu que tinha melhores pernas. Avançou com Bravo e Jamie Meehan, antes de serem alcançados pelos franceses Axel Mariaul e Rémi Arsac. O grupo parecia destinado a discutir a etapa ao sprint… até que Beloki decidiu escrever outro final.

A menos de 10 km da meta, o espanhol lançou um ataque seco, irresistível. Ninguém respondeu. Cruzou a meta isolado, com 54 segundos de vantagem sobre o grupo perseguidor, onde Noa Isidore foi segundo e Nicola Conci terceiro.

 

Último dia promete decisão em alta montanha

 

A etapa final, entre Oyonnax e Lélex Monts-Jura (131,5 km), inclui sete subidas categorizadas e termina no duríssimo Col de Menthières primeira categoria, 9,1 km a 7%. Beloki parte de amarelo, mas terá de defender a liderança num terreno que pode virar a corrida do avesso.

“Triunfo de Raça: Thomas Silva domina Lubián e volta a erguer os braços na Castilha y León”


Por: José Morais

Thomas Silva, da XDS Astana, voltou a mostrar que atravessa uma semana de ouro. Depois da vitória em Ordizia, o uruguaio assinou nova exibição ao conquistar a XL Clássica Ciclista Castilha y León, cruzando a meta em 4h23m41s, a impressionantes 43,3 km/h de média.

 

A fuga madrugadora que incendiou a corrida

 

Logo após os 5,3 km neutralizados em Benavente, o pelotão lançou-se rumo a Santa Cristina de la Polvorosa e a fuga do dia nasceu quase de imediato. Oito ciclistas animaram a frente da corrida:

Ronan Augé: Unibet Rose Rockets

Rayan Boulahoite: TotalEnergies

Adrián Benito: Polti VisitMalta

Leangel Linárez: Tavfer Ovos Matinados Mortágua

Lucas Grieco: AVC Aix-en-Provence

Viacheslav Ivanov: Feirense Beeceler

Edson Corbadora: Victoria Sports

Jaume Espuis: Meridian Racing

Linárez brilhou nas metas intermédias de Mózar e El Puente de Sanabria, enquanto Ivanov colecionou pontos decisivos na montanha, vencendo em Ferreras de Arriba (4.ª cat.) e Padornelo (2.ª cat.). Foi aí que a fuga começou a ruir, deixando apenas Benito, Boulahoite e Ivanov na dianteira.

 

Astana assume o comando e muda o rumo da corrida

 

Na primeira passagem por Lubián e já a subir para A Canda, o trio começou a perder terreno. O ritmo imposto pela XDS Astana reduziu a vantagem e Ivanov ainda garantiu pontos suficientes para vencer a classificação da montanha.

A fuga desfez-se por completo em Castromil, onde Boulahoite tentou resistir sozinho. Mas o esforço foi curto: a Euskaltel Euskadi acelerou e neutralizou o francês antes da Ponte Hermisende.

 

Ataques bascos, tensão máxima e um final explosivo

 

A equipa basca não se ficou por aí. Lançou sucessivos ataques em Hermisende e nas encostas de Castrelos, preparando um final nervoso que deixou cerca de 25 ciclistas na luta pela vitória.

Ao entrar em Lubián, Scaroni endureceu o ritmo, obrigando Roger Adrià (Movistar) a responder. O cenário estava montado para um final de força pura.

Foi então que Thomas Silva escolheu o momento perfeito: arrancou com autoridade, abriu espaço e selou uma vitória categórica, repetindo o gesto triunfal do dia anterior.

Roger Adrià foi segundo, Cristian Scaroni completou o pódio e a XDS Astana saiu da Castilha y León com uma atuação coletiva de enorme impacto.

Ficha Técnica

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