segunda-feira, 24 de agosto de 2026

“Tiago Antunes conquista Prata na prova de fundo dos Jogos do Mediterrâneo Taranto 2026”


Fotos: Comité Olímpico de Portugal

Tiago Antunes conquistou esta segunda-feira a terceira medalha para o ciclismo português nos Jogos do Mediterrâneo Taranto 2026, com a Prata na prova de fundo. O português foi hoje o segundo classificado, após os 133,3 quilómetros que se disputaram no Circuito Valle d'Itria, em Taranto, Itália, onde foi batido ao sprint pelo italiano Tommaso Dati.


O corredor do Bombarral que no último sábado conquistou o Ouro, na prova de Contrarrelógio Individual, ao lado de Rafael Reis, que trouxe o Bronze - conseguiu mais uma medalha para Portugal em ciclismo, a sua segunda nesta 20.ª edição dos Jogos do Mediterrâneo. Depois de mais um excelente desempenho, que comprova o bom momento que atravessa, foi em cima do risco que Tommaso Dati se impôs ao sprint, num duelo discutido entre ambos. Um segundo depois chegaria o italiano Federico Iacomoni, Medalha de Bronze.


Pedro Silva foi o sétimo classificado, a 01m34s do vencedor. Seguiram-se Afonso Silva e Rafael Reis, que chegaram num grupo mais atrasado, naquela que foi uma prova exigente e dura e se disputou em formato de circuito, pelas ruas da cidade de Taranto.

Quanto às femininas, Raquel Queirós terminou a prova de fundo na 13.ª posição, com o mesmo tempo da vencedora, a italiana Rachele Barbieri: 2h08m17s. Beatriz Roxo foi a 17.ª classificada, depois de terminar os 77,7 quilómetros do percurso, ficando a cinco segundos do grupo que discutiu as medalhas. O pódio vestiu-se todo ele com as cores da bandeira de Itália, sendo a Prata atribuída a Martina Fidanza e o Bronze ficou com Barbara Guarischi.


“Parabéns ao Tiago por mais esta medalha. Mostrámos, mais uma vez, que temos qualidade e consistência. Quero também dar os parabéns ao Afonso e ao Rafael, que fizeram um excelente trabalho e transformaram um percurso relativamente acessível numa corrida dura desde cedo, permitindo-nos chegar à fase decisiva com o Tiago e o Pedro em condições de discutir as medalhas. Foi um grande trabalho de equipa”, avançou Valter Sousa, Selecionador Nacional de Elites e Sub-23 masculinos e Coordenador das Seleções Nacionais, presente em Taranto para liderar a comitiva portuguesa.


Sobre a corrida feminina, Valter Sousa referiu que “foi uma corrida positiva para as nossas atletas, num pelotão com várias ciclistas que representam algumas das melhores equipas internacionais. Conseguimos competir de igual para igual em muitos momentos, o que é um sinal importante. É este o caminho: estar presentes nestas corridas, ganhar experiência a este nível e continuar a crescer com consistência e ambição”.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Tempestade arrasa a montanha e obriga a Volta a Espanha a travar: etapa três anulada sob granizo e caos”


Por: José Morais

Foto: Eurosport

A Volta a Espanha viveu um daqueles dias que entram para o arquivo das imagens insólitas do ciclismo. A terceira etapa, prevista para ligar Gruissan a Font Romeu em 174 km, acabou anulada depois de uma combinação violenta de chuva, vento e granizo que transformou a montanha num cenário de emergência. Os tempos foram neutralizados, não houve vencedor e a classificação geral permanece intacta, com Tadej Pogacar firme na camisola vermelha.

Uma fuga curta, um pelotão nervoso e um dia que começou normal

 

A jornada abriu com uma fuga de seis corredores Olivier Le Gac, Ethan Hayter, Magnus Cort, Asbjorn Hellemose, Timo Roosen e Mats Wenzel mas a vantagem nunca passou dos dois minutos. A UAE Team Emirates assumiu cedo o comando, imprimindo ritmo e provocando cortes no pelotão ainda em terreno plano.

A ofensiva árabe durou pouco: a fuga recuperou tempo, Hayter garantiu os pontos do sprint intermédio sem oposição e a corrida parecia encaminhar-se para uma disputa clássica na subida final.

 

Ataques na montanha antes do caos

 

Na aproximação à primeira grande ascensão, Hellemose acelerou e partiu o grupo da frente. Wenzel respondeu, deixou Cort para trás e seguiu isolado, mantendo cerca de 45 segundos de vantagem já dentro dos últimos sete quilómetros.

No pelotão, Lorenzo Fortunato lançou um ataque oportuno no momento em que a chuva começou a cair com violência. O italiano alcançou Wenzel mas foi aí que o ciclismo deixou de ser prioridade.

 

Granizo, refúgio improvisado e decisão inevitável

 

O céu abriu em fúria. Granizo pesado começou a bater nos capacetes, obrigando vários ciclistas a procurar abrigo sob a estrutura de um hotel na estrada. Pogacar, consciente do risco, pediu para neutralizar o ritmo do grupo principal.

Com a segurança dos atletas em causa, a organização não hesitou: etapa cancelada, tempos congelados e nenhum vencedor declarado. Os pontos do sprint intermédio foram validados, mas os da montanha ficaram sem atribuição.

 

O que fica para a classificação

 

Pogacar mantém a liderança geral e segue de vermelho para a próxima etapa, enquanto o pelotão tenta recuperar de um dos episódios meteorológicos mais extremos da história recente da prova.

“CRP RIBAFRIA VENCE INDIVIDUAL E COLETIVAMENTE O 73.º CIRCUITO DA MOITA”


Decorreu no dia 22 de agosto o 73.º Circuito de Ciclismo da Moita, realizado na freguesia da Moita, município da Marinha Grande.

A prova, disputada num circuito de aproximadamente 73 quilómetros, teve de ser percorrida por 25 voltas, proporcionando uma corrida bastante rápida e marcada por vários ataques desde os primeiros quilómetros.


O CRP RIBAFRIA | Grupo PARAPEDRA – MAF – RIOMAGIC esteve presente com cinco elementos da sua formação: João Letras, Jorge Letras, Paulo Simões, Humberto Pereira e Henrique Silva.

A corrida começou bastante movimentada, com uma fuga numerosa a formar-se logo nos primeiros momentos. O grupo acabou por ser alcançado ao fim de quatro voltas, mas os ataques não pararam.


Pouco depois surgiu uma nova fuga, desta vez composta por apenas cinco corredores, três deles pertencentes ao CRP RIBAFRIA ( joão letras, Paulo Simões e Henrique Silva), e dois atletas de equipas adversárias.

Com uma forte colaboração entre os elementos da fuga, o grupo conseguiu ganhar cerca de três minutos de vantagem sobre o pelotão. Com o decorrer da prova, um dos corredores acabou por perder o contacto, ficando na frente três atletas do CRP RIBAFRIA e um adversário.


A vitória viria a ser discutida ao sprint, com Henrique Silva a revelar-se o mais rápido, cortando a meta em primeiro lugar e conquistando uma importante vitória para o CRP RIBAFRIA.

Atrás do vencedor, Paulo Simões terminou na 3.ª posição, enquanto João Letras foi 4.º classificado, garantindo uma forte presença da equipa nas primeiras posições.

Nos escalões, Henrique Silva venceu também na categoria Elite, com João Letras a terminar na 2.ª posição.

Em Master 40, a vitória pertenceu a Paulo Simões, que esteve igualmente em destaque ao conquistar o prémio relativo ao maior número de passagens na meta em 1.º lugar.


 

VITÓRIA COLETIVA

 

A união do CRP RIBAFRIA ficou ainda mais evidente na classificação por equipas, com a formação Grupo PARAPEDRA – MAF – RIOMAGIC / CRP RIBAFRIA a conquistar a vitória coletiva.

Uma excelente jornada para a equipa, que demonstrou mais uma vez a sua união traduzida em força, na estratégia e capacidade coletiva, conquistando a vitória individual, várias posições de destaque e o triunfo coletivo no 73.º Circuito da Moita.

CRP RIBAFRIA — JUNTOS, FEITOS PARA VENCER!

Fonte: Equipa Ciclismo CRP RIBAFRIA | Grupo PARAPEDRA – MAF – RIOMAGIC

“Nicolas Donat conquista Volta a Portugal de Cadetes por dois segundos”


Fotos: Rodrigo Rodrigues / FPC

Nicolas Donat (JuanGiner-Ulevel-Vitaldinsport) conquistou este domingo a 18.ª Volta a Portugal de Cadetes, depois de resistir à ofensiva de Robin Dooms (Wielerclub Onder-Ons Parike) na chegada ao alto de Montejunto. O belga venceu a última etapa, mas terminou a classificação geral a dois segundos do espanhol.

A terceira e última etapa ligou as Caldas da Rainha a Montejunto, no Cadaval, ao longo de 72 quilómetros, com 1450 metros de desnível positivo acumulado. Donat iniciou a jornada de camisola amarela, com nove segundos de vantagem sobre Kenzo Vandenabeele e 11 sobre Dooms, enquanto José Gomes (Landeiro | Matinados | Matias & Araújo) era o melhor português, na quarta posição, a 39 segundos.

A corrida ficou marcada por várias tentativas de fuga. Bent Schelfhout (Wielerclub Onder-Ons Parike) e Marc Greus (JuanGiner-Ulevel-Vitaldinsport) destacaram-se na primeira metade e ocuparam os dois primeiros lugares na meta volante do Cercal, antes de serem alcançados.


Na segunda meta volante, em Alenquer, Robin Dooms foi o mais rápido, à frente de Leonardo Matos (Alenquer-G.D.M.-Anipura) e Guilherme Marreiros (Academia Joaquim Agostinho/UDO). Já na aproximação a Montejunto, Schelfhout voltou a atacar, desta vez acompanhado por Arnau Bort, mas a iniciativa foi anulada antes da subida decisiva.

Robin Dooms mostrou-se o mais forte nas rampas finais e completou a etapa em 1h59m17s, à média de 36,216 km/h. Nicolas Donat teve resposta à altura e terminou dois segundos depois, com José Gomes a completar o pódio, a cinco segundos.

O segundo lugar permitiu a Donat conquistar a Volta com o tempo acumulado de 4h11m54s. Dooms foi segundo, a dois segundos, e José Gomes subiu ao terceiro lugar, a 44 segundos, fechando o pódio final como melhor português.

Dooms venceu também as classificações por pontos, com 34, e da montanha, com 12. Albert Jorques (JuanGiner-Ulevel-Vitaldinsport) foi o melhor cadete de primeiro ano, enquanto a JuanGiner-Ulevel-Vitaldinsport conquistou a classificação coletiva, à frente da Wielerclub Onder-Ons Parike e da Selección Asturiana de Ciclismo.

Ao fim de três dias e 170,2 quilómetros, Nicolas Donat inscreveu o nome na lista de vencedores da Volta a Portugal de Cadetes, sucedendo a Francisco Cardoso.

 

Líderes das camisolas da VP Cadetes

 

Camisola Amarela IDPJ - Nicolas Donat (Juanginer-Ulevel-Vitaldinsport)

Camisola Verde EBRO - Robin Dooms (Wielerclub Onder-Ons Parike) Camisola Azul SABSEG - Robin Dooms (Wielerclub Onder-Ons Parike) Camisola Branca Vitalis - Albert Jorques (Juanginer-Ulevel-Vitaldinsport)

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Vega Iglesias garante conquista da 5.ª Volta Feminina Sub-19”


Fotos: Rodrigo Rodrigues / FPC

Vega Iglesias (Mirat Team) venceu este domingo a 5.ª Volta a Portugal Feminina Sub-19, confirmando a camisola amarela na exigente chegada ao alto de Montejunto. A última etapa foi conquistada pela campeã nacional de juniores Marta Esteves (Tensai/Sambiental/Santa Marta – Mix), que subiu ao segundo lugar da classificação geral.

A jornada decisiva ligou as Caldas da Rainha a Montejunto, no Cadaval, num percurso de 60 quilómetros e 1230 metros de desnível positivo. Vega Iglesias iniciou o dia com oito segundos de vantagem sobre as companheiras Chavela Gonzalez e Jimena Laiz.


A única meta volante da etapa estava instalada no Cercal, ao quilómetro 23,3, onde Carolina Bernardo (Cantanhede Cycling / VESAM – Mix) se antecipou a Lucia Llamas (Enchufesolar) e Bárbara Cunha (Triumtérmica/Águias de Alpiarça).

Maria Alisa (Tenerife Bike-Point La Sede) protagonizou a principal fuga da jornada. A espanhola, que começou a etapa a 1m14s da liderança, chegou a dispor de 1m25s sobre o grupo da camisola amarela, assumindo virtualmente o comando da geral, mas acabou alcançada a cerca de quatro quilómetros da meta.

A subida a Montejunto fez a seleção definitiva. Marta Esteves foi a mais forte e venceu em 2h05m47s. Vega Iglesias terminou na segunda posição, a três segundos, enquanto Gabriela Gonzalez (Rio Miera–Meruelo–Adarsa) completou o pódio, a sete segundos.

Vega Iglesias conquistou a Volta com o tempo acumulado de 4h06m15s. A vitória na etapa permitiu a Marta Esteves subir ao segundo lugar, a 45 segundos, com Gabriela Gonzalez a fechar o pódio final, a 46 segundos.

Marta Esteves venceu ainda as classificações por pontos e da montanha, ambas com 10 pontos. Vega Iglesias foi a melhor Sub-17 e a Mirat Team confirmou o triunfo coletivo, à frente da Tenerife Bike-Point La Sede e da Rio Miera–Meruelo–Adarsa.

No dia em que Marta Esteves garantiu o primeiro triunfo português na etapa rainha da prova, Vega Iglesias festejou a conquista da geral, sucedendo a Eirini Stampori.

 

Líderes das camisolas da VP Cadetes

 

Camisola Amarela IDPJ - Vega Iglesias (Mirat Team)

Camisola Verde EBRO - Marta Esteves (Tensai/Sambiental/Santa Marta - Mix) Camisola Azul SABSEG - Marta Esteves (Tensai/Sambiental/Santa Marta - Mix) Camisola Branca Vitalis - Vega Iglesias (Mirat Team)

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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