sábado, 1 de agosto de 2026

“Marta Esteves e Lúcia Martins repetem triunfo e assinam a dobradinha nos Nacionais da Juventude”


Fotos: João Calado / FPC

O segundo dia dos Campeonatos Nacionais da Juventude de Estrada, que decorrem no Cartaxo até este domingo, ficou marcado pela atribuição de mais quatro títulos nacionais nas provas de Fundo. Depois dos contrarrelógios individuais disputados na sexta-feira, as corredoras voltaram à estrada para as corridas em linha, onde Marta Esteves (Tensai / Sambiental / Santa Marta) e Lúcia Martins (CDASJ / Cyclin’Team / Município Albufeira) confirmaram, uma vez mais, a excelente forma e o bom desempenho, ao conquistarem também os títulos nacionais de Fundo, nas categorias Sub-19 e Sub-17, respetivamente.

A jornada começou de manhã com as provas de Fundo dos Sub-15. Entre as femininas, Matilde Fernandes, da Landeiro | Matinados | Matias & Araújo, conquistou o título nacional, depois de uma exibição dominadora, cruzando a meta isolada com 2m44s de vantagem sobre Lara Silva, da Cantanhede Cycling / Vesam, e Letícia Matias, da Caldas Ecosprint - E.Leclerc.


Nos Sub-15 masculinos, a corrida foi decidida ao sprint, após uma chegada bastante disputada. Martim Costa (Escola de Ciclismo Os Pimpões - FH Clima) foi o mais forte sobre a linha de meta, batendo Miguel Moita (Alcobaça CC / Crédito Agrícola) e Guilherme Figueiredo (Academia de Ciclismo de Viseu - Escola), que completaram o pódio, por esta ordem.

Já durante a tarde chegaram as decisões das categorias femininas Sub-17 e Sub-19. Na corrida de Cadetes, disputada ao longo de 55,2 quilómetros, Lúcia Martins confirmou o favoritismo e conquistou o título nacional ao vencer o sprint de um grupo reduzido. Lara Lourenço (Penacova

/ Race Spirit Cycling Team) arrecadou a Medalha de Prata, enquanto Carolina Bernardo (Cantanhede Cycling / Vesam) fechou o pódio. Depois de ter conquistado o título de Contrarrelógio Individual esta sexta-feira, Lúcia Martins completou, assim, uma memorável dobradinha nestes Campeonatos Nacionais da Juventude.

Nas Juniores femininas, a corrida foi igualmente intensa e terminou com uma chegada ao sprint entre três corredoras. Marta Esteves levou a melhor sobre Bárbara Cunha (Triumtérmica / Águias de Alpiarça) e Bruna Carmo (Atum General / Tavira / Madre Fruta), tornando-se Campeã Nacional de Estrada. Tal como Lúcia Martins, a jovem corredora juntou este sábado o título de Fundo ao triunfo alcançado no Contrarrelógio Individual, assinando também a dobradinha na categoria de Sub-19.

As decisões masculinas das provas de Fundo ficam reservadas para este domingo. Os Cadetes masculinos partem às 10h00 para um percurso de 73,6 quilómetros, correspondente a quatro voltas ao circuito de 18,4 quilómetros. Já os Juniores masculinos encerram o programa competitivo, a partir das 15h00, enfrentando 110,4 quilómetros distribuídos por seis voltas ao mesmo percurso. As cerimónias protocolares vão ter início às 18h20.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Tour França Feminino: Lorena Wiebes explode na subida final e inaugura Tour de com vitória dominante”


Por: José Morais

Lorena Wiebes abriu o Tour de França Feminino com autoridade. A neerlandesa da SD Worx–Protime confirmou o estatuto de melhor sprinter do mundo e transformou a chegada em subida de Lausanne num palco perfeito para a sua explosão final, conquistando a primeira camisola amarela da edição de 2026.

 

Vitória construída nos últimos 200 metros

 

Lorena Wiebes lançou o ataque decisivo nos metros finais da Côte Saint-François 2,6 km a 4,6% superando Kim Le Court (AG Insurance–Soudal) e Demi Vollering (FDJ United–Suez), que haviam endurecido o ritmo na parte mais íngreme da subida. A neerlandesa cruzou a meta com margem clara, mostrando que também domina finais explosivos em terreno acidentado.

A etapa, com 138 km e largada e chegada em Lausanne, foi marcada por ritmo intenso, quedas e cortes no pelotão, deixando apenas dez ciclistas no mesmo tempo da vencedora. Entre elas, nomes fortes como Pauline Ferrand-Prévot, Elisa Longo Borghini e Kasia Niewiadoma.

 

Fuga animada e pelotão em alerta

 

Logo nos primeiros quilómetros, formou-se uma fuga de quatro ciclistas:

Maud Rijnbeek

Idoia Eraso

Nikola Nosková

Océane Mahé

O grupo chegou a ter mais de seis minutos de vantagem, mas o pelotão acelerou na segunda metade da etapa, sobretudo sob o comando da FDJ United–Suez e da Lidl–Trek. Mahé brilhou nas contagens de montanha e garantiu a camisola às bolinhas.

Nosková ainda tentou resistir em solitário, mas acabou neutralizada a seis quilómetros da meta, quando o pelotão já preparava o sprint em subida.

 

Quedas e cortes marcaram o dia

 

A etapa teve várias quedas, incluindo uma que envolveu Marlen Reusser, que conseguiu regressar ao grupo após uma perseguição intensa. Outras favoritas perderam segundos importantes, como Paula Blasi, que apesar do atraso vestiu a camisola branca de melhor jovem.

 

O que vem aí: Etapa 2

 

A segunda etapa liga Aigle a Genebra num percurso de 147,9 km, ainda em território suíço. O dia promete novo desgaste, com cinco subidas categorizadas antes de um final mais favorável às velocistas.

“Rui Costa volta ao pelotão para celebrar Tadej Pogacar: reencontro inesperado marca o Pogi Challenge 2026”


Por: José Morais

O antigo campeão mundial português voltou a sentir o ritmo do pelotão, ainda que por apenas alguns instantes, ao juntarse esta sextafeira ao Pogi Challenge 2026 o evento anual que transforma Komenda, terra natal de Tadej Pogacar, numa festa de ciclismo aberta a fãs e antigos companheiros de estrada.

 

Um regresso simbólico

 

Rui Costa, que encerrou a carreira no final de 2025, voltou a pedalar lado a lado com figuras do atual pelotão e com antigos colegas. Entre eles estava o próprio Tadej Pogacar, que apresentou o evento já depois de conquistar o seu quinto Tour, envergando a camisola de campeão mundial e não a icónica amarela.

O encontro teve sabor a reencontro: Rui Costa e Tadej Pogacar partilharam a mesma equipa durante quatro épocas, entre 2019 e 2022, criando uma ligação que continua a ser celebrada pelos fãs.

 

Três dias de festa sobre duas rodas

 

O Pogi Challenge, que decorre ao longo de três dias, mistura pequenas corridas, desafios e momentos de proximidade entre o público e o ciclista esloveno. A presença de Rui Costa acabou por ser uma das surpresas mais comentadas do evento.

 

A mensagem de Rui Costa

 

“Foi um privilégio fazer parte do Pogi Challenge”, nas redes sociais, o português deixou este testemunho simples, mas carregado de significado:

“Remco Evenepoel transforma desastre em glória e assina feito histórico na Clássica de San Sebastian”


Por: José Morais

Remco Evenepoel voltou a provar por que é uma das figuras mais dominantes do ciclismo moderno. O belga da Red Bull–BORA hansgrohe escreveu neste sábado um capítulo épico da Clássica de San Sebastian ao conquistar a sua quarta vitória, tornando-se o maior vencedor da história da prova e superando o lendário Marino Lejarreta. O feito, porém, veio embalado por drama: um furo inesperado quase o tirou da disputa, mas acabou servindo como combustível para uma das recuperações mais impressionantes da temporada.

 

Um percurso brutal e uma corrida imprevisível

 

A edição de 2026 apresentou um trajeto agressivo, com sete subidas categorizadas antes da dupla decisiva Jaizkibel e Erlaitz, que tradicionalmente moldam o desfecho da clássica basca. Após esse bloco montanhoso, restava apenas a curta e explosiva ascensão de Murgil, com seus 2,1 km a 10,1% o ponto perfeito para separar os verdadeiros candidatos à vitória.

O ritmo foi intenso desde cedo, com ataques constantes e um grupo de fugitivos formado por Bart Lemmen, Michael Leonard, Sean Quinn, Jay Vine e Maxim Van Gils. A corrida parecia encaminhar-se para uma seleção natural… até que o azar bateu à porta do favorito.

 

O furo que quase mudou tudo

 

A 50 km da meta, Remco Evenepoel sofreu um furo que o obrigou a trocar de bicicleta em plena aproximação de Erlaitz. Sem apoio imediato da equipa, o belga teve de escalar a subida sozinho, com um atraso que chegou a 40 segundos em relação ao grupo dos favoritos.

Enquanto isso, nomes como Richard Carapaz, Matteo Jorgenson, Giulio Ciccone, Felix Gall e Enric Mas endureciam o ritmo na frente. A corrida parecia escapar das mãos de Remco Evenepoel, mas o campeão mundial de 2022 no estava disposto a aceitar esse destino.

Graças à indecisão tática do grupo líder e ao seu ritmo avassalador, Evenepoel conseguiu reintegrar-se ao pelotão da frente a 34 km do fim, acompanhado por Darren Rafferty, Jan Christen, Pello Bilbao e outros perseguidores.

 

O duelo final: Remco vs Carapaz

 

Com o grupo reunificado, a Red Bull assumiu o comando e endureceu o ritmo. Na subida de Murgil, Van Gils abriu caminho e Evenepoel lançou o ataque decisivo. Apenas Richard Carapaz conseguiu seguir a roda do belga, formando uma dupla de luxo para o sprint final em San Sebastian.

Carapaz tentou resistir, mas Remco Evenepoel mostrou por que é um dos melhores finalizadores do pelotão. Lançou o sprint com autoridade e cruzou a meta isolado, garantindo a vitória e o recorde histórico da prova.

Ben Tulett completou o pódio após alcançar o grupo perseguidor, enquanto Giulio Ciccone e Louis Barré ficaram sem forças para reduzir a diferença.

 

“Quero ser campeão mundial”

 

Exausto, mas radiante, Remco Evenepoel admitiu que esta foi a vitória mais difícil das quatro:

“Foi a mais complicada. Depois de Jaizkibel furei, e sabíamos que Erlaitz estava logo ali. Tive de ser paciente. A equipa fez um trabalho incrível Pellizzari ajudou-me a aproximar e Van Gils esperou por mim. Sem eles, não teria sido possível.”

O belga agora planeia descansar antes de regressar às corridas no Canadá, com um objetivo claro no horizonte:

“Quero ser campeão mundial.”

“Explosão na Estrada: O jovem Storm Ingebrigtsen da Uno‑X quebra domínio de Wout Van Aert no Tour da Dinamarca”


Por: José Morais

Storm Ingebrigtsen, talento de apenas 21 anos da UnoX Mobility, protagonizou hoje uma das reviravoltas mais marcantes desta edição do Tour da Dinamarca. O norueguês lançou um ataque fulminante a partir da fuga e resistiu ao avanço feroz do pelotão, interrompendo a sequência de três vitórias consecutivas de Wout Van Aert, que vinha dominando a prova com autoridade.

Gabriele Bessega (Polti VisitMalta) segurou a liderança geral ao terminar em segundo, enquanto Axel Källberg (Lucky Sport Cycling Team) completou o pódio da etapa. Van Aert, apesar de não vencer, manteve sem dificuldades a camisola amarela.

 

A fuga que ninguém conseguiu parar

 

A quarta etapa, com 172 km entre Rudkøbing e Faaborg, começou num ritmo explosivo. Treze ciclistas escaparam logo cedo, entre eles Ashlin Barry, que havia caído no dia anterior, e nomes como Niklas Larsen e Tim Torn Teutenberg. A vantagem, porém, não durou: equipas como AlpecinPremier Tech, NSN Cycling e FlandersBaloise trabalharam juntas para neutralizar o grupo após cerca de 40 km, determinadas a transformar o dia numa chegada ao sprint.

Henrik Pedersen (UnoX) ainda aproveitou para vencer o sprint intermédio e ultrapassar Christophe Laporte na classificação geral. Pouco depois, formouse uma nova fuga desta vez com sete ciclistas e muito mais potencial.

Entre eles estavam Ingebrigtsen, Bessega, Källberg, Sébastien Grignard, Christopher JuulJensen, Stian Rosenlund e Francesco Carollo. O pelotão, controlado por AlpecinPremier Tech, FlandersBaloise e Visma, manteve a diferença perto dos dois minutos, mas a fuga mostrou resiliência até às voltas finais em Faaborg.

 

O ataque que decidiu tudo

 

Källberg foi o mais agressivo na frente, tentando várias vezes partir sozinho. Atrás, o pelotão reduzia-se e acelerava, com Tomáš Kopecký a tentar dinamitar a perseguição e Van Aert a controlar cada movimento com a habitual frieza.

Mas nada disso impediu o golpe final de Ingebrigtsen.

A um quilómetro da meta, o norueguês lançou o ataque decisivo. Abriu rapidamente dez segundos, suficientes para resistir ao sprint do pelotão que se aproximava em velocidade máxima. Cruzou a meta isolado, conquistando a sua segunda vitória profissional e um dos momentos mais marcantes da temporada.

Jensen Plowight (Alpecin), que já tinha perdido uma vitória para Van Aert após decisão dos comissários na segunda etapa, voltou a sentir o sabor amargo da frustração ao vencer apenas o sprint do pelotão.

 

O que esta vitória muda na corrida?

 

Storm Ingebrigtsen afirma-se como uma das revelações da prova.

Wout Van Aert mantém a liderança geral e continua favorito ao título.

A Polti VisitMalta protege a camisola de Bessega, que segue sólido na classificação.

A etapa reforça a imprevisibilidade do Tour da Dinamarca, onde o terreno ondulado e o vento podem transformar qualquer dia numa batalha tática.

“Portugal longe do pódio na estafeta mista do Europeu de triatlo; juniores ficam pelo caminho”


Por: José Morais

Foto: FPT

Portugal terminou em 13.º lugar na estafeta mista de elites/sub23 no Europeu de sprint de triatlo, disputado este sábado em Elbląg, na Polónia. A formação nacional composta por Matilde Santos, Madalena Almeida, João Nuno Batista e Gustavo do Canto completou o percurso em 1:34.50, ficando a mais de cinco minutos da equipa húngara que conquistou o ouro.

 

Desempenho abaixo das expectativas na Polónia

 

A prova, composta por 300 metros de natação, 8 km de ciclismo e 1,8 km de corrida para cada elemento da equipa, revelou dificuldades para o conjunto português, que não conseguiu acompanhar o ritmo imposto pelos húngaros Marta Kropko, Fanni Szalai, Mark Devay e Csongor Lehmann, vencedores com 1:29.21.

Entre os atletas lusos, João Nuno Batista destacou-se como o mais rápido, concluindo o seu segmento em 22.02 minutos. Seguiram-se Gustavo do Canto (23.18), Matilde Santos (24.26) e Madalena Almeida (25.04).

 

Equipa júnior não termina a prova

 

Na competição júnior, também realizada em Elbląg, a equipa formada por Letícia Magalhães, Ricardo Pissaro, Catarina Santos e Dinis Ferreira acabou por não concluir a prova, ficando afastada da classificação final.

“Campeões Nacionais de Contrarrelógio Juvenil foram coroados no Cartaxo”


Foto: João Calado / FPC

O Campeonato Nacional de Estrada para as categorias jovens arrancou esta sexta-feira, no Cartaxo, com a atribuição dos primeiros títulos nacionais na disciplina de contrarrelógio individual, aos escalões de Cadetes (Sub-17) e Juniores (Sub-19), masculinos e femininos.

As Cadetes e Juniores femininos enfrentaram uma distância de 13,4 quilómetros, extensão igualmente percorrida pelos Cadetes masculinos. Os Juniores masculinos cumpriram uma distância um pouco mais exigente, num total de 16,8 quilómetros.

Em Juniores masculinos, o título nacional foi conquistado por Gonçalo Costa (Decathlon CMA CGM U19), que completou o percurso em 21m48s. Rodrigo Jesus (Academia Efapel de Ciclismo) arrecadou a Medalha de Prata, com o tempo de 22m14s, enquanto Xavier Ferreira (Willebrord Wil Vooruit) fechou o pódio, com 22m32s.

Nas Juniores femininas venceu Marta Esteves (Tensai / Sambiental / Santa Marta), com o registo de 21m39s e Bárbara Santos (CDASJ / Cyclin'Team / Município Albufeira) foi segunda classificada, com 22m02s. A Medalha de Bronze ficou com Eva Emídio (Atum General / Tavira / Madre Fruta), que terminou na terceira posição, com 22m21s.

Entre os Sub-17 masculinos, José Gomes (Landeiro | Matinados | Matias&Araújo) revelou-se o mais rápido nos 13,4 quilómetros do percurso, conquistando a camisola de Campeão Nacional com o registo de 18m46s. Bruno Nogueira (Cantanhede Cycling / Vesam) ficou com a Medalha de Prata e o colega de equipa, Gabriel Varela (Cantanhede Cycling / Vesam), garantiu a Medalha de Bronze.

Nas Sub-17 femininas, a vitória sorriu a Lúcia Martins (CDASJ / Cyclin'Team / Município Albufeira), que concluiu a prova em 22m31s para se sagrar Campeã Nacional. Lara Lourenço (Penacova / Race Spirit Cycling Team) conquistou a Medalha de Prata, com 22m45s e Carolina Bernardo (Cantanhede Cycling / Vesam) assegurou a Medalha de Bronze, com 23m01s.

Este sábado será dedicado às provas de fundo das categorias femininas e dos Juvenis masculinos. A jornada começa às 10h00, com a corrida das Juvenis femininas (Sub-15), que disputarão 25,2 quilómetros distribuídos por sete voltas a um circuito de 3,6 quilómetros. Às 11h15 arrancam os Juvenis masculinos, para um total de 32,4 quilómetros.

Durante a tarde entram em ação as Cadetes e Juniores femininos, ambas com partida às 15h30. As Cadetes terão pela frente 55,2 quilómetros, correspondentes a três voltas ao circuito principal de 18,4 quilómetros. Já as Juniores cumprirão quatro voltas, totalizando 73,6 quilómetros.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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