quarta-feira, 5 de agosto de 2026

“Volta Portugal: 1.ª Etapa - Lourinhã - Sintra (Queluz)”


Dia 06/08: 153 quilómetros

 

A primeira etapa pode terminar ao sprint… ou não.

O verdadeiro desafio deste percurso está no seu constante sobe e desce, característico desta região. Não existem grandes montanhas, mas o terreno acidentado poderá desgastar o pelotão e dificultar a vida aos sprinters, caso a corrida seja disputada a um ritmo elevado.

A subida a Sintra, de 3.ª categoria e relativamente próxima da meta, poderá servir de ponto de ataque para quem pretenda evitar uma chegada em pelotão compacto. Será uma etapa aberta, nervosa e suficientemente seletiva para começar a definir a corrida mais cedo do que o habitual.

Fonte: Organização


“Jonathan Milan dispara para nova demonstração de força e mantém domínio absoluto na Volta à Polónia”


Por: José Morais

Jonathan Milan voltou a impor a sua lei na Volta à Polónia, assinando a terceira vitória consecutiva e reforçando a sensação de que, neste arranque de prova, ninguém consegue igualar a potência do campeão italiano. Num final lançado a alta velocidade em Zielona Góra, o sprinter da LidlTrek, de camisola amarela vestida e confiança em alta, deixou a concorrência sem resposta num sprint decidido pela força bruta.

O triunfo o 11.º da temporada e o 36.º da carreira permitiu-lhe ampliar a vantagem na geral para 18 segundos sobre o francês Paul Magnier, que desta vez não conseguiu repetir a proximidade das primeiras etapas e terminou fora do top10. O britânico Noah Hobbs assumiu o segundo lugar da classificação, enquanto o italiano Alessandro Romele continua a surpreender ao manter-se no pódio virtual.

No dia em que celebrou o 28.º aniversário, João Almeida viveu uma etapa tranquila, concluindo no pelotão e subindo ao 99.º posto da geral, a 30 segundos de Milan. O português da UAE Emirates aguarda agora o terreno que mais o favorece: montanha e contrarrelógio, onde poderá medir verdadeiramente o estado de forma no regresso à competição.

A terceira tirada, com 193 quilómetros totalmente planos, prometia mais uma batalha entre os homens rápidos e cumpriu. A fuga do dia contou com nomes de peso: Enzo Paleni, Dries de Bondt, Matteo Sobrero, Sjoerd Bax, Fabio Christen e Taco van der Hoorn, que mantiveram um ritmo feroz, elevando a média para cerca de 46 km/h. O pelotão só conseguiu neutralizar o grupo a quatro quilómetros da meta, preparando o terreno para mais um duelo explosivo.

Nos metros finais, a velocidade extrema deixou várias equipas sem lançadores, criando um cenário caótico e sem liderança definida. Foi aí que Milan brilhou: bem colocado, paciente e letal, arrancou no momento exato e cruzou a meta com autoridade, consolidando o seu estatuto de homem mais rápido da prova.

“Oscar Onley vira a Volta a Burgos de cabeça para baixo com triunfo explosivo em Pineda de la Sierra”


Oscar Onley assumiu o comando da Vuelta a Burgos com uma vitória de autoridade na segunda etapa, impondo-se num final de alta tensão em Pineda de la Sierra e destronando Matthew Brennan, que não resistiu às rampas decisivas.

 

Virada na geral após um duelo de montanha

 

O britânico da Red Bull–BORA-hansgrohe mostrou sangue-frio e potência no sprint final para superar Giulio Ciccone e Enric Mas, depois de um duelo marcado por ataques sucessivos nos últimos metros. A vitória, somada ao desfalecimento de Brennan na subida final, entregou a Onley a cobiçada camisola roxa de líder.

 

Uma fuga persistente que animou o dia

 

Os 178 km entre Arcos de la Llana e Valle del Sol começaram com uma fuga de cinco ciclistas Javier Ibáñez, Rodrigo Álvarez, Yago Aguirre, Diego Uriarte e Rayan Boulahoite que chegou a ter mais de dois minutos e meio de vantagem.

Álvarez aproveitou o ritmo forte para reforçar a sua pontuação na montanha, coroando o Alto de La Yesera em primeiro lugar.

Com o terreno a endurecer no Alto de Valmala, a fuga começou a desfazer-se. Aguirre foi o primeiro a ceder, seguido por Ibáñez e Boulahoite, até que apenas Uriarte e Álvarez resistiam. O pelotão, sempre vigilante, foi absorvendo os sobreviventes um a um.

Álvarez ainda garantiu mais pontos antes de ser finalmente alcançado a 13 km da meta.

 

Red Bull–BORA impõe ritmo demolidor

 

A partir daí, a equipa de Onley tomou as rédeas da corrida, acelerando de forma implacável. Brennan, líder até então, não conseguiu acompanhar o ritmo dos melhores trepadores e cedeu a 2,7 km da chegada, perdendo tempo precioso.

 

Os ataques finais

 

Jay Vine lançou o primeiro ataque sério, seguido por Onley e Ciccone. A seleção estava feita, mas a decisão ficou para os metros finais.

A 500 metros da meta, Mario Aparicio tentou surpreender com um ataque ousado diante do público local. A esperança durou pouco: Onley respondeu de imediato, lançou o sprint e venceu com autoridade. Ciccone ficou em segundo, Mas em terceiro, a dois segundos.

 

O que vem aí

 

A terceira etapa, nesta quinta-feira, promete ainda mais dureza: 184 km entre as Escavações Mikel, em Merindad de Montija, e o exigente final no Balneário de Corconte terreno ideal para novas reviravoltas.

“Tour França Feminino: Demi Vollering explode no final e reacende a luta pela geral, mas Reusser segura o amarelo”


Por: José Morais

A quinta etapa do Tour de França Feminino transformou as colinas entre Mâcon e Belleville-en-Beaujolais num campo de batalha, e Demi Vollering foi quem saiu com a vitória mais ruidosa do dia. A holandesa da FDJ–Suez conquistou sua primeira etapa nesta edição, mas Marlen Reusser manteve firme a camisa amarela e mostrou que não pretende largála tão cedo.

O percurso de 140 km, sem grandes montanhas, mas repleto de ondulações, prometia desgaste desde o início. O pelotão começou a se partir logo na Côte de Cenves, onde o ritmo imposto pela Visma | Lease a Bike deixou favoritas em apuros e abriu espaço para ataques sucessivos. A fuga só se consolidou já dentro dos últimos 85 km, reunindo cerca de vinte ciclistas, entre elas nomes como Femke de Vries, Franziska Koch, Liane Lippert e a campeã mundial Magdeleine Vallieres.

A vantagem da escapada nunca passou dos dois minutos, controlada pela Movistar de Reusser, que não permitiu sonhos maiores ao grupo. No Col Durbize, a penúltima subida, a colaboração ruiu: ataques, contraataques e um novo grupo de favoritas aproximando-se rapidamente. Vollering, Kasia Niewiadoma, Elisa Longo Borghini e Reusser juntaram-se à dianteira antes da última dificuldade do dia.

O Mont Brouilly, curto e íngreme, decidiu tudo. Vollering acelerou com a autoridade de quem veste a camisola de campeã europeia e reduziu o grupo às três protagonistas: ela, Reusser e Niewiadoma. A polonesa tentou surpreender lançando o sprint de longe, mas pagou caro. Vollering respondeu com potência, Reusser colou na roda, e a holandesa cruzou a meta para celebrar uma vitória que não via desde 2024.

 

A camisola amarela, porém, continuou intocável nos ombros de Reusser

 

A corrida segue nesta quinta-feira com 153,4 km entre Montbrison e Tournon-sur-Rhône, novamente num terreno irregular e repleto de subidas. E, no horizonte, paira a ameaça monumental do Mont Ventoux, marcado para sexta-feira um teste que promete redefinir a classificação geral.

“Volta a Portugal: Johansen vence o esforço de Belém e é o primeiro Camisola Amarela da Volta a Portugal”


É de Julius Johansen a primeira Camisola Amarela da 87.ª da Volta a Portugal Jogos Santa Casa, depois do prólogo desta quarta-feira, que abriu as hostilidades na Grandíssima.

O corredor da UAE Team Emirates XRG foi o penúltimo a ir para a estrada, mas, como se costuma dizer, o melhor ficou para o fim e foi ele a fazer mais rápido o bonito percurso de 6,5 quilómetros do esforço individual, em Belém.

A equipa dos Emirados, de resto, chegava à Volta como uma das principais novidades e atrações de 2026, e só demorou um dia para justificar essas expectativas. Além do dinamarquês, Rui Oliveira, a correr em casa, foi segundo classificado e Luca Giaimi foi quarto.

“É excelente. É o topo em Portugal, estou muito orgulhoso pela minha prestação. É muito especial, vi o tempo do Rui, foi espetacular, e sabia que tinha de dar tudo. Foi o que fiz e estou muito feliz”, confessou Johansen, após o prólogo.

No top-5 da etapa, só Rafael Reis (Anicolor/Campicarn), o senhor prólogo da Volta a Portugal - conta já com sete no currículo -, e Artem Nych, colega de Reis e bicampeão em título, conseguiram intrometer-se no domínio da UAE.


Rui Oliveira procura a primeira vitória profissional da carreira no ciclismo de estrada, e não escondeu que seria um sonho consegui-lo na Grandíssima. De facto, não andou longe de o conseguir.

O campeão olímpico foi líder da contenda durante grande parte da tarde e só mesmo Julius Johansen conseguiu superar o registo do português, por quatro segundos. Reis, terceiro, ficou a sete segundos, Giaimi a nove. Nych, a 14 segundos do líder, foi quem mais ganhou vantagem na luta pela Classificação Geral.

Nessa pretensão pela Camisola Amarela Jogos Santa Casa, outros três nomes conseguiram destacar-se entre os mais fortes: Txomin Juaristi (Euskaltel Euskadi) gastou apenas mais um segundo face a Nych, Tiago Antunes (Efapel Cycling) três segundos e Adrià Pericas (UAE Team Emirates XRG) sete segundos.

 

Tarde de festa em Belém com presenças ilustres

 

Numa tarde de festa em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, com vista sobre o Rio Tejo, este prólogo inaugural da Grandíssima contou com a presença de algumas das figuras mais ilustres do panorama nacional, como o presidente do Comité Olímpico de Portugal, Fernando Gomes, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e o primeiro-ministro português, Luís Montenegro.

“Quero destacar o facto de este ser um evento mobilizador do país, do nosso património natural. É uma Volta que parte de Lisboa, acaba no Porto, mas passa por muitos concelhos, muitas freguesias, do Litoral ao Interior. E sobretudo junta muitos portugueses e também turistas. É uma magnífica demonstração de vitalidade desportiva e promoção do nosso país”, afirmou Montenegro.

Por sua vez, Carlos Moedas fez questão de assinalar o orgulho que é para a cidade acolher o arranque da Volta. “É um grande orgulho para os lisboetas. A Volta a Portugal é ciclismo, desporto e coesão territorial. No fundo, é o desporto mais autárquico que temos, une as autarquias e o povo.”

A 87.ª edição da Volta a Portugal prossegue esta quinta-feira, com a primeira etapa, uma ligação de 157 quilómetros entre Lourinhã e Queluz. Pelo menos à partida, a UAE Team Emirates XRG voltará a ser destaque da festa, com Julius Johansen a envergar a Camisola Amarela Jogos Santa Casa e Adrià Pericas com a Camisola Branca Paredes Rota dos Móveis, da Juventude.

 

Mais informações em avoltaportugal.com

 

6 de agosto | 1.ª etapa

Lourinhã - Sintra/Queluz

Partida: 13h35 

Chegada prevista: 17h24

157,1 km

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua parte para a Volta com confiança renovada e foco nos sprints”


A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua chega à 87.ª edição da Volta a Portugal com ambição reforçada e uma ideia muito clara para a corrida: assumir protagonismo, discutir chegadas ao sprint e aproveitar um percurso que a formação considera mais equilibrado do que em anos anteriores.

A formação alinhada para a Volta a Portugal 2026 integra Leangel Linarez, João Matias, César Martingil, Ángel Sánchez, Gonçalo Carvalho, Francisco Morais e Rafael Barbas, sob orientação de Gustavo Veloso, diretor desportivo.

A prova vai para a estrada entre 5 e 16 de agosto, com prólogo e 10 etapas, ligando Lisboa ao Porto ao longo de quase duas semanas de competição, num traçado que promete dias para sprinters, jornadas de montanha exigentes e momentos decisivos no Norte do país.

A edição de 2026 arranca com o prólogo em Lisboa e passa depois por etapas com perfis muito distintos, desde a primeira chegada em linha em Queluz/Sintra, ao calor do Sul, à dureza da montanha na Torre e à inevitável seletividade da Senhora da Graça. Pelo meio, há ainda um contrarrelógio individual em Águeda, antes do dia de descanso a 11 de agosto.


A reta final reserva estrada para quem ainda chegar com pernas: o regresso da corrida ao Norte começa em Santa Maria da Feira, passa pelo Gerês, por Fafe e pela etapa rainha em Mondim de Basto, antes do fecho final no Porto, com meta na Avenida dos Aliados.

No seio da equipa, o discurso é de confiança. O foco está claramente nas chegadas rápidas, com a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua a procurar estar na discussão nas primeiras oportunidades da Volta, com João Matias e Leangel Linares, nomeadamente em Sintra/Queluz, Albufeira e Elvas.

João Matias afirma que: “Mais uma Volta a Portugal e são sempre os dias mais aguardados do ano. O percurso deste ano parece-me muito completo e com etapas adequadas para todos os perfis. A motivação está em alta e estamos prontos para a luta.”

O objetivo da equipa passa por ser protagonista e por construir a corrida também a partir das fugas na segunda metade da prova, apoiando-se num grupo pensado para os sprints e na estreia de Rafael Barbas, corredor que a equipa vê como uma aposta de futuro. Rafael Barbas, estreante da equipa, refere que: “Vai ser a minha primeira volta a Portugal, e sem dúvida que estou motivado, depois de muitos anos a ver apenas pela televisão, e a ir para a estrada apoiar os ciclistas. Tenho noção que é a prova mais importante no panorama português, mas provavelmente também será a mais dura e exigente de todo o calendário, mas tentei preparar-me ao máximo para chegar aqui na melhor forma possível, e a partir de agora vai ser desfrutar e dar o nosso melhor ao longo destes 12 dias.”

Gustavo Veloso, diretor desportivo: “Partimos para a Volta com o objetivo de sempre: dar visibilidade aos nossos patrocinadores, estar na discussão das etapas e ser protagonistas da corrida, seja em fugas, seja nas chegadas ao sprint. Vamos encarar a prova dia a dia, procurando o maior destaque possível para que toda a gente saiba que a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua está presente na Volta a Portugal.”

Com uma equipa desenhada para discutir finais rápidos e para resistir à dureza natural da prova, a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua entra na Volta com uma ideia simples: correr com ambição, procurar vitórias e marcar presença no centro da ação.

 

O percurso da Volta a Portugal 2026 é composto por:

Prólogo (5 de agosto): Lisboa – Lisboa (6 km, contrarrelógio individual)

1.ª etapa (6 de agosto): Lourinhã – Sintra/Queluz (153 km)

2.ª etapa (7 de agosto): Sines – Albufeira (177 km)

3.ª etapa (8 de agosto): Beja – Elvas/Fortaleza (180 km)

4.ª etapa (9 de agosto): Figueiró dos Vinhos – Torre (148 km)

5.ª etapa (10 de agosto): Anadia – Águeda (17 km, contrarrelógio individual)

11 de agosto: Dia de descanso

6.ª etapa (12 de agosto): Santa Maria da Feira – Peso da Régua (129 km)

7.ª etapa (13 de agosto): Vieira do Minho – Termas do Gerês (147 km)

8.ª etapa (14 de agosto): Melgaço – Fafe (166 km)

9.ª etapa (15 de agosto): Paredes – Senhora da Graça (141 km)

10.ª etapa (16 de agosto): Maia – Porto (124 km)

De 2026 para a eternidade. O bidon que guarda a nossa volta

O bidon é um dos símbolos mais fortes da cultura do ciclismo: passa de mão em mão, viaja milhares de quilómetros e guarda as histórias de quem o segura.

Na berma da estrada, é a criança que estende a mão e recebe o bidon como se fosse um tesouro. No final das etapas, são as pessoas que correm até aos atletas, coração acelerado, a tentar agarrar aquele momento que só existe no ciclismo.

Em 2026, a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua pega nesse ícone e leva-o a outro nível, transformando-o num verdadeiro item de coleção: o bidon especial da temporada, pensado para ser um marco na memória dos adeptos.

Neste bidon, que será oferecido aos fãs durante a Volta a Portugal, cada fã pode recolher as assinaturas da equipa de 2026, gravando para sempre os nomes que fizeram parte desta temporada e desta Volta a Portugal.

Este bidon não é apenas merchandising: é um símbolo da proximidade entre a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua e os fãs, uma forma de eternizar este ano e de celebrar a paixão pelo ciclismo.

Um dia, quem o guardar vai olhar para ele e recordar esta Volta: o calor da estrada, o barulho da caravana, o sprint na meta, o momento em que um atleta parou para assinar. Uma memória física da paixão pelo ciclismo e de cada pessoa que pedala, apoia e vive a nossa equipa.

No fim, fica um objeto simples, mas com um peso gigante: um bidon que conta uma história de 2026, da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua e de todos aqueles que escolheram estar connosco ao longo da Volta a Portugal.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

Ficha Técnica

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