sexta-feira, 14 de agosto de 2026

“Volta Portugal: 9ª Etapa – Paredes -Mondim de Bastos/Sra. Da Graça”


Dia 15.08 – 150 KM – 3427 M

 

Partida: Mosteiro de Vilela (Paredes) – 13h35

Chegada: Santuário Sra. da Graça (Mondim de Basto) – 17h06

Curta, mas decisiva.

A penúltima etapa terá como grande protagonista a mítica subida à Senhora da Graça, um dos símbolos maiores da Volta a Portugal. Este ano, a etapa apresenta uma novidade absoluta: uma inédita ascensão por Carvalhais, com cerca de 9 quilómetros, a uma inclinação média de 7%, culminando num último quilómetro em terra batida.

Sem regressar ao asfalto, o percurso ligará diretamente à parte superior da Senhora da Graça através de um espetacular troço em terra batida (sterrato).

Esta inovação permitirá aos milhares de adeptos presentes no Monte Farinha assistir a uma primeira passagem dos corredores, seguida da descida e da ascensão final.

Pela dureza, pelo simbolismo e pelo espetáculo que promete proporcionar, será a verdadeira etapa-rainha da Volta a Portugal 2026.

Fonte: Organização

“O que comem os corredores durante a Volta a Portugal?”


A alimentação é uma parte essencial da estratégia de corrida e ajuda os corredores a manter a energia, a concentração e a capacidade de recuperação ao longo de quase duas semanas de competição. Com a ajuda de Pedro Meirinhos, nutricionista especializado em desportos de endurance e fundador do projeto Fuel the Excellence®, fomos perceber como se alimentam os corredores ao longo da maior e mais exigente prova do ciclismo português.

Os treinos são fundamentais, mas disputar uma Volta a Portugal, com mais de 1.400 quilómetros percorridos ao longo de quase duas semanas, exige também uma estratégia nutricional rigorosa e adaptada ao esforço de cada etapa.

Durante a prova, os corredores precisam de manter elevados níveis de potência, resistência e concentração, recuperando diariamente para voltarem a competir poucas horas depois. Neste contexto, comer deixa de ser apenas uma necessidade básica: passa a fazer parte da própria estratégia de corrida.

O objetivo da alimentação durante a corrida não é propriamente aumentar a força do ciclista, mas sim atrasar a fadiga e preservar a capacidade de produzir energia até ao final da etapa. Em termos simples: menos cansaço, o mesmo desempenho.


O princípio não é muito diferente daquele que se aplica a qualquer pessoa que pratique ciclismo durante várias horas. O que muda no alto rendimento é a quantidade de energia necessária, o grau de planeamento e a precisão com que tudo é executado.

Uma quebra de rendimento nos quilómetros finais nem sempre significa falta de preparação física. Muitas vezes, como explica o nutricionista Pedro Meirinhos, a quebra resulta de uma ingestão insuficiente de energia (nomeadamente, alimentos ou produtos fornecedores de hidratos de carbono) ou de líquidos ao longo da etapa.

 

Comer antes de ter fome

 

Durante a corrida, os corredores alimentam-se e hidratam-se regularmente, muitas vezes em intervalos de 20 a 30 minutos, mesmo quando ainda não sentem fome ou sede. O objetivo, segundo o nutricionista, é evitar que as reservas de energia (principalmente, glicogénio muscular) diminuam excessivamente e garantir que o organismo continua a receber combustível ao longo de toda a etapa.

Nas provas de longa duração, acima das três horas, as recomendações habituais situam a ingestão de hidratos de carbono à volta das 90 gramas por hora, podendo variar consoante a duração e a intensidade do esforço. No ciclismo profissional, alguns corredores podem ultrapassar os 90 gramas por hora, chegando a consumir 120 ou até 150 gramas por hora, mas apenas através de estratégias individualizadas e previamente treinadas.

 

Hidratos de carbono em diferentes formatos

 

Ao longo de uma etapa, os corredores combinam alimentos sólidos, semissólidos e líquidos, escolhidos de acordo com o momento da corrida, a intensidade do esforço e a tolerância individual.

4ª Etapa Figueiró dos Vinhos – Covilhã/Torre 154,6Km, 09.08.2026 da 87ª Volta a Portugal, de 05 a 16 de Agosto de 2026 Foto: Igor Martins / FPC

Entre as opções mais frequentes encontram-se os géis de hidratos de carbono, as bebidas desportivas, as barras e gomas energéticas, fruta e outros alimentos de digestão fácil como os purés de fruta, rice cakes, marmelada e aletria, por exemplo.

Nas primeiras horas da etapa é habitual existir maior recurso a alimentos sólidos. À medida que a intensidade aumenta e a meta se aproxima, ganham importância os géis e as bebidas com hidratos de carbono, por serem mais fáceis e rápidos de consumir.

 

Cafeína, eletrólitos e hidratação

 

A cafeína pode ser utilizada através de géis, bebidas, barras, gomas ou cápsulas, para ajudar a manter o estado de alerta e apoiar o desempenho em momentos específicos da corrida. A sua utilização é planeada em função do corredor, da etapa e do momento competitivo.

Os eletrólitos, sobretudo o sódio, ajudam a repor parte dos minerais perdidos através da transpiração e são particularmente relevantes em etapas longas ou disputadas sob temperaturas elevadas. A hidratação deve, contudo, ser ajustada às condições meteorológicas, à duração da etapa, à taxa e ao tipo de transpiração de cada corredor.

Nada é deixado ao acaso. A quantidade e o tipo de alimentos e bebidas são definidos pelos nutricionistas e pelas equipas, tendo em conta o percurso, o clima, a intensidade prevista e as características de cada ciclista.

 

O intestino também se treina

 

Os corredores não começam a ingerir grandes quantidades de hidratos de carbono apenas durante a competição. Ao longo da época, treinam o sistema digestivo para tolerar alimentos, géis e bebidas durante esforços prolongados e de elevada intensidade.

Este processo, frequentemente designado por “treino do intestino”, permite aumentar a capacidade de absorção de hidratos de carbono e reduzir o risco de desconforto gastrointestinal durante a corrida.

Na Volta a Portugal, cada gel, cada bidão e cada alimento entregue na zona de abastecimento fazem parte de um plano cuidadosamente preparado. Tal como a escolha da bicicleta, a estratégia da equipa ou o momento de atacar, a alimentação também pode fazer a diferença entre chegar ao fim do grupo da frente ou perder contacto nos quilómetros decisivos.

Fonte: Volta Portugal

“Paula Blasi escolhe Gran Canaria para celebrar ascensão meteórica no ciclismo mundial”


Por: José Morais

A espanhola Paula Blasi, hoje segunda no ranking mundial da UCI, confirmou presença na Semana Grande Gran Canaria 365, que decorre de 22 a 29 de novembro. A ciclista da ADQ, vencedora da La Vuelta Feminina 2026 e quinta classificada no Tour de França Feminina, juntase ao elenco de estrelas que transformará a ilha num palco privilegiado para o ciclismo internacional.

Conquistou a geral e a classificação de montanha na La Vuelta Feminina, consolidandose como uma das figuras mais fortes do pelotão. No verão, voltou a impressionar no Tour de França Feminina, onde terminou em quinto lugar, desempenho que a catapultou para o topo da hierarquia mundial.

O mais surpreendente é a velocidade da sua evolução. No início de 2024, Blasi ainda não era profissional. Uma lesão afastoua do duatlo e levoua a treinar exclusivamente de bicicleta durante a recuperação. Em março desse ano, alinhou na sua primeira corrida. Dois anos depois, é uma das ciclistas mais influentes do circuito.

 

Gran Canaria 365 reforça aposta no ciclismo

 

A presença de Blasi reforça o compromisso do projeto Gran Canaria 365, iniciativa da DG Eventos e do Turismo de Gran Canaria, integrada no programa Gran Canaria Tri, Bike & Run. O objetivo é consolidar a ilha como destino de referência para treino e prática de ciclismo durante todo o ano.

 

Oito dias para revelar a ilha aos melhores do mundo

 

A Semana Grande integra a estratégia internacional de promoção liderada pelo Ministro do Turismo, Carlos Álamo. A organização procura atrair embaixadores de renome para ampliar a visibilidade da ilha em mercados estratégicos.

Durante oito dias, algumas das maiores figuras do ciclismo mundial irão pedalar por diferentes zonas de Gran Canaria, explorando estradas, montanhas e condições que tornaram a ilha um dos destinos mais procurados da Europa para treinos de alto rendimento.

Mais informações sobre o evento estão disponíveis no site oficial www.grancanaria365.eu

“Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Rafael Barbas confirma consistência nas montanhas com novo top 10”


Rafael Barbas alcançou esta quinta-feira a oitava posição na etapa da Volta a Portugal Jogos Santa Casa, que ligou Vieira do Minho ao Gerês, reforçando a sua consistência na presente edição da “Grandíssima”. O ciclista ascendeu ainda ao segundo lugar da classificação da juventude, quando faltam apenas três dias para o final da competição.

A etapa, disputada ao longo de 153 quilómetros e com 3188 metros de desnível acumulado, ficou marcada pelo calor intenso e por um ritmo infernal desde os primeiros quilómetros. Na primeira subida dura do dia, o pelotão começou a desagregar-se, embora a descida seguinte tenha permitido várias reaproximações.

Rafael Barbas e Ángel Sánchez conseguiram manter-se na frente da corrida e, já no empedrado, quando as diferenças começaram a aumentar, o corredor português voltou a demonstrar capacidade para acompanhar os principais candidatos à classificação geral. Na chegada, Barbas impôs-se ao sprint dentro do seu grupo, garantindo o oitavo lugar.

“Foi uma etapa muito dura e, depois de ontem, não sabia como o corpo ia reagir. Felizmente, tive boas sensações durante todo o dia e consegui estar junto dos homens da geral até à penúltima subida, onde o grupo acabou por se fragmentar. Ainda assim, estou muito contente com o oitavo lugar. Depois de também ter sido sétimo na Torre, acho que tenho de estar orgulhoso por conseguir estar nas montanhas com os melhores”, explicou Rafael Barbas no final da etapa.

Este é o segundo top 10 do jovem corredor nesta edição da Volta a Portugal, depois do sétimo lugar alcançado na etapa com chegada à Torre. O resultado confirma a sua regularidade e permite-lhe subir ao segundo posto da classificação da juventude, numa altura em que a prova entra na sua fase decisiva.

A Volta a Portugal Jogos Santa Casa prossegue esta sexta-feira com a oitava etapa, uma ligação de 166,8 quilómetros entre Melgaço e Fafe. A jornada promete ser novamente exigente e poderá provocar alterações importantes nas classificações geral e da juventude.

 

7.ª etapa

Vieira do Minho a Termas do Gerês (153 km)

Classificação da 7.ª etapa

 

1.º. Adria Pericas (UAE Team Emirates XRG), 3h48m32s

8.º. Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 3m26s

17.º. Angel Sanchez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 5m06s

85.º. Francisco Morais (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 31m41s

87.º. Leangel Meneses (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 31m41s

90.º. João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 32m09s

92.º. Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 32m20s

93.º. César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 33m07s

 

 Classificação geral individual

 

1.º. Alexis Guerin (Anicolor/Campicarn), 23h29m45s

18.º. Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 13m06s

21.º. Angel Sanchez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 19m09s

52.º. Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 56m16s

69.º. João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1h12m13s

87.º. Leangel Meneses (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1h32m18s

93.º. César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1h40m45s

95.º. Francisco Morais (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1h44m33s

 

Classificação da juventude:

 

1.º. Adria Pericas (UAE Team Emirates XRG), 23h31m42s

2.º. Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), 23h42m51s

 

Classificação geral por equipas:

 

1.ª. Anicolor/Campicarn, 70h35m34s

10.ª. Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, a 1h18m59s

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

“Volta a Portugal: Comunicado”


A organização da 87.ª Volta a Portugal em Bicicleta Jogos Santa Casa lamenta profundamente informar o falecimento do corredor britânico Finlay Tarling, da NSN Development Team, na sequência de um grave acidente ocorrido durante a 8.ª etapa da prova, entre Melgaço e Fafe.

Neste momento de profunda consternação, a organização da Volta a Portugal e a Federação Portuguesa de Ciclismo expressam as suas mais sentidas condolências à família de Finlay Tarling, aos seus companheiros de equipa, à NSN Development Team e a todos os seus amigos e entes queridos.

Perante este trágico acontecimento, a corrida será neutralizada até à chegada a Fafe e, em sinal de respeito e luto, não se realizará a cerimónia de pódio prevista para hoje.

A organização prestará todas as informações adicionais assim que existam condições para o fazer.

Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo/Organização da Volta a Portugal

“Volta a Portugal está de luto”


Por: José Morais

A Volta a Portugal está de luto, a 8ª etapa fica marcada por um acidente mortal, um carro em contramão, em Arcozelo, Ponte de Lima chocou com um ciclista da NCN, o britânico Finlay Tarling com o dorsal 46, tinha 19 anos.

Ser ciclista pode ser muito saudável e agradável, mas existem muitos perigos quando se circula na estrada, é de lamentar este acidente, quando os ciclistas julgam que pedalam em segurança, existe sempre algum percalço que não se espera.

À equipa, aos familiares, a todos os ciclistas da Volta e organização, ficam as sentidas condolências, e ao Finlay Tarling descanse em paz, são os votos da equipa da Revista Notícias do Pedal.

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
  • Diretor: José Manuel Cunha Morais
  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
  • Periodicidade: Diária
  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
  • Proprietário e Editor: José Manuel Cunha Morais
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