terça-feira, 1 de setembro de 2026

“Tadej Pogacar entra na fase decisiva da recuperação após cirurgia à clavícula”


Por: José Morais

Tadej Pogacar foi submetido a uma cirurgia bemsucedida à clavícula esquerda e permanecerá internado durante os próximos dias para acompanhamento clínico. O procedimento, realizado na segundafeira, marca o primeiro passo concreto na recuperação do esloveno depois da queda violenta que o obrigou a abandonar a Volta Espanha.

A equipa dos EmiratesXRG confirmou que a intervenção decorreu sem complicações e que o ciclista está estável. Segundo o diretor médico da formação, Dr. Adrian Rotunno, Pogacar só recebeu autorização para operar após uma bateria de exames que garantiu condições seguras para avançar. “A cirurgia correu conforme o previsto e Tadej ficará internado alguns dias para observação pósoperatória”, explicou o médico.

A queda na Volta Espanha deixou um conjunto de lesões significativas: além da fratura deslocada da clavícula, Pogacar sofreu uma concussão, uma fratura estável na vértebra cervical C7 e múltiplas abrasões. A operação, embora esperada, representa um alívio para a equipa e para o próprio atleta, que inicia agora uma fase mais estruturada de recuperação.

Quando receber alta, o esloveno regressará a casa, onde começará um programa de reabilitação acompanhado de perto pelos serviços médicos da EmiratesXRG. “Assim que estiver apto, Tadej continuará a recuperação sob supervisão direta da equipa”, acrescentou Rotunno.

A formação dos Emirados não estabelece ainda qualquer previsão para o regresso à competição. Os primeiros dias após a cirurgia serão determinantes para avaliar a evolução da clavícula e das restantes lesões. Para já, a prioridade é garantir estabilidade clínica e uma recuperação progressiva.

A operação, apesar de surgir num momento difícil para o campeão esloveno, devolve alguma esperança ao seu processo de reabilitação. A corrida contra o calendário começou e Pogacar preparase para enfrentar mais uma etapa decisiva, longe das estradas, mas com a mesma determinação.

“Seleção Nacional preparada para o Mundial de Paraciclismo”


A Seleção Nacional de Paraciclismo está desde domingo em Huntsville, Alabama (Estados Unidos), para disputar, entre 4 e 7 de setembro, o Campeonato do Mundo de Paraciclismo de Estrada. Portugal estará representado por Luís Xavier, na classe C5, e Flávio Pacheco, em H4, ambos nas provas de contrarrelógio individual e de fundo.

A preparação para este Mundial incluiu um estágio em altitude, uma aposta da Federação Portuguesa de Ciclismo numa preparação mais próxima e individualizada, com monitorização dos treinos e acompanhamento médico e nutricional.

“Os atletas demonstraram uma enorme dedicação e profissionalismo. Apesar de ter sido o primeiro estágio em altitude, responderam muito bem e registaram uma evolução de performance muito significativa. Chegamos a este Mundial preparados e conscientes do desafio”, referiu Telmo Pinão, Selecionador Nacional de Paraciclismo.

Até iniciar a competição no dia 4, esta sexta-feira, Luís Xavier e Flávio Pacheco vão realizar treinos. Portugal, que leva dois atletas a Huntsville, no Alabama, tem também duas medalhas de bronze no historial dos Mundiais de Paraciclismo.

Vão marcar presença os melhores do mundo, “atletas que garantiram a sua presença através dos resultados alcançados ao longo da época em provas do calendário UCI e que conquistaram o direito para disputar esta competição. Sabemos o nível que vamos encontrar, mas também sabemos que vamos representar Portugal com toda a ambição, confiança e dando o nosso máximo”, garantiu o Selecionador Nacional.

 

Programa competitivo:

 

Sexta-feira, dia 4 de setembro: Flávio Pacheco - contrarrelógio individual H4, 20h30

Sábado, dia 5 de setembro: Luís Xavier - contrarrelógio individual C5, 20h15

Domingo, dia 6 de setembro: Flávio Pacheco - prova de fundo H4, 21h00

Segunda-feira, dia 7 de setembro: Luís Xavier - prova de fundo C5, 19h47

(Horários apresentados em hora de Portugal)

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Explosão inesperada na Volta Espanha: aposta da Visma falha e Bastien Tronchon dispara para a glória”


Por: José Morais

A 10ª etapa da Volta a Espanha transformou um dia aparentemente controlado numa reviravolta fulminante. Bastien Tronchon, jovem promessa da GroupamaFDJ, arrancou uma vitória explosiva em Elche de la Sierra, deixando a Visma – Lease a Bike a lamentar uma estratégia que apostou todas as fichas em Wout van Aert… e perdeu.

 

A fuga que parecia inofensiva… até deixar de ser

 

Logo nos primeiros quilómetros, um grupo heterogéneo escapou: Enzo Paleni, Michael Gogl, Fredrik Dversnes, Jasha Sütterlin, Fabian Weiss, Sinhué Fernández e Iván Cobo.

O pelotão, comandado por Visma e Cofidis, manteve-os sempre a uma distância calculada, sem sinais de tensão num dia abrasador.


Tudo mudou ao aproximar-se o porto de Socovos, 9,8 km a 3,5% suave no papel, destrutivo na prática. A fuga perdeu coordenação, o pelotão acelerou e os ataques começaram a surgir como faíscas num barril de pólvora. A UAE tentou incendiar a corrida com Vermaeke e Sivakov, enquanto Matthew Brennan era obrigado a fechar sucessivos movimentos.

 

Últimos quilómetros: caos, desgaste e uma decisão errada

 

A resistência final ficou a cargo de Dversnes e Gogl, mas o pelotão vinha em modo predador. A captura aconteceu a 4 km da meta, seguida de novos ataques, incluindo um salto ousado de Walter Calzoni, neutralizado a 2 km do fim.

No quilómetro decisivo, Brennan puxou forte, deixando claro que a Visma queria entregar a etapa a Van Aert. Mas a corrida não leu o guião da equipa.

Após um arranque de Fedorov, Tronchon lançou um sprint feroz, ultrapassando Magnus Cort e Thibau Nys. Van Aert, sem explosão suficiente, fechou apenas em quarto um resultado que expôs a leitura errada da Visma, como se enfrentasse rivais de um Tour da Dinamarca… e não uma Vuelta em ebulição.

 

Tronchon: a maior vitória da carreira

 

Para o francês, esta é a primeira conquista World Tour, superando o triunfo no TroBro Léon em 2025. Um salto monumental na sua trajetória.

 

Classificação geral

 

Nada mudou entre os líderes: Enric Mas mantém a camisola vermelha.

“Portugal com três homens no top-20 mundial do triatlo: o líder, o sonho e a afirmação”


Vasco Vilaça lidera o Campeonato do Mundo e parte para a reta final a sonhar com o título. Ricardo Batista é quinto e mantém-se na luta pelos lugares do pódio. João Nuno Batista, o mais jovem dos três, subiu ao 17.º lugar depois de alcançar na China o melhor resultado da carreira numa etapa do Mundial. Três portugueses, três sonhos e uma temporada que confirma Portugal entre as forças do triatlo mundial.

” A minha esperança é ter o povo português presente em Pontevedra para me ajudar nesta luta e no final, independentemente do resultado, o triatlo português vai ser o vencedor” – Vasco Vilaça

Não é apenas uma fotografia feliz do ranking. Portugal chega ao momento decisivo do Campeonato do Mundo de Triatlo com Vasco Vilaça, Ricardo Batista e João Nuno Batista entre os 20 primeiros classificados, depois de uma temporada em que os três foram deixando marcas diferentes entre a elite mundial. Vasco é primeiro, com 3850 pontos, Ricardo ocupa a quinta posição, com 2470,62, e João Nuno é 17.º, com 1734,41.

A poucas semanas da finalíssima de Pontevedra (24-27 setembro), os três portugueses olham para o fim da temporada com ambições distintas. Vasco luta pelo título mundial, Ricardo está no top-5 e João Nuno tem ao alcance terminar a época entre os 20 melhores do planeta.

Mas a presença portuguesa entre a elite mundial não se esgota nos três primeiros nomes. Miguel Tiago Silva ocupa atualmente a 55.ª posição do ranking mundial, numa temporada em que foi 12.º na etapa de Samarkand do Campeonato do Mundo e 27.º em Quiberon.

No setor feminino, Maria Tomé é 26.ª do mundo e Mariana Vargem ocupa a 42.ª posição, dando também expressão feminina à presença portuguesa nos lugares cimeiros do ranking internacional.

 

Vasco: cinco provas, cinco pódios e um título para perseguir

 

A temporada de Vasco Vilaça tem sido marcada por uma regularidade quase absoluta. O português abriu o Mundial em Samarkand da melhor maneira possível, conquistando a primeira vitória da carreira numa etapa do WTCS e devolvendo Portugal ao lugar mais alto do pódio do circuito mundial pela primeira vez desde 2012.

Não ficou por aí. Depois de não competir em Yokohama, Vasco voltou em Alghero e tornou a vencer, desta vez impondo-se a Miguel Hidalgo. Seguiram-se três segundos lugares consecutivos: Quiberon, Hamburgo e Londres. Cinco participações no Campeonato do Mundo em 2026 e cinco presenças no pódio: duas vitórias e três medalhas de prata. Em Londres, apenas Matthew Hauser conseguiu bater o português num sprint final que confirmou o duelo entre ambos pelo título.

Vasco não esteve em Weihai e viu Hauser aproximar-se, mas o décimo lugar do australiano na China acabou por manter o português numa posição privilegiada. Com 3850 pontos contra 3495,76 do campeão mundial, Vilaça continua a ser o homem que todos perseguem.

Depois do bronze mundial conquistado em 2025, vamos esperar para ver o que nos reserva Pontevedra.

 

Ricardo Batista: dois pódios e o sonho de chegar ao top-3

 

Também Ricardo Batista está a viver uma das melhores temporadas da carreira. Começou o Mundial com um sólido oitavo lugar em Samarkand, mas foi em Alghero que deu um novo passo entre a elite. Num final disputado ao sprint, Ricardo conquistou o bronze, a sua primeira medalha individual numa etapa do WTCS.

Em Quiberon, Ricardo confirmou que Alghero não tinha sido um resultado isolado. Voltou a ser terceiro, atrás de Dorian Coninx e Vasco Vilaça, somando a segunda medalha de bronze consecutiva e chegando então à melhor posição da carreira no ranking do Campeonato do Mundo.

Hamburgo e Londres foram menos favoráveis, com o português a terminar em 23.º e 24.º, respetivamente, mas os dois pódios conquistados mantêm-no bem colocado à entrada para a fase decisiva. Ricardo é atualmente quinto classificado, a escassos dez pontos do quarto lugar e ainda com margem para mexer nas contas dos lugares cimeiros.

 

João Nuno: de promessa a realidade entre os melhores

 

Se Vasco luta pelo título e Ricardo procura chegar ao pódio, a história de João Nuno Batista é a da afirmação definitiva entre a elite.

O mais jovem dos três começou 2026 a dar sinais do que poderia fazer. Ainda antes do arranque do Mundial, foi segundo na Taça da Europa de Quarteira, apenas atrás de Vasco Vilaça.

Em Samarkand, na primeira etapa do Campeonato do Mundo, foi 20.º. Pouco mais de um mês depois, em Alghero, deu um salto enorme: terminou em sétimo lugar, então a melhor classificação da carreira no WTCS, e subiu 25 posições no ranking.

A corrida italiana teve ainda outro dado histórico. Ricardo, terceiro, e João Nuno, sétimo, tornaram-se no primeiro par de irmãos a terminar ambos no top-8 de uma prova WTCS desde os irmãos Brownlee.

Depois dos 34.º e 32.º lugares em Hamburgo e Londres, João Nuno respondeu da melhor forma possível em Weihai. Na China, numa corrida feita de trás para a frente, terminou quarto, a apenas um lugar do primeiro pódio da carreira no Campeonato do Mundo. Foi a sua melhor prestação de sempre na competição e valeu-lhe uma subida de dez posições, até ao atual 17.º lugar do ranking.

Aos 20 anos, o antigo campeão mundial de juniores já não é apenas um nome apontado ao futuro. Está entre os melhores do presente.

 

Três caminhos, a mesma geração

 

Vasco Vilaça procura transformar uma temporada extraordinariamente regular num título mundial. Ricardo Batista tenta levar ainda mais longe um ano em que conquistou as primeiras medalhas individuais no WTCS. João Nuno Batista procura fechar a época de estreia plena entre os grandes do top-20.

Os objetivos são diferentes. A realidade que os une é a mesma: Portugal chega à reta final do Campeonato do Mundo de 2026 com três homens instalados entre a elite mundial do triatlo.

A próxima prova está agendada para Karlovy Vary, na Chéquia, dia 13 de setembro. Será a última antes da finalíssima.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua em destaque nos três dias do Grande Prémio Douro Internacional”


A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua assumiu um papel de destaque ao longo dos três dias do 6.º Grande Prémio Douro Internacional, com Daniel Dias, Simão Lucas, Ángel Sánchez e Bruno Silva a protagonizarem momentos de grande competitividade nas estradas do douro.

A prova arrancou com um prólogo noturno de 2,8 quilómetros, disputado nas ruas de Vila Real. Daniel Dias foi o melhor representante da equipa, terminando na oitava posição e garantindo um lugar no Top 10.

“O oitavo lugar no prólogo inicial do GP Douro Internacional não esconde a ambição que tinha. Preparei-me para vencer, mas não consegui. Resta-me dar os parabéns ao vencedor e continuar a lutar até ao final do Grande Prémio para mostrar as cores da nossa equipa”, afirmou Daniel Dias.

 

Simão Lucas em destaque na etapa rainha

 

No segundo dia de competição, o pelotão enfrentou a etapa rainha, uma ligação de 145,6 quilómetros entre Vila Real e Lamego. A tirada foi disputada a alta intensidade desde os primeiros quilómetros, com várias tentativas de fuga e uma seleção natural provocada pelas duas contagens de montanha de primeira categoria na segunda metade do percurso.


Simão Lucas procurou integrar a fuga inicial e, já na aproximação à primeira subida de maior exigência, conseguiu posicionar-se no segundo grupo. O jovem corredor de 18 anos manteve-se entre os melhores até à meta, terminando na 18.ª posição e em terceiro lugar na classificação da juventude.

“Hoje foi uma etapa muito importante para mim. Estar nesta posição no meu primeiro ano como ciclista profissional é a realização de um sonho. Quero agradecer a toda a equipa, que me ajuda todos os dias a evoluir mais”, declarou Simão Lucas.

 

Daniel Dias conquista a classificação das metas volantes e pontos quentes

 

A última etapa, disputada ao longo de 154,3 quilómetros, teve partida e chegada no Porto e levou o pelotão pelas margens do rio Douro até à zona da Ponte D. Maria Pia.

Daniel Dias voltou a ser protagonista, integrando a fuga do dia e conquistando as classificações das metas volantes e dos pontos quentes. O corredor da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua terminou a prova com duas camisolas de destaque.

“Estou muito feliz por conquistar duas camisolas no GP Douro Internacional, no Porto, com vista para a minha cidade. Não podia pedir melhor. O principal objetivo do dia era tentar vencer a etapa, mas surgiu a oportunidade de conquistar estas classificações secundárias e, felizmente, não falhei”, explicou.

“Depois da desilusão do primeiro dia e de ter vacilado no último prémio de montanha da etapa anterior, queria mostrar que estava forte e que me tinha preparado muito bem, depois de ter falhado o principal objetivo da época”, acrescentou.

Também Ángel Sánchez esteve em evidência na tirada final. O corredor espanhol lançou uma forte ofensiva a solo a cerca de 20 quilómetros da meta, chegando a dispor de uma vantagem de 35 segundos sobre o pelotão. Apesar da resistência, acabou por ser alcançado a dois quilómetros da chegada, numa fase em que várias equipas procuravam discutir a vitória ao sprint.

“Toda a equipa esteve muito bem. O ritmo foi muito elevado e a corrida bastante animada. Estivemos atentos para integrar todos os grupos que se destacavam. Tentei isolar-me e quase consegui, mas havia muito vento de frente e várias equipas tinham ambições de chegar ao sprint. Acabei por ser alcançado a dois quilómetros da meta, mas estou feliz com a minha exibição e com a forma como a equipa se destacou ao longo do Grande Prémio”, afirmou Ángel Sánchez.

Na chegada, Bruno Silva foi o melhor representante da equipa, ao conquistar a sétima posição na chegada ao sprint. Simão Lucas voltou a realizar uma prestação consistente conseguindo chegar integrado no pelotão ao sprint, terminando o prêmio em terceiro lugar na classificação da juventude e na 17.ª posição da classificação geral final. O resultado assume particular significado para o corredor de primeiro ano de Sub-23 e representa mais um motivo de orgulho para toda a estrutura da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
  • Diretor: José Manuel Cunha Morais
  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
  • Periodicidade: Diária
  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
  • Proprietário e Editor: José Manuel Cunha Morais
  • Morada: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Redacção: José Morais
  • Fotografia e Vídeo: José Morais, Helena Morais
  • Assistência direção, área informática: Hugo Morais
  • Sede de Redacção: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Contactos: Telefone / Fax: 219525458 - Email: josemanuelmorais@sapo.pt noticiasdopedal@gmail.com - geral.revistanoticiasdopedal.com