sábado, 29 de agosto de 2026

“Dimas Mota assume a liderança da Volta a Portugal de Juniores após a vitória de Loek Hovers no contrarrelógio”


Fotos: Rodrigo Rodrigues / FPC

A 20.ª Volta a Portugal de Juniores tem um novo líder. O brasileiro Dimas Mota (Picusa Academy) é o novo comandante da Classificação Geral, após o contrarrelógio que se realizou este sábado no Sabugal e que teve como vencedor o neerlandês Loek Hovers (Willebrord Wil Vooruit).

À partida para o contrarrelógio, Tomás Mateus (Electromercantil GR-100) mantinha a Camisola Amarela, com apenas quatro segundos de vantagem sobre Martim Campos (Blackjack | Bairrada) e dez segundos para Dimas Mota.


A corrida contra o cronómetro proporcionou duas corridas dentro da própria etapa. Uma, pela vitória no Sabugal e outra, disputada entre os homens que ocupavam os primeiros lugares da Geral, pela liderança da 20.ª Volta a Portugal de Juniores.

Foi Loek Hovers quem acabou por estabelecer a marca que ninguém conseguiria superar. O corredor completou o percurso de 18,8 quilómetros em 25m17s, a uma média de 44,61 quilómetros por hora.

O sul-africano Liam Barnard (Club Ciclista Teis) terminou apenas um segundo depois de Hovers, enquanto o português Rodrigo Jesus (Academia Efapel de Ciclismo) conseguiu o terceiro melhor tempo, a apenas três segundos do vencedor.


A luta pela Camisola Amarela, no entanto, também começava a ganhar forma. Os três primeiros da Classificação Geral partiram nos últimos minutos do contrarrelógio, separados por apenas dez segundos antes da jornada.

Dimas Mota foi o primeiro dos três a entrar em ação e apresentou uma boa prestação, ao terminar com o quinto melhor tempo do dia, 25m25s, a oito segundos da marca vencedora. Seguiu-se Martim Campos, que concluiu o trajeto em 25m59s, ficando na 13.ª posição.

Tomás Mateus, o último a descer a rampa, concluiu o contrarrelógio em 25m57s, alcançando o 12.º melhor registo do dia, resultado que confirmou a mudança na liderança da Volta.


A excelente prestação de Dimas Mota permitiu-lhe recuperar os dez segundos que trazia de atraso e construir ainda uma margem importante sobre os adversários diretos. O brasileiro terminou o dia no pódio, a vestir a Camisola Amarela.

Dimas Mota parte para a derradeira tirada com 22 segundos de vantagem sobre Tomás Mateus, que desceu ao segundo lugar, e 28 segundos sobre Martim Campos, agora terceiro.

Os três primeiros classificados do contrarrelógio protagonizaram também algumas das maiores subidas na Geral. O vencedor Loek Hovers passou do 16.º para o quarto lugar, ficando agora a apenas 35 segundos da liderança. Liam Barnard, que era 19.º, subiu ao quinto lugar, a 38 segundos, enquanto o português Rodrigo Jesus, anteriormente 18.º, ascendeu ao sexto posto da Geral, a 40 segundos de Dimas Mota.

Nas restantes classificações, Loek Hovers passou também para a liderança da classificação por Pontos e da Juventude, sendo o melhor jovem da prova. Na Montanha, onde não existiram pontos em disputa, Dimas Mota conservou a liderança. Já coletivamente, a Picusa Academy assumiu também a liderança da Geral por Equipas.

A competição termina este domingo, com 115,1 quilómetros entre Celorico da Beira e a Praia Fluvial da Vila da Ponte, no concelho de Sernancelhe. Com cerca de 2.350 metros de desnível positivo, a última tirada apresenta três Prémios de Montanha: dois de terceira categoria (Trancoso e Chosendo) e um de segunda categoria (Senhora da Lapa).

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Maria Martins novamente em destaque no último dia de Portugal na Chéquia”


A Seleção Nacional de Pista concluiu este sábado a participação no 7th Prostějov-Memorial Otmara Malečka, prova de classe UCI C1 disputada na Chéquia. Maria Martins voltou a estar em evidência ao alcançar dois resultados top-5, terminando no quinto lugar tanto na corrida de scratch como na corrida por pontos. Daniela Campos foi 13.ª e 16.ª classificada, respetivamente.

Na corrida de scratch, Maria Martins esteve na discussão pelos lugares da frente e terminou na quinta posição. A prova foi vencida pela dinamarquesa Amalie Dideriksen, seguida da espanhola Eva Anguela Yaguez e da chilena Scarlet Cortes Ugarte. Daniela Campos concluiu a corrida na 13.ª posição.

A corrida por pontos voltou a ser dominada por Amalie Dideriksen, que somou 20 pontos. A alemã Messane Bräutigam foi segunda, com 18 pontos, e a espanhola Eva Anguela Yaguez terceira, com 10. Maria Martins terminou no quinto lugar, com sete pontos, enquanto Daniela Campos foi 16.ª classificada.

Desta forma, Portugal encerra a participação em Prostějov com destaque para o terceiro lugar conquistado por Maria Martins na corrida de scratch do GP TUFO, disputado na quinta-feira.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“João Baptista alcança resultado encorajador no Mundial de Downhill”


João Baptista terminou este sábado na 70.ª posição a final de downhill da categoria elite masculina do Campeonato do Mundo de BTT, que decorre em Val di Sole, Itália. O português completou a descida em 4:03.480, depois de ter garantido na véspera a qualificação para a final.

Depois de superar a fase de qualificação, na qual foi 76.º classificado, João Baptista voltou a enfrentar uma das pistas mais exigentes do circuito mundial, conseguindo concluir a final entre os 75 atletas que terminaram a prova.

O título mundial foi conquistado pelo canadiano Jackson Goldstone, que venceu com o tempo de 3:28.785. O neozelandês Lachlan Stevens-McNab foi segundo classificado, a 0,695 segundos, e o britânico Jordan Williams fechou o pódio na terceira posição, a 0,702 segundos do vencedor.


“Foi um dia positivo para o João Baptista e uma referência importante para o futuro. Foi a primeira corrida deste nível que realizou e esteve à altura do desafio. A experiência foi muito positiva e enriquecedora e, dadas as circunstâncias, o resultado também acaba por ser positivo. Conseguir chegar à final e terminar entre os 70 melhores do mundo abre boas perspetivas para o futuro”, considerou Mário Costa, técnico responsável pela Seleção Nacional de BTT.

O Campeonato do Mundo de BTT termina este domingo com as provas de cross-country olímpico (XCO), nas quais Portugal estará representado por Beatriz Guerra, Tomás Pais, João Fonseca, Ana Santos, Gonçalo Amado, João Cruz e Roberto Ferreira.

 

PROGRAMA DA SELEÇÃO NACIONAL*

 

Domingo, 30 de agosto

08h00 | XCO Sub-23 Feminino - Beatriz Guerra

10h00 | XCO Sub-23 Masculino - Tomás Pais e João Fonseca

12h00 | XCO Elite Feminino - Ana Santos

14h15 | XCO Elite Masculino - Gonçalo Amado, João Cruz e Roberto Ferreira

*Horas de Portugal Continental

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Keegan Swirbul vence etapa rainha e assume liderança do GP Douro Internacional”


Foto: Miguel Pereira

Keegan Swirbul (Efapel Cycling) venceu este sábado a primeira etapa do 6.º Grande Prémio Douro Internacional, impondo-se ao sprint a Jesús Del Pino (Aviludo-Louletano-Loulé) na chegada a Lamego e assumindo a liderança da classificação geral.

A ligação de 145,6 quilómetros entre Vila Real e Lamego ficou marcada pela dureza das dificuldades montanhosas da segunda metade do percurso. Depois de uma fase inicial animada por várias tentativas de fuga, a corrida começou a fragmentar-se na aproximação a Armamar, onde um grupo restrito conseguiu destacar-se do pelotão principal.

A seleção natural provocada pelas duas contagens de montanha de primeira categoria acabaria por reduzir ainda mais o grupo da frente. Jesús Del Pino lançou um ataque nas subidas decisivas e isolou-se na frente da corrida, mas Swirbul respondeu, alcançando o corredor espanhol para formar a dupla que viria a discutir a vitória da etapa.

Atrás, Francisco Campos (Team Tavira/Crédito Agrícola) ainda procurou a aproximação aos dois fugitivos, chegando a circular a curta distância, mas não conseguiu concluir a recuperação e terminou isolado na terceira posição, a 46 segundos dos dois primeiros. Fábio Costa (Feira dos Sofás-Boavista) foi quarto e Louis Ferreira (Anicolor/Campicarn) completou o top-5 da jornada.

Na reta final em Lamego, Swirbul foi mais forte no sprint a dois, conquistando a etapa e os dez segundos de bonificação que lhe permitiram ascender ao comando da classificação geral. O corredor da Efapel lidera agora com oito segundos de vantagem sobre Del Pino e 35 sobre Francisco Campos, que ocupa a terceira posição. Fábio Costa segue em quarto lugar, a 39 segundos do novo camisola amarela.

Além do segundo lugar na etapa, Jesús Del Pino conquistou as duas contagens de montanha de primeira categoria e assumiu a liderança da respetiva classificação. Entre os Sub-23, Samuel Fajardo (CC Padronés-Cortizo) passou a liderar a classificação da juventude. A Team Tavira/Crédito Agrícola manteve o comando da classificação coletiva, enquanto a Efapel Cycling foi a equipa mais forte do dia.

O Grande Prémio Douro Internacional termina este domingo com uma etapa de 154,3 quilómetros, com partida e chegada no Porto. A tirada final levará o pelotão pelas margens do Douro até à zona da Ponte D. Maria Pia, onde será decidido o sucessor de Artem Nych no palmarés da prova.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Mundial triatlo: João Nuno brilha na China e ajuda Vilaça a manter a liderança”


João Nuno Batista terminou na quarta posição a sétima etapa do Campeonato do Mundo, disputada na madrugada deste sábado, em Weihai, na China. O melhor resultado de sempre do jovem português em provas do circuito mundial acabou também por ter importância nas contas do título, com Matthew Hauser a terminar apenas no décimo lugar e Vasco Vilaça a conservar a liderança do Campeonato do Mundo.

“Foi uma prova muito boa para mim e claro que este resultado significa muito, principalmente por ser o meu melhor resultado de sempre numa WTCS. Acho que mostra que o trabalho que temos vindo a fazer está a começar a aparecer e dá-me ainda mais confiança para as próximas provas. Senti-me bem durante a prova e consegui competir de uma forma mais consistente. Claro que há sempre coisas a melhorar, mas no geral estou muito contente com a forma como correu.

Agora o objectivo é continuar a evoluir e tentar manter este nível nas próximas provas. Ainda estou num processo de adaptação a este nível de competição, por isso quero continuar a aprender e a ganhar experiência, mas obviamente que depois deste resultado fico com ainda mais vontade de tentar fazer melhor. O meu principal objetivo é estar nos próximos jogos olímpicos”  – João Nuno Batista

O triatleta português, de 20 anos, completou os 1,5 quilómetros de natação, 38,6 quilómetros de ciclismo e 10 quilómetros de corrida em 1h41m41s, ficando a apenas 16 segundos do pódio e 33 segundos do vencedor. Um resultado que lhe permitiu escalar 10 posições na classificação do mundial, para o 17º posto, e assumir a 16ª entrada do ranking olímpico, rumo a Los Angeles 2028.

A vitória na China pertenceu ao suíço Max Studer, que revalidou o triunfo alcançado em Weihai em 2025, com 1h41m08s. O espanhol David Cantero foi segundo, em 1h41m18s, enquanto o canadiano Tyler Mislawchuk completou o pódio, com 1h41m25s.

Mas o resultado final não conta toda a história da prova de João Nuno Batista.

Depois de se manter integrado no numeroso grupo da frente durante o segmento de ciclismo, o português foi crescendo ao longo dos 10 quilómetros de corrida e começou a ganhar posições numa fase em que vários dos principais candidatos ao pódio foram perdendo terreno.

João Nuno integrou o grupo perseguidor quando Studer, Cantero e Mislawchuk começaram a destacar-se e, à medida que a corrida avançava, foi deixando para trás alguns dos nomes mais fortes da prova, entre eles o australiano Callum McClusky, que terminaria em sexto, e o campeão mundial Matthew Hauser.

Na última volta, Batista conseguiu mesmo aproximar-se rapidamente de Mislawchuk e entrou diretamente na luta pelo terceiro lugar. O canadiano acabou por resistir à forte aproximação do português, que cruzou a meta em quarto, apenas 16 segundos depois.

O desempenho de João Nuno acabou também por ter importância nas contas portuguesas do Campeonato do Mundo.

Vasco Vilaça não competiu em Weihai, mas mantém a liderança das World Triathlon Championship Series (Mundial de Triatlo), depois de Matthew Hauser, um dos seus principais adversários na luta pelo título, ter terminado apenas na décima posição.

O australiano chegou à China depois de três vitórias em três participações esta temporada e um lugar no pódio em Weihai permitir-lhe-ia ultrapassar Vasco Vilaça na liderança da competição. Hauser chegou a estar entre os primeiros na corrida, mas foi perdendo posições e terminou em décimo.

Assim, mesmo sem estar presente na China, Vasco Vilaça sai de Weihai ainda na frente do Campeonato do Mundo, numa jornada em que a prestação de João Nuno Batista contribuiu também para retirar pontos importantes a um dos principais candidatos ao título.

O calendário do mundial prossegue agora em Karlovy Vary, na Chéquia, antes da Grande Final de Pontevedra, em Espanha, onde serão decididos os títulos mundiais de 2026, dia 27 de setembro.

Classificação do mundial aqui: World Triathlon Ranking aqui: https://triathlon.org/world-rankings

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Explosão ao Sprint Marca Dia de Viradas na Volta Espanha: Bryan Coquard Brilha, Tadej Pogacar Sai de Cena com sofreu um traumatismo cranioencefálico”


Por: José Morais

A vitória de Bryan Coquard reacendeu a chama dos sprinters na Vuelta 26 num sábado marcado por contrastes profundos. O francês da Cofidis, aos 34 anos, conquistou finalmente o triunfo que lhe faltava nas Grandes Voltas, impondo-se com autoridade num final frenético entre Puçol e Xeraco uma das etapas mais planas e explosivas desta edição.

Coquard lançou o ataque decisivo nos últimos metros e bateu o sempre combativo Mads Pedersen, da LidlTrek, num duelo de potência pura que electrizou o público valenciano. A etapa, porém, ficará também marcada pela saída inesperada de Tadej Pogačar, que abandonou a corrida após um dia tenso para a UAE Team EmiratesXRG.


O guião parecia escrito para Sinuhé Fernández, protagonista de uma fuga solitária de 122 quilómetros que prometia transformar a etapa num épico individual. O espanhol, líder da geral e vencedor de três etapas, viu, contudo, o seu domínio ruir a pouco mais de 30 quilómetros da meta, quando uma queda abrupta o obrigou a abandonar, deixando a classificação completamente aberta.

Com Fernández fora e Pogačar retirado, a camisola vermelha passou para Enric Mas, da Movistar, que assume agora o comando antes da etapa que encerra a primeira semana uma jornada brutal com chegada ao mítico Alto de Aitana, acumulando mais de 5.000 metros de desnível e prometendo redefinir a luta pela vitória final.


A Vuelta entra assim num novo capítulo: imprevisível, aberta e carregada de tensão, onde cada pedalada pode reescrever o destino da corrida.

 

O Abalo Invisível: Como os Abandonos Redesenham a Psicologia da Volta Espanha 26

 

O impacto psicológico dos abandonos de Tadej Pogačar e Sinuhé Fernández vai muito além da simples alteração da classificação geral. Numa corrida de três semanas, onde a mente pesa tanto quanto as pernas, a saída de duas figuras dominantes provoca uma reconfiguração emocional imediata dentro do pelotão e essa mudança é tão decisiva quanto qualquer ataque na montanha.

 

Efeito na Liderança: O Peso da Herança

 

Para Enric Mas, assumir a camisola vermelha não é apenas uma vantagem; é uma responsabilidade acrescida.

Sem Pogačar e sem Fernández, ele deixa de ser o perseguidor e passa a ser o alvo.

Isso altera a sua psicologia de forma profunda:


a pressão aumenta;

a margem para erros diminui;

a expectativa externa cresce.

A liderança inesperada pode ser motivadora, mas também pode gerar ansiedade num corredor historicamente mais confortável a seguir rodas do que a ditar o ritmo.

 

Efeito nas Equipas: Entre o Alívio e o Vazio

 

As equipas rivais vivem um misto de emoções.

Por um lado, há alívio: dois dos maiores obstáculos desapareceram.

Por outro, surge um vazio estratégico:

quem controla a corrida agora?

quem impõe o ritmo na montanha?

quem assume a responsabilidade de fechar fugas?

A ausência de um “superfavorito” cria um ambiente de incerteza que pode ser tanto libertador quanto desorientador.

 

Efeito nos Sprinters e nas Equipas de Média Montanha

 

Para corredores como Bryan Coquard, o abandono dos líderes da geral tem um efeito psicológico imediato:

a corrida parece mais acessível;

a tensão no pelotão diminui;

a disputa por etapas ganha protagonismo.

A Vuelta deixa de ser uma corrida dominada por um ou dois nomes e passa a ser um palco aberto, onde cada equipa sente que pode escrever um capítulo.

 

Efeito na Moral do Pelotão: A Fragilidade Humana

 

A queda de Fernández, especialmente após uma fuga heroica de 122 km, lembra ao pelotão a vulnerabilidade extrema do ciclismo.

Ver um líder sólido desaparecer em segundos provoca:

introspeção;

cautela;

medo silencioso.

O abandono de Pogačar, por sua vez, reforça a ideia de que até os gigantes têm limites.

Isso humaniza a competição e, paradoxalmente, torna-a mais feroz.

 

Efeito no Futuro da Corrida

 

A etapa do Alto de Aitana será o primeiro grande teste psicológico.

Sem referências claras, cada corredor terá de decidir:

atacar cedo?

esperar?

assumir riscos?

A incerteza é agora o maior adversário da Volta Espanha 26.

“Miguel Salgueiro vence prólogo noturno e é o primeiro líder do GP Douro Internacional”


Foto: Miguel Pereira

Miguel Salgueiro (Team Tavira/Crédito Agrícola) venceu, esta sexta-feira, o prólogo noturno que deu início ao 6.º Grande Prémio Douro Internacional, disputado ao longo de 2,8 quilómetros nas ruas de Vila Real.

O ciclista da formação algarvia completou o exercício individual em 3m14,42s, a uma média de 51,96 km/h, batendo por 1,41 segundos Filipe Francisco (Aviludo-Louletano-Loulé), segundo classificado. Francisco Campos, companheiro de equipa de Salgueiro, completou o pódio, a 3,46 segundos.

Oscar Orts, décimo da geral a 7,83 segundos, foi o melhor sub-23 e assumiu o comando da classificação da juventude. Na classificação coletiva, a vitória voltou a sorrir à Team Tavira/Crédito Agrícola, com três segundos de vantagem sobre a Aviludo-Louletano-Loulé e cinco sobre a Feira dos Sofás-Boavista. A Technosylva Rower Bembibre Cycling Team foi a melhor equipa de clube.

O pelotão enfrenta, este sábado, a primeira etapa em linha, com 145,6 quilómetros entre a Reitoria da UTAD, em Vila Real, e Lamego. O percurso passa por Alijó, Favaios e Pinhão e inclui duas contagens de montanha de primeira categoria na parte final.

A última subida pontuável termina a menos de cinco quilómetros da meta, num momento potencialmente decisivo para a classificação geral. Miguel Salgueiro defende a camisola amarela, com os primeiros 12 corredores separados por apenas oito segundos.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Maria Martins às portas do pódio no Omnium em Prostějov”


Foto: FPC

Maria Martins esteve em destaque esta sexta-feira ao terminar na quarta posição o concurso de omnium do 7th Prostějov-Memorial Otmara Malečka, prova de classe UCI C1 disputada em Prostějov, na Chéquia.

A corredora portuguesa somou 100 pontos ao longo das quatro disciplinas do programa e ficou às portas do pódio, numa competição vencida pela dinamarquesa Amalie Dideriksen. Daniela Campos concluiu o Omnium na 15.ª posição, com 40 pontos.

O omnium arrancou com a prova de scratch, na qual Maria Martins foi quarta classificada e Daniela Campos terminou em 16.º lugar. Na corrida tempo, a portuguesa voltou a mostrar consistência ao alcançar o quinto posto, seguindo-se um terceiro lugar na eliminação. Maria Martins entrou na derradeira prova, a corrida por pontos, ainda na luta pelos lugares do pódio, acabando por fechar a competição no quarto lugar da geral.

“O Omnium foi uma competição bastante exigente e longa, que incluiu também uma fase de qualificação. Conseguimos ultrapassar essa etapa e, ao longo do programa, lutámos por um lugar no pódio com a Maria Martins. Não foi possível alcançá-lo, mas, no balanço global, estivemos muito bem e concretizámos os objetivos a que nos propusemos para esta prova”, afirmou Gabriel Mendes, Selecionador Nacional de Pista.

No topo da classificação, a dinamarquesa Amalie Dideriksen venceu o Omnium com 141 pontos, seguida da alemã Messane Bräutigam, com 129, e da espanhola Eva Anguela Yaguez, com 114.

A participação portuguesa em Prostějov termina este sábado, com Maria Martins e Daniela Campos a competirem nas corridas de scratch e de pontos.

 

PROGRAMA DA SELEÇÃO NACIONAL*

Sábado, 29 de agosto

13h46 | Scratch - Daniela Campos e Maria Martins

16h06 | Corrida por Pontos - Daniela Campos e Maria Martins

*Horas de Portugal Continental

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Ollie Jirovec vence nas Termas de Monfortinho e Tomás Mateus conserva a Camisola Amarela”


Fotos: Rodrigo Rodrigues / FPC

Ollie Jirovec (Willebrord Wil Vooruit) foi o mais forte esta sexta-feira, na chegada ao sprint às Termas de Monfortinho, em Idanha-a-Nova, município que recebeu o final da segunda etapa da Volta a Portugal de Juniores 2026. Tomás Mateus (Electromercantil GR-100) terminou na 37.ª posição, mas conseguiu defender a liderança, mantendo a Camisola Amarela.

Yoav Lewin (Picusa Academy) foi o segundo classificado do dia e Ales Marticorena (Alimco Campagnolo) completou o pódio, todos com o mesmo tempo do vencedor: 2h41m31s.


A 20.ª Volta a Portugal de Juniores prosseguiu esta sexta-feira com a segunda etapa, a mais longa viagem desta edição, num total de 119,7 quilómetros, entre a Covilhã e as Termas de Monfortinho. O arranque voltou a ser muito rápido. Foram muitos os corredores que tentaram fugir, com sucessivos grupos a formarem-se durante os primeiros 20 quilómetros. Entre os protagonistas estiveram Dimas Mota (Picusa Academy), líder da Montanha e Martim Campos (Blackjack | Bairrada), que envergava a Camisola Verde da classificação por Pontos.


Apesar das várias tentativas, o pelotão chegou compacto à primeira dificuldade da jornada, o Prémio de Montanha de segunda categoria de Alpedrinha. A corrida manteve-se compacta, continuando sempre a um ritmo elevado, sendo percorridos 45 quilómetros na primeira hora.

Chegou-se depois à segunda metade da jornada e foi aos 70 quilómetros que surgiu uma nova tentativa a solo. Loek Hovers (Willebrord Wil Vooruit) destacou-se do pelotão e conseguiu cavar uma vantagem que chegou a rondar os 50 segundos.

Atrás, a Electromercantil GR-100, equipa do Camisola Amarela, assumia grande parte da responsabilidade para controlar a diferença e não permitir que a vantagem da fuga aumentasse. A passagem pela Meta Volante de Zebreira foi ganha por Loek Hovers, mas a menos de 25 quilómetros para a chegada o pelotão voltava a agrupar-se, com a corrida longe de ser decidida.


Com a aproximação do final, aos 101 quilómetros, 17 corredores conseguiram destacar-se, sendo um deles Ales Marticorena, líder da Juventude. A vantagem foi crescendo e atrás, a Electromercantil GR-100 e o próprio Camisola Amarela, que não integrava o numeroso grupo, assumiam a perseguição.

O grupo da frente perdeu duas unidades nos quilómetros finais, ficando 15 corredores para discutir a vitória nas Termas de Monfortinho.

A segunda etapa foi decidida ao sprint e foi Ollie Jirovec foi o mais veloz, conquistando a vitória. O pelotão, onde seguia o Camisola Amarela, chegou 14 segundos depois do vencedor, com Tomás Mateus a terminar na 37.ª posição. O corredor da Electromercantil GR-100 conseguiu, ainda assim, defender a liderança da Geral individual, com quatro segundos de vantagem sobre Martim Campos e dez sobre Dimas Mota.

Nas classificações secundárias, Carlos Tienda (Tensai / Sambiental / Santa Marta) passou a ser o novo líder da classificação por Pontos. Já Dimas Mota manteve a liderança da Montanha e na classificação da Juventude, Ales Marticorena reforçou o comando, seguindo como o melhor jovem da prova.

A 20.ª Volta a Portugal de Juniores prossegue este sábado no Sabugal, com um contrarrelógio individual de 18,8 quilómetros. A partida do primeiro corredor será às 14h00, na Rua Luís de Camões e a chegada vai ser na Avenida das Tílias (prevê-se que o último corredor termine às 16h56). Será uma etapa que poderá provocar diferenças importantes na luta pela vitória final.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

Ficha Técnica

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