terça-feira, 28 de julho de 2026

“Impacto Del Toro: Tadej Pogacar redefine prioridades e afasta cenário das três Grandes Voltas no mesmo ano”


Afastado, ao menos por agora, da ideia de enfrentar Giro, Tour e Vuelta numa única temporada, Tadej Pogacar começa a redesenhar o seu futuro competitivo. A hipótese alimentada por debates recentes e até por provocações históricas de Eddy Merckx perde força dentro da UAE Team Emirates, onde a gestão desportiva defende uma estratégia mais equilibrada e menos centrada no esloveno.

O agente de Pogacar e de Isaac Del Toro, Alex Carera, explicou à Sky Sport Itália que o crescimento interno da equipa obriga a uma redistribuição de protagonismo.

“Os talentos da UAE precisam da sua oportunidade. O Tour mostrou isso: Tadej Pogacar podia ter vencido no Alpe d’Huez, mas escolheu ajudar Isaac a chegar ao pódio. Ele sabe que João Almeida e Isaac precisam do seu espaço”, afirmou.

 

Uma estratégia que exclui as três Grandes Voltas

 

Alex Carera foi direto: três Grandes Voltas na mesma temporada não fazem parte do plano.

A razão é dupla:

Gestão de talento a UAE quer evitar sobrecarga em Tadej Pogacar e abrir caminho aos jovens líderes.

Objetivos técnicos a preparação para Paris-Roubaix, um dos grandes sonhos do esloveno, é incompatível com disputar o Giro apenas 15 dias depois.

Alex Carera reforça que Pogacar mantém a ambição de conquistar os cinco Monumentos, e que Roubaix é o próximo alvo prioritário.

 

Volta a Espanha: decisão entre 7 a 10 dias

 

A participação na próxima Volta a Espanha permanece em aberto.

Segundo Alex Carera, uma reunião entre Tadej Pogacar, Mauro Gianetti, Andrea Agostini, Joxean Fernández “Matxín” e o treinador Javier Sola irá definir o calendário pós-Tour.

A decisão dependerá de três fatores:

Estado físico pós-Tour

Preparação para o Mundial

Possível alinhamento com a estratégia de longo prazo da equipa

O anúncio oficial deverá surgir dentro de uma semana.

 

O plano para 2027 e além

 

Alex Carera antecipou ainda o desenho da próxima temporada:

Pogacar deverá manter foco nos grandes clássicos Tour de Flandres, Milão–Sanremo, Paris-Roubaix no Campeonato Mundial.

Em 2028 e 2029, com mundiais mais favoráveis a sprinters, o esloveno poderá ajustar o calendário.

“Se o programa vence, não se muda”, resumiu Alex Carera, defendendo a continuidade da estratégia que já rendeu Monumentos e Grandes Voltas.

“Domínio Absoluto no Tour França: a ideia radical que ganha força no pelotão para travar Tadej Pogacar”


Por: José Morais

O pelotão começa a admitir aquilo que muitos já murmuravam nos bastidores: para travar o domínio de Tadej Pogacar e da poderosa UAE Team Emirates, talvez seja preciso mexer nas regras do próprio Tour de França. A proposta que ganha adeptos não é nova, mas regressa com força: reduzir ainda mais o número de ciclistas por equipa.

 

Uma solução drástica para um problema crescente

 

Enquanto alguns defendem tetos salariais para equilibrar o poder financeiro das equipas, outros acreditam que a resposta está na estrada: equipas mais pequenas, menos controlo, mais imprevisibilidade.

Entre estes está Bauke Mollema, veterano da Lidl-Trek, que vive os últimos meses da carreira e observa com preocupação o efeito Pogacar no Tour.

“Equipas de seis ciclistas no Tour era isso que eu gostaria de ver”, afirmou o holandês, que nunca escondeu a frustração por ter sido deixado de fora de grandes voltas em anos recentes. Para Mollema, a equação é simples: com menos homens, até Pogacar teria de escolher melhor quem o acompanha e quando controla a corrida.

 

Segurança: o argumento que convence quase todos

 

Mollema reforça a ideia com um ponto sensível: a segurança.

Segundo ele, pelotões mais pequenos reduzem o risco de quedas e tornam a corrida mais fluida.

Recordou o Tour de Romandia, disputado com equipas de sete ciclistas e menos formações no conjunto: “Era um pelotão de cerca de 100 corredores. A dinâmica mudou. Não houve quedas. Foi maravilhoso.”

A UCI já tinha reduzido o número de ciclistas nas Grandes Voltas em 2018 de nove para oito precisamente com esse objetivo. Mas o impacto foi limitado: as equipas mais fortes adaptaram-se e continuaram a dominar.

 

O poder dos Emirados: “Não faz sentido”

 

O tema ganhou ainda mais força depois de declarações duras de José Joaquín Rojas, diretor desportivo da Movistar, que verbalizou o desconforto generalizado no pelotão.

“Falo por 85% dos ciclistas: o que a UAE fez não faz sentido. Para correr assim, muitos preferem ficar em casa”, disse o espanhol, referindo-se ao controlo quase absoluto da equipa, capaz de neutralizar fugas sem necessidade estratégica evidente.

Com apenas seis ciclistas, esse tipo de domínio seria praticamente impossível. Não haveria dias em que um corredor como Tim Wellens controlaria a fuga “porque sim”, acabando depois por pagar o esforço com doença ou quebra física.

Tadej Pogacar continua intocável, mas o Tour França precisa de ar fresco

A verdade é que, mesmo com menos apoio, ninguém sabe quem conseguiria bater Pogacar nas montanhas ou no contrarrelógio.

Mas muitos acreditam que equipas mais pequenas abririam portas a estratégias diferentes, ataques mais ousados e classificações gerais menos previsíveis.

Em 21 dias de corrida, Tadej Pogacar venceu cinco etapas e poderia ter vencido oito, não fosse a ajuda prestada ao jovem Isaac Del Toro em três jornadas decisivas.

 

O que está realmente em jogo

 

Reduzir o número de ciclistas por equipa não é apenas uma questão de competitividade.

É uma discussão sobre:

Segurança no pelotão

Equilíbrio competitivo

Espetáculo desportivo

A sustentabilidade de um Tour dominado por uma única equipa

E, acima de tudo, sobre o futuro de uma prova que vive da imprevisibilidade algo que, para muitos, está a desaparecer.

“Semana de ciclismo: João Almeida e Afonso Eulálio regressam à estrada numa semana de fogo para o pelotão internacional"


Por: José Moais

A Clássica San Sebastian promete ser o palco de um reencontro aguardado: João Almeida e Afonso Eulálio voltam à competição e cruzam caminho com Remco Evenepoel, num dos fins de semana mais intensos do calendário pósTour.

 

Nova semana, novo ritmo nas estradas

 

O fim do Tour de França nunca significa descanso para quem vive o ciclismo com paixão. A agenda que se segue chega carregada de provas de alto nível, com destaque para a Clássica San Sebastian, o Tour de França Feminina e a Volta à Dinamarca, onde Wout van Aert regressa após lesão.

A semana abre com a Volta a l’Ain, disputada de terça a quinta-feira em território francês. Em paralelo, arranca na quarta-feira a Volta à Dinamarca, prova Pro Series com cinco etapas até domingo, marcada pelo regresso de Wout van Aert, que volta a testar a forma depois da paragem forçada.

 

Sábado de luxo: San Sebastian e Tour feminino

 

O sábado, 1 de agosto, será o ponto alto da semana. A Clássica San Sebastián, integrada no World Tour, reúne um lote de protagonistas de peso: João Almeida, Afonso Eulálio, Remco Evenepoel, Giulio Ciccone, Mikel Landa e Carlos Rodríguez figuram entre os nomes já confirmados.

No mesmo dia, arranca o muito aguardado Tour de France Femmes, com estrelas como Demi Vollering, Paula Patiño, Anna van der Breggen e Pauline FerrandPrévot a liderarem o pelotão feminino. A Volta à Dinamarca cumpre a sua quarta etapa, mantendo o ritmo elevado no norte da Europa.

 

Domingo de decisões

 

No domingo, 2 de agosto, o Tour feminino avança para a segunda etapa, enquanto a Volta à Dinamarca chega ao fim com a quinta tirada. O dia fica ainda marcado pelo Circuito de Getxo, em Espanha, e pelo início da China Xizang TransHimalaya, acrescentando diversidade geográfica a um fim de semana já de si vibrante.

“Portugal com oito representantes no Campeonato da Europa de BTT”


A Seleção Nacional de BTT vai competir no Campeonato da Europa de BTT, que se realiza entre 29 de julho e 2 de agosto, em Monteceneri, na Suíça. A representação portuguesa integra corredores dos escalões de elite, sub-23 e júnior, que vão enfrentar alguns dos principais especialistas europeus nas disciplinas de cross country curto (XCC), cross country olímpico (XCO) e estafeta mista (XCR).

Gonçalo Amado (Guilhabreu MTB Team), Ricardo Marinheiro (Clube BTT Matosinhos) e Roberto Ferreira serão os representantes nacionais entre a elite masculina e Ana Santos (Cannondale Factory Racing) na elite feminina. Nos sub-23, as cores nacionais serão defendidas por João Fonseca (Clube BTT Matosinhos) e Tomás Pais (Escola de Ciclismo de Oeiras/Parracho). Já entre os juniores, Portugal contará com Hugo Ramalho (Guilhabreu MTB Team) e João Vigário (DOMARSA/Santa Cruz/Bicicastro).

A comitiva nacional será acompanhada por Mário Costa, antigo atleta de BTT, que será o técnico responsável pela Seleção Nacional durante a competição.

A convocatória reúne alguns dos principais protagonistas da temporada nacional de BTT. Entre os oito selecionados estão os atuais campeões nacionais de elite Ricardo Marinheiro e Ana Santos, vencedores dos títulos de XCO e XCC no Fundão. João Fonseca chega ao Europeu como campeão nacional sub-23 de XCO, enquanto Hugo Ramalho venceu o título nacional júnior de XCO e João Vigário conquistou o Campeonato Nacional de XCC no mesmo escalão. A seleção integra ainda três vencedores da Taça de Portugal de 2026: Gonçalo Amado, na elite, João Fonseca, em sub-23, e Hugo Ramalho, entre os juniores.

O programa competitivo arranca na quarta-feira com os treinos oficiais e eventuais qualificações para o XCC, cujas finais estão agendadas para quinta-feira. Na sexta-feira disputa-se a estafeta mista, enquanto as provas de XCO ficam reservadas para o fim de semana. No sábado realizam-se as corridas de juniores e sub-23 masculinos e, no domingo, as provas femininas sub-23 e elite, bem como a corrida masculina de elite.

Mais informações sobre a prova disponíveis no site da UEC:  https://www.uec.ch/en/event/277/2026-uec-mountain-bike-european-championships e na página oficial do evento: https://www.euromtb2026.ch/

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“CRP RIBAFRIA VOLTA A DOMINAR NAS ESTRADAS NACIONAIS”


O CRP Ribafria | Grupo Parapedra – MAF – Riomagic protagonizou mais um fim de semana de enorme nível competitivo, voltando a demonstrar a força do seu coletivo ao alcançar uma vitória absoluta, cinco lugares de pódio individuais e dois pódios coletivos nas provas disputadas em A do Barbas e Grândola.

No dia 25 de julho, a equipa deslocou-se à localidade de A do Barbas, na freguesia da Maceira, para disputar o 60.º Circuito de Ciclismo – Memorial Joaquim Neto, prova realizada em 10 voltas a um circuito de 9,5 quilómetros.

A formação do CRP Ribafria alinhou com Paulo Simões, Jorge Letras, Humberto Pereira, Diogo Pereira, Henrique Silva, Tiago Crespo, Miguel Nunes e Ricardo Sequeira.


A primeira hora de corrida foi marcada por sucessivos ataques e tentativas de fuga, protagonizados e sempre com atletas do CRP Ribafria presentes nas movimentações da frente. As elevadas temperaturas, a dureza do circuito e o ritmo elevado foram reduzindo o pelotão até restarem cerca de 20 corredores na última volta.

Foi então que a equipa colocou em prática a estratégia definida. Miguel Nunes lançou um forte ataque que obrigou os adversários a responder. No momento em que foi alcançado, Diogo Pereira aproveitou para contra-atacar, isolando-se na frente da corrida e mantendo a vantagem até à linha de meta, conquistando uma brilhante vitória.


Miguel Nunes terminou na 8.ª posição da geral e Paulo Simões foi 10.º classificado. Nos escalões, Paulo Simões venceu a categoria M40 e Jorge Letras foi 2.º classificado, enquanto coletivamente o CRP Ribafria alcançou um excelente 2.º lugar por equipas.

No dia seguinte, 26 de julho, a equipa voltou à estrada para disputar o Prémio José Amaro, em Grândola, prova em linha com cerca de 90 quilómetros.

Representaram o CRP Ribafria Paulo Simões, Jorge Letras, Humberto Pereira, Diogo Pereira, Henrique Silva, Tiago Crespo, Ricardo Sequeira e Jorge M. Letras.


Após uma fase inicial controlada, a corrida animou-se com diversas movimentações. Paulo Simões integrou a primeira fuga do dia e, já na fase decisiva da prova, Tiago Crespo voltou a colocar a equipa na frente ao integrar a fuga que viria a discutir a vitória.

Os escapados resistiram até à meta e Tiago Crespo realizou uma excelente exibição, terminando na 2.ª posição da classificação geral e conquistando igualmente o 2.º lugar na categoria M40.

Na chegada do pelotão, Diogo Pereira foi 2.º classificado Elite, Ricardo Sequeira alcançou o 3.º lugar em M35 e Paulo Simões terminou na 3.ª posição em M40. Coletivamente, o CRP Ribafria voltou a subir ao pódio, conquistando o 3.º lugar por equipas.

Com uma vitória absoluta, cinco lugares de pódio individuais e dois pódios coletivos em apenas dois dias de competição, o CRP Ribafria | Grupo Parapedra – MAF – Riomagic confirmou, uma vez mais, a qualidade dos seus atletas, a sua união e a força do seu coletivo. Mais do que os resultados alcançados, este fim de semana voltou a demonstrar a união, o espírito de equipa e a capacidade da formação em assumir a corrida, discutir as vitórias e representar ao mais alto nível os seus patrocinadores e parceiros.

Fonte: Equipa Ciclismo CRP Ribafria | Grupo Parapedra – MAF – Riomagic

“VOLTA À DINAMARCA MARCA O REGRESSO DE WOUT VAN AERT EM DIRETO NO EUROSPORT E NA HBO MAX”


Por: Vasco Simões

Foto: Getty Images/Eurosport

Depois da emoção do Tour de France, o pelotão internacional mantém-se em destaque com a Volta à Dinamarca, uma das mais prestigiadas provas do calendário UCI ProSeries. A 36.ª edição da corrida disputa-se entre 29 de julho e 2 de agosto, ao longo de cinco etapas e 881,6 quilómetros, oferecendo um percurso variado que combina oportunidades para sprinters, especialistas em clássicas e candidatos à classificação geral. Mais do que uma corrida de verão, a prova assume um papel importante na preparação de vários corredores para a Vuelta a España e para os Campeonatos do Mundo.

Os holofotes estarão apontados para Wout van Aert. O belga da Team Visma - Lease a Bike regressa à competição depois de quase dois meses de ausência, na sequência de uma lesão e de uma infeção num cotovelo que o afastaram do Tour de France. Vencedor da Volta à Dinamarca em 2018, Van Aert procura recuperar ritmo competitivo antes dos grandes objetivos da segunda metade da temporada. Entre os principais nomes em prova estarão ainda o seu companheiro de equipa Christophe Laporte, vencedor da edição de 2022, bem como Milan Menten, Jakob Soderqvist e Matyas Kopecky, num pelotão que promete corrida aberta até ao último dia.

A corrida arranca em Aalborg e termina em Rodovre, passando ainda por Glyngore, Skive, Fredericia, Vejle, Rudkobing, Faaborg e Koge. As cinco etapas apresentam características distintas, com oportunidades para chegadas ao sprint, mas também para corredores mais explosivos, sendo a terceira etapa, com final em Vejle, apontada como a jornada mais exigente e potencialmente decisiva para as contas da classificação geral.

Disputada desde 1985, a Volta à Dinamarca conquistou um lugar de destaque no calendário internacional e conta com um palmarés onde figuram nomes como Remco Evenepoel, Wout van Aert e Christophe Laporte. Em 2025, a vitória pertenceu ao neerlandês Olav Kooij.

Os fãs de ciclismo vão poder acompanhar todas as etapas da edição de 2026, de 29 de julho a 2 de agosto, em direto no Eurosport e na HBO Max.

Fonte: Eurosport

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
  • Diretor: José Manuel Cunha Morais
  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
  • Periodicidade: Diária
  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
  • Proprietário e Editor: José Manuel Cunha Morais
  • Morada: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Redacção: José Morais
  • Fotografia e Vídeo: José Morais, Helena Morais
  • Assistência direção, área informática: Hugo Morais
  • Sede de Redacção: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Contactos: Telefone / Fax: 219525458 - Email: josemanuelmorais@sapo.pt noticiasdopedal@gmail.com - geral.revistanoticiasdopedal.com