sábado, 26 de setembro de 2026

“Revolução à vista no ciclismo: UCI estuda redesenhar grandes voltas e transformar o futuro da modalidade”


Por: José Morais

A União Ciclista Internacional (UCI) está a analisar um conjunto de reformas profundas que poderão alterar significativamente a estrutura do ciclismo profissional nos próximos anos. Entre as medidas em discussão destacam-se a redução da duração das Grandes Voltas, uma reorganização do calendário internacional, mudanças no sistema de pontos e novas estratégias destinadas a tornar a modalidade mais atrativa para adeptos, patrocinadores e operadores televisivos.

As propostas foram reunidas num documento apresentado durante o Congresso da UCI, em Montreal, na sequência de um amplo processo de consulta que envolveu ciclistas, equipas, organizadores de corridas, federações nacionais, fabricantes de equipamento e detentores de direitos de transmissão.

 

Grandes Voltas mais curtas entram na agenda

 

Uma das ideias que mais debate tem gerado passa pela possível redução da duração das Grandes Voltas. O objetivo seria aumentar a presença dos principais protagonistas do pelotão em mais provas ao longo da temporada, promovendo duelos mais frequentes entre as grandes estrelas da modalidade.

A UCI considera igualmente reforçar a distinção entre os maiores eventos do calendário, como as Grandes Voltas e os Monumentos, e as restantes competições. Em paralelo, estão a ser estudados novos critérios de participação para as equipas profissionais, podendo estes ser acompanhados por incentivos desportivos e financeiros.

Também as corridas por etapas de uma semana poderão sofrer alterações. Uma das hipóteses em cima da mesa passa por encurtar algumas provas para cinco dias de competição, concentrando-as entre quarta-feira e domingo. Esta mudança afetaria corridas históricas, enquanto outras já deram passos nessa direção nos últimos anos.

No que diz respeito ao Tour, Giro e Vuelta, a federação internacional admite rever o formato atual para que estas provas ocupem apenas três fins de semana, em vez dos quatro habituais. A medida permitiria reduzir conflitos com outras corridas do calendário e facilitaria a participação dos mesmos corredores em várias Grandes Voltas durante a mesma época.

 

Sistema de pontos e equipas também poderão mudar

 

Outro dos temas em análise é a reformulação do sistema de pontos da UCI, procurando uma distribuição mais equilibrada entre corridas por etapas e provas de um dia. A intenção é aproximar o valor competitivo da pontuação ao verdadeiro prestígio desportivo de cada evento.

A entidade máxima do ciclismo pretende ainda uniformizar o tamanho das equipas nas competições masculinas e femininas do calendário internacional. Segundo os defensores desta medida, tal poderá tornar as corridas mais espetaculares, melhorar a segurança, simplificar a compreensão do público e reduzir os custos operacionais das formações.

A eventual diminuição do número de corredores por equipa nas Grandes Voltas é uma das possibilidades que continua a ser debatida.

 

Limites financeiros ganham força

 

Entre as propostas mais relevantes encontra-se a criação de mecanismos de controlo financeiro, inspirados noutros desportos de elite. Estão a ser analisadas soluções como um teto orçamental, limites competitivos adicionais ou até sistemas semelhantes a um “imposto de luxo”, destinados a reduzir as diferenças económicas entre equipas.

A UCI acredita que um maior equilíbrio financeiro poderá contribuir para uma competição mais justa e sustentável, protegendo simultaneamente a viabilidade das estruturas de menor dimensão.

 

Calendário internacional poderá ser reorganizado

 

A reorganização do calendário é outro ponto central da reflexão estratégica. A intenção passa por criar uma sequência de provas mais lógica e organizada, agrupando eventos por regiões geográficas e reduzindo sobreposições que atualmente fragmentam a atenção dos adeptos e dos meios de comunicação.

Ao mesmo tempo, discute-se o reforço da segunda divisão do ciclismo profissional, através da valorização das UCI Pro Teams e das provas UCI Pro Series, garantindo oportunidades de crescimento e promovendo uma maior estabilidade do sistema competitivo.

 

Transmissões mais modernas e experiências imersivas

 

A modernização das transmissões televisivas assume igualmente um papel de destaque. A UCI pretende explorar tecnologias como câmaras instaladas nas bicicletas, drones, comunicações rádio em direto e dados em tempo real, proporcionando uma experiência mais próxima da ação.

A federação defende ainda uma narrativa mais centrada nos atletas, gráficos televisivos mais completos e uma estratégia digital unificada capaz de aumentar a visibilidade da modalidade nas plataformas online e redes sociais.

 

World Tour poderá ser dividido em dois patamares

 

Outra das ideias em estudo prevê a criação de um World Tour com dois níveis distintos. O escalão principal reuniria as Grandes Voltas, os Monumentos e as corridas mais emblemáticas, com presença obrigatória das melhores equipas do mundo.

Num segundo nível, o acesso seria mais flexível, permitindo uma maior integração das formações Pro Team e aumentando as oportunidades de progressão desportiva.

Além disso, a UCI admite simplificar a designação das categorias das corridas, substituindo nomenclaturas consideradas pouco intuitivas para o público em geral e tornando a estrutura competitiva mais fácil de compreender.

 

Um novo capítulo para o ciclismo

 

Para David Lappartient, presidente da UCI, o ciclismo está a atravessar um dos períodos de maior crescimento da sua história recente. No entanto, considera que esse sucesso exige uma reflexão profunda sobre o futuro da modalidade.

As propostas agora apresentadas não representam decisões finais, mas sim o ponto de partida para um amplo processo de reforma que poderá redefinir o funcionamento do ciclismo profissional nas próximas décadas, tornando-o mais competitivo, mais sustentável e mais apelativo para uma audiência global.

“Reviravolta no Caso W52-FC Porto: Relação Anula Condenação e Impõe Novo Julgamento”


Por: José Morais

O processo «Prova Limpa» sofreu uma reviravolta significativa. O Tribunal da Relação do Porto determinou a repetição do julgamento relacionado com o alegado esquema de doping na extinta equipa W52-FC Porto, após concluir que uma das provas consideradas na decisão condenatória não podia ter sido admitida em tribunal.

Em causa estão as declarações prestadas pelo antigo diretor desportivo da formação, Nuno Ribeiro, durante uma sessão de julgamento realizada em novembro de 2024. Os juízes da Relação entenderam que o depoimento, baseado na leitura integral de um texto previamente redigido, não cumpriu os requisitos legais exigidos para este tipo de prova, pelo que não poderá ser valorizado no processo.

A decisão surge na sequência de recursos apresentados por Adriano Quintanilha, proprietário da equipa, e pela Associação Calvário Várzea Clube de Ciclismo. Os recorrentes defenderam que a intervenção de Nuno Ribeiro constituiu um meio de prova inadmissível, uma argumentação que acabou por ser acolhida pelo tribunal superior.

No acórdão agora conhecido, a Relação censura a forma como o tribunal de primeira instância aceitou aquelas declarações, considerando que parte da fundamentação da sentença assentou num elemento probatório juridicamente inválido. Perante essa conclusão, foi determinada a reabertura da audiência para que o antigo dirigente possa voltar a pronunciar-se, caso assim o entenda, mas desta vez sem recorrer a qualquer documento previamente preparado.

Com a anulação parcial da decisão, caberá agora ao Tribunal de Penafiel reapreciar os aspetos afetados pela irregularidade processual e elaborar uma nova sentença nos pontos considerados contaminados pela utilização da prova invalidada.

Recorde-se que, em dezembro de 2025, Adriano Quintanilha e Nuno Ribeiro haviam sido condenados a penas efetivas de quatro anos e nove meses de prisão. Na altura, o tribunal concluiu que ambos desempenharam papéis centrais num esquema de dopagem organizado, atribuindo ao proprietário da equipa responsabilidades diretas no financiamento e autorização da aquisição de substâncias proibidas.

As declarações agora afastadas do processo tiveram forte impacto mediático. Nessa sessão, realizada sem a presença dos restantes arguidos a pedido de Nuno Ribeiro, que alegou estar sujeito a pressões e ameaças, o ex-diretor desportivo assumiu a existência de práticas de doping na equipa e apontou Adriano Quintanilha como principal impulsionador dessas condutas.

O processo «Prova Limpa» envolveu igualmente vários antigos ciclistas da W52-FC Porto. Entre os condenados encontram-se João Rodrigues, Rui Vinhas, Ricardo Mestre, Samuel Caldeira, Daniel Mestre, José Neves, Ricardo Vilela, Joni Brandão, José Gonçalves, Jorge Magalhães e André Freitas, todos sentenciados por tráfico de substâncias e métodos proibidos, com penas suspensas inferiores a dois anos e meio de prisão.

A decisão da Relação representa mais um capítulo num dos processos mais marcantes da história recente do ciclismo português, mantendo em aberto o desfecho judicial de um caso que abalou profundamente a modalidade nacional.

“Rui Oliveira volta a brilhar e fica a um passo do triunfo na etapa na volta à Croácia”


Por: José Morais

O português Rui Oliveira esteve novamente em destaque na Volta à Croácia, ao conquistar este sábado o segundo lugar na quinta etapa da competição, sendo apenas superado na reta da meta pelo francês Paul Magnier, da Soudal.

O corredor da Emirates voltou a demonstrar a sua excelente forma, discutindo a vitória até aos últimos metros de uma jornada marcada por um final ao sprint. Apesar de ter ficado muito perto de levantar os braços, Oliveira somou mais uma prestação de elevado nível numa temporada em que tem consolidado a sua afirmação no pelotão internacional.

Depois de ter alcançado na Volta a Portugal a primeira vitória da sua carreira como profissional de estrada, com um triunfo memorável na etapa final disputada no Porto, o ciclista português mantém-se competitivo e continua a procurar novos sucessos além-fronteiras.

Na classificação geral da prova croata, Rui Oliveira ocupa atualmente a 42.ª posição, a 12 minutos e 43 segundos da liderança. O camisola amarela permanece nas mãos do dinamarquês Tobias Svarre, da Uno-X, que entra na etapa decisiva com uma vantagem mínima de apenas quatro segundos sobre o italiano Antonio Tiberi, da Bahrain, e de oito segundos sobre o belga Tim Wellens, colega de equipa de Rui Oliveira na Emirates.

Com diferenças tão reduzidas entre os primeiros classificados, a derradeira etapa promete emoção até ao último quilómetro.

“É já amanhã domingo dia 27 de setembro que vamos estar em direto no Facebook em Pombal…”


A Revista Notícias do Pedal em reportagem no 28º Passeio de Pombal

 

Por: José Morais

Este domingo 27 de setembro vamos estar em direto no “Facebook”, no 28º Passeio de Pombal.

Se não vai participar, acompanhe-nos, iremos estar em direto a partir das 8,30 horas em Pombal antes, durante e após o passeio.

Siga-nos.

“Bravura Portuguesa em Pontevedra: José Ferreira Brilha no Top 12 Mundial e Gustavo do Canto Supera o Sofrimento até à Meta”


Por: José Morais

Foto: FTP

A seleção portuguesa voltou a evidenciar a sua competitividade no Campeonato do Mundo de Triatlo Sub-23, disputado em Pontevedra, Espanha, com José Ferreira a alcançar um meritório 12.º lugar na sua estreia neste escalão e Gustavo do Canto a assinar uma exibição de enorme coragem ao concluir a prova na 18.ª posição, apesar das severas limitações físicas sofridas durante a competição.

Numa exigente jornada composta por 1.500 metros de natação, 40 quilómetros de ciclismo e 10 quilómetros de corrida, José Ferreira concluiu a prova com o tempo de 1:47.45 horas, terminando a 1.44 minutos do novo campeão mundial, o francês Nills Serre Gehri. O francês impôs-se ao britânico Michael Gar por 21 segundos, enquanto o húngaro Zalán Hóbor completou o pódio a 23 segundos do vencedor.

Com apenas 19 anos e a competir no primeiro ano da categoria sub-23, o estudante de Fisioterapia protagonizou uma recuperação consistente ao longo da corrida. Depois de sair da água na 34.ª posição, conseguiu integrar os grupos da frente durante o segmento de ciclismo, chegando ao final dessa fase em 12.º lugar. Na corrida manteve a mesma posição, demonstrando maturidade competitiva, mesmo depois de um erro de percurso nos metros finais que o levou a percorrer cerca de 200 metros adicionais.

Também Gustavo do Canto deixou uma marca de grande determinação na competição. O atleta português terminou a 2.07 minutos do vencedor e alcançou o melhor resultado da sua carreira em Campeonatos do Mundo, apesar de cruzar a meta com os pés completamente ensanguentados.

O estudante de mestrado em Engenharia e Gestão Industrial esteve sempre na luta pelos lugares de destaque. Após concluir a natação no 16.º posto, entrou no segmento de corrida em 29.º, mas protagonizou uma recuperação notável, ganhando várias posições até terminar em 18.º. O esforço extremo teve consequências físicas evidentes, obrigando o atleta a receber assistência médica imediata no hospital de campanha instalado no recinto da competição.

Concluídas duas jornadas dos Campeonatos do Mundo em Pontevedra, Portugal soma já duas medalhas. Dinis Ferreira conquistou a prata na competição júnior, enquanto Filipe Marques garantiu o bronze na classe adaptada PTS5, reforçando o excelente desempenho da comitiva nacional na principal competição internacional da modalidade.

“ÉPOCA 2026 — UMA ÉPOCA FEITA DE ALMA”


Por:  Rui Medina

Terminou a época desportiva de 2026 e, como responsável pela equipa de ciclismo do CRP RIBAFRIA | GRUPO PARAPEDRA – MAF – RIOMAGIC, cabe-me fazer o balanço de mais um ano de competição, de trabalho, de sacrifício e, acima de tudo, de muita paixão pelo ciclismo.

Partimos para esta época conscientes de que iríamos encontrar um cenário mais exigente. Os nossos adversários apresentavam-se mais fortes, reforçados e determinados em nos derrotar. Do nosso lado, tínhamos também pela frente um desafio importante, com uma profunda reestruturação da equipa: saíram quatro atletas e entraram cinco novos elementos.

Sabíamos que a integração de novos atletas e a construção de novas rotinas, métodos e dinâmicas de trabalho nem sempre é um processo fácil. Ainda assim, acreditávamos que esta renovação poderia trazer novas forças à equipa e, simultaneamente, mexer com o pelotão.

A nossa ambição manteve-se, desde o primeiro dia, exatamente a mesma: continuar a cimentar o estatuto do CRP RIBAFRIA como uma das melhores equipas nacionais.

Não foi uma época perfeita. Tínhamos objetivos muito bem definidos e alguns ficaram por concretizar. Falhámos a vitória em Almodôvar, a conquista da Taça de Portugal por equipas, a vitória na Volta ao Nordeste e o título de Campeão Nacional de Elites..

Mas, apesar de não termos alcançado todos os objetivos traçados, estivemos sempre na luta, sempre na disputa e sempre com a determinação e ambição de vencer.


Em Almodôvar terminámos no 7.º lugar da geral e no 3.º lugar coletivo.

Na Taça de Portugal alcançámos o 2.º lugar coletivo, numa competição em que também conseguimos resultados individuais de grande relevância: uma vitória na categoria M40, o 2.º lugar em M45, o 3.º lugar em M35, o 3.º lugar em Elites e o 1.º lugar na categoria M70.

Na Volta ao Nordeste terminámos no 2.º lugar geral e conquistámos a vitória coletiva, confirmando uma vez mais a nossa capacidade de trabalhar em equipa e de lutar pelos lugares cimeiros.

Também nos Campeonatos Nacionais conseguimos resultados de enorme significado. Conquistámos o título de Campeão Nacional de Contrarrelógio Individual em M40 e o título de Campeão Nacional de Estrada em M40. Nos Elites alcançámos o título de Vice-Campeão Nacional e o 3.º lugar, enquanto em M45 conquistámos o 2.º lugar e em M70 alcançámos também o 2.º lugar.

A nível regional, o CRP RIBAFRIA voltou também a demonstrar a sua força. Conquistámos a Taça Regional de Setúbal e sagramo-nos Campeões Regionais de Elites pela associação de ciclismo de Santarém, acrescentando mais dois importantes títulos a uma época marcada por resultados de grande relevância, tanto a nível individual como coletivo.

Resultados que demonstram a qualidade e a competitividade dos nossos atletas e que permitiram ao CRP RIBAFRIA estar uma vez mais entre os protagonistas do ciclismo nacional.

Mas há uma competição que merece um destaque muito especial neste balanço da época: a Volta à Madeira.

Foi, sem dúvida, um dos momentos mais marcantes de 2026 e uma das maiores demonstrações da força desta equipa.

Das seis etapas disputadas, o CRP RIBAFRIA venceu cinco. Uma prestação extraordinária que nos permitiu conquistar a vitória final individual, a vitória coletiva e ainda vencer as classificações da montanha e dos pontos.

Foi uma Volta à Madeira em que assumimos o protagonismo praticamente desde o início, demonstrando uma enorme capacidade de trabalho, controlo e entreajuda. Cada vitória individual teve por trás o esforço de toda a equipa, cada ataque teve uma resposta coletiva e cada momento de dificuldade foi ultrapassado em conjunto.

Vencer cinco das seis etapas, conquistar a classificação geral individual e coletiva e ainda triunfar nas classificações da montanha e dos pontos é um resultado que ficará marcado na história do CRP RIBAFRIA.

Mais do que um conjunto de vitórias, foi uma demonstração daquilo que somos e daquilo em que acreditamos: uma equipa capaz de trabalhar em conjunto, de assumir responsabilidades e de lutar pela vitória do primeiro ao último quilómetro.

Ao longo das 35 etapas disputadas na época, alcançámos 17 vitórias à geral e 8 segundos lugares. Coletivamente, somámos 19 vitórias, 5 segundos lugares e 3 terceiros lugares.

São números que demonstram a consistência e a competitividade desta equipa e comprovam que estivemos constantemente na discussão das corridas e nos lugares de destaque.

Mais do que números, estes resultados representam muitas horas de treino, muitas viagens, muitas horas longe de casa, muito sofrimento e uma enorme dedicação de todos aqueles que fazem parte deste projeto.

É precisamente a todos eles que quero deixar uma palavra muito especial de agradecimento.

Aos nossos atletas, porque foram eles que, dentro da estrada, deram o corpo e a alma à camisola. Foram eles que, muitas vezes, abdicaram do conforto do lar, da família, dos amigos e dos momentos de lazer para treinar, viajar e competir.

Fizeram sacrifícios que nem sempre são visíveis para quem está de fora. Treinaram quando outros descansavam, competiram quando outros se divertiam e sofreram quando seria muito mais fácil desistir. Tudo para que, naquele dia, naquela hora e naquele segundo, estivessem preparados para dar o melhor de si.

A todos os nossos atletas, o meu profundo agradecimento.

Mas uma equipa não se faz apenas de quem compete. Por trás de cada vitória, de cada pódio e de cada resultado existe uma estrutura que trabalha, acompanha, apoia e está presente em todos os momentos.

Quero, por isso, deixar uma palavra de profundo agradecimento aos meus colegas, Sérgio Serôdio e Bruno Silva, pelo compromisso, dedicação e disponibilidade demonstrados ao longo de toda a época.

Ao Sérgio Serôdio, em particular, quero deixar um reconhecimento muito especial pelo enorme trabalho desenvolvido, pela dedicação permanente à equipa e pela disponibilidade demonstrada ao longo de toda a época. O seu contributo, muitas vezes longe dos holofotes, foi fundamental para que a equipa pudesse enfrentar cada competição com organização, confiança e determinação.

E há também quem, não tendo qualquer cargo oficial na estrutura, esteja permanentemente presente e seja parte integrante desta família. É o caso da Rita, esposa do Sérgio, a quem não poderia deixar de prestar o meu reconhecimento e agradecimento.

Sempre disponível para ajudar, sempre presente quando a equipa precisa e muitas vezes envolvida nos pequenos e grandes detalhes que fazem a diferença, a Rita tem sido uma presença constante e uma verdadeira mais-valia para todos nós.

Ao Sérgio, ao Bruno e à Rita, o meu muito obrigado por tudo aquilo que fizeram e continuam a fazer pela equipa.

Porque cada vitória que conquistámos ao longo da época não pertence apenas a quem levantou os braços na linha de meta. É o resultado do trabalho de uma equipa inteira, dentro e fora da estrada.

Não posso também deixar de agradecer aos nossos sponsors e parceiros, cujo apoio é fundamental para a existência e crescimento deste projeto.

Sem essa confiança seria impossível construir uma estrutura desta dimensão e proporcionar aos nossos atletas as condições necessárias para competir ao mais alto nível.

Temos consciência da responsabilidade que assumimos sempre que colocamos esta camisola na estrada. Por isso, procuramos retribuir essa confiança com trabalho, dedicação, resultados e com uma presença forte e credível das marcas que acreditam em nós.

Também não podemos esquecer as famílias dos nossos atletas.

São muitas as ausências, os fins de semana passados longe de casa, as viagens e os sacrifícios que o ciclismo exige. Por isso, a todos os familiares, deixamos também o nosso sincero agradecimento.

Esta equipa também é vossa.

A época de 2026 terminou, mas o nosso trabalho não termina aqui.

Enquanto fechamos este capítulo, já estamos a preparar o próximo. A época de 2027 começa a ser construída.

Vamos continuar a trabalhar para sermos ainda mais fortes, mantendo aquilo que nos trouxe até aqui: raça, ambição, querer, determinação e, acima de tudo, a capacidade de acreditar.

Porque no CRP RIBAFRIA somos mais do que uma equipa. Somos uma família!

Uma família que luta junta, que sofre junta, que celebra junta e que entra em cada corrida com a convicção de que é possível chegar mais longe.

Em 2027, voltaremos à estrada com a mesma ambição de superar a época anterior e com a responsabilidade de continuar a dar aos nossos patrocinadores a maior visibilidade possível, honrando a confiança que depositam neste projeto.

Podemos não ganhar todas as corridas. Podemos não concretizar todos os objetivos e sonhos. Mas há algo que nunca poderá faltar nesta equipa: a vontade de lutar até à linha de meta.

Essa é a nossa identidade.

Essa é a nossa força.

E é por isso que continuaremos a assumir, com orgulho, a nossa promessa:

O NOSSO OBJETIVO SERÁ SEMPRE GANHAR!

“SOMOS FEITOS DE ALMA”    

Team Principal    

Fonte: Equipa Ciclismo CRP RIBAFRIA | GRUPO PARAPEDRA – MAF – RIOMAGIC                        

Ficha Técnica

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