Por: José Morais
Com o início de novembro, o
mercado de transferências no ciclismo internacional entra na sua fase decisiva.
A larga maioria das equipas do World Tour já concluiu o planeamento dos seus
plantéis para 2027, deixando cada vez menos oportunidades para os ciclistas que
continuam sem contrato. Apesar de negociações de grande impacto, como a
situação ainda indefinida de Primoz Roglič, o espaço disponível na elite do
ciclismo mundial é agora extremamente reduzido.
Plantéis
praticamente fechados na primeira divisão
A maioria das formações do
WorldTour já esgotou ou está muito perto de esgotar as vagas disponíveis.
Equipas como Alpecin-Deceuninck, Decathlon AG2R La Mondiale, Lidl-Trek,
Movistar Team, INEOS Grenadiers, Red Bull-BORA-hansgrohe, Soudal Quick-Step,
Team Visma | Lease a Bike e UAE Team Emirates XRG apresentam estruturas
praticamente concluídas para a próxima temporada.
Mesmo nos casos em que
subsistem algumas indefinições, estas parecem estar relacionadas com promoções
internas de jovens talentos provenientes das equipas de desenvolvimento e não
necessariamente com novas contratações no mercado.
Além disso, situações de
excesso de corredores sob contrato podem gerar movimentações inesperadas.
Alguns ciclistas poderão ser transferidos ou despromovidos para equipas de
formação, abrindo espaço apenas de forma pontual e sem garantias para os
atletas ainda à procura de colocação.
Sete
equipas mantêm margem de manobra
Neste momento, apenas sete
estruturas da principal categoria conservam lugares livres nos respetivos
plantéis. Lotto, Intermarché-Wanty e EF Education-EasyPost são as equipas com
maior capacidade de recrutamento, podendo ainda acrescentar dois corredores
cada caso optem por atingir o limite máximo regulamentar.
Por outro lado, Bahrain
Victorious, Groupama-FDJ, Uno-X Mobility e XDS Astana dispõem de uma margem
bastante mais reduzida, com uma ou poucas vagas por preencher. Ainda assim,
nada obriga estas formações a ocuparem todos os lugares disponíveis, uma vez
que as decisões dependerão dos orçamentos, das necessidades desportivas e das
oportunidades que surgirem no mercado.
Roglič
lidera lista de nomes em busca de futuro
Entre os corredores ainda sem
destino definido, o nome que concentra maior atenção é o de Primož Roglič. O
experiente esloveno continua a ser uma das figuras mais cobiçadas do pelotão e
encontra-se numa posição privilegiada para escolher o seu próximo projeto.
Também permanecem disponíveis
corredores reconhecidos como Davide Formolo e Maximilian Schachmann, assim como
outros atletas experientes, entre os quais Koen Bouwman, Taco van der Hoorn,
Sam Oomen, Milan Vader, Arjen Livyns, Darren van Bekkum e Tom Van Asbroeck.
Em sentido contrário, alguns
veteranos optaram por colocar um ponto final nas respetivas carreiras
profissionais. Entre os casos mais sonantes encontram-se Ion Izagirre e Pello
Bilbao, enquanto Dylan Teuns, apesar do desejo de continuar a competir, também
fica fora dos planos para o futuro imediato.
Últimas
oportunidades antes do fecho do mercado
A existência de vagas não
significa necessariamente que haverá novas contratações. Muitas equipas
preferem preservar flexibilidade para responder a lesões, promover jovens
talentos ou gerir os respetivos orçamentos com maior prudência.
Embora o regulamento permita
até 30 corredores por equipa, não existe qualquer obrigação de atingir esse
número. Algumas formações optam por elencos mais reduzidos, enquanto outras
procuram maximizar os recursos humanos para enfrentar uma temporada cada vez
mais exigente.
À medida que o mercado se
aproxima do encerramento, a luta pelas últimas nove vagas disponíveis promete
intensificar-se, deixando vários nomes sonantes dependentes das decisões finais
das equipas da elite mundial.




