segunda-feira, 19 de outubro de 2026

“Tour de França 2027 da Escócia às grandes montanhas, um percurso que promete batalha até Paris”


Por: José Morais

O traçado do Tour de France 2027 será oficialmente apresentado em Paris no próximo dia 22 de outubro, mas vários elementos já começam a desenhar o perfil de uma edição que promete grandes emoções, tanto para os trepadores como para os especialistas do contrarrelógio.

A prova arrancará na cidade de Edimburgo, na Escócia, dando início a três etapas consecutivas em solo britânico. As chegadas previstas em Carlisle, Liverpool e Cardiff marcam uma abertura histórica antes da entrada do pelotão em território francês.

Depois do início nas Ilhas Britânicas, os indícios apontam para uma primeira semana de corrida repartida entre a Normandia e a Bretanha, onde o vento, as estradas estreitas e os constantes pequenos relevos poderão provocar diferenças importantes na classificação geral.

Contudo, o verdadeiro desafio deverá surgir nas altas montanhas. Os Alpes e os Pirenéus surgem como os grandes palcos da luta pela camisola amarela, com várias chegadas em altitude e jornadas de elevada exigência física. Entre as ascensões apontadas ao percurso estão o mítico Tourmalet, o desafiante Aubisque, o duro Col du Portet e uma possível chegada ao imponente Grand Colombier, locais habitualmente decisivos na história da competição.

 

Contrarrelógios podem ganhar peso na classificação

 

Outra das grandes expectativas prende-se com a presença de dois contrarrelógios individuais. As localidades de Chambord e Toulouse surgem entre as hipóteses mais fortes para acolher estas etapas, que poderão representar uma oportunidade valiosa para os especialistas conquistarem tempo sobre os rivais da montanha.

A extensão e o grau de dificuldade destes exercícios contra o relógio serão fatores determinantes para perceber o equilíbrio da corrida e a estratégia das principais equipas.

 

Paris continua envolta em mistério

 

O tradicional encerramento na capital francesa permanece envolvido em alguma incerteza. Depois das recentes experiências que incluíram a passagem pela zona de Montmartre, cresce a possibilidade de um regresso ao desfecho clássico nos Campos Elísios, devolvendo à avenida mais famosa de Paris o protagonismo da última etapa.

Até à apresentação oficial, apenas o arranque escocês e as três primeiras jornadas britânicas estão totalmente confirmados. Tudo o resto permanece em aberto, alimentando a expectativa em torno de uma edição que poderá combinar tradição, inovação e algumas surpresas no caminho até Paris.

“Luta pelos convites das grandes voltas de 2027 agita o pelotão: Euskaltel garante lugar na corrida aos Wildcards e Bardiani fica de fora”


Por: José Morais

Com o encerramento da temporada de 2026, ficou finalmente definido o ranking internacional que determinará quais as equipas profissionais elegíveis para lutar pelos desejados convites das Grandes Voltas e das principais corridas do calendário mundial em 2027. A reta final da época foi marcada por uma intensa batalha por pontos, levando várias formações a competir em provas distantes na tentativa de assegurar um lugar entre as 30 melhores equipas do mundo.

 

Ranking fecha portas a algumas equipas e abre oportunidades a outras

 

A presença nas grandes provas do ciclismo internacional não depende apenas do prestígio ou da tradição. Para ambicionar um convite para o Giro d'Italia, Tour de France ou Vuelta a España, uma equipa Professional Continental tem obrigatoriamente de terminar a temporada entre as 30 primeiras do ranking mundial.

Foi precisamente essa exigência que provocou uma verdadeira corrida aos pontos nas últimas semanas. A Euskaltel Euskadi apostou em deslocações a provas realizadas fora dos principais circuitos europeus, enquanto outras equipas procuraram oportunidades em diferentes continentes para reforçar a sua posição classificativa.

A estratégia revelou-se decisiva. A formação basca conseguiu assegurar a permanência no grupo das 30 melhores equipas, enquanto a histórica Bardiani CSF ficou abaixo da linha de corte, perdendo o direito de ser considerada para os convites das Grandes Voltas em 2027.

 

World Tour mantém estabilidade até 2028

 

As 18 equipas pertencentes ao WorldTour continuam com presença garantida nas três Grandes Voltas da próxima temporada. Não são esperadas alterações na principal divisão do ciclismo mundial, uma vez que o atual ciclo de avaliação de três anos apenas termina no final de 2028.

Apesar dos rumores que apontavam para uma eventual saída voluntária da Picnic PostNL do World Tour devido a dificuldades financeiras e desportivas, a equipa rejeitou esse cenário, mantendo-se tudo inalterado para 2027.

 

Convites automáticos e wildcards continuam a decidir o pelotão

 

Aos 18 conjuntos World Tour juntam-se equipas Pro Team através de um sistema de convites automáticos e wildcards atribuídos pelos organizadores.

As formações Pinarello Q36.5, Tudor e Cofidis voltaram a garantir automaticamente o direito de participar nas provas World Tour graças à sua posição no ranking. Estas equipas podem alinhar em todas as corridas da principal categoria e, ao contrário das formações World Tour, têm a possibilidade de recusar algumas participações.

Já os restantes convites serão distribuídos pelas organizações das corridas, que tradicionalmente privilegiam equipas dos seus próprios países. Entre as equipas elegíveis encontram-se a TotalEnergies, Unibet Rose Rockets, Caja Rural, Burgos Burpellet BH, Polti VisitMalta, Solution Tech Nippo Rali, MBH Bank CSB e Euskaltel Euskadi.

A lista poderá, contudo, sofrer alterações caso se confirme o desaparecimento da Kern Pharma, cenário que tem sido apontado nos bastidores do ciclismo profissional.

 

Bardiani paga caro a quebra no ranking

 

A grande derrotada desta disputa foi a Bardiani CSF. A equipa italiana terminou a época no 31.º lugar da classificação mundial, ficando a cerca de 150 pontos da Euskaltel. Nem os esforços finais em provas italianas permitiram recuperar o atraso.

A consequência é pesada para uma estrutura com mais de quatro décadas de história: será apenas a segunda vez em 45 anos que a equipa fica impedida de sonhar com uma presença no Giro d'Itália.

 

Mais do que Grandes Voltas: ranking define toda a época

 

As implicações do ranking não se limitam às Grandes Voltas. A TotalEnergies conquistou o estatuto de quarta melhor equipa profissional e garantiu presença automática em todas as corridas de um dia do calendário World Tour.

Além disso, Pinarello Q36.5, Tudor, Cofidis, TotalEnergies e Unibet Rose Rockets asseguraram lugares garantidos nas provas Pro Series, o escalão intermédio entre o   e as corridas da categoria .1.

Com os lugares elegíveis definidos, a atenção vira-se agora para os organizadores das grandes corridas, que nos próximos meses anunciarão os wildcards que completarão o pelotão das principais provas de 2027. Até lá, algumas equipas respiram de alívio, enquanto outras ficam obrigadas a repensar o futuro.

“A EBU PROLONGA O SEU ACORDO COM A A.S.O. E A UNIPUBLIC ATÉ 2032”


Por: Daniel Peña Roldán

Foto: © Unipublic / Agência Criativa Cxcling

Pontos-chave:

• Os principais eventos do calendário internacional de ciclismo organizados pela A.S.O. e pela Unipublic, incluindo La Vuelta, o Tour de France e Paris-Roubaix, tanto nas edições masculina como feminina, continuarão a ser transmitidos por toda a Europa até 2032.

• A extensão deste acordo assenta numa relação consolidada há quase 60 anos: o primeiro acordo abrangente com um grupo de operadores europeus, então conhecido como Eurovisão, foi assinado em 1968.

Milhões de fãs de ciclismo por toda a Europa continuarão a desfrutar da La Vuelta, do Tour de France e de outras corridas icónicas até 2032, após a extensão de dois anos do acordo de direitos audiovisuais entre a União Europeia de Radiodifusão (EBU), a Amaury Sport Organisation (A.S.O.) e a Unipublic, anunciado hoje.

Pouco depois de os parceiros terem anunciado o acordo para o período 2026-2030, esta extensão oferece ao público uma garantia a longo prazo e assegura que os principais eventos de ciclismo europeus continuem amplamente acessíveis através das emissoras públicas durante muitos anos.

A extensão do acordo abrange o mesmo catálogo de eventos masculinos e femininos, incluindo:

• Carreras masculinas: La Vuelta, Tour de France, Paris-Roubaix Hauts-de-France, Liège-Bastogne-Liège, La Flèche Wallonne, Paris-Nice, Tour Auvergne-Rhône-Alpes, ADAC Cyclassics Hamburg, Eschborn-Frankfurt, Clásica San Sebastián, Paris-Tours, Tro Bro Leon e Volta a Catalunya.

• Carreras femeninas: La Vuelta Femenina, Tour de France Femmes avec Zwift, Paris-Roubaix Femmes Hauts-de-France, Liège-Bastogne-Liège Femmes e La Flèche Wallonne Femmes.

No momento da assinatura da extensão para o período 2031-2032, todas ou parte das corridas serão transmitidas em sinal aberto pelos seguintes membros da EBU: RTBF (Bélgica), ČT (República Checa), TV2 (Dinamarca), DUNA (Hungria), RAI (Itália), NOS (Países Baixos), TV2 (Noruega), RTP (Portugal), RTVS (Eslováquia), RTV (Eslovénia) e SRG SSR (Suíça).

Graças a uma sublicença concedida pela EBU, a Eurosport continuará a transmitir a La Vuelta, o Tour de France e as outras corridas incluídas no acordo por toda a Europa*, enquanto a TNT Sports o fará no Reino Unido e Irlanda.

Frédéric Sanz, Diretor de Desportos de Verão e Ciclismo na EBU, afirmou: "Tendo renovado recentemente o nosso acordo com a A.S.O. e a Unipublic para o período 2026-2030, estamos muito satisfeitos por prolongar esta colaboração bem-sucedida até 2032. A nossa relação nunca esteve tão forte e baseia-se numa ambição partilhada de levar o melhor do ciclismo ao maior público possível. Este catálogo extraordinário reúne algumas das corridas mais icónicas do desporto, juntamente com um compromisso igual com o ciclismo masculino e feminino, enquanto o alcance incomparável dos canais públicos continuará a ligar milhões de fãs em toda a Europa a estes grandes eventos ciclísticos. Esta expansão é um forte sinal de confiança na nossa colaboração e do nosso compromisso em manter o ciclismo de classe mundial acessível a todos."

Julien Goupil, Chefe de Media e Parcerias na A.S.O. : "A extensão do nosso acordo com a UEB confirma a força de uma relação construída ao longo de várias décadas. Esta relação de longa data baseia-se numa visão partilhada: tornar os nossos eventos acessíveis ao maior público possível, em toda a Europa e em todas as plataformas. Hoje, perto de 150 milhões de pessoas em todo o continente seguem o Tour de France todos os verões. Esta ambição partilhada permitiu-nos alcançar novos públicos e, ao mesmo tempo, atrair espectadores mais jovens. Na verdade, cada vez mais jovens seguem o ciclismo em todas as plataformas. Juntamente com a EBU e os seus membros, partilhamos também o compromisso de apoiar a transição para o consumo digital de conteúdos desportivos nas plataformas oficiais dos operadores. E esta transição já está bem encaminhada."

*Exceto França (exceto La Vuelta, La Vuelta Femenina, Volta a Catalunya, Clásica San Sebastián, ADAC Cyclassics Hamburgo e Eschborn-Frankfurt).

Fonte: Unipublic

“EUROSPORT E HBO MAX VÃO TRANSMITIR O TOUR DE FRANCE E A VUELTA A ESPAÑA ATÉ 2032”


Por: Vasco Simões

Foto: Getty Images

 NOVO ACORDO COM A UNIÃO EUROPEIA DE RADIODIFUSÃO ASSEGURA A TRANSMISSÃO DAS PRINCIPAIS PROVAS DE CICLISMO DE ESTRADA, INCLUINDO AS GRANDES VOLTAS E ALGUMAS DAS MAIS EMBLEMÁTICAS CLÁSSICAS DO CALENDÁRIO INTERNACIONAL.

O TOUR DE FRANCE, O TOUR DE FRANCE FEMININO, A LA VUELTA A ESPAÑA E A LA VUELTA FEMENINA CONTINUAM EM DIRETO NO EUROSPORT E NA HBO MAX.

TROJAN PAILLOT, VICE-PRESIDENTE SÉNIOR DA EUROSPORT E DA TNT SPORTS: “SOMOS O PARCEIRO IDEAL PARA CONTINUAR A IMPULSIONAR A COBERTURA DO CICLISMO DURANTE MUITOS ANOS”.

O Eurosport e a HBO Max vão continuar a ser a “Casa do Ciclismo”, assegurando aos adeptos a transmissão das principais provas da modalidade até, pelo menos, 2032. A extensão do acordo com a União Europeia de Radiodifusão (UER), anunciada esta segunda-feira, garante a continuidade da cobertura de algumas das maiores corridas do calendário internacional, organizadas pela Amaury Sport Organisation (ASO) e pela UNIPUBLIC, em vários mercados europeus.

Entre as provas abrangidas estão o Tour de France, o Tour de France Feminino, a La Vuelta a España e a La Vuelta Femenina, a par de algumas das mais importantes Clássicas do calendário, como a Paris-Roubaix e a Liège-Bastogne-Liège, nas vertentes masculina e feminina. O acordo inclui ainda corridas como a Paris-Nice, a Volta a Catalunya, a Clássica de San Sebastián e a Flèche Wallonne, reforçando uma oferta que acompanha o ciclismo ao longo de toda a temporada.*

O Eurosport continuará a garantir uma ampla cobertura televisiva das provas abrangidas pelo acordo, em 50 mercados e 21 idiomas. Na HBO Max, os adeptos poderão acompanhar as corridas em direto e na íntegra nos mercados europeus abrangidos, numa oferta que ultrapassa as 1000 provas transmitidas por temporada. A plataforma tem também apostado em novas formas de acompanhar a modalidade, como a funcionalidade Multiscreen, que permite visualizar quatro sinais de vídeo em simultâneo e consultar dados dos corredores e classificações. Durante a temporada de Grandes Voltas de 2026, um em cada quatro subscritores da HBO Max utilizou esta funcionalidade.

“É um privilégio levar aos adeptos os maiores eventos do ciclismo mundial, incluindo o Tour de France e a La Vuelta, e acolhemos com satisfação a oportunidade de continuar a trabalhar com a UER e a ASO para mostrar o melhor da modalidade”, afirmou Trojan Paillot, vice-presidente sénior de Aquisição e Distribuição de Direitos Desportivos da Eurosport e da TNT Sports. “

“Ao longo de quatro décadas, demonstrámos a nossa capacidade para oferecer uma cobertura de qualidade e contar as histórias do ciclismo, procurando constantemente novas formas de fazer crescer a modalidade. O nosso compromisso com a inovação, a paixão pelo desporto e o alcance sem paralelo fazem de nós o parceiro ideal para continuar a impulsionar a cobertura do ciclismo durante muitos anos”, concluiu.

A renovação do acordo reforça uma presença que vai muito além das Grandes Voltas. Em cada temporada, o Eurosport e a HBO Max, na Europa, e a TNT Sports, no Reino Unido e na Irlanda, disponibilizam mais de 300 dias de ciclismo em direto, com provas do UCI World Tour masculino e feminino, Grandes Voltas, Clássicas e campeonatos do mundo de estrada, pista, BTT, ciclocrosse e BMX, além da totalidade da WHOOP UCI Mountain Bike World Series.

A ligação do Eurosport ao Tour de France mantém-se desde 1991, com transmissão ininterrupta da prova em vários mercados europeus. Em 2026, a audiência do Tour de France no Eurosport cresceu 9% na Europa, com recordes em França, Espanha e Países Baixos. No Reino Unido e na Irlanda, a TNT Sports alcançou a sua maior audiência de sempre para a corrida, com um aumento de 58% no número de espectadores na primeira edição transmitida em exclusivo. Também na HBO Max foram registados máximos históricos de audiência em streaming, com um crescimento de 8% no número de subscritores que acompanharam a prova.

 

PROVAS ABRANGIDAS PELO ACORDO

• ADAC Cyclassics Hamburg

• Clássica de San Sebastián

• Eschborn-Frankfurt

•vFlèche Wallonne

• Flèche Wallonne Feminina

• La Vuelta a España

• La Vuelta Femenina

• Liège-Bastogne-Liège

• Liège-Bastogne-Liège Feminina

• Paris-Nice

• Paris-Roubaix

• Paris-Roubaix Feminina

• Paris-Tours

• Volta à Auvérnia-Ródano-Alpes (anteriormente Critérium du Dauphiné)

• Tour de France

• Tour de France Feminino

• Tro Bro Leon

• Volta a Catalunya

 NOTAS PARA O EDITOR

*A exclusividade dos direitos varia consoante a prova e o território. O acordo exclui a Rússia de todas as corridas e França de todas as provas, com exceção das realizadas em Espanha.

Existem ainda territórios não exclusivos para algumas competições.

• ADAC Cyclassics Hamburg: Alemanha, Bélgica e Dinamarca.

• Clássica de San Sebastián: Espanha, Bélgica e Dinamarca.

• Eschborn-Frankfurt: Bélgica, Dinamarca e Alemanha.

• Flèche Wallonne Feminina: Bélgica, Dinamarca, Hungria, Suíça, Espanha, Itália e Alemanha.**

•         Flèche Wallonne: Bélgica, Hungria, Suíça, Dinamarca, Espanha, Luxemburgo, Eslováquia, Eslovénia e Alemanha.**

• La Vuelta a España: Espanha, Bélgica e Dinamarca.

• La Vuelta Femenina: Espanha, Bélgica e Dinamarca.

• Liège-Bastogne-Liège Feminina: Bélgica, Dinamarca, Hungria, Países Baixos, Suíça, Espanha, Itália e Alemanha.**

• Liège-Bastogne-Liège: Bélgica, Hungria, Suíça, Dinamarca, Espanha, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Eslováquia, Eslovénia e Alemanha.**

• Paris-Nice: Bélgica, Hungria, Suíça, Dinamarca, Espanha, Luxemburgo e Alemanha.**

• Paris-Roubaix Feminina: Bélgica, Dinamarca, Hungria, Luxemburgo, Países Baixos, Suíça, Espanha, Itália e Alemanha.**

• Paris-Roubaix: Bélgica, Hungria, Suíça, Dinamarca, Espanha, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Eslováquia, Eslovénia e Alemanha.**

• Paris-Tours: Bélgica, Dinamarca, Espanha, Luxemburgo e Alemanha.**

• Volta à Auvérnia-Ródano-Alpes: Bélgica, Hungria, Suíça, Dinamarca, Espanha, Luxemburgo e Alemanha.**

• Tour de France Feminino: Bélgica, Dinamarca, Hungria, Países Baixos, Suíça, Espanha e Alemanha.**

• Tour de France: Bélgica, Chéquia, Hungria, Suíça, Dinamarca, Espanha, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Portugal, Eslovénia, Eslováquia e Alemanha.

• Tro Bro Leon: Bélgica e Dinamarca.

• Volta a Catalunya: Espanha, Bélgica e Dinamarca.

** - Na Alemanha, os direitos de algumas provas estão sujeitos a uma possível sublicença da ASO.

Fonte: Eurosport

“Clube de Natação de Torres Novas no Campeonato da Europa de Triatlo em Youth - Melilla (Espanha)”


3 atletas do Triatlo de Torres Novas com boas prestações no europeu jovem em Melilla

 

Por: Paulo José Catarino Vieira

Realizou-se este fim-de-semana (16 a 18 de outubro) em Melilla, Espanha, o Campeonato da Europa de Triatlo em Youth (15 a 17 anos), com a presença de 3 atletas do Clube de Natação de Torres Novas.

Numa estreia de grande nível pelas cores nacionais, Rodrigo Correia alcançou um excelente 11.º lugar. O atleta do Clube de Natação torrejano, com ainda mais um ano neste escalão, fez uma prova sólida, saindo no grupo principal na natação. No ciclismo, evitou uma queda mesmo à sua frente, embora a recuperação do tempo perdido o tenha feito entrar atrasado na transição. Arrancou em último para a corrida, mas com o 8.º melhor tempo da corrida conseguiu recuperar até ao 11.º lugar à geral.

No setor feminino, contamos com a presença de Francisca Leirião, que obteve o 12.º lugar na Final B desta competição. Saiu confortável da água num pequeno grupo de fugitivas na Final B. No ciclismo, foi protagonista e trabalhou ativamente no grupo de quatro atletas para concretizar a única fuga do dia, fechando a sua prestação com uma corrida sólida.


A passar por um ótimo momento de forma, Rodrigo Narigueta viu a sua prestação condicionada por alguns erros na natação nas duas provas, que o obrigou a um esforço acrescido no ciclismo para fechar distâncias. Ainda assim, respondeu com parciais de corrida fortes e demonstrou uma capacidade de correção e evolução entre ambas as provas, terminando no 28.º lugar na Final B.

Numa prova disputada em distância super-sprint, cada triatleta cumpriu 350m de natação, 7,4km de ciclismo e 2,1km de corrida, num formato curto e intenso em que as diferenças entre os principais atletas se mantiveram reduzidas durante grande parte da competição.

De salientar que, Portugal continua em bom plano nas competições internacionais em 2026, com o atleta do Olímpico de Oeiras, Artur Gaspar Leite a sagrar-se Campeão da Europa em Youth, conquistando a medalha de ouro em Melilla.

Fonte: Clube de Natação de Torres Novas

“Euskaltel garante lugar entre a elite e sonha já com a Vuelta 2027 após triunfo de Gotzon Martín no Panamá”


Por: José Morais

A temporada ainda não terminou, mas a Euskaltel-Euskadi já pode celebrar uma das suas maiores conquistas dos últimos anos. A formação basca assegurou a presença entre as 30 melhores equipas do ranking internacional, um objetivo que abre as portas à ambicionada participação na Vuelta 2027.

O grande protagonista da semana foi Gotzon Martín. Depois de alcançar a primeira vitória da sua carreira profissional, o corredor de Orozko voltou a brilhar na Clásica Provincia de Chiriquí, no Panamá, conquistando a classificação geral da prova. O segundo lugar obtido na derradeira etapa foi suficiente para confirmar o triunfo final e coroar um fim de semana memorável para o ciclista basco.

A vitória começou a ser construída na etapa inaugural, disputada entre David e Vía Caldera. Martín lançou um ataque decisivo nos quilómetros finais e conseguiu ganhar uma margem importante sobre os principais adversários. O excelente trabalho coletivo da equipa, com Xabier Isasa, Hodei Muñoz e Xabier Berasategi entre os corredores mais ativos, revelou-se determinante para colocar a formação laranja no comando da corrida.

Na jornada decisiva, o líder limitou-se a confirmar a superioridade demonstrada nos dias anteriores. Com uma exibição segura e consistente, voltou a terminar entre os primeiros e acabou por levantar o troféu da geral, encerrando uma competição que ficará certamente gravada na sua carreira.

O sucesso de Martín reforça ainda mais o excelente momento vivido pela Euskaltel-Euskadi em território panamiano. Também Xabier Berasategi já tinha celebrado recentemente uma vitória, confirmando a boa forma de uma equipa que encontrou no final da época razões para acreditar num futuro mais ambicioso.

Enquanto isso, a formação basca esteve igualmente representada em Itália, no Veneto Classic. Numa corrida marcada por um ritmo elevado e fortes ataques à distância, Iker Mintegi foi o melhor classificado da equipa, cruzando a meta em Bassano del Grappa como primeiro corredor da Euskaltel-Euskadi.

Entre o calor do Panamá e as exigentes estradas italianas, o conjunto dirigido pela estrutura laranja alcançou o objetivo que perseguia há vários meses. A entrada no grupo das 30 melhores equipas do ciclismo internacional está assegurada e, com ela, cresce a esperança de marcar presença na Vuelta 2027 ao lado das maiores referências do pelotão, incluindo Mikel Landa.

Um objetivo que parecia distante tornou-se realidade: a Euskaltel-Euskadi fechou o capítulo da luta pelo ranking e abre agora uma nova etapa repleta de ambição, confiança e sonhos de regressar aos grandes palcos do ciclismo mundial.

“Tadej Pogacar define rota ambiciosa para 2027: tour, mundial e Vuelta no centro das atenções”


Por: José Morais

Tadej Pogacar já tem o olhar apontado para 2027. Depois de concluir o período de recuperação e descanso, o campeão esloveno revelou que a próxima temporada girará em torno de três objetivos de enorme dimensão: vencer o Tour de France, conquistar o Campeonato do Mundo de Estrada e atacar a tão desejada Volta a Espanha.

Durante uma ação solidária realizada no Arboreto Volčji Potok, na Eslovénia, o líder da UAE Team Emirates confirmou que regressou aos treinos e que a preparação para o novo ano competitivo já está em marcha. Antes de iniciar os compromissos oficiais da equipa nos Emirados Árabes Unidos, Pogacar participou em iniciativas de caráter beneficente e acompanhou também o casamento de Žiga Jerman, um dos seus colaboradores mais próximos.

O grande foco da temporada será, naturalmente, o Tour de France. O esloveno pretende aumentar ainda mais o seu legado na prova francesa e lutar por um novo triunfo naquela que continua a ser a corrida mais prestigiada do ciclismo mundial. A edição de 2027 arrancará na Escócia e promete voltar a reunir os melhores corredores do pelotão internacional.

Após o Tour, todas as atenções estarão voltadas para o Campeonato do Mundo de Estrada, marcado para a região francesa da Haute-Savoie. O percurso, considerado um dos mais exigentes das últimas décadas, inclui sucessivas passagens pela temida Côte de Domancy e uma acumulação impressionante de desnível ao longo dos seus 265 quilómetros. As características do traçado parecem adaptar-se na perfeição às qualidades do atual campeão do mundo.

Mas há uma corrida que continua a alimentar um desejo especial: a Volta a Espanha. A prova espanhola representa a peça que falta para completar o seu currículo nas Grandes Voltas. Em 2026, uma queda comprometeu esse objetivo, obrigando-o a abandonar a competição quando ainda lutava pelos lugares cimeiros. Agora, o campeão esloveno vê a edição de 2027 como uma oportunidade de ajustar contas com a história.

Ao recordar esse acidente, Pogacar explicou que o receio de nova queda o levou mesmo a abdicar da participação no Campeonato da Europa. Apesar disso, garante que a recuperação decorreu de forma positiva e que retomou a preparação física mais cedo do que em temporadas anteriores.

O restante calendário continua envolto em alguma incerteza. A gestão do esforço será determinante, podendo levar o líder da UAE Team Emirates a reduzir participações em algumas clássicas para chegar mais fresco aos seus principais compromissos. Existe ainda a possibilidade de iniciar a época em competição na Austrália, cenário que tem sido apontado nos bastidores do pelotão.

Para já, a única presença já confirmada antes do arranque oficial da nova temporada será no critério solidário BeKing Monaco, onde Pogacar voltará a competir ao lado da sua companheira, Urška Žigart.

Com um calendário desenhado para os maiores palcos do ciclismo mundial, 2027 promete ser mais uma época decisiva na carreira de um corredor que continua a desafiar os limites da modalidade.

“Nairo Quintana fecha a carreira sem arrependimentos: “As minhas grandes vitórias valem mais do que um Tour”


Por: José Morais

O colombiano Nairo Quintana colocou um ponto final numa das carreiras mais marcantes do ciclismo mundial e garante que sai de consciência tranquila. O antigo vencedor do Giro d'Italia e da Vuelta a España afirma que não trocaria os seus maiores triunfos por uma vitória no Tour de France, apesar de a prova francesa ter sido o grande objetivo da sua trajetória desportiva.

Em declarações após a despedida do pelotão profissional, Quintana destacou que sempre entregou tudo o que tinha para alcançar o tão desejado triunfo no Tour, mas recusa olhar para trás com frustração.

“Dei o máximo em cada oportunidade. O Tour era um sonho, mas sinto-me plenamente realizado com aquilo que conquistei. Ganhar o Giro e a Vuelta são feitos extraordinários que guardarei para sempre”, sublinhou o colombiano.

Ao recordar o percurso no ciclismo de elite, o antigo corredor mostrou especial gratidão pelas equipas que o acompanharam ao longo dos anos, com uma referência particular à Movistar Team. Quintana elogiou o papel desempenhado pela estrutura espanhola e por Eusebio Unzué, considerando que o seu sucesso ajudou também a projetar internacionalmente o ciclismo colombiano.

 

Froome, uma rivalidade histórica marcada pelo respeito

 

Entre as memórias mais marcantes da carreira, Quintana destacou a intensa rivalidade com Chris Froome, que marcou uma geração de adeptos das grandes voltas.

O colombiano reconheceu a superioridade do britânico em vários momentos, sobretudo devido à força coletiva da equipa Sky e às dificuldades que sempre encontrou nas etapas de contrarrelógio.

“Froome era extremamente forte e estava rodeado por um bloco muito poderoso. Tive de lutar com as armas que possuía e procurar defender-me da melhor forma possível”, admitiu.

Apesar das batalhas travadas nas estradas da Europa, Quintana salientou que o desporto permitiu construir uma amizade que permanece até hoje, mostrando que a rivalidade competitiva nunca impediu o respeito mútuo.

 

Pogacar? “Nem no meu melhor nível conseguiria acompanhá-lo”

 

Sem rodeios, Quintana foi ainda questionado sobre a possibilidade de competir de igual para igual com Tadej Pogacar durante os melhores anos da sua carreira.

 

A resposta foi clara e direta

 

Segundo o colombiano, o nível exibido atualmente pelo esloveno está num patamar que ultrapassa aquilo que ele próprio conseguiu atingir, mesmo quando se encontrava no auge da forma.

“Seria impossível. Nem no meu melhor momento teria capacidade para acompanhar um corredor como Pogacar. O nível que ele apresenta é impressionante e completamente diferente daquele que existia na minha época”, reconheceu.

 

Hora de virar a página

 

Aos 36 anos, Quintana considera que chegou o momento ideal para encerrar a carreira profissional. A decisão, planeada há algum tempo, permitirá dedicar mais atenção à família e explorar novos projetos fora da competição.

Embora abandone as corridas, o colombiano continua atento à evolução da Movistar e acredita que a equipa espanhola possui bases sólidas para voltar a lutar pelos grandes resultados.

Para Quintana, jovens talentos como Pablo Castrillo, Iván Romeo, Carlos Canal e Pelayo Sánchez representam uma geração capaz de devolver protagonismo à formação telefónica nos próximos anos.

Com uma carreira recheada de conquistas e momentos memoráveis, o escalador colombiano despede-se do ciclismo convencido de que cumpriu a sua missão, deixando uma marca profunda na história do desporto e inspirando futuras gerações de corredores.

“Abalo na Movistar: vitória na Vuelta não evita saída de quatro figuras de peso”


Por: José Morais

A conquista de Enric Mas na Volta a Espanha trouxe motivos para celebrar dentro da Movistar, mas o triunfo não foi suficiente para travar uma profunda remodelação nos bastidores da formação espanhola. A equipa prepara-se para uma das maiores reestruturações dos últimos anos, com a saída de quatro elementos influentes da sua estrutura diretiva e técnica.

 

Mudanças profundas após uma época aquém das expectativas

 

Apesar do êxito alcançado na Vuelta, a temporada da Movistar ficou marcada por resultados irregulares e por um rendimento global distante das ambições da equipa. Com apenas 14 vitórias ao longo do ano e uma posição delicada nos rankings da UCI durante largos períodos da época, a direção decidiu avançar com uma renovação interna de grande dimensão.

A reorganização torna-se ainda mais significativa por surgir pouco tempo depois da implementação do atual modelo de gestão, apresentado há pouco mais de um ano. A estrutura criada para reforçar o desempenho desportivo e técnico da equipa terá agora de ser novamente reformulada.

 

Quatro saídas confirmadas na estrutura da equipa

 

Entre as mudanças já definidas está a saída do australiano Matthew White, que tinha chegado proveniente da Jayco-AlUla para assumir funções de responsabilidade na área desportiva. Também deixará a equipa o britânico Max Sciandri, um dos nomes mais experientes do grupo técnico e presença regular na estrutura da Movistar desde 2019.

Outra baixa importante é a de Xabier Muriel, responsável pela coordenação dos treinadores e peça central no departamento de desempenho. A sua partida representa mais uma alteração numa área que tem vivido sucessivas mudanças nos últimos anos.

A lista fica completa com Leonardo Piepoli, que não continuará ligado à equipa após uma passagem relativamente curta pela estrutura telefónica.

 

Instabilidade preocupa o futuro

 

A frequência das alterações levanta dúvidas sobre a estabilidade interna da formação espanhola. Vários departamentos sofreram mudanças consecutivas nos últimos anos, dificultando a consolidação de uma estratégia técnica a longo prazo.

Embora a direção procure uma nova dinâmica para recuperar competitividade ao mais alto nível, a constante renovação de quadros pode representar um desafio adicional num pelotão cada vez mais exigente e profissionalizado.

 

Reforços a caminho e nova imagem para 2027

 

Paralelamente às mudanças na estrutura técnica, a Movistar prepara também uma renovação do plantel. Jovens talentos provenientes de equipas de desenvolvimento e formações continentais deverão integrar o grupo principal, numa clara aposta na renovação geracional.

As novidades não se ficarão pelo plano desportivo. Depois de quatro temporadas de parceria com a Gobik, a equipa espanhola poderá apresentar uma nova imagem em 2027. Nos bastidores do ciclismo, cresce a expectativa de que a marca basca Etxeondo venha a assumir o fornecimento do equipamento oficial, marcando mais uma etapa na transformação que está a ser preparada.

A vitória na Vuelta trouxe prestígio e visibilidade, mas não evitou uma decisão clara da direção: a Movistar quer abrir um novo ciclo e está disposta a mexer profundamente na sua estrutura para o conseguir.

“Portugal faz história em Xangai: Quatro medalhas confirmam elite mundial de pista”


Por: José Morais

A seleção portuguesa de ciclismo de pista encerrou a participação no Campeonato do Mundo de Xangai com um desempenho de excelência, regressando a casa com quatro medalhas e a confirmação do estatuto de potência emergente da modalidade a nível internacional.

O balanço realizado pelo selecionador nacional, Gabriel Mendes, foi claramente positivo após uma campanha marcada por resultados de elevado nível e pela presença constante dos atletas portugueses entre os melhores do mundo. Portugal conquistou um título mundial, uma medalha de prata e dois bronzes, num campeonato em que a ambição foi acompanhada por resultados concretos.

O grande destaque pertenceu a Iúri Leitão, que se sagrou campeão do mundo de omnium, reforçando o seu nome entre os maiores corredores internacionais da atualidade. A seleção nacional somou ainda a medalha de prata no madison, através da dupla formada por Iúri Leitão e Ivo Oliveira, enquanto Maria Martins conquistou o bronze no scratch e Miguel Salgueiro garantiu igualmente o terceiro lugar na corrida por pontos.

Para Gabriel Mendes, o desempenho coletivo demonstrou a qualidade do trabalho desenvolvido pelos atletas e pela estrutura técnica, salientando o compromisso demonstrado por toda a comitiva durante a competição. O selecionador destacou ainda que os objetivos definidos para esta participação foram plenamente alcançados, encarando já os próximos desafios internacionais com confiança e ambição renovadas.

No derradeiro dia de competição, os olhares centraram-se na prova de madison masculina, onde Iúri Leitão e Ivo Oliveira protagonizaram uma exibição de grande consistência. A dupla portuguesa terminou com 67 pontos, assegurando o segundo lugar do pódio e a inédita medalha de prata mundial para Portugal nesta disciplina. Apenas os dinamarqueses Carl-Frederik Bevort e Lasse Leth conseguiram superar os portugueses, ao somarem 88 pontos. A Alemanha fechou o pódio com 52 pontos.

Após a corrida, Gabriel Mendes enalteceu a capacidade competitiva dos dois corredores, sublinhando que a estratégia delineada foi cumprida e que Portugal esteve na discussão do título até aos momentos decisivos. Apesar da superioridade demonstrada pela Dinamarca, o responsável nacional destacou o orgulho de ver a equipa alcançar o estatuto de vice-campeã do mundo.

Também no último dia de provas houve espaço para mais prestações positivas das cores nacionais. Daniela Campos terminou na 13.ª posição na corrida por pontos feminina, numa competição de ritmo muito elevado vencida pela irlandesa Lara Gillespie. Já Diogo Narciso alcançou o oitavo lugar na corrida de eliminação masculina, exibindo um nível competitivo que lhe permitia aspirar a uma classificação ainda mais expressiva.

O selecionador considerou que Daniela Campos respondeu de forma competente perante uma prova particularmente exigente, enquanto Diogo Narciso demonstrou qualidade suficiente para lutar por posições superiores, acabando por ser penalizado por um momento tático que comprometeu a continuidade na corrida.

Com quatro medalhas no total e várias classificações de relevo, Portugal despede-se de Xangai com uma das participações mais bem-sucedidas da sua história no ciclismo de pista, reforçando a convicção de que o futuro da modalidade continua a pedalar na direção certa.

“Ana Santos e Raul Mira triunfam na Taça de Portugal de Ciclocrosse de Santo Tirso”


Fotos: CyclingVision / FPC

Ana Santos (Cannondale Factory Racing) e Raul Mira (NESTA-MMR) foram os protagonistas da segunda prova pontuável da Taça de Portugal de Ciclocrosse, este domingo, em Santo Tirso, ao vencerem as respetivas corridas na categoria elite.

A atleta portuguesa da Cannondale Factory Racing repetiu o triunfo de sábado, desta feita com um registo de 45m30s, que lhe permitiu cimentar a liderança do ranking da Taça de Portugal. Lucia Gonzalez (NESTA-MMR), a 20 segundos, e Sofia Rodriguez (NESTA-MMR), a 56 segundos, completaram o pódio por esta ordem.

Já o espanhol Raul Mira estreou-se a vencer na Taça de Ciclocrosse na sua primeira participação de 2026, com um registo de 56m39s. Mira superou o português Rafael Sousa (Feira dos Sofás-Boavista), que chegou a 30 segundos, mas segurou o primeiro lugar do ranking. O pódio ficou completo com Florian Fery (Team CX TPM), terceiro também a 30 segundos.


Ana Lopez (Huesca La Magia Feminas) e Rafael Sousa foram os melhores sub-23 em prova na competição de categoria internacional C2.

Nos mais jovens, os triunfos sorriram a Claudia Martinez (Riomiera-Meruelo-Café Dromedario) e Jose Pintos (Mais Que Bicis Team) em sub-19, Matilde Fernandes (Landeiro|Matinados|Matias&Araújo) e Afonso Barros (BTT Loulé/Elevis) em sub-17 e Leonor Faria (Landeiro|Matinados|Matias&Araújo) e Tomás Vigário (DOMARSA/Santa Cruz/Bicicastro) em sub-15.

Nas contas do ranking, por sua vez, Carolina Aurélio (Triumtérmica/Águias de Alpiarça) e Afonso Falcão lideram em sub-19, Matilde Fernandes e Afonso Barros em sub-17 e Leonor Faria e Tomás Vigário em sub-15.


Nos masters, Patrícia Rosa e Carlos Silva (FC Nespereira BTT) venceram em M30, Fábio Oliveira em M35, Ana Barata (Korpo Activo/Penacova) e Ismael Graça (Clube de Ciclismo de Castelo Branco) em M40, Constantino Muñoz (Grupeta Pan de Zariko C) em M45, Marisa Costa (Korpo Activo/Penacova) e Manuel Monteiro (Rompe Trilhos/Ajpcar) em M50, António Passos (Rompe Trilhos/Ajpcar) em M55, Fernando Gonçalves em M60, Joaquim Pinto (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel) em M65 e Vítor Graça (Ciclismo 20kms Almeirim/Restaurante O Forno) em M70.

Os vencedores do dia entre os masters são também líderes do ranking da Taça de Portugal nas respetivas categorias, com a exceção de Constantino Muñoz em M45, categoria na qual Rogério Matos (Rompe Trilhos/Ajpcar), segundo classificado este domingo, segue líder.

A Taça de Portugal de Ciclocrosse continua já no próximo fim de semana, com nova dupla jornada. As duas provas internacionais C2 serão realizadas em Vouzela, no sábado, e Vila Real, no domingo.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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