domingo, 4 de outubro de 2026

“Remco Evenepoel no topo da europa: O campeão que ganhou tudo e ainda encontrou motivos para sonhar”


Por: José Morais

Remco Evenepoel escreveu mais um capítulo memorável na sua carreira ao sagrar-se, este domingo, campeão europeu de fundo, alcançando o único grande título por seleções nacionais que ainda faltava no seu impressionante currículo.

Numa corrida marcada pela emoção, pela incerteza e por vários contratempos, o belga demonstrou uma vez mais porque é considerado uma das maiores figuras do ciclismo mundial. Depois de uma queda e de um erro na derradeira curva, que parecia comprometer as suas aspirações, Evenepoel encontrou forças para recuperar e ultrapassar o italiano Giulio Ciccone sobre a linha de meta, decidindo o título num apertado sprint final após 196,3 quilómetros entre Liubliana e Šenčur.

Aos 26 anos, o vice-campeão do Tour de 2026 completa assim uma coleção de triunfos rara na história da modalidade. Ao ouro europeu de fundo junta os títulos continentais de contrarrelógio, os dois ouros olímpicos conquistados em Paris 2024, quatro camisolas arco-íris consecutivas no exercício individual contra o relógio e o título mundial de fundo alcançado em 2022.

Visivelmente emocionado, o corredor belga não escondeu a satisfação pelo feito alcançado.

"Agora posso dizer que conquistei todos os grandes campeonatos do ciclismo profissional. Chegou o momento de desfrutar e celebrar."

A vitória surge poucos dias depois de uma deceção nos Campeonatos do Mundo, onde ficou longe dos lugares cimeiros. A resposta foi dada na estrada, numa exibição de carácter e determinação. O ataque decisivo aconteceu a cerca de 37 quilómetros da meta, quando Evenepoel acelerou na companhia de Ciccone. Pouco depois sofreu uma queda, mas rapidamente voltou à bicicleta e reentrou na frente da corrida.

Os dois lideraram durante grande parte da fase decisiva, embora tenha sido o belga quem assumiu a maioria do trabalho. Já nos metros finais, um erro de trajetória abriu uma pequena oportunidade ao italiano, mas Evenepoel voltou a mostrar toda a sua capacidade de recuperação e lançou-se para uma derradeira arrancada que lhe garantiu a camisola azul de campeão europeu.

Atrás da dupla da frente, Christian Scaroni assegurou a medalha de bronze, terminando isolado a 59 segundos dos dois protagonistas da corrida.

 

Portugueses Lutaram Até ao Limite

 

A Seleção Nacional procurou ser protagonista numa prova extremamente exigente. O experiente Nelson Oliveira foi o melhor português classificado, terminando na 27.ª posição, enquanto Tiago Antunes assegurou igualmente um lugar entre os resistentes que conseguiram chegar ao final.

Antunes integrou a principal fuga do dia, numa tentativa ofensiva que também contou com corredores da Eslovénia, Suécia, Chéquia, Países Baixos e Suíça. O grupo chegou a dispor de uma vantagem interessante, mas acabou neutralizado quando a corrida entrou na sua fase mais seletiva.

Os restantes elementos da equipa portuguesa foram cedendo perante o forte ritmo imposto pelos favoritos, evidenciando a dureza de um percurso desenhado para os especialistas das grandes clássicas.

Já na fase final, as atenções concentraram-se totalmente no duelo entre Evenepoel e Ciccone, uma batalha que terminou com o belga a reforçar o seu estatuto de referência absoluta do ciclismo internacional.

 

Juniores Portuguesas Fora do Tempo Limite

 

Na prova feminina de juniores, disputada igualmente nos Campeonatos da Europa da Eslovénia, as portuguesas Marta Esteves e Bárbara Santos não conseguiram concluir dentro do tempo regulamentar os 66,3 quilómetros da corrida.

A vitória sorriu à italiana Azzurra Ballan, filha do antigo campeão do mundo Alessandro Ballan, que confirmou o favoritismo e conquistou a medalha de ouro numa jornada de grande exigência para o pelotão jovem europeu.

“Demi Vollering entra para a eternidade com temporada perfeita e duplo título sem precedentes”


Por: José Morais

A neerlandesa Demi Vollering voltou a escrever uma página dourada na história do ciclismo feminino ao tornar-se a primeira atleta a conquistar, na mesma temporada, os títulos de campeã mundial e campeã europeia de fundo. Apenas uma semana depois de vestir a camisola arco-íris, a corredora dos Países Baixos voltou a impor a sua superioridade e arrecadou mais uma distinção de prestígio internacional.

Nos Campeonatos da Europa disputados na Eslovénia, Vollering confirmou o favoritismo com uma atuação irrepreensível ao longo dos 130 quilómetros da corrida entre Ljubljana e Šenčur. Num percurso seletivo, marcado por 1.359 metros de acumulado e pelas exigentes rampas de Mozjanca, a neerlandesa demonstrou uma vez mais a sua capacidade para decidir as grandes corridas nos momentos cruciais.

A corrida ganhou contornos definitivos quando faltavam cerca de 15 quilómetros para a chegada. Na derradeira passagem pela subida de Mozjanca, Vollering respondeu da melhor forma às movimentações das principais adversárias e lançou uma aceleração devastadora que rapidamente fragmentou o grupo da frente. Sem conseguir acompanhar o ritmo imposto pela compatriota, Puck Pieterse viu a diferença crescer de forma progressiva, enquanto a campeã mundial de contrarrelógio, Marlen Reusser, também ficava afastada da luta pela vitória.

A partir desse momento, a ciclista neerlandesa pedalou isolada rumo ao triunfo, gerindo a vantagem com autoridade até cortar a meta em solitário. Atrás de si, Pieterse assegurou a medalha de prata, enquanto Reusser completou o pódio.

Com esta vitória, Demi Vollering não só confirmou o seu extraordinário momento de forma como estabeleceu um marco inédito na modalidade, tornando-se a primeira corredora a reunir, no mesmo ano, os dois mais importantes títulos internacionais das corridas de fundo. Um feito histórico que reforça o estatuto da neerlandesa como uma das grandes referências do ciclismo feminino contemporâneo.

“Luis León Sánchez e Natalia Fischer reinam no desafio extremo de Almería”


Por: José Morais

A edição de 2026 do Deserto dos Titãs de Almería terminou com a confirmação do domínio absoluto de Luis León Sánchez e Natalia Fischer, que voltaram a erguer os troféus após quatro dias de intensa competição pelos trilhos e paisagens áridas da Andaluzia. A derradeira etapa, com 60 quilómetros entre Tabernas e Mojácar, ficou também marcada por um momento histórico protagonizado pelo marroquino Youssef Issmaili.

Desde os primeiros quilómetros da prova, Luis León Sánchez impôs o seu ritmo e controlou a classificação geral masculina, assegurando uma nova vitória na competição. O ciclista murciano completou a última etapa sem sobressaltos e cruzou a meta sob aplausos, revalidando o título conquistado na edição anterior.

No pódio final da classificação geral, Sánchez foi acompanhado por Miguel Muñoz, que garantiu o segundo lugar, enquanto o português Bruno Rosa fechou o lote dos três primeiros classificados.

A conquista teve um significado especial para o antigo vencedor de etapas do Tour de France, que viveu a experiência ao lado dos irmãos Pedro León e Antonio León, partilhando com a família uma das provas mais emblemáticas do calendário de resistência em BTT.

Já a vitória na etapa decisiva sorriu a Youssef Issmaili, que escreveu uma página inédita na história da competição. Num final particularmente disputado e condicionado pelo vento, o corredor marroquino aproveitou a oportunidade para se tornar no primeiro atleta do seu país a vencer uma etapa do universo Titan. A diferença foi mínima, apenas quatro segundos, para um grupo perseguidor formado por Luis Ángel Maté, Miguel Muñoz e o irlandês Nicolas Roche, filho do lendário vencedor do Tour de France de 1987, Stephen Roche.

 

Natalia Fischer fecha temporada brilhante com nova coroa

 

Na competição feminina, Natalia Fischer foi simplesmente imparável. A ciclista de Málaga dominou as quatro etapas da prova, vencendo todas de forma autoritária e confirmando o excelente momento de forma que tem demonstrado ao longo da temporada.

A bicampeã europeia voltou a erguer os braços em Mojácar, conquistando pelo segundo ano consecutivo a classificação geral feminina do Deserto dos Titãs de Almería. O aguardado duelo com a neerlandesa Tessa Kortekaas, uma das grandes referências da modalidade, acabou por não se materializar, permitindo à espanhola construir uma vantagem confortável desde os primeiros dias da corrida.

No final, Fischer não escondeu a satisfação por encerrar a época com mais um triunfo de prestígio, numa temporada que classificou como a melhor da sua carreira desportiva.

Com mais uma demonstração de força dos seus campeões e uma vitória histórica para Marrocos, o Deserto dos Titãs de Almería voltou a afirmar-se como uma das mais exigentes e emblemáticas aventuras do ciclismo de resistência internacional.

“Remco Evenepoel supera queda, dúvidas e desilusão para conquistar a única camisola que lhe faltava”


Por: José Morais

Remco Evenepoel voltou a escrever mais um capítulo memorável da sua carreira ao sagrar-se Campeão da Europa de fundo, completando uma coleção de títulos sem paralelo no ciclismo internacional. Numa corrida marcada por um acidente, pela recuperação impressionante e por um sprint decidido nos derradeiros centímetros, o belga encontrou forças para transformar uma semana difícil numa das vitórias mais emocionantes da sua trajetória.

O corredor belga parecia lançado para uma exibição dominadora quando atacou a mais de 30 quilómetros da meta, mas um deslize numa curva alterou completamente o rumo da corrida. A queda obrigou-o a uma perseguição intensa para regressar à frente da prova, num momento que chegou a fazer parecer impossível a luta pela camisola europeia.

Apesar do contratempo, Evenepoel nunca desistiu. Reorganizou esforços, reencontrou o grupo da frente e entrou nos quilómetros decisivos acompanhado pelo italiano Giulio Ciccone. No final, a decisão ficou reservada para um sprint carregado de tensão, resolvido por uma diferença mínima a favor do belga.

"Durante vários momentos da corrida pensei que a vitória me estava a escapar. No sprint também tive dúvidas. Só nos metros finais percebi que ainda tinha uma oportunidade e consegui passar pela frente mesmo no limite", afirmou, visivelmente emocionado após cortar a meta.

O campeão destacou ainda o papel determinante da seleção belga, que controlou a corrida desde cedo e respondeu de forma exemplar quando tudo parecia comprometido após a sua queda.

"A equipa executou o plano quase na perfeição. Depois do acidente mantivemos a serenidade e continuámos a acreditar. Os meus colegas fizeram um trabalho extraordinário para me recolocar na luta pela vitória", sublinhou.

 

Uma resposta à desilusão do Mundial

 

O triunfo europeu surge poucas semanas depois da deceção vivida no Campeonato do Mundo, uma prestação que deixou marcas profundas tanto no corredor como em toda a estrutura da Bélgica.

Evenepoel admitiu que o desaire foi mais difícil de ultrapassar do que deixou transparecer publicamente.

"O Mundial deixou-nos profundamente frustrados. Mentalmente foi um período duro e senti essa pressão durante vários dias. Esta vitória representa um enorme alívio e demonstra que conseguimos reagir da melhor forma", confessou.

Com este resultado, o belga completa um feito raro ao conquistar, ao longo da carreira, títulos de estrada e de contrarrelógio em Campeonatos do Mundo, Campeonatos da Europa, Campeonatos Nacionais da Bélgica e Jogos Olímpicos.

"Olho para o que alcancei e custa acreditar. É uma conquista muito especial e que só foi possível graças ao trabalho das pessoas que me rodeiam. Esta noite merece uma celebração à altura."

 

Selecionador temeu derrota no final

 

Também o selecionador belga, Serge Pauwels, não escondeu o orgulho pelo desempenho da equipa, elogiando a capacidade de reação após a difícil semana vivida no Mundial.

"Os corredores mostraram personalidade e espírito de luta. Assumimos a responsabilidade de controlar a corrida e, durante grande parte do dia, tudo correu conforme tínhamos planeado", afirmou.

Ainda assim, os instantes finais foram vividos com enorme nervosismo dentro do carro da seleção.

"Sabíamos que Ciccone era muito rápido e não tínhamos garantias de que o sprint seria favorável ao Remco. Quando vimos as imagens da chegada, pareceu-nos impossível perceber quem tinha vencido. Durante alguns segundos cheguei mesmo a acreditar que tínhamos perdido", revelou o técnico.

A fotografia da meta, porém, confirmou aquilo que a Bélgica desejava: Evenepoel tinha resistido a todas as adversidades para conquistar o único grande título que ainda faltava no seu impressionante currículo.

“Alerta no ciclismo feminino: Estudo da UCI aponta maior gravidade das lesões e levanta questões sobre a saúde óssea”


Por: José Morais

Um estudo apresentado pela União Internacional de Ciclismo (UCI) revelou diferenças preocupantes entre os acidentes registados nos pelotões masculino e feminino. Os dados indicam que as ciclistas não só estão envolvidas em quedas com maior impacto coletivo, como também sofrem lesões mais graves e um número significativamente superior de fraturas.

A investigação, conduzida sob a coordenação do diretor médico da UCI, Xavier Bigard, analisou dezenas de provas internacionais disputadas ao longo da temporada. O objetivo passou por compreender melhor os fatores que originam os acidentes em competição, identificar padrões de lesão e recolher informação que permita reforçar a segurança no ciclismo profissional.

Entre os resultados mais marcantes está a constatação de que as atletas apresentam uma vulnerabilidade acrescida a determinadas lesões traumáticas. As fraturas surgem com uma frequência 2,5 vezes superior à verificada nos homens, enquanto os traumatismos cranianos e as concussões registam igualmente valores bastante mais elevados.

Para explicar esta tendência, os especialistas apontam para a possibilidade de existirem fatores fisiológicos associados à saúde óssea feminina. Segundo Xavier Bigard, uma das hipóteses mais consistentes relaciona-se com alterações hormonais e com situações de baixa disponibilidade energética, fatores que podem comprometer a densidade e a resistência dos ossos ao longo do tempo.

O responsável destacou ainda uma característica particular da modalidade: ao contrário de outras práticas desportivas, o ciclismo não promove impactos repetidos sobre o esqueleto, estímulos considerados importantes para o fortalecimento da estrutura óssea. Esta condição poderá contribuir para uma maior fragilidade em caso de queda, especialmente em atletas sujeitas a desequilíbrios hormonais ou nutricionais.

Os números recolhidos pelo estudo reforçam a preocupação. Sempre que ocorre uma queda numa corrida feminina, o número médio de atletas envolvidas é substancialmente superior ao registado nas competições masculinas. Além disso, as corredoras necessitam com maior frequência de assistência médica especializada ou de intervenção cirúrgica após os acidentes.

A análise revela ainda que as lesões cutâneas graves, as concussões e os traumatismos na cabeça apresentam incidências muito acima das observadas no pelotão masculino. Estes indicadores levaram a UCI a defender a continuação da investigação científica nesta área, procurando compreender melhor as causas do fenómeno e implementar medidas que reduzam os riscos para as atletas.

Os resultados representam um importante sinal de alerta para equipas, federações e profissionais de saúde, reforçando a necessidade de aprofundar o acompanhamento médico, nutricional e hormonal das ciclistas de alta competição, numa modalidade onde a prevenção poderá desempenhar um papel determinante na redução da gravidade das lesões.

“Remco Evenepoel supera queda, desafia o destino e conquista a Europa num final de cortar a respiração”


Por: José Morais

Remco Evenepoel sagrou-se campeão europeu de estrada após uma exibição de enorme resiliência na Eslovénia, conquistando finalmente o único grande título de seleções nacionais que ainda lhe escapava. O belga recuperou de uma queda aparatosa, lançou vários ataques decisivos e derrotou o italiano Giulio Ciccone numa chegada tão apertada que só a fotofinish conseguiu separar os dois ciclistas.

 

Despedida emocionante marca o arranque da corrida

 

A prova começou sob forte carga emocional com a homenagem ao esloveno Luka Mezgec, que disputou a última corrida da sua carreira perante os adeptos locais. O antigo corredor prepara-se agora para assumir funções de diretor desportivo da Red Bull na próxima temporada.

A festa eslovena ganhou ainda maior significado com a presença de Tadej Pogačar junto do percurso. O campeão mundial acompanhou a corrida a partir do carro da organização, recebendo aplausos dos milhares de espectadores presentes.

Nos primeiros quilómetros formou-se a fuga do dia, composta por Luka Mezgec, Tiago Antunes, Josef Černý, Jochem Kerckhaert, Jakob Söderqvist e Fabian Weiss. Enquanto os fugitivos procuravam construir vantagem, uma queda coletiva no pelotão provocou momentos de tensão. Aleksandr Vlasov e Wout Poels estiveram entre os envolvidos, sendo que o neerlandês acabaria por abandonar mais tarde devido às consequências do incidente.

 

Bélgica endurece a corrida e elimina candidatos

 

Com a corrida a entrar nas voltas decisivas, a Bélgica começou a assumir responsabilidades na perseguição e aumentou progressivamente o ritmo. A pressão exercida no pelotão fragmentou a corrida e reduziu drasticamente o grupo dos favoritos.

A Itália respondeu pouco depois com um trabalho intenso nas ascensões, especialmente através de Alessandro Fancellu. O endurecimento da prova teve consequências imediatas: Juan Ayuso perdeu contacto com os primeiros e começou a ceder terreno, enquanto Mads Pedersen também revelou dificuldades para acompanhar a velocidade imposta nas zonas mais exigentes do percurso.

À medida que os quilómetros passavam, tornava-se evidente que a luta pelo título europeu ficaria reservada aos corredores com maior capacidade de escalada e explosão.

 

Ataques sucessivos animam a fase decisiva

 

Pavel Sivakov foi um dos primeiros candidatos a tentar antecipar os acontecimentos, lançando uma ofensiva a mais de cinquenta quilómetros da meta. No entanto, a Bélgica manteve a situação sob controlo e anulou a iniciativa sem entrar em pânico.

Mais tarde foi a vez da Eslovénia tentar assumir protagonismo. Jan Tratnik endureceu a corrida numa das últimas passagens pela subida de Možjanca, procurando abrir caminho para Primož Roglič. Contudo, a seleção belga voltou a responder com autoridade, neutralizando todas as movimentações importantes.

 

A queda que podia ter mudado tudo

 

A grande reviravolta da corrida surgiu a cerca de 36 quilómetros da chegada. Giulio Ciccone lançou um ataque agressivo e encontrou resposta imediata de Remco Evenepoel. O campeão belga acelerou de forma impressionante, ultrapassou o italiano e parecia encaminhar-se para uma ação decisiva.

Mas, numa curva mal calculada, Evenepoel perdeu o controlo da bicicleta e caiu. O incidente parecia comprometer as suas ambições, mas o belga levantou-se rapidamente, retomou a perseguição e beneficiou do trabalho dos seus companheiros para regressar à frente da corrida.

Pouco depois, voltou a demonstrar toda a sua força. Atacou novamente com violência e apenas Ciccone conseguiu resistir ao ritmo imposto. A partir desse momento, os dois corredores destacaram-se definitivamente do restante grupo.

 

Duelo épico até ao último metro

 

A derradeira volta transformou-se num verdadeiro confronto individual entre Bélgica e Itália. Evenepoel assumiu a maior parte do trabalho na frente, enquanto Ciccone procurava gerir esforços e manter-se protegido até ao sprint final.

Atrás deles, Christian Scaroni protagonizou uma perseguição solitária, mas nunca conseguiu aproximar-se o suficiente para discutir o triunfo.

Com a vantagem consolidada, tudo ficou reservado para os metros finais. Ciccone entrou na última curva em excelente posição e conseguiu ultrapassar o belga, parecendo ter a vitória ao seu alcance. Contudo, Evenepoel encontrou ainda forças para um último esforço, lançou a bicicleta sobre a linha de meta e obrigou à análise da fotofinish.

Após momentos de expectativa, chegou a confirmação: Remco Evenepoel era o novo campeão europeu de estrada.

Uma vitória dramática, construída entre ataques, sofrimento e uma recuperação extraordinária, que permitiu ao belga completar uma coleção de títulos impressionante e inscrever mais uma página memorável na história do ciclismo europeu.

“Estafeta conquista bronze no triatlo em Roma e já tem os olhos em LA”


Portugal conquistou este domingo a medalha de bronze na estafeta mista da

Taça do Mundo de triatlo de Roma, em Itália, dando mais um importante passo rumo à presença nos Jogos Olímpicos de LA 2028.

A equipa portuguesa, constituída por Maria Tomé, João Nuno Batista, Mariana Vargem e Miguel Tiago Silva, completou as quatro etapas em 1:18.34 horas, terminando a 1.11 minutos da Grã-Bretanha, vencedora da prova em 1:17.23. A Itália, a competir perante o seu público, assegurou a medalha de prata, com 1:18.20.

Com este resultado, Portugal passa a somar um terceiro, um quinto e um sexto lugar no ranking de qualificação olímpica, o que lhe permite assumir a segunda época de qualificação com alguma margem.

A estafeta portuguesa começou com Maria Tomé, seguindo-se João Nuno Batista e Mariana Vargem, antes de Miguel Tiago Silva assumir a quarta e última etapa.

Cada triatleta cumpriu 300 metros de natação, sete quilómetros de ciclismo e 1,7 quilómetros de corrida, num formato curto e intenso em que as diferenças entre as principais seleções se mantiveram reduzidas durante grande parte da competição.

A Grã-Bretanha, representada por Olivia Mathias, Connor Bentley, Kate Waugh e pelo campeão olímpico Alex Yee, construiu a vitória sobretudo durante a terceira etapa, quando Waugh conseguiu abrir uma vantagem importante no segmento de ciclismo. Alex Yee recebeu depois a estafeta com margem suficiente para confirmar o triunfo britânico.

Esta é a segunda vez que Portugal consegue subir ao pódio na prova de estafetas mistas, depois de 2024 ter alcançado a prata em Napier.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“HÉLDER LOUREIRO É CAMPEÃO DA EUROPA! UM TÍTULO EUROPEU PARA O CRP RIBAFRIA”


Hélder Loureiro, atleta do CRP Ribafria | Grupo Parapedra – MAF – Riomagic, acaba de escrever mais uma página de destaque na história da equipa, ao sagrar-se CAMPEÃO DA EUROPA DE CONTRARRELÓGIO INDIVIDUAL MASTERS M40, em Varese, Itália.

Num dos palcos mais importantes do ciclismo Masters europeu, Hélder Loureiro esteve ao mais alto nível no UEC Granfondo European Championships 2026, disputado num contrarrelógio individual de 22 quilómetros.

A prova reuniu cerca de 500 participantes, com as inscrições para o ITT a esgotarem antecipadamente.

Um resultado de enorme destaque, que coloca Hélder Loureiro no topo do ciclismo europeu Masters e acrescenta mais um título ao seu palmarés e ao do CRP Ribafria.


Hélder foi 1.º classificado no escalão M40, conquistando o título de CAMPEÃO DA EUROPA, e alcançou ainda um extraordinário 6.º lugar na classificação geral absoluta.

Um resultado que demonstra não apenas a sua qualidade, mas também o enorme nível competitivo apresentado numa competição que reuniu atletas de diferentes categorias e nacionalidades.

Depois de uma época de enorme exigência, trabalho e dedicação, Hélder Loureiro acrescenta ao seu percurso um dos títulos mais importantes da sua carreira: CAMPEÃO DA EUROPA M40.

Porque, no CRP Ribafria, acreditamos que a vitória de um, é a vitória de todos.


Hoje, um atleta sobe ao lugar mais alto do pódio.

Mas é uma equipa inteira que celebra.

UM TÍTULO. UMA EQUIPA. UMA SÓ FORÇA.

Somos feitos de alma

Fonte: CRP Ribafria | Grupo Parapedra – MAF – Riomagic

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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