domingo, 1 de novembro de 2026

“UCI BMX Racing World Cup: última parada Sarasota”


Etapas 9 e 10 da série BMX Racing neste fim de semana

 

Foto: UCI

A UCI BMX Racing World Cup 2026 chega ao fim neste fim de semana em Sarasota, Flórida (EUA), onde as Rodadas 9 e 10 determinarão os vencedores gerais das categorias Elite e Sub-23. Acontecendo em 31 de outubro e 1º de novembro, o final da temporada é a única parada americana no calendário deste ano. Além dos quatro títulos da Copa do Mundo da UCI ainda a serem decididos, os resultados das corridas contarão para a classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, com atletas podendo marcar pontos para suas Federações Nacionais, na tentativa de garantir o maior número possível de vagas como titulares nos Jogos de 2028. As etapas finais marcam o retorno ao país onde o BMX Racing se desenvolveu e cresceu para o esporte internacional que é hoje. Com sua profunda herança no BMX, os Estados Unidos oferecem um cenário adequado para a conclusão da temporada 2026 da UCI BMX Racing World Cup.

O fim de semana de Sarasota segue uma campanha internacional que começou em Sarrians, França, em junho, antes de se mudar para Papendal, na Holanda. A série então voltou à ação em outubro com quatro rodadas na China, em Mentougou (Pequim) e Chongli, Zhangjiakou, antes de seguir para a Flórida. O final compacto da temporada deixa pouca margem para erros. A consistência em ambos os dias será decisiva, especialmente para atletas que entram no último fim de semana e que estejam em alcances para a liderança geral.

 

Local histórico

 

As corridas acontecerão no Sarasota BMX, localizado no Condado de Sarasota, na Costa do Golfo da Flórida. A instalação opera continuamente há 52 anos, tornando-se a pista de BMX Racing mais antiga dos Estados Unidos. O Sarasota BMX combina essa herança com um traçado moderno de pista.

A primeira reta se estende por 77 metros, seguida por uma primeira curva de 38 metros. A segunda e terceira reta medem 75 e 74 metros, respectivamente, antes de chegarem à reta final de 48 metros. Com seções rítmicas exigentes, encontrar a linha certa e manter o ritmo será crucial. As condições quentes do outono devem servir de pano de fundo acolhedor para a competição, enquanto os fãs que não puderem comparecer presencialmente poderão acompanhar as corridas pelo canal oficial do UCI no YouTube.

 

Elite Masculino: A consistência do Brink está pagando até agora

 

Com 500 pontos em jogo para uma vitória nas classes Elite, os vencedores gerais da UCI World Cup só serão conhecidos quando a última corrida terminar. Jaymio Brink, da Holanda, tem sido o piloto mais consistente na competição Elite Masculina, sem ser dominante. Esta temporada teve vários vencedores de rodadas diferentes, com Brink conquistando apenas uma vitória, na rodada de abertura em Sarrians. Arthur Pilard (FRA) também tem uma vitória até agora (Mentougou) e está atrás de Brink na classificação (1677 pontos contra 2095 de Brink). Loris Aeberhard (SUI) venceu ambas as etapas em Papendal e está apenas 96 pontos atrás do francês na classificação geral. Após disputar as quatro primeiras etapas na categoria Sub-23, Joshua Jolly (AUS) subiu para a categoria Elite e, com duas vitórias, um terceiro e um oitavo lugar, subiu para quarto lugar na classificação, apenas 37 atrás de Aeberhard. O jovem talentoso ainda tem chance matemática de conquistar o título geral com duas rodadas restantes. Tem sido uma temporada emocionante na categoria Elite Masculina, e ainda não se sabe se Brink conseguirá manter sua liderança.

 

Elite Feminina: tudo está em jogo

 

Apenas 11 pontos separam o primeiro do segundo lugar nas corridas Elite Femininas. Laura Smulders (NED) e Bethany Shriever (GBR) têm 2861 e 2850 pontos, respectivamente, e a batalha em Sarasota será tanto mental quanto física. Um pouco mais de 300 pontos atrás, Molly Simpson (CAN) está em terceiro lugar, com Zoé Claessens (SUI) em seu encalço, apenas dois pontos atrás. Ambos estão a uma distância do título geral de 2026 caso Smulders e Shriever vacilem. A campeã mundial de Pump Track da UCI 2026, Nadine Aeberhard (SUI), completa o top cinco.

 

Sub-23: Rocherieux e Challis na liderança

 

Na competição masculina sub-23, Clément Rocherieux só saiu do pódio uma vez nesta temporada da Copa do Mundo UCI. Ele lidera um trio francês no topo da tabela, com Mathis Jacquet e Pierre Giesse em segundo e terceiro, respectivamente. Os torcedores locais vão querer que Tommy Bruney (EUA), que termine em quarto lugar, entre os três primeiros e desfaça um pódio totalmente francês. Freia Challis (GBR) precisa de apenas 27 pontos nas duas últimas rodadas para garantir o título da Copa do Mundo UCI na categoria feminina Sub-23. Com cinco vitórias já em seu nome, ela está firmemente no caminho para isso. Isabella Schramm (AUS) e Lily Greenough (NZL) estão em segundo e terceiro lugares, respectivamente, antes das duas últimas etapas.

Fonte: UCI

“Choque após a queda: Tadej Pogacar descobre novas fraturas e confessa ter vivido dias dramáticos”


Por: José Morais

Dois meses depois do acidente que abalou a sua participação na Vuelta, Tadej Pogacar revelou que os danos físicos provocados pela queda foram bastante mais graves do que se imaginava inicialmente. O ciclista esloveno admitiu que, para além da clavícula partida e da concussão cerebral, sofreu ainda outras lesões na coluna vertebral que apenas vieram a ser identificadas numa fase posterior da recuperação.

Após regressar à Eslovénia e realizar exames mais aprofundados, os médicos detetaram duas novas fraturas nas vértebras T1 e T2, que se juntaram à já conhecida lesão na vértebra C7. A descoberta levou o campeão a encarar o episódio com uma nova perspetiva. Perante a gravidade do diagnóstico, reconheceu sentir-se agradecido por ter escapado a consequências ainda mais severas.

O corredor da UAE Emirates XRG sublinhou que as lesões vertebrais acabam muitas vezes por passar despercebidas perante fraturas mais visíveis, mas alertou para o risco que representam. Segundo explicou, os danos na coluna são especialmente delicados e obrigam a cuidados rigorosos, tornando inevitável uma reflexão sobre o quão perto esteve de enfrentar um cenário muito mais preocupante.

Apesar do impacto das notícias, o estado atual é bastante mais positivo. Pogacar garantiu que já não sente dores significativas e que recuperou grande parte da sua normalidade diária. Ainda assim, mantém algumas precauções para evitar esforços excessivos e reduzir o risco de novas quedas durante esta fase de regresso gradual à atividade.

Mas os desafios não se limitaram ao plano físico. O esloveno confessou ter atravessado um período emocional extremamente difícil nas semanas que se seguiram ao acidente. Os efeitos da concussão provocaram tonturas persistentes, perda de energia e uma sensação de apatia que afetou profundamente o seu bem-estar psicológico.

Durante esse período, admitiu ter vivido dias de enorme desânimo, descrevendo uma luta constante para encontrar motivação. A recuperação tornou-se um verdadeiro teste mental, marcado por oscilações de humor e por momentos em que a vontade de ultrapassar limites dava lugar a uma completa falta de forças.

A mudança começou a surgir com o regresso progressivo ao treino indoor e às sessões regulares de fisioterapia. À medida que recuperava a mobilidade e a confiança, também a estabilidade emocional foi regressando. Hoje, já de volta aos treinos na estrada, Pogacar encara o futuro com maior serenidade e concentra-se em recuperar totalmente para voltar a competir ao mais alto nível.

“Miguel Pacheco bate recorde pessoal no Mundial de Paraciclismo de Pista em Apeldoorn”


A dupla portuguesa, que representa a Seleção Nacional de Paraciclismo no Campeonato do Mundo de Paraciclismo de Pista, não conseguiu o apuramento para as meias-finais da prova de Sprint, disputada este sábado, em Apeldoorn, nos Países Baixos. Ainda assim, o dia ficou marcado pela prestação de Miguel Pacheco, que estabeleceu um novo recorde pessoal nos 200 metros lançados e garantiu mais pontos importantes para Portugal.

Entre as disciplinas do programa da classe C5, a prova de Sprint era a que menos se adequava às características de Miguel Pacheco e Luís Xavier, que têm agora o foco colocado no derradeiro dia de competição, este domingo, onde regressam à pista para disputar a prova de Scratch e procurar a melhor classificação possível para Portugal.

A prova de Sprint (200m Flying Start) deste sábado reuniu 24 paraciclistas, dos quais apenas os nove mais rápidos garantiam lugar nas meias-finais. Miguel Pacheco concluiu a qualificação no

18.º lugar, enquanto Luís Xavier terminou na 23.ª posição. Na véspera, Luís Xavier já havia alcançado um excelente resultado, ao integrar o top-10 da prova de Eliminação da classe C5, terminando na nona posição.


“A estratégia definida para o dia de hoje passou essencialmente por gerir o esforço dos dois atletas, procurando proporcionar-lhes algum descanso, uma vez que a prova de Sprint não era aquela que melhor se ajustava às características dos nossos corredores. Ainda assim, Miguel Pacheco apresentava-se como o atleta português com maiores possibilidades de alcançar uma classificação pontuável nesta disciplina, objetivo que acabou por concretizar, ao conquistar o

18.º lugar, garantindo assim mais alguns pontos importantes para Portugal”, explicou o Selecionador Nacional de Paraciclismo, Telmo Pinão.

Ainda sobre a prestação de Miguel Pacheco – que voltou a melhorar as suas marcas pessoais –, o dirigente técnico destacou que “além da classificação, Miguel teve uma prestação bastante positiva, conseguindo bater o seu recorde pessoal e baixar pela primeira vez a barreira dos 12 segundos nos 200 metros lançados, ao registar o excelente tempo de 11,787 segundos”.

Já sobre Luís Xavier, o Selecionador Nacional explicou que a abordagem passou por privilegiar a recuperação para a última prova do programa: “O Luís também marcou presença, mas com uma gestão de esforço cuidadosamente orientada para recuperar o máximo possível e chegar nas melhores condições à competição de amanhã”.

Para a prova de Scratch, que encerra a participação portuguesa em Apeldoorn este domingo, Telmo Pinão prevê manter a estratégia de trabalho conjunto entre os dois paraciclistas.

“Os dois corredores portugueses estarão em pista, procurando trabalhar em conjunto, através de uma estratégia de entreajuda, com o objetivo de alcançar a melhor classificação possível para Portugal”.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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