segunda-feira, 14 de setembro de 2026

“João Almeida fecha Vuelta de superação e deixa reflexão: “Há sempre uma história para contar”


Por: José Morais

Depois de três semanas intensas na Volta a Espanha, João Almeida despediu-se da corrida com uma mensagem de balanço e resiliência, numa temporada marcada por contratempos que impediram o português de atingir os resultados desejados.

O ciclista da UAE Team Emirates recorreu às redes sociais para partilhar uma reflexão sobre uma edição da Vuelta que simbolizou o seu regresso à competição em melhores condições, apesar das inúmeras dificuldades encontradas pelo caminho.

“Foi uma Vuelta inesquecível”, destacou o corredor português, recordando o percurso realizado desde o início da época. “Cada Grande Volta tem a sua própria história e oferece experiências que ficam para sempre. Houve dias de alegria, momentos complicados e muitas emoções que tornam este desporto tão especial”, escreveu.

Almeida sublinhou ainda a imprevisibilidade do ciclismo como uma das suas maiores atrações. “Nunca sabemos exatamente o que nos espera. No entanto, no final, levamos sempre connosco uma história para contar”, acrescentou.

A temporada do português ficou condicionada por um vírus que o afetou desde março e por uma queda sofrida na Volta à Polónia, fatores que comprometeram a preparação para a prova espanhola, onde defendia o segundo lugar alcançado no ano anterior. Sem conseguir entrar na luta pelos primeiros lugares da classificação geral, viu também a estratégia da UAE alterar-se drasticamente após o abandono de Tadej Pogacar ao oitavo dia de competição.

Perante esse cenário, João Almeida procurou novas oportunidades e foi protagonista em várias etapas. Esteve presente em fugas importantes nas 12.ª e 14.ª jornadas e ficou muito perto de conquistar uma vitória de etapa no contrarrelógio da 18.ª tirada.

No final, terminou a Vuelta na 91.ª posição da classificação geral, quebrando pela primeira vez a sequência de presenças no top 10 das Grandes Voltas. Ainda assim, destacou-se pela capacidade de resistência numa equipa fortemente afetada por desistências, sendo um dos apenas quatro corredores da UAE Team Emirates a chegar ao fim da corrida, juntamente com Ivo Oliveira, Kevin Vermaeke e Domen Novak.

Na mensagem de despedida, o português deixou ainda palavras de agradecimento à estrutura da equipa e aos adeptos. “Obrigado a todos os que estiveram connosco ao longo deste caminho e a todos os que apoiam este desporto. Agora é tempo de recuperar e guardar tudo o que esta Vuelta nos ensinou”, referiu.

Com a corrida espanhola concluída, João Almeida aponta agora aos derradeiros objetivos da temporada. O campeão nacional terá pela frente os Campeonatos do Mundo, no Canadá, os Europeus, na Eslovénia, e a Il Lombardia, o último Monumento do calendário, mantendo viva a ambição de conquistar a sua primeira vitória do ano.

“Ricardo Batista sobe ao 3.º lugar do Mundial com Vasco Vilaça na liderança”


Ricardo Batista subiu este domingo ao terceiro lugar do Campeonato do Mundo de Triatlo, depois de terminar na quarta posição a oitava e penúltima etapa do circuito mundial, disputada em Karlovy Vary, na Chéquia. A duas semanas da Finalíssima de Pontevedra, Portugal conta assim com dois atletas nos três primeiros lugares do ranking, com Vasco Vilaça na liderança.

Ricardo Batista concluiu a exigente prova de Karlovy Vary em 1:51:18 horas, a apenas 28 segundos do vencedor, o francês Dorian Coninx, que cortou a meta em 1:50:50.

O campeão olímpico Alex Yee, da Grã-Bretanha, terminou na segunda posição, enquanto o austríaco Tjebbe Kaindl completou o pódio.

O quarto lugar permitiu a Ricardo Batista dar mais um salto importante na classificação do Campeonato do Mundo. O português soma agora 3.082 pontos e ocupa o terceiro lugar, atrás do australiano Matthew Hauser, segundo com 3.496, e de Vasco Vilaça, que continua no comando do Mundial com 3.850 pontos, apesar de não ter participado na etapa checa.

Batista chega, assim, à decisiva Finalíssima de Pontevedra em posição de pódio e satisfeito com o momento de forma.

“Estou muito contente por estar no pódio antes da Finalíssima. Se, no início do ano, me tivessem dito que este seria o cenário, não acreditava. Uma época de muitas provas, com vários altos e baixos, e estou pronto para defender o meu lugar daqui a duas semanas”, afirmou o triatleta à assessoria de comunicação da Federação de Triatlo de Portugal.

Numa prova marcada pela chuva e por um percurso de ciclismo particularmente exigente e perigoso, Batista destacou também a importância de ter conseguido evitar problemas antes da corrida decisiva da temporada.

“Em relação à prova de hoje, estou muito contente por ter chegado ao fim, por ter evitado várias quedas e também com o meu quarto lugar. Uma natação que correu dentro do esperado, um início de ciclismo muito duro devido ao percurso, onde só me queria manter em cima da bicicleta para evitar o cenário de ir para Pontevedra esfolado, e uma corrida onde me surpreendi bastante.”

O internacional português mostrou-se ainda confiante para a fase final da preparação: “Muito feliz com a forma neste momento e pronto para as últimas afinações antes da Final.”

Miguel Tiago Silva e Maria Tomé não terminaram a prova devido a quedas no segmento no ciclismo.

Com apenas a Finalíssima por disputar, o triatlo português parte para Pontevedra com Vasco Vilaça na liderança do Campeonato do Mundo e Ricardo Batista no terceiro lugar, numa posição privilegiada para lutar pelos lugares cimeiros da classificação final.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Afonso Eulálio Brilha no Canadá: Português Entra no Top 10 em Montreal e Confirma Grande Momento de Forma”


Por: José Morais

O português Afonso Eulálio voltou a destacar-se no panorama internacional ao concluir o Grande Prémio de Montreal na nona posição, numa corrida conquistada pelo mexicano Isaac del Toro (UAE Team Emirates).

Numa prova disputada ao longo de 214,4 quilómetros e com um percurso muito semelhante ao que receberá a corrida de fundo dos Campeonatos do Mundo, a 27 de setembro, Del Toro confirmou o favoritismo ao vencer um emocionante duelo final frente ao francês Paul Seixas (Decathlon AG2R La Mondiale).

Os dois jovens talentos chegaram isolados à meta após a ofensiva lançada por Seixas a cerca de 12 quilómetros da chegada. O mexicano revelou-se mais forte no sprint decisivo e cortou a meta ao fim de 5h13m16s, com o mesmo registo do rival francês. O norte-americano Brandon McNulty (UAE Team Emirates), vencedor da edição anterior, completou o pódio a 27 segundos.

Entre os principais candidatos, o campeão olímpico Remco Evenepoel (Red Bull-BORA-hansgrohe) terminou na quinta posição, a 35 segundos do vencedor, apenas dois dias depois de ter triunfado no Grande Prémio do Quebeque. O britânico Tom Pidcock (Q36.5 Pro Cycling Team) foi sexto, imediatamente atrás do belga.

Afonso Eulálio manteve-se entre os protagonistas durante grande parte da corrida e integrou o grupo da frente até ao ataque decisivo de Seixas. O corredor da Bahrain Victorious acabaria por cruzar a meta no nono lugar, a 36 segundos de Del Toro, alcançando mais um resultado de relevo numa temporada em que já assinou exibições de elevado nível e conquistou a classificação da juventude na Volta a Itália.

Numa jornada marcada por várias desistências, Nelson Oliveira (Movistar Team) foi o segundo melhor português em prova, concluindo a corrida na 32.ª posição, a 3m52s do vencedor.

Com esta prestação em Montreal, Eulálio reforça os sinais de crescimento e confirma-se como uma das figuras portuguesas em maior evidência no pelotão internacional.

“CRP RIBAFRIA VENCE COLETIVAMENTE O 10.º PRÉMIO DE CICLISMO DE TAVEIRO”


A equipa de ciclismo do CRP Ribafria – Grupo Parapedra / MAF / Riomagic deslocou-se, no dia 13 de setembro, a Taveiro, Coimbra, para competir no 10.º Prémio de Ciclismo União das Freguesias de Taveiro, Ameal e Arzila.

A formação do CRP Ribafria alinhou nesta competição com nove unidades: João Letras, Paulo Simões, Jorge Letras, Hélder Loureiro, Ricardo Sequeira, Miguel Nunes, Henrique Silva, Diogo Pereira e Tiago Crespo.

O circuito, composto por seis voltas de 13 quilómetros, contou com a participação de diversas equipas nacionais, numa jornada marcada também pelas elevadas temperaturas que se fizeram sentir.

Desde os primeiros quilómetros, a corrida apresentou um ritmo muito elevado, com várias tentativas de fuga e constantes movimentações no pelotão.

À passagem da segunda volta, Paulo Simões, em conjunto com um adversário, conseguiu ganhar uma pequena vantagem sobre o pelotão. Apesar da tentativa de reação, o entendimento entre os dois atletas na frente foi perfeito, permitindo-lhes aumentar progressivamente a vantagem, que chegou a aproximar-se dos três minutos.


No pelotão, e a faltar 2 voltas para o fim,  Jorge Letras e Miguel Nunes, juntamente com um adversário, conseguiram também ganhar vantagem, formando um grupo intermédio que chegou a dispor de cerca de 40 segundos sobre o pelotão.

Já na última volta, Diogo Pereira e Henrique Silva, em conjunto com três adversários, conseguiram igualmente destacar-se do pelotão, tornando a corrida ainda mais animada e colocando vários atletas do CRP Ribafria na frente da competição.

A vitória viria a ser discutida ao sprint entre os dois atletas que seguiam na frente, com o adversário a revelar-se mais forte e a bater Paulo Simões, que terminou assim na segunda posição da classificação geral.

Cerca de um minuto depois, Miguel Nunes cortou a meta na 3.ª posição, seguido de Jorge Letras, na 4.ª posição, Henrique Silva, na 5.ª, e Diogo Pereira, no 8.º lugar.

Paulo Simões destacou-se ainda ao vencer o maior número de passagens na meta na frente, acrescentando a vitória na categoria M40. Jorge Letras foi 2.º classificado em M40, enquanto, na categoria de Elites, Miguel Nunes foi 2.º classificado e Henrique Silva alcançou a 3.ª posição.


O CRP Ribafria foi o vencedor da classificação coletiva, fechando da melhor forma a época, onde a união e o trabalho de equipa voltaram a fazer a diferença.

O 10.º Prémio de Ciclismo de Taveiro marcou a última prova da equipa na época de 2026.

Foi uma época marcada por muitas conquistas, vitórias e momentos de grande qualidade, embora fique também o sentimento de que alguns dos objetivos definidos no início da temporada ficaram por alcançar.

Ainda assim, o CRP Ribafria não pode deixar de fazer um especial agradecimento a todos os atletas, pela dedicação, compromisso e atitude demonstrados ao longo de toda a época.

Em todas as provas, vestiram a camisola do CRP Ribafria com orgulho, lutaram pela equipa e deram tudo em cada quilómetro, sempre em busca da vitória.

Uma época termina. A camisola fica. E a vontade de vencer continua.

Fonte: CRP Ribafria – Grupo Parapedra / MAF / Riomagic

“Clube de Natação de Torres Novas no Campeonato do Mundo de Triatlo em Karlovy Vary (Chéquia)”


RICARDO BATISTA “FANTÁSTICO” no mundial de triatlo

 

Por: Paulo José Catarino Vieira

RICARDO BATISTA alcançou um fantástico 4.º lugar na penúltima etapa do Campeonato do Mundo, disputada este domingo, 13/setembro, em Karlovy Vary, na Chéquia, onde o francês Dorian Coninx foi o vencedor.

Faltando apenas disputar a última etapa em Pontevedra, a 27/setembro, com este resultado, o atleta do Clube de Natação de Torres Novas subiu ao 3.º lugar do mundial de triatlo, com 3082 pontos, num mundial que é liderado também por um português, o atleta do Benfica, Vasco Vilaça, com 3850 pontos.


Ricardo Batista, realizou os três segmentos da prova (1,5km/natação, 40km/ciclismo e 10km/corrida) em 1h51m18s, a 28 segundos do 1.º lugar, e no final da prova teve oportunidade de expressar o que sentia:

“Estou muito contente por estar no pódio antes da Finalíssima. Se, no início do ano, me tivessem dito que este seria o cenário, não acreditava. Uma época de muitas provas, com vários altos e baixos, e estou pronto para defender o meu lugar daqui a duas semanas.

Em relação à prova de hoje, estou muito contente por ter chegado ao fim, por ter evitado várias quedas e também com o meu 4.º lugar. Uma natação que correu dentro do esperado, um início de ciclismo muito duro devido ao percurso, onde só me queria manter em cima da bicicleta para evitar o cenário de ir para Pontevedra esfolado, e uma corrida onde me surpreendi bastante.


Muito feliz com a forma neste momento e pronto para as últimas afinações antes da Final.”

Também no setor feminino, a atleta húngara, Márta Kropkó, obteve um excelente resultado, ao concluir a sua prova no 8.º lugar. Maria Tomé, que também participou nesta etapa de Karlovy Vary, não conseguiu concluir a prova, devido a duas quedas no ciclismo. O piso bastante molhado ditou sortes diferentes para as 2 atletas do Clube de Natação de Torres Novas.

O atleta belga, Erwin Vanderplancke, conseguiu um resultado melhor do que o obtido na etapa anterior realizada há 2 semana atrás, em Wehai na China, terminado no 30.º lugar.

Fonte: Clube de Natação de Torres Novas

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