sábado, 8 de agosto de 2026

"Volta Portugal: 4ª Etapa – Figueiró dos Vinhos – Covilhã/Torre”


Dia 09.08 – 148 Km – 4193 M

 

Partida: Av. Dr. Fernando Lacerda (Figueiró dos Vinhos) – 13h55

Chegada: Alto da Torre (Covilhã) – 16h57

 

A Serra da Estrela dispensa apresentações!

 

Com cerca de 1.500 metros de desnível acumulado na ascensão final, continua a afirmar-se como um dos grandes juízes da Volta a Portugal. Pela sua altitude, extensão e exigência, a subida à Torre é um verdadeiro gigante do ciclismo nacional.

Embora não seja antecedida por grandes montanhas, a etapa será marcada por um terreno extremamente duro, com sucessivas subidas e descidas que irão desgastando progressivamente o pelotão antes da mítica ascensão final.

Será, igualmente, a etapa com maior desnível acumulado de toda a Volta.

Fonte: Organização

“Etapa 3: queda prejudica Santiago Mesa, Anicolor Campicarn Cycling Team mantém liderança de equipas”


A 3.ª etapa da 87.ª Volta a Portugal, a mais longa da corrida, entre Beja e Elvas, numa distância de 182,2 km, terminou com vitória de Leangel Meneses (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), em 4:21:42, a uma média de 41,773 km/h.

Rúben, diretor desportivo da equipa, destacou o trabalho coletivo ao longo do dia, lamentando um incidente na fase final: "a equipa trabalhou o dia todo. Na parte final saímos prejudicados com uma queda de um ciclista que vinha na fuga e prejudicou o Santi, que perdeu ali uns metros e velocidade na aproximação à meta, o que nos prejudicou bastante."


Ainda assim, Santiago Mesa terminou no grupo principal, na 7.ª posição, no mesmo tempo do vencedor. Rafael Reis (17.º), Artem Nych (23.º), Alexis Guérin (26.º), Carson Miles (32.º) e Louis Ferreira (43.º) também terminaram no grupo da frente.

A classificação geral individual mantém-se inalterada na frente: Rui Oliveira (UAE Team Emirates XRG) segue líder, com Rafael Reis na 2.ª posição, a 3 segundos, e Artem Nych na 4.ª, a 10 segundos.


Na geral por equipas, a Anicolor Campicarn Cycling Team continua na liderança, com um tempo de 36:22:15, mantendo os 14 segundos de vantagem sobre a Euskaltel-Euskadi.

 

Classificação geral individual (top 5):

 

1.º — Rui Oliveira (UAE Team Emirates XRG), 12:07:14

2.º — Rafael Reis (Anicolor Campicarn), a 3

3.º — Carlos Salgueiro (TCA), a 9

4.º — Artem Nych (Anicolor Campicarn), a 10

5.º — Axel Van der Tuuk (EUS), a 11

 

Classificação geral por equipas (top 3):

 

1.º — Anicolor Campicarn Cycling Team, 36:22:15

2.º — Euskaltel-Euskadi, a 14

3.º — Feira dos Sofás - Boavista, a 41

Sobre a 4.ª etapa, Rúben Pereira antecipa uma corrida decisiva: "em relação à etapa de amanhã, haverá grandes mexidas, é onde se vão decidir os 10 principais. A responsabilidade que temos na corrida é proteger os nossos líderes, deixar que a corrida se desenvolva e, com muita calma, ir-nos aproximando."

Amanhã a 4.ª etapa da Volta a Portugal 2026, que ligará Figueiró dos Vinhos à Torre, na Serra da Estrela, numa distância de 162,1 km, com partida agendada para as 13h10, na Av. Dr. Fernando Lacerda, em Figueiró dos Vinhos, e chegada prevista ao Alto da Torre.

Estão todos convidados a marcar presença e a apoiar a equipa ao longo do percurso.

Fonte: Clube Desportivo Fullracing

“A Volta a Portugal chega ao Strava com os únicos segmentos de montanha verificados em Portugal”


A Volta a Portugal acaba de alcançar um marco inédito. Pela primeira vez, a Strava validou oficialmente as míticas subidas da Senhora da Graça e da Torre para a edição de 2026, criando os únicos segmentos de ciclismo de montanha verificados em Portugal.

As duas ascensões passam assim a integrar um grupo muito restrito de segmentos oficialmente reconhecidos pela plataforma, reforçando a sua relevância junto da comunidade ciclista nacional e internacional.

Criados especificamente para a 87.ª Volta a Portugal em Bicicleta Jogos Santa Casa, estes segmentos permitem agora que qualquer ciclista possa percorrer exatamente as mesmas subidas que irão decidir a corrida e comparar o seu desempenho com milhares de utilizadores da Strava.

 

Um desafio aberto a todos

 

Durante a Volta a Portugal, a organização convida todos os amantes do ciclismo a viver a Volta de uma forma diferente.

Antes da etapa da Torre e da Senhora da Graça, os segmentos oficiais estarão em destaque na plataforma Strava e todos os ciclistas são desafiados a percorrê-los, registando o seu tempo.

Depois da passagem do pelotão profissional, será possível comparar o desempenho alcançado com os tempos dos corredores da Volta a Portugal e perceber quão perto cada participante conseguiu ficar dos melhores ciclistas da prova.

Mais do que um desafio, esta será uma oportunidade para viver a experiência da Volta na primeira pessoa, pedalando nas mesmas estradas e enfrentando duas das subidas mais emblemáticas da história do ciclismo português.

 

Torre – 18,9 km | 7,7% | +1.204 m

Senhora da Graça – 8,21 km | 7,7% | +609 m

 

No caso da etapa da Torre, será possível cumprir o segmento na véspera e na própria dia da etapa, até às 14h de domingo (amanhã).

Na etapa da Senhora da Graça, devido às condicionantes com as montagens, apenas será possível realizar a subida tradicional na véspera da etapa, até às 12h do próprio dia.

Regista. Compara. Supera-te.

Uma iniciativa da Volta a Portugal, em parceria com a Strava e com o apoio da Anicolor.

Fonte: Volta a Portugal

“Volta Portugal 3ª etapa: Linarez lidera dobradinha da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua na chegada a Elvas”


Fotos: Kike Abelleira / Emesports-Miguel Simão / FPC

Três etapas da Volta a Portugal Jogos Santa Casa mais o prólogo inicial, três chegadas ao sprint.

Este sábado, no final desenhado no Forte Baluarte São João de Deus, em Elvas, foi a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua a quarta equipa a vencer na Grandíssima, e logo com uma dobradinha.

Num final técnico, caótico e feito a grande velocidade, Leangel Linarez mostrou ter mais pernas do que toda a gente e ergueu os braços para a vitória ao lado do colega João Matias, segundo classificado. Tomas Contte (Aviludo-Louletano-Loulé) repetiu o terceiro lugar da véspera.


“Estou muito feliz, tenho de agradecer à equipa. Sabíamos que esta era praticamente a última oportunidade para os sprinters, estivemos bem, com calma. Quase caí no último quilómetro, mas tive pernas para chegar à frente e conseguir ganhar”, disse Linarez, após o triunfo.

 

Quatro corajosos desafiaram o pelotão

 

Na etapa mais longa desta 87.ª edição da Volta a Portugal, o pelotão percorreu o Alentejo debaixo de um intenso calor, com as temperaturas a rondarem os 40 graus. No entanto, nem isso impediu quatro corajosos de atacarem e formarem a fuga do dia: Ronan O’Connor (APS Pro Cycling by Team Cadence Cyclery), José Moreira (GI Group Holding-Simoldes-UDO), Gonçalo Rodrigues (Óbidos Cycling Team) e Joshua Lebo (Meridian Racing p/b De La Uz).


Esse quarteto andou escapado praticamente durante toda a etapa – foi alcançado pelo pelotão a dois quilómetros da meta – e dominou as contagens intermédias da tarde, com destaque para dois nomes: Gonçalo Rodrigues foi o mais rápido na meta volante de Alandroal e na segunda de Vila Viçosa, Lebo venceu a contagem de montanha do Castelo de Monsaraz (terceira categoria) e o primeiro bónus sprint de Vila Viçosa.

Do grupo que atacou pouco depois da partida em Beja, José Moreira conquistou ainda o Prémio da Combatividade EBRO.

 

Tavfer impôs-se no momento decisivo

 

Alcançada a fuga, os homens rápidos prepararam-se então para um final técnico e ligeiramente a subir. Gonçalo Rodrigues ainda tinha uma réstia de energia e tentou surpreender, mas acabou por cair já dentro do último quilómetro.

Rui Oliveira, com a Camisola Amarela vestida, também procurou a vitória (acabou em quinto), mas nos últimos metros foi então a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua a festejar, com a dupla Linarez-Matias – este último, o português mais bem classificado na etapa.

“Se calhar arranquei um bocadinho cedo demais. Já estava no limite quando me passaram, tenho de dar os parabéns ao Linarez e à Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua. Vou continuar a tentar, tenho estado na disputa todos os dias, a vitória há-de chegar. Chegar à Torre de Amarelo era um objetivo e vai ser muito especial”, confessou Rui.

O campeão olímpico continua então a liderar a Classificação Geral, enquanto Daniel Cavia (Burgos-Burpellet-BH) segue como líder da Classificação por Pontos com a Camisola Laranja Galp. Na montanha, a Camisola Azul Continente permanece na com Oscar Rota (Feira dos Sofás-Boavista), ao passo que Adrià Pericas (UAE Team Emirates XRG) continua a liderar a Classificação da Juventude – Camisola Branca Paredes Rota dos Móveis.

A Volta foi dos homens rápidos até agora, mas vai entrar numa nova fase já este domingo: apertem os cintos que vem aí a subida à Torre, no primeiro grande teste para os homens da Geral.

 

PROGRAMA OFICIAL

 

9 de agosto | 4.ª etapa

Figueiró dos Vinhos – Covilhã/Torre

Partida: 13h15

Chegada prevista: 17h16

154,6 km

Fonte: Volta a Portugal

“Ataque Demolidor de Demi Vollering Revoluciona o Tour de França Feminino”


Por: José Morais

Demi Vollering virou o Tour de France Feminino de cabeça para baixo com um ataque feroz nos quilómetros finais rumo a Nice, conquistando a camisola amarela e deixando a corrida totalmente aberta para a etapa decisiva de domingo.

A holandesa da FDJSuez lançou um movimento explosivo numa rampa curta e não categorizada, a apenas 9 km da meta, quebrando a resistência de Elisa Longo Borghini e Kasia Niewiadoma. A aceleração foi tão incisiva que Vollering cruzou a meta com 17 segundos de vantagem sobre Longo Borghini e relegou Niewiadoma ao terceiro lugar, assumindo assim a liderança geral com oito segundos de margem.

A etapa de 171,9 km entre Sisteron e Nice parecia destinada a uma fuga duradoura ou a um sprint controlado, sobretudo depois do desgaste provocado pelo Mont Ventoux no dia anterior. Loes Adegeest e Maeva Squiban chegaram a sonhar com a vitória ao acumularem mais de seis minutos de vantagem, mas o pelotão guiado pelas equipas dos favoritos nunca perdeu o controlo.

A queda de Squiban na descida da Côte de Colomars deixou Adegeest isolada, mas o seu esforço terminou a 9 km do fim, precisamente quando Lorena Wiebes, a grande candidata ao sprint, também caiu, alterando por completo o cenário da corrida.

Foi nesse momento que Vollering leu a estrada como poucos. Na curta subida que antecedia a descida final para Nice, acelerou com violência. Longo Borghini e Niewiadoma tentaram responder, mas a segunda investida da holandesa foi definitiva. Sozinha, manteve o ritmo até à meta e vestiu o amarelo na véspera da etapa final.

Com esta vitória, Vollering lidera agora a geral com nove segundos sobre Niewiadoma e 1:12 sobre Marlen Reusser. A espanhola Paula Blasi, da UAE, ocupa o sétimo lugar, a 5:05.

A decisão chega este domingo, numa etapa curta, mas brutal: 99,2 km com quatro ascensões ao Col d’Èze, três pelo lado mais suave (7,7 km a 5,9%) e a última pelo lado mais duro (6 km a 7,6%). Tudo aponta para uma batalha intensa, onde cada segundo poderá definir a vencedora da quinta edição da prova.

“Visma vira o jogo na etapa rainha e Louis Barré assina a maior surpresa do Tour da Polónia”


Por: José Morais

A Visma–Lease a Bike voltou a desafiar expectativas no Tour da Polónia 2026. Com uma equipa longe da sua formação de gala, os holandeses somaram hoje a segunda vitória consecutiva, desta vez graças a uma fuga magistral de Louis Barré, que conquistou o primeiro triunfo da carreira após um ataque de 12 km. A festa, porém, veio com um sabor agridoce: a equipa perdeu a liderança geral para Christian Scaroni, que agora veste a amarela por três segundos.

 

Etapa rainha marcada por caos, ataques e uma fuga teimosa

 

A sexta etapa, com mais de 2.700 metros de desnível positivo e a temida ascensão de Ściana Bucovina, prometia ser decisiva e cumpriu. O pelotão explodiu em ataques desde o quilómetro zero, com vários grupos a tentarem formar a fuga do dia. Só quando Walter Calzoni conseguiu abrir espaço é que a corrida começou a estabilizar.

A ele juntaram-se Mikkel Bjerg e, pouco depois, um bloco de sete ciclistas que incluía nomes como Valentin Madouas, Magnus Sheffield e Luca Vergallito. A vantagem nunca passou dos 30 segundos, e na primeira passagem pela Bucovina a fuga começou a desfazer-se.

 

Buitrago lança o ataque decisivo Barré responde e não olha para trás

 

Com a fuga neutralizada, Santiago Buitrago atacou com violência. Só Louis Barré conseguiu seguir o colombiano, formando uma dupla explosiva a 40 km do fim. Atrás, Tobias Svarre e Frederik Wandahl tentaram juntar-se, mas sem sucesso.

Na última subida da Bucovina, Barré mostrou que tinha mais do que pernas: tinha estratégia. Soltou Buitrago, resistiu ao grupo perseguidor e chegou ao topo com 25 segundos de vantagem. A partir daí, foi uma questão de sobrevivência e de coragem.

 

Um final de raça, uma vitória histórica e uma nova liderança

 

Nos últimos quilómetros, Bart Lemmen, até então líder da geral, sacrificou-se para proteger o colega, controlando ataques e mantendo o ritmo do pelotão. Barré cruzou a meta com 10 segundos de vantagem sobre Christian Scaroni, que não só foi o mais forte entre os perseguidores como também assumiu a liderança da classificação geral.

 

Top 3 da etapa:

 

1º Louis Barré (Visma–Lease a Bike)

2º Christian Scaroni (XDS Astana)

3º Marco Brenner (Tudor)

 

Top 3 da geral após etapa 6:

 

1º Christian Scaroni

2º Louis Barré, +3s

3º Bart Lemmen, +5s

 

Tudo em aberto para o contrarrelógio final

 

O Tour da Polónia termina domingo com um contrarrelógio de 12,5 km em Wieliczka, onde a luta pela amarela promete ser milimétrica. Barré e Lemmen estão a 3 e 5 segundos de Scaroni, mas terão de enfrentar especialistas como Jan Christen, Mateo Sobrero e Iván Romeo, todos dentro de 40 segundos.

A Visma, que já soma 38 vitórias na temporada, ainda acredita no triunfo final mesmo depois de um Tour de França apagado.

“Felix Gall explode em Burgos e aponta à Vuelta: Pellizzari fecha com triunfo, mas coroa fica com o austríaco, Afonso Eulálio também na fuga na última etapa”


Por: José Morais

Felix Gall (Decathlon–CMA CGM) conquistou a Vuelta a Burgos com autoridade e abriu caminho para chegar à Vuelta a España como candidato real ao pódio. A última etapa ficou nas mãos de Giulio Pellizzari (Red Bull–Bora–Hansgrohe), que brilhou na subida final, mas não conseguiu virar a classificação. Oscar Onley (Netcompany–INEOS) foi segundo na tirada e confirmou também o segundo lugar na geral, enquanto Giulio Ciccone (Lidl–Trek) completou o pódio.

 

Etapa frenética desde o quilómetro zero

 

A jornada decisiva, curta e explosiva, com apenas 137 km até às Lagunas de Neila, começou com caos total: ataques sucessivos, cortes no pelotão e um ritmo que não deu margem para respirar. Um grupo de 16 corredores chegou a abrir espaço, incluindo nomes do top10 como Oscar Onley, Enric Mas e Ben Tulett, mas a tentativa foi anulada.

Pouco depois, nova fuga ganhou consistência com 15 ciclistas, entre eles Kevin Vermaerke, Igor Arrieta, Gianmarco Garofoli, Vincenzo Albanese e Remy Rochas. As quedas de Afonso Eulalio, Lennart Jasch e Jonathan Lastra reduziram rapidamente o grupo, enquanto a dupla da Burgos BH Sergio Chumil e Josh Burnett abandonava após acidente.

 

Driesen, a revelação de 20 anos

 

A corrida partiu de vez no Alto de Tolbaños: Vermaerke e Garofoli atacaram, Albanese tentou seguir, mas ficou pelo caminho. No pelotão, Decathlon e INEOS mantinham o controlo, preparando o terreno para a batalha final.

No Rozavientos, Vermaerke voltou a acelerar, mas a vantagem era curta. Pavel Sivakov saltou do pelotão e levou consigo o jovem Nils Driesen (Lotto–Intermarché), que, com apenas 20 anos, mostrou personalidade ao isolarse a 3,9 km da meta. A vantagem, porém, evaporou quando Decathlon e LidlTrek apertaram o ritmo para proteger Felix Gall.

 

Gall ataca, Pellizzari responde, Onley ameaça

 

A 3,6 km do fim, Driesen foi alcançado. Léo Bisiaux lançou Felix Gall, que levou Onley e Ciccone na roda. Atrás, Pellizzari, Rondel e Mas recuperavam terreno.

Assim que chegou ao grupo, Pellizzari atacou e Ciccone respondeu. Pablo Torres juntouse ao trio, mas o italiano da Red Bull guardava forças para o golpe final: lançou um ataque devastador a 1,4 km da meta, abrindo 23 segundos sobre Gall.

Onley tentou surpreender com uma aceleração brutal a 500 metros do fim, mas Felix Gall manteve a calma, fechou o espaço e garantiu a camisola roxa.

Pellizzari venceu a etapa com mérito, mas não o suficiente para destronar Gall ou entrar no pódio. Onley, mesmo com o segundo lugar na etapa, também não conseguiu virar a geral.

Afonso Eulálio, da BahrainVictorious, integrou a principal fuga da etapa, mas acabaria por cruzar a meta na 80.ª posição, a 13m16s. Na classificação geral, fechou o dia em 119.º, a 40m25s. Já Iúri Leitão, representante da Caja Rural, abandonou a corrida antes do final.

 

Felix Gall faz história: primeira vitória numa geral

 

Pellizzari destacou o trabalho da equipa:

“Foi uma escalada duríssima. Eu estava cansado, mas queria retribuir o que a equipa fez por mim.”

Felix Gall, emocionado, celebrou a sua primeira vitória numa classificação geral:

“Foi uma batalha enorme. Treinei bem em altitude e ganhei muita confiança esta semana. Agora descanso e sigo para a Vuelta.”

O austríaco fecha Burgos com moral elevado, Onley confirma a ascensão e Ciccone mantém consistência. A Volta a Espanha promete fogo. mas coroa fica com o austríaco, Afonso Eulálio também na fuga na última etapa”

 

Por: José Morais

Felix Gall (Decathlon–CMA CGM) conquistou a Vuelta a Burgos com autoridade e abriu caminho para chegar à Vuelta a España como candidato real ao pódio. A última etapa ficou nas mãos de Giulio Pellizzari (Red Bull–Bora–Hansgrohe), que brilhou na subida final, mas não conseguiu virar a classificação. Oscar Onley (Netcompany–INEOS) foi segundo na tirada e confirmou também o segundo lugar na geral, enquanto Giulio Ciccone (Lidl–Trek) completou o pódio.

 

Etapa frenética desde o quilómetro zero

 

A jornada decisiva, curta e explosiva, com apenas 137 km até às Lagunas de Neila, começou com caos total: ataques sucessivos, cortes no pelotão e um ritmo que não deu margem para respirar. Um grupo de 16 corredores chegou a abrir espaço, incluindo nomes do top10 como Oscar Onley, Enric Mas e Ben Tulett, mas a tentativa foi anulada.

Pouco depois, nova fuga ganhou consistência com 15 ciclistas, entre eles Kevin Vermaerke, Igor Arrieta, Gianmarco Garofoli, Vincenzo Albanese e Remy Rochas. As quedas de Afonso Eulalio, Lennart Jasch e Jonathan Lastra reduziram rapidamente o grupo, enquanto a dupla da Burgos BH Sergio Chumil e Josh Burnett abandonava após acidente.

 

Driesen, a revelação de 20 anos

 

A corrida partiu de vez no Alto de Tolbaños: Vermaerke e Garofoli atacaram, Albanese tentou seguir, mas ficou pelo caminho. No pelotão, Decathlon e INEOS mantinham o controlo, preparando o terreno para a batalha final.

No Rozavientos, Vermaerke voltou a acelerar, mas a vantagem era curta. Pavel Sivakov saltou do pelotão e levou consigo o jovem Nils Driesen (Lotto–Intermarché), que, com apenas 20 anos, mostrou personalidade ao isolarse a 3,9 km da meta. A vantagem, porém, evaporou quando Decathlon e LidlTrek apertaram o ritmo para proteger Felix Gall.

 

Gall ataca, Pellizzari responde, Onley ameaça

 

A 3,6 km do fim, Driesen foi alcançado. Léo Bisiaux lançou Felix Gall, que levou Onley e Ciccone na roda. Atrás, Pellizzari, Rondel e Mas recuperavam terreno.

Assim que chegou ao grupo, Pellizzari atacou e Ciccone respondeu. Pablo Torres juntouse ao trio, mas o italiano da Red Bull guardava forças para o golpe final: lançou um ataque devastador a 1,4 km da meta, abrindo 23 segundos sobre Gall.

Onley tentou surpreender com uma aceleração brutal a 500 metros do fim, mas Felix Gall manteve a calma, fechou o espaço e garantiu a camisola roxa.

Pellizzari venceu a etapa com mérito, mas não o suficiente para destronar Gall ou entrar no pódio. Onley, mesmo com o segundo lugar na etapa, também não conseguiu virar a geral.

Afonso Eulálio, da BahrainVictorious, integrou a principal fuga da etapa, mas acabaria por cruzar a meta na 80.ª posição, a 13m16s. Na classificação geral, fechou o dia em 119.º, a 40m25s. Já Iúri Leitão, representante da Caja Rural, abandonou a corrida antes do final.

 

Felix Gall faz história: primeira vitória numa geral

 

Pellizzari destacou o trabalho da equipa:

“Foi uma escalada duríssima. Eu estava cansado, mas queria retribuir o que a equipa fez por mim.”

Felix Gall, emocionado, celebrou a sua primeira vitória numa classificação geral:

“Foi uma batalha enorme. Treinei bem em altitude e ganhei muita confiança esta semana. Agora descanso e sigo para a Vuelta.”

O austríaco fecha Burgos com moral elevado, Onley confirma a ascensão e Ciccone mantém consistência. A Volta a Espanha promete fogo.

“Tavfer- Ovos Matinados- Mortágua assume controlo da etapa na ligação entre Sines e Albufeira”


A Tavfer- Ovos Matinados- Mortágua realizou mais uma etapa na Volta a Portugal 2026, num dia marcado por um trabalho coletivo intenso e por uma estratégia assente no controlo da corrida na chegada a Albufeira. A equipa assumiu desde cedo uma posição de destaque na frente do pelotão, ja na partida de Sines controlando a fuga e impondo o seu ritmo à prova.

Ao longo dos quilómetros, os corredores mantiveram-se atentos a todas as movimentações do pelotão, assegurando a fuga não ganhasse vantagem significativa. Este esforço coletivo permitiu que a corrida chegasse compacta à zona final, com a decisão da etapa a ser tomada na chegada a Albufeira.


Na aproximação à meta, os nossos sprinters perderam algumas posições nos metros finais, o que impossibilitou a discussão direta da vitória da etapa. Ainda assim, João Matias conseguiu classificar-se na 11.ª posição seguido de Leangel Linares na 13.ª, num dia em que o esforço coletivo não se traduziu no resultado almejado, mas que deixou uma imagem de força, organização e maturidade tática da equipa.

A formação manteve-se sempre na frente da corrida, ditando o ritmo e neutralizando as iniciativas dos adversários, num trabalho tático que será fundamental ao longo das próximas etapas da Volta a Portugal 2026. A equipa segue confiante de que o empenho demonstrado hoje será recompensado nas jornadas que se seguem, com a convicção de que as oportunidades surgirão para quem trabalha com esta intensidade e comprometimento.


Gustavo Veloso, diretor desportivo afirmou que: “Foi uma etapa de muito trabalho e de grande controlo da corrida. A equipa esteve sempre na frente, ditou o ritmo e anulou a fugas como tínhamos planeado. Na aproximação à meta, os nossos sprinters perderam algumas posições nos metros finais e não foi possível discutir a vitória. O resultado não reflete todo o esforço coletivo, mas a imagem que deixámos é positiva. Estamos na frente da corrida e confiantes de que a nossa oportunidade vai chegar.”

 

2.ª etapa

Sines - Albufeira

Classificação da etapa

 

1.º Santiago Mesa (Anicolor/Campicarn): 3h59m08s

11.º João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a m.t.

13.º Leangel Meneses (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a m.t.

43.º Angel Sanchez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a m.t.

50.º Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a m.t.

55.º Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua),a m.t.

105.º César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 5m53s

112.º Francisco Morais (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 9m16s

 

Classificação geral individual

 

1.º Rui Oliveira (UAE Team Emirates XRG): 7h45m32s

44.º Angel Sanchez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 53s

45.º Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 55s

52.º João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1m44s

56.º Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1m55s

76.º Leangel Meneses (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 6m01s

106.º César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 13m14s

110.º Francisco Morais (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 15m21s

 

Classificação geral por equipas

 

1.º Anicolor/Campicarn, 23h17m09s

10.º Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, a 2m21s

 

Alta Voltagem - Etapa 3, Sines a Albufeira

 

 Um dia de muito trabalho, garra e controlo da corrida!  A equipa esteve sempre na frente da prova, anulámos a fuga e ditámos o ritmo do pelotão. Na chegada a Albufeira, o esforço não se traduziu nos resultados que queríamos. Na aproximação à meta, os nossos sprinters perderam espaço, o que impossibilitou a discussão da etapa. 

João Matias terminou na 11.ª posição e Leangel Linarez na 13.ª  Há que olhar para o trabalho feito na frente da corrida e acreditar que a nossa

oportunidade irá chegar!

De 2026 para a eternidade. O bidon que guarda a nossa volta

O bidon é um dos símbolos mais fortes da cultura do ciclismo: passa de mão em mão, viaja milhares de quilómetros e guarda as histórias de quem o segura.

Na berma da estrada, é a criança que estende a mão e recebe o bidon como se fosse um tesouro. No final das etapas, são as pessoas que correm até aos atletas, coração acelerado, a tentar agarrar aquele momento que só existe no ciclismo.

Em 2026, a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua pega nesse ícone e leva-o a outro nível, transformando-o num verdadeiro item de coleção: o bidon especial da temporada, pensado para ser um marco na memória dos adeptos.

Neste bidon, que será oferecido aos fãs durante a Volta a Portugal, cada fã pode recolher as assinaturas da equipa de 2026, gravando para sempre os nomes que fizeram parte desta temporada e desta Volta a Portugal.

Este bidon não é apenas merchandising: é um símbolo da proximidade entre a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua e os fãs, uma forma de eternizar este ano e de celebrar a paixão pelo ciclismo.

Um dia, quem o guardar vai olhar para ele e recordar esta Volta: o calor da estrada, o barulho da caravana, o sprint na meta, o momento em que um atleta parou para assinar. Uma memória física da paixão pelo ciclismo e de cada pessoa que pedala, apoia e vive a nossa equipa.

No fim, fica um objeto simples, mas com um peso gigante: um bidon que conta uma história de 2026, da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua e de todos aqueles que escolheram estar connosco ao longo da Volta a Portugal.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
  • Diretor: José Manuel Cunha Morais
  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
  • Periodicidade: Diária
  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
  • Proprietário e Editor: José Manuel Cunha Morais
  • Morada: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Redacção: José Morais
  • Fotografia e Vídeo: José Morais, Helena Morais
  • Assistência direção, área informática: Hugo Morais
  • Sede de Redacção: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Contactos: Telefone / Fax: 219525458 - Email: josemanuelmorais@sapo.pt noticiasdopedal@gmail.com - geral.revistanoticiasdopedal.com