domingo, 7 de junho de 2026

“João Almeida regressa em dia amargo: português perde mais de 24 minutos na dura abertura do Tour Auvergne-Rhône-Alpes”


Por: José Morais

A etapa inaugural do Tour Auvergne-Rhône-Alpes sucessor direto do histórico Critérium du Dauphiné ficou marcada pelo brilho francês e pelas dificuldades sentidas por João Almeida, que regressou à competição após uma longa paragem por doença.

 

Baudin estreia-se a vencer no World Tour

 

O herói do dia foi Alex Baudin (EF Education–EasyPost). O francês de 25 anos integrou a fuga inicial, resistiu ao pelotão e cruzou isolado a meta em Saint-Ismier, depois de 146,2 quilómetros de esforço contínuo. A vitória, conquistada praticamente “em casa” e diante da família, valeu-lhe a liderança da geral.

Atrás dele chegaram Ramses Debruyne (Alpecin–Deceuninck) e Léo Bisiaux (Decathlon), a 32 segundos, num grupo que também incluía nomes fortes como Luke Plapp, Kévin Vauquelin e Oscar Onley.

 

João Almeida regressa, mas paga caro o ritmo da montanha

 

O regresso de João Almeida (UAE Emirates) não teve o desfecho desejado. O português perdeu contacto logo na subida ao Col de l’Arzelier, ainda nos primeiros 30 quilómetros. Chegou a reentrar no pelotão, mas voltou a ceder definitivamente na Côte de Quaix-en-Chartreuse, já a mais de 50 quilómetros da meta.

Acabou por cortar a meta na 147.ª posição, a 24m09s do vencedor.

O outro português em prova, Ivo Oliveira, terminou em 95.º, a 21m11s.

 

Etapa dura faz estragos entre favoritos

 

A jornada, com cinco contagens de montanha — incluindo uma de primeira categoria provocou danos significativos no pelotão. Entre os favoritos à geral, Isaac del Toro, Paul Seixas, Juan Ayuso e Matteo Jorgenson chegaram a 44 segundos de Baudin.

Outros nomes de peso ficaram ainda mais atrasados, como Daniel Martínez, Ben Healy e Tobias Halland Johannessen.

O jovem norte-americano Matthew Riccitello, melhor jovem da última Vuelta, abandonou por doença.

 

O que vem aí

 

A segunda etapa, entre Saint-Martin-le-Vinoux e Le Puy-en-Velay, apresenta-se como um verdadeiro teste de resistência: 234,3 quilómetros e cinco contagens de montanha, três delas de segunda categoria.

“Resultados 1a etapa do Tour Auvergne-Rhône-Alpes: Alex Baudin faz vingar a fuga e veste a amarela; Onley e Vauquelin ganham tempo”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

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A fuga vingou no primeiro dia do Tour Auvergne-Rhône-Alpes, com o francês Alex Baudin a vencer em Saint-Ismier e a arrecadar a primeira camisola amarela para a França, ainda que o público gaulês esperasse que isso ocorresse com outro protagonista: Paul Seixas, que preferiu correr de um modo conservador, até porque perdeu o seu principal gregário de montanha.

O Tour Auvergne-Rhône-Alpes 2026 foi uma corrida de regresso à competição para muitos ciclistas, depois de lesões com maior ou menor gravidade. João Almeida, Matteo Jorgenson, Isaac del Toro, Matteo Trentin, Michael Matthews ou Ben Healy voltaram a colocar um dorsal nas costas.

A etapa de abertura mais dura de sempre do antigo Critérium du Dauphiné, superando, por exemplo, a 1ª etapa da edição de 2025, ganha por Tadej Pogacar, arrancou com um falso plano ascendente e muitas tentativas de fuga.

Inicialmente, formou-se um grupo com nomes como Georg Steinhauser, Raul Garcia Pierna ou George Bennett. No entanto, a fuga só se formaria após o sprint intermédio, com um grupo de 10 elementos na frente: Alex Baudin, Alexis Mackellar, Pepjin Reinderink, Raul Garcia Pierna, Georg Zimmermann, Matteo Vércher, Alex Diaz, Nadav Raisberg, Sergio Samitier e Clément Braz Afonso.

A primeira subida categorizada do dia, o Col de l'Arzelier (8.5km à 5.9%), chegou num ápice e a Decathlon CGA CGM de Paul Seixas mostrou as suas intenções, controlando o pelotão. O ritmo e a dureza do terreno faziam descolar Wout Van Aert, João Almeida e Matthew Riccitello, os dois primeiros conseguiriam reentrar, enquanto que o último viria a abandonar. Na fuga, observaram-se algumas movimentações táticas, com Raisberg a descair para levar George Bennett à frente. O israelita viria a ficar integrado no grupo principal, tal como o neerlandês da Soudal - Quick-Step.

Na subida mais inclinada do dia, o Côte de Quaix-en-Chartreuse (2.4km à 10.2%), João Almeida voltou a mostrar que está aqui para ir dia a dia, sem pressão, cedendo a 54km da meta. Não ficou sozinho, mas sim integrado num grupo, com elementos como Wout Van Aert, Dorian Godon ou Pello Bilbao. Mais adiante, e de forma mais surpreendente, Benoit Cosnefroy, também ficava para trás, ele que era considerado à partida um dos favoritos para hoje.

A fuga também se partia, sobrando apenas 3 elementos na frente, os mais fortes a subir - Bennett, Baudin e Braz Afonso. Para o Côte de Rousset (8.3km à 7.6%), estavam reservadas mais algumas surpresas negativas no pelotão, com Jordan Jegat, Daniel Martínez e Pavel Sivakov a ligarem a marcha-atrás, depois da Visma se juntar à Decathlon no comando do grupo.

Alex Baudin arrancou a 29km da meta, descarregou os rivais e foi em busca da primeira amarela da corrida, tentando tirar vantagem do facto de Paul Seixas ter perdido o seu principal gregário, Matthew Riccitello. No pelotão, continuavam homens de geral a cair que nem tordos, Tobias Johannessen, Ben Healy e Jefferson Cepeda também mostravam dificuldades, ao passo que Daniel Martínez reentrava.

O francês coroou o topo com 1:20 de vantagem para o pelotão, onde Kevin Vermaerke arrancava, pouco depois foi Valentin Paret-Peintre a mexer, obrigando a uma reação da Visma e Decathlon. O próprio Del Toro respondeu a ataques, tentando iniciar a descida na frente, mas foi a equipa de Seixas quem conseguiu esse intento, não sem ver descolar outro elemento, desta feita Aurélien Paret-Peintre.

O homem da EF ultrapassou o último topo do dia e entrou na descida final com todas as condições para lograr a vitória de etapa, mesmo com o pelotão a rodar a 85km/h em certas zonas. Vermaerke foi finalmente apanhado a 5km da meta, numa altura em que um grupo com cerca de 10 unidades, entre eles Oscar Onley e Kevin Vauquelin, ganhava alguns segundos. Apesar de pouco entendimento, o grupo intermédio abriu 30 segundos para o pelotão, o que levou Juan Ayuso e Paul Seixas a trabalharem atrás.

Quanto à vitória de etapa, não havia dúvidas, Alex Baudin, um homem da região, celebrou a sua primeira vitória no worldtour e deu um importante triunfo à EF Education-EasyPost. Ramses DeBruyne ganhou o sprint pela segunda posição no grupo perseguidor e Leo Bisiaux foi terceiro. Onley, Vauquelin e Plapp acabaram por ganhar apenas 12 segundos ao grupo de Seixas/Ayuso/Del Toro, que cortou a meta a 44 segundos do vencedor do dia, liderado pelo mexicano.

“Resultados Volta a Itália Feminina 2026 – Demi Vollering completa a tripla coroa das Grandes Voltas após emboscada na última etapa, enquanto Elisa Longo Borghini vence a 9.a etapa”


Por: Carlos Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

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Demi Vollering completou a tripla coroa das Grandes Voltas femininas em grande estilo no Giro d’Italia Women, destronando a Maglia Rosa de Anna van der Breggen na etapa final após um duelo de longo curso e alto risco em redor de Saluzzo.

A líder da FDJ - SUEZ partiu a um minuto de Van der Breggen, mas a última etapa de montanha nunca acalmou. Depois de Antonia Niedermaier ter ameaçado virar a corrida do avesso, Vollering desferiu o ataque decisivo na Colletta di Brondello, distanciou Van der Breggen e alcançou o grupo da frente antes de entrar na liderança virtual da prova.

Elisa Longo Borghini venceu a etapa a partir do grupo dianteiro, batendo ao sprint Niamh Fisher-Black, Niedermaier e Vollering em Saluzzo. Mas a história do dia pertenceu a Vollering, que somou o triunfo no Giro d’Italia Women às vitórias na Volta a França Femmes e na Vuelta a España Femenina, completando o triplo no mesmo ano em que Jonas Vingegaard assinou o equivalente masculino ao vencer o Giro d’Italia.

Van der Breggen parecia ter a corrida controlada após sobreviver à encurtada etapa da Finestre no sábado, mas o último dia depressa se revelou bem mais perigoso do que uma simples defesa do rosa. O Montoso surgiu cedo como a subida mais dura da etapa, com a SD Worx - Protime a subir no pelotão antes da ascensão e a FDJ - SUEZ a começar a apertar para Vollering.

 

Niedermaier acende o rastilho antes de Vollering atacar

 

Vollering lançou o primeiro ataque no Montoso, mas Van der Breggen e Longo Borghini responderam de imediato. A jogada não afastou a Maglia Rosa, embora o ritmo tenha partido o pelotão e reduzido o grupo dos favoritos a uma seleção curta e de elite.

Marlen Reusser sofreu na subida e teve de impor o seu próprio ritmo atrás, enquanto Van der Breggen se manteve no grupo da frente com a colega Valentina Cavallar. Vollering ainda contava com Lauren Dickson ao lado, e Niedermaier mantinha-se perto o suficiente para continuar uma ameaça séria à geral.

A corrida mudou após o Montoso, quando Niedermaier atacou e levou consigo Longo Borghini e Fisher-Black. Partindo o dia em terceira a 1:24, o movimento de três rapidamente se tornou uma ameaça direta à liderança de Van der Breggen.

À medida que a diferença crescia, Niedermaier chegou, por momentos, à Maglia Rosa virtual. Van der Breggen manteve a calma atrás, mas o perigo era evidente. A FDJ - SUEZ tentou agitar o grupo através de Dickson, enquanto Vollering aguardou pela última subida para lançar o ataque que decidiu o Giro.

No troço mais íngreme da Colletta di Brondello, Vollering acelerou e deixou Van der Breggen para trás. A vantagem abriu rapidamente para cerca de 12 segundos e aumentou até ao topo. No cume, Vollering também assegurou a classificação da montanha, tornando-se a primeira ciclista a vencer a camisola da montanha nas três Grandes Voltas femininas. O seu verdadeiro alvo continuava a ser o rosa.

 

Van der Breggen perde o Giro no último dia

 

Vollering desceu e ligou a Longo Borghini, Fisher-Black e Niedermaier, enquanto Van der Breggen ficava para trás com Femke de Vries. Assim que Vollering chegou à frente, o equilíbrio da corrida mudou por completo.

No sprint intermédio na Colletta di Rossana, Vollering arrecadou seis segundos de bonificação, reforçando a sua liderança virtual. Niedermaier não disputou o sprint, apesar de ter estado perto da geral mais cedo na etapa, e o grupo dianteiro seguiu para Saluzzo com o Giro a escapar-se cada vez mais a Van der Breggen.

Já dentro dos últimos 10 km, o quarteto tinha mais de dois minutos sobre a perseguição de Van der Breggen. Vollering já não precisava da vitória na etapa para consumar a reviravolta, mas Longo Borghini ainda via ali a oportunidade de resgatar um triunfo de peso do seu Giro após uma semana difícil na geral.

As quatro líderes mantiveram-se juntas até ao último quilómetro. Longo Borghini foi a mais forte no sprint, vencendo diante de Fisher-Black, Niedermaier e Vollering. Atrás, o colapso de Van der Breggen na jornada final confirmou a mudança de Maglia Rosa.

O Giro de Vollering passou de gestão de danos após o contrarrelógio do Nevegal a vitória inequívoca na derradeira tarde. Perdera mais de um minuto para Van der Breggen na Etapa 4, respondeu com triunfos na Etapa 5 e na etapa rainha encurtada na Etapa 8, e completou a recuperação com um último ataque na estrada para Saluzzo.

O regresso de Van der Breggen ao rosa parecia ser uma das histórias da corrida. Vollering transformou o último dia em algo maior, completando o triplo das Grandes Voltas com uma emboscada que redesenhou o Giro nos quilómetros finais.

“Jorge López conquista 46.º Grande Prémio ABIMOTA após vitória de Enzo Leijnse na etapa”


Por: Isabel Moreira

Jorge López (Aviludo-Louletano-Loulé) é o vencedor da 46.ª edição do Grande Prémio ABIMOTA, após a vitória de Enzo Leijnse (Anicolor / Campicarn) na última etapa. O espanhol da equipa algarvia, que hoje foi terceiro classificado na tirada, conquistou, de forma surpreendente, a edição de 2026 da competição, ficando com a Camisola Amarela | HYDRO.


O segundo classificado deste domingo foi João Medeiros (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car). Fábio Costa (Feira dos Sofás-Boavista), Camisola Amarela à partida para a terceira etapa, chegou integrado no pelotão, em 12.º lugar, a 1m02s do vencedor. Foi a fuga do dia, com 10 unidades, que chegou à meta.

Três dias de competição muito disputados, fugas muito animadas e três Camisolas Amarelas diferentes. Foi assim, até ao último metro e com a corrida sempre em aberto, que se desenrolou a 46.ª edição do Grande Prémio ABIMOTA.


A última tirada da edição de 2026 ligou Sever do Vouga a Águeda, num percurso com 140 quilómetros. À semelhança de ontem, foi de novo muito movimentada, sobretudo na primeira parte, onde estavam situadas as duas contagens de montanha de segunda categoria. E assim começou a escrever-se a história.

Foi no início do segundo Prémio de Montanha, de Sever do Vouga para Talhadas, que Gaspar Gonçalves (GI Group Holding-Simoldes-UDO) – que tinha ganhado a primeira contagem e podia vencer a Geral dos Trepadores, caso ganhasse nesta segunda subida – sofre uma avaria. Ao ser alcançado, perdeu a hipótese de se tornar o Rei da Montanha desta edição. Com ele seguiam o colega de equipa Andrey André e Viacheslav Ivanov (Feirense Beeceler), conseguindo o russo confirmar a conquista da Camisola Azul, que conservava desde a primeira etapa.


Ainda durante a subida até Talhadas, formou-se um grupo na frente, onde seguia Fábio Costa, sozinho e sem nenhum colega de equipa. Ao longo da subida, vários elementos da Efapel Cycling atacaram o Camisola Amarela, que conseguiu responder a todos. Mas desgastou-se ao longo de toda a escalada até Talhadas.

Ultrapassadas todas estas dificuldades iniciais, a situação de corrida mudou de novo, com a saída de um grupo de 10 unidades, que formaram a fuga do dia. Jorge López era um deles. Era, também, o melhor classificado à Geral, em quarto lugar. Neste grupo seguiam ainda Viacheslav Ivanov, Harrison Wood e Abner González (Feirense Beeceler), Bruno Silva (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Aleksandr GriIgorev e Joaquim Silva (Efapel Cycling), Enzo Leijnse, João Medeiros e Andrey André.


O pelotão perseguia e ao longo desta segunda parte da tirada, toda ela plana, a equipa do Camisola Amarela tentou anular a fuga. Contou com a ajuda da Anicolor / Campicarn, pontualmente, e numa fase final, com a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua. Mas a Efapel Cycling não colaborou. E a fuga chegou à meta, com o triunfo de Enzo Leijnse e João Medeiros em segundo lugar. Assistiu-se também a um duelo entre López e Harrison Wood, onde o espanhol foi mais forte.

Terminando Jorge López em terceiro lugar na etapa, o que o levou a bonificar, ficava confirmada a conquista do Grande Prémio ABIMOTA. Contou apenas com quatro colegas ao longo da prova, visto que a Aviludo-Louletano-Loulé perdeu o chefe de fila, Nicolás Tivani, Cláudio Leal e Filipe Francisco.

Com a Camisola Amarela entregue a Jorge López, Harrison Wood ficou na segunda posição, a 5 segundos e Fábio Costa foi o terceiro classificado da Geral da edição de 2026 do Grande Prémio ABIMOTA, a 45 segundos do vencedor.

Jorge López estava visivelmente emocionado no final da etapa. Referiu que depois do dia de ontem, “não sabíamos bem o que ia acontecer. Perdemos três elementos, mas no final, tudo saiu perfeito. Senti motivação em dose tripla para dar tudo e conseguir esta vitória: primeiro, queria poder dedicá-la aos meus companheiros que caíram, depois, querer fazer melhor do que o quarto lugar de ontem e por último, celebrar a minha primeira vitória como profissional”.

Já Américo Silva, diretor desportivo da Aviludo-Louletano-Loulé, falou de uma “vitória surpreendente”, sobretudo depois da 1.ª Etapa. “Os ditados portugueses encaixam sempre bem e este é mais um exemplo. Porque depois dos azares vêm as vitórias, depois das tempestades vem a bonança. Ficámos abalados quando perdemos três ciclistas, mas mantivemos a cabeça levantada e sempre com o intuito de lutar pela vitória, que foi muito justa. A dada altura comecei a acreditar que era possível, mas havia outras equipas e interesses. Felizmente conseguimos, o Jorge estava muito forte e hoje fizemos tudo na perfeição”.

As classificações secundárias e respetivas camisolas não sofreram grandes mudanças após a última jornada. Começando pela Geral por Pontos – Camisola Verde FIMEL, permaneceu com Fábio Costa, tal como a Geral da Montanha – Camisola Azul NATURAL-ALUMÍNIOS, que ficou com Viacheslav Ivanov (Feirense Beeceler). O russo venceu, ainda, a Classificação Meta Bolinhas – Camisola Bolinhas EUROTECNOLOGIA. Quanto à Geral Metas Volantes – Camisola Rosa PECOL, essa também ficou com Tiago Antunes.

Pedro Pinto manteve a liderança da Juventude – Camisola Branca A PIMENTA e a Geral Meta Autarquias – Camisola Xadrez LECHLER passou para João Medeiros. Raul Rota foi coroado o melhor corredor das Equipas de Clube – Camisola Encarnada SRAM, liderança que manteve desde a primeira etapa.

O vencedor da Geral de Sub-23 das Equipas de Clube foi Biel Font Grandio (Technosylva Rower Bembibre). A Efapel Cycling foi a vencedora da Geral por Equipas.

Vital Almeida, diretor da corrida e presidente da Direção da ABIMOTA, no final, fez um balanço positivo desta 46.ª edição, sublinhando que “em três dias houve três Camisolas Amarelas, demonstrando uma edição muito competitiva e bem disputada, onde houve dúvidas até ao fim para discutir a vitória. Foi até ao último metro da linha de chegada”.

Fonte: Comunicação Abimota

“Seleção Nacional de Pista brilha com três vitórias no primeiro dia do 9.º Grand Prix Prešov na Eslováquia”


A Seleção Nacional de Pista teve este sábado um brilhante desempenho na categoria de Elite feminina, com a conquista de três pódios no primeiro dia do 9.º Grand Prix Prešov, prova internacional de classe C1, que está a decorrer na Eslováquia. Maria Martins venceu a Corrida por Pontos e o Scratch e Daniela Campos triunfou na prova de Eliminação. Além das três vitórias, houve ainda dois terceiros lugares para as atletas portuguesas: Maria Martins na Eliminação e Daniela Campos no Scratch.

A competição eslovaca, que conta para o ranking UCI de pista, teve hoje o seu primeiro dia e realizou-se em velódromo aberto. Na Corrida por Pontos, além de Maria Martins, que somou 64 pontos, fizeram-lhe companhia no pódio duas polacas: Oliwia Kepczynska, segunda classificada (40 pontos) e Patrycja Lorkowska, terceira (36 pontos).

No Scratch, o pódio ficou completo com o segundo lugar da polaca Maria Klamut e na prova de Eliminação, a segunda classificada foi Teniel Campbell, das ilhas de Trindade e Tobago (Caraíbas).


Os Juniores João Silva e Vicente Saraiva fizeram este sábado a sua estreia numa competição internacional em pista aberta de 333,33 metros, participando no programa de Omnium.

João Silva foi o 7.º classificado, com um total de 102 pontos e Vicente Saraiva concluiu o programa de Omnium em 10.º lugar, com 78 pontos no total. No pódio ficaram três Juniores ucranianos, pela seguinte ordem, do primeiro ao terceiro classificado: Vladyslav Holiak, Artur Stetsiv (ambos com 149 pontos) e Andrii Mechnikov (119 pontos).

Gabriel Mendes, Selecionador Nacional de Pista, referiu que “este primeiro dia de competição foi muito bom. Cumprimos plenamente os objetivos nas competições de Elite femininas, onde as nossas atletas tiveram desempenhos e resultados muito bons. Vencemos as três provas do programa do dia de hoje e dois terceiros lugares, resultados importantes para os nossos objetivos”.


Quanto aos atletas Juniores, “fizeram hoje a sua estreia em provas desta natureza, um contexto com exigências muito diferentes das que estão habituados a enfrentar. Estou muito satisfeito com o desempenho e resposta global que deram em todos os aspetos associados ao processo de trabalho no antes, durante e após a competição. Os objetivos são muito claros: aprender a competir, desenvolver capacidades e competências com vista ao crescimento e desenvolvimento futuro. Neste sentido, estou muito satisfeito com o trabalho que fizeram hoje, e agora é continuar o processo”, rematou o selecionador nacional.

Este domingo, a Seleção Nacional de Pista volta à competição no 9.º Grand Prix Prešov, onde os quatro atletas portugueses estão de novo em ação, de acordo com o programa competitivo que se segue:

 Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Seleção Nacional de Juniores ativa no arranque do Gran Premio Nazionale Baron em Itália”


A Seleção Nacional de Estrada Sub-19 masculina começou este sábado a sua participação na 14.ª edição do Gran Premio Nazionale Baron, em Itália, corrida que integra o calendário da Taça das Nações. Guilherme Ribeiro terminou a primeira etapa em 20.º lugar, sendo 21.º na Classificação Geral. Já Simão Pedrosa é o segundo classificado na Geral da Juventude. Amanhã a competição termina, com jornada dupla.

A primeira etapa teve partida em Pieve del Grappa - Fonte, em direção a San Zenone degli Ezzelini, para uma viagem com 135,8 quilómetros disputada em formato de circuito. A corrida foi sendo movimentada desde o início e a maior parte dos corredores da Seleção Nacional foi tentando estar nos ataques.

A cerca de 90 quilómetros houve um ataque decisivo, com quatro corredores, onde estava Leonardo Garcia. Contudo, não conseguiu manter o ritmo da fuga, acabando por descolar quando faltavam pouco mais de 15 quilómetros para a meta.

O australiano Alistai Forsyth foi o vencedor da primeira etapa, terminando a prova em 3h15m00s e é o primeiro líder da prova, sendo o neerlandês Winand Breuckers o segundo classificado e o italiano Brandon Davide Fedrizzi o terceiro. A Geral Individual está ordenada da mesma forma.

Guilherme Ribeiro terminou na 20.ª posição e é o 21.º classificado da Geral, seguindo-se Simão Pedrosa, em 24.º lugar, ambos a 25 segundos do líder. Em 42.º lugar da Geral está Rodrigo Conceição e Afonso Falcão é o 56.º classificado. Guilherme Lameira ocupa o 89.º lugar da Geral e Leonardo Garcia é o 95.º classificado, a 3m28s.

Ricardo Sênos, Selecionador Nacional de Estrada, referiu que a Seleção Nacional de Juniores esteve “ativa no início da corrida, mas depois ‘relaxámos’ um pouco, embora tenhamos reagido a tempo e por isso conseguimos colocar Leonardo Garcia na fuga certa. Infelizmente não conseguiu manter-se até ao fim, mas valeu a atitude. No final, Guilherme Ribeiro terminou em 20.º na etapa e Simão Pedrosa é o segundo classificado da Juventude”.

Este domingo vai haver jornada dupla, onde o epicentro da competição será a localidade de Lago Le Bandie, começando o dia com um contrarrelógio individual de 3,8 quilómetros logo de manhã. A saída do primeiro corredor está marcada para as 8h30 (hora portuguesa).

Quanto à tirada vespertina, será disputada em linha e tal como a primeira etapa, também em formato de circuito, com um percurso de 111,2 quilómetros. A partida (13h30) e chegada (16h08, hora portuguesa) será de novo em Lago Le Bandie.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Ángel Sánchez em destaque na 2.ª etapa do GP Abimota”


A Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua voltou a estar em evidência na 2.ª etapa do Grande Prémio Abimota, com Ángel Sánchez a assumir um papel de protagonista ao integrar a fuga e representar a equipa na frente da corrida durante largos quilómetros e até aos momentos finais onde deu tudo para discutir a etapa na chegada a Vouzela.

Num percurso exigente e com vários grupos de corredores da geral sempre atentos ao desenrolar da etapa, a formação de Mortágua esteve constantemente representada na frente, confirmando o bom momento coletivo da equipa. Ángel Sánchez terminou a tirada na 7.ª posição, enquanto Gonçalo Carvalho foi 12.º classificado.

No final da etapa, Ángel Sánchez destacou as boas sensações deixadas pela corrida e o trabalho desenvolvido por toda a equipa. “Estou muito contente com as sensações, com a atitude de toda a equipa, pois sempre estivemos representados na frente da corrida, sendo grupos com ciclistas da geral num percurso muito duro. Tristemente, na parte final da corrida sofri de cãibras o que me impediu estar na discussão da etapa. Mas fico com as boas sensações em geral de toda a equipa”, afirmou o corredor.

Com estes resultados, a Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua reforça a sua presença na discussão da classificação geral, com dois atletas entre os dez primeiros, confirmando a consistência da equipa ao longo da prova.

A competição prossegue agora para a 3.ª e última etapa, que liga Sever do Vouga a Águeda, numa jornada de 140 quilómetros com chegada prevista para as 16h.

 

Classificação da 2.ª Etapa

 

1º. Fábio Costa (Feira dos Sofás-Boavista), 4h12m59s

7º. Angel Sanchez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 14s

12º. Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1m53s

26º. Bruno Silva (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 18m16s

62º. Francisco Alves (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 23m10s

64º. João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 23m10s

65º. Diego Lopez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 23m10s

74º. César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 23m10s

 

Classificação Geral Individual (após a 2.ª etapa)

 

1º. Fábio Costa (Feira dos Sofás-Boavista), 7h27m14s

7º. Angel Sanchez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 2m06s

10º. Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 2m13s

31º. Bruno Silva (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 18m36s

41º. João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 23m20s

53º. Diego Lopez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 23m44s

54º. César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 23m54s

76º. Francisco Alves (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 36m11s

 

Classificação Geral por Equipas

 

1º. EFAPEL Cycling, 22h24m52s

3º. Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, a 18m09s (22h43m01s)

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

Ficha Técnica

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