Por: Isabel Moreira
Jorge López (Aviludo-Louletano-Loulé) é o vencedor da 46.ª edição do Grande Prémio ABIMOTA, após a vitória de Enzo Leijnse (Anicolor / Campicarn) na última etapa. O espanhol da equipa algarvia, que hoje foi terceiro classificado na tirada, conquistou, de forma surpreendente, a edição de 2026 da competição, ficando com a Camisola Amarela | HYDRO.
O segundo classificado deste
domingo foi João Medeiros (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car). Fábio Costa
(Feira dos Sofás-Boavista), Camisola Amarela à partida para a terceira etapa,
chegou integrado no pelotão, em 12.º lugar, a 1m02s do vencedor. Foi a fuga do
dia, com 10 unidades, que chegou à meta.
Três dias de competição muito disputados, fugas muito animadas e três Camisolas Amarelas diferentes. Foi assim, até ao último metro e com a corrida sempre em aberto, que se desenrolou a 46.ª edição do Grande Prémio ABIMOTA.
A última tirada da edição de
2026 ligou Sever do Vouga a Águeda, num percurso com 140 quilómetros. À
semelhança de ontem, foi de novo muito movimentada, sobretudo na primeira
parte, onde estavam situadas as duas contagens de montanha de segunda categoria.
E assim começou a escrever-se a história.
Foi no início do segundo Prémio de Montanha, de Sever do Vouga para Talhadas, que Gaspar Gonçalves (GI Group Holding-Simoldes-UDO) – que tinha ganhado a primeira contagem e podia vencer a Geral dos Trepadores, caso ganhasse nesta segunda subida – sofre uma avaria. Ao ser alcançado, perdeu a hipótese de se tornar o Rei da Montanha desta edição. Com ele seguiam o colega de equipa Andrey André e Viacheslav Ivanov (Feirense Beeceler), conseguindo o russo confirmar a conquista da Camisola Azul, que conservava desde a primeira etapa.
Ainda durante a subida até
Talhadas, formou-se um grupo na frente, onde seguia Fábio Costa, sozinho e sem
nenhum colega de equipa. Ao longo da subida, vários elementos da Efapel Cycling
atacaram o Camisola Amarela, que conseguiu responder a todos. Mas desgastou-se
ao longo de toda a escalada até Talhadas.
Ultrapassadas todas estas dificuldades iniciais, a situação de corrida mudou de novo, com a saída de um grupo de 10 unidades, que formaram a fuga do dia. Jorge López era um deles. Era, também, o melhor classificado à Geral, em quarto lugar. Neste grupo seguiam ainda Viacheslav Ivanov, Harrison Wood e Abner González (Feirense Beeceler), Bruno Silva (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Aleksandr GriIgorev e Joaquim Silva (Efapel Cycling), Enzo Leijnse, João Medeiros e Andrey André.
O pelotão perseguia e ao longo
desta segunda parte da tirada, toda ela plana, a equipa do Camisola Amarela
tentou anular a fuga. Contou com a ajuda da Anicolor / Campicarn, pontualmente,
e numa fase final, com a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua. Mas a Efapel Cycling
não colaborou. E a fuga chegou à meta, com o triunfo de Enzo Leijnse e João
Medeiros em segundo lugar. Assistiu-se também a um duelo entre López e Harrison
Wood, onde o espanhol foi mais forte.
Terminando Jorge López em
terceiro lugar na etapa, o que o levou a bonificar, ficava confirmada a
conquista do Grande Prémio ABIMOTA. Contou apenas com quatro colegas ao longo
da prova, visto que a Aviludo-Louletano-Loulé perdeu o chefe de fila, Nicolás Tivani,
Cláudio Leal e Filipe Francisco.
Com a Camisola Amarela
entregue a Jorge López, Harrison Wood ficou na segunda posição, a 5 segundos e
Fábio Costa foi o terceiro classificado da Geral da edição de 2026 do Grande
Prémio ABIMOTA, a 45 segundos do vencedor.
Jorge López estava
visivelmente emocionado no final da etapa. Referiu que depois do dia de ontem,
“não sabíamos bem o que ia acontecer. Perdemos três elementos, mas no final,
tudo saiu perfeito. Senti motivação em dose tripla para dar tudo e conseguir esta
vitória: primeiro, queria poder dedicá-la aos meus companheiros que caíram,
depois, querer fazer melhor do que o quarto lugar de ontem e por último,
celebrar a minha primeira vitória como profissional”.
Já Américo Silva, diretor
desportivo da Aviludo-Louletano-Loulé, falou de uma “vitória surpreendente”,
sobretudo depois da 1.ª Etapa. “Os ditados portugueses encaixam sempre bem e
este é mais um exemplo. Porque depois dos azares vêm as vitórias, depois das
tempestades vem a bonança. Ficámos abalados quando perdemos três ciclistas, mas
mantivemos a cabeça levantada e sempre com o intuito de lutar pela vitória, que
foi muito justa. A dada altura comecei a acreditar que era possível, mas havia
outras equipas e interesses. Felizmente conseguimos, o Jorge estava muito forte
e hoje fizemos tudo na perfeição”.
As classificações secundárias
e respetivas camisolas não sofreram grandes mudanças após a última jornada.
Começando pela Geral por Pontos – Camisola Verde FIMEL, permaneceu com Fábio
Costa, tal como a Geral da Montanha – Camisola Azul NATURAL-ALUMÍNIOS, que
ficou com Viacheslav Ivanov (Feirense Beeceler). O russo venceu, ainda, a
Classificação Meta Bolinhas – Camisola Bolinhas EUROTECNOLOGIA. Quanto à Geral
Metas Volantes – Camisola Rosa PECOL, essa também ficou com Tiago Antunes.
Pedro Pinto manteve a
liderança da Juventude – Camisola Branca A PIMENTA e a Geral Meta Autarquias –
Camisola Xadrez LECHLER passou para João Medeiros. Raul Rota foi coroado o
melhor corredor das Equipas de Clube – Camisola Encarnada SRAM, liderança que manteve
desde a primeira etapa.
O vencedor da Geral de Sub-23
das Equipas de Clube foi Biel Font Grandio (Technosylva Rower Bembibre). A
Efapel Cycling foi a vencedora da Geral por Equipas.
Vital Almeida, diretor da
corrida e presidente da Direção da ABIMOTA, no final, fez um balanço positivo
desta 46.ª edição, sublinhando que “em três dias houve três Camisolas Amarelas,
demonstrando uma edição muito competitiva e bem disputada, onde houve dúvidas
até ao fim para discutir a vitória. Foi até ao último metro da linha de
chegada”.
Fonte: Comunicação Abimota





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