domingo, 26 de julho de 2026

“Triunfo histórico de Tadej Pogacar reacende mistério sobre a Vuelta e projeta novos sonhos ainda para 2026”


Por: José Morais

Foto : Eurosport

Tadej Pogacar voltou a escrever o seu nome na história do ciclismo ao conquistar o quinto Tour de França e, mesmo no auge da celebração, preferiu manter o suspense sobre o futuro imediato. Questionado sobre uma possível presença na Volta a Espanha, o esloveno sorriu, desviou o foco e deixou a porta entreaberta.

“Agora é hora de saborear este momento. Depois veremos o que vem a seguir”, afirmou na Champs-Élysées, onde selou a vitória que o coloca ao lado de Jacques Anquetil, Eddy Merckx, Bernard Hinault e Miguel Indurain o restrito clube dos pentacampeões.

 

O sabor de um objetivo cumprido

 

Para Tadej Pogacar, chegar ao quinto título não foi apenas mais uma conquista, mas o cumprimento de uma meta pessoal que carregava há anos.

“Queria entrar nesse clube. Era um sonho. Agora está feito. No próximo ano volto para tentar ganhar outra vez.”

O esloveno também destacou os momentos mais marcantes da edição deste ano, todos ligados ao jovem companheiro de equipa Isaac Del Toro.

“Acompanhar o Isaac Del Toro até à meta em Barcelona foi arrepiante. E cruzar o Alpe d’Huez ao lado dele, no dia em que garantiu a camisola branca, foi especial.”

 

Roubaix: o desejo que resiste

 

Entre celebrações e promessas, Tadej Pogacar voltou a mencionar um sonho que insiste em regressar: Paris-Roubaix.

“Paris-Roubaix continua a ser um objetivo. Desde o ano passado que o escrevo na carta para o Pai Natal. Vou tentar outra vez. Se não ganhar, não faz mal.”

 

Isaac del Toro: humildade de quem já impressiona

 

Terceiro lugar no Tour de France logo na estreia, o mexicano Isaac Del Toro recusou qualquer rótulo de sucessor de Pogacar e fê-lo com uma sinceridade desarmante.

“Se eu conseguir 1% do que ele conquistou, já fico satisfeito.”

Isaac Del Toro destacou o privilégio de integrar a equipa dos Emirados Árabes Unidos e o impacto direto de Tadej Pogacar na sua evolução.

“Ele tirou o melhor de mim. Esta última semana foi decisiva.”

Sobre o futuro, preferiu não alimentar comparações:

“É uma responsabilidade enorme. O futuro dirá. Quero aproveitar a vida e dar o meu melhor.”

O mexicano também fez questão de agradecer ao público do seu país:

“Sou muito privilegiado. Agradeço tudo o que recebo.”

“O reinado absoluto de Tadej Pogacar e o enigma da Ineos: as novas histórias do Tour de France 2026”


Por: José Morais

O Tour de France 2026 terminou deixando um rasto de fascínio, contrastes e personagens maiores do que a própria estrada. Três semanas de intensidade máxima revelaram um pelotão dividido entre o brilho de talentos superlativos, a persistência de sobreviventes e o silêncio desconcertante de gigantes que falharam. No centro de tudo, como sempre, esteve Tadej Pogacar, o homem que continua a redefinir o limite humano sobre duas rodas.

 

Tadej Pogacar: O domínio que já não surpreende, mas continua a espantar

 

Pogacar assinou mais uma obra-prima. Cinco vitórias de etapa, supremacia total nas montanhas e um ataque devastador na Alpe d’Huez que pulverizou o mítico tempo de Pantani. A sua terceira vitória consecutiva no Tour não foi apenas uma confirmação: foi uma demonstração de força que o coloca num patamar raramente visto na história do ciclismo. Um atleta que já não corre contra adversários, mas contra a própria lenda.

 

Richard Carapaz: A montanha como redenção

 

Carapaz transformou dor em grandeza. Depois de um ano emocionalmente devastador, o equatoriano trocou o Giro pelo Tour e encontrou nas montanhas francesas o palco ideal para renascer. As vitórias em Orcières-Merlette e na etapa rainha da Alpe d’Huez foram momentos de pura bravura, garantindo-lhe a camisola da montanha e um lugar entre os escaladores mais memoráveis da era moderna.

 

Remco Evenepoel: O primeiro aviso sério

 

O belga entrou no Tour com ambição e saiu com estatuto. Sólido no contrarrelógio, resistente nas montanhas e sempre combativo, Evenepoel conquistou um segundo lugar que vale mais do que parece: é a prova de que Pogacar pode, finalmente, ter encontrado um rival capaz de o desafiar no futuro. A estreia com a Red Bull deixou marcas e deixou recados.

 

Juan Ayuso: A juventude que insiste

 

Aos 23 anos, Ayuso completou o seu primeiro Tour com uma mistura de talento e teimosia. Competitivo até à segunda semana, tentou vencer a etapa rainha com coragem, mas o peso de ser líder complicou alianças e desgastou forças. Terminou em sétimo, num Tour irregular, mas cheio de sinais de que o futuro pode ser luminoso com a Lidl-Trek.

 

Netcompany Ineos: O gigante que desapareceu

 

A maior surpresa negativa da edição. A Netcompany Ineos, equipa habituada a moldar o Tour, passou pela corrida como uma sombra. Sem impacto na geral, sem protagonismo nas fugas, sem presença nas decisões. Uma campanha que deixa mais perguntas do que respostas e que obriga a uma reflexão profunda dentro da estrutura britânica.

 

O que fica do Tour 2026?

 

Um campeão que parece intocável. Um conjunto de talentos que cresce à sombra do esloveno. E uma equipa histórica que precisa urgentemente de reencontrar o rumo. O Tour de France 2026 não foi apenas uma corrida foi um capítulo decisivo na evolução do ciclismo moderno.

“Nelson Oliveira, o português que redefiniu o limite humano no ciclismo mundial"


Por: José Morais

Nelson Oliveira acaba de inscrever o seu nome numa das páginas mais raras e duras da história do ciclismo. Aos 37 anos, o corredor português tornouse o primeiro atleta de sempre a completar 24 Grandes Voltas consecutivas, um feito que nenhum outro ciclista conseguiu alcançar desde que estas provas existem. É uma marca de resistência, disciplina e longevidade que o coloca num patamar reservado aos verdadeiros gigantes da modalidade.

 

Um recorde que parecia impossível

 

O ciclista de Anadia concluiu este domingo o seu 10.º Tour de France, juntandoo às dez Vueltas e quatro Giros que já tinha terminado sempre sem abandonar. No total, são 501 etapas seguidas, acumulando 72.658,2 quilómetros pedalados em competição ao mais alto nível.

Com este número, Oliveira ultrapassa definitivamente o polaco Sylvester Szmyd, que tinha igualado o português no Giro deste ano. Agora, Nelson segue isolado no topo desta lista de ferro.

 

Da estreia à consagração

 

A primeira Grande Volta surgiu em 2011, na Vuelta. Foi precisamente em Espanha que assinou a maior vitória da carreira, ao triunfar na 13.ª etapa da edição de 2015, ano em que também alcançou o seu melhor resultado na geral: 21.º lugar.

No Tour que agora terminou, o português voltou a mostrar consistência e inteligência tática. Na última etapa, manteve-se sempre bem colocado e cruzou a meta em 21.º, apenas 8 segundos atrás de Mathieu van der Poel. Na classificação geral, fecha em 65.º, a 4:17.56 horas de Tadej Pogacar.

 

Uma carreira construída com trabalho e fidelidade

 

O percurso profissional começou em 2010, na Xacobeo-Galicia. Seguiu-se a entrada no World Tour pela Radioshack, onde permaneceu três temporadas. Depois, vestiu as cores da Lampre, sendo escudeiro de Rui Costa durante dois anos. Desde 2016, representa a Movistar, equipa com a qual renovou recentemente por mais duas épocas.

 

O único à frente de Oliveira

 

No somatório global de Grandes Voltas concluídas, apenas um nome supera o português: o italiano Matteo Tosatto, que terminou 28 das 34 que iniciou. Mas Tosatto não conseguiu fazê-lo de forma consecutiva e é precisamente aí que Nelson Oliveira se torna único.

“Eddy Merckx passa o testemunho e lança profecia: Tadej Pogacar pode reinventar a história do ciclismo”


Por: José Morais

Tadej Pogacar ainda nem cruzou a meta final em Paris e já carrega sobre os ombros uma previsão que poucos ousariam formular. Aos 81 anos, Eddy Merckx, o maior símbolo da era dourada do ciclismo, acredita que o esloveno não só vai ultrapassar o mítico registo de cinco triunfos no Tour de France, como poderá alcançar um feito que nenhum corredor conseguiu: vencer Giro, Tour e Vuelta na mesma temporada.

 

Tadej Pogacar, o herdeiro inevitável

 

Eddy Merckx, que observa o ciclismo com a autoridade de quem venceu 525 corridas, não tem dúvidas sobre o domínio do líder da UAE Team Emirates. Para o belga, Pogacar está prestes a entrar num território reservado aos gigantes.

“Ele não vai parar no meu recorde nem no dos outros campeões. Vai ultrapassar todos nós”, afirmou ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport. No domingo, ao garantir o quinto título, Pogacar igualará Eddy Merckx, Jacques Anquetil, Bernard Hinault e Miguel Indurain, mas, para o Canibal, isso será apenas o início.

 

O domínio nas montanhas que surpreende até Merckx

 

O belga admite que sempre reconheceu o talento precoce do esloveno, mas confessa ter sido surpreendido pela forma como Tadej Pogacar destruiu a concorrência nas etapas de montanha.

“Não esperava que ele fosse tão impressionante nas subidas. Parece que quebra recordes em todas as etapas”, comentou Eddy Merckx, visivelmente fascinado com a consistência e a agressividade do líder do Tour.

 

O desafio impossível: Giro–Tour–Vuelta no mesmo ano

 

Eddy Merckx evita comparações diretas entre épocas, mas não hesita em apontar Pogacar como o único capaz de completar o triplete absoluto numa só temporada.

“Se alguém pode fazê-lo, é ele. Com as condições certas, pode alcançar esse objetivo”, sublinhou.

Para isso, o esloveno precisaria de uma equipa ainda mais robusta, capaz de controlar três Grandes Voltas sem desperdiçar energia. Tadej Pogacar já tem Giro e Tour no bolso, e cresce a especulação sobre a sua presença na Vuelta, entre 22 de agosto e 13 de setembro.

 

Evenepoel: “o melhor entre os mortais”

 

Eddy Merckx também reservou elogios para Remco Evenepoel, segundo classificado no Tour, a quem chama “o melhor entre os mortais”. Considera-o o ciclista mais forte do mundo nos contrarrelógios, mas admite que nas montanhas a diferença para Tadej Pogacar continua a ser demasiado grande.

“Não tenho certeza de que consiga acompanhar Pogacar nas subidas quando ele está no seu melhor”, reconheceu.

 

O futuro já começou

Com Tadej Pogacar a reescrever a história em tempo real, Eddy Merckx parece assistir ao nascimento de um novo capítulo do ciclismo mundial um capítulo que, segundo ele, poderá superar até os feitos mais lendários.

“Diogo Narciso vence em Mortágua e Francisco Campos conquista Taça de Portugal de Estrada Elite”


Fotos: Rodrigo Rodrigues / FPC

Diogo Narciso (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) venceu este domingo o 24.º Grande Prémio de Ciclismo de Mortágua - Pedro Silva, última prova pontuável da Taça de Portugal de Estrada de Elite e Sub-23. A corrida, organizada pelo Velo Clube do Centro, decidiu os vencedores finais da competição nacional, com Francisco Campos (Team Tavira-Crédito Agrícola) a conquistar o troféu em Elite e João Martins (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) no escalão Sub-23.


Após 140,7 quilómetros disputados nas estradas do concelho de Mortágua, Diogo Narciso cortou a meta ao fim de 3h33m59s, impondo-se ao sprint a João Silva (Feira dos Sofás-Boavista), com Hugo Nunes (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) a completar o pódio, a 13 segundos.

A corrida ficou marcada pela exigência do circuito final, que incluiu sucessivas passagens pelas contagens de montanha do Cabeço Senhor do Mundo e do Chão Miúdo, selecionando progressivamente o pelotão e contribuindo para a definição dos principais protagonistas da jornada.


Apesar de terminar a prova na sexta posição, Francisco Campos assegurou a conquista da Taça de Portugal de Estrada na categoria de Elite, sucedendo no palmarés a Emanuel Duarte (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car). O corredor da formação algarvia beneficiou da prestação alcançada em Mortágua para ultrapassar a concorrência e confirmar o triunfo final no ranking da competição.


Entre os Sub-23, João Martins confirmou a liderança que trazia para a derradeira prova e sagrou-se vencedor da Taça de Portugal da categoria, concluindo a corrida deste domingo em 27.º lugar da Geral e quarto melhor Sub-23.

Na classificação coletiva da Taça de Portugal Sub-23, a formação espanhola Club Ciclista Padrones Cortizo terminou em primeiro lugar, enquanto a Credibom/LA Alumínios/Marcos Car conquistou o troféu da classificação coletiva absoluta.


Além da vitória individual de Diogo Narciso, a equipa Credibom/LA Alumínios/Marcos Car dominou a classificação coletiva da prova de Mortágua, terminando com seis segundos de vantagem sobre a Feira dos Sofás-Boavista e 21 segundos sobre a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, equipa da casa.

Nas classificações secundárias, Hugo Nunes conquistou a Geral das Metas Volantes, Rui Carvalho (GI Group Holding-Simoldes-UDO) foi coroado Rei dos Trepadores em Mortágua e Pedro Cunha (Porminho Team Sub23) venceu na Juventude. O melhor atleta das Equipas de Clube foi Maksym Bilyi (Club Ciclista Padrones Cortizo) e a Geral das Metas Pedro Silva ficou em casa, com Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua).


A edição de 2026 do Grande Prémio de Ciclismo de Mortágua - Pedro Silva voltou, assim, a prestar homenagem à memória do fundador do Velo Clube do Centro e antigo ciclista profissional natural de Mortágua, encerrando uma Taça de Portugal de Estrada que manteve a luta e incerteza do desfecho final até à última corrida.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Carlos Tena conquista o Grande Prémio Terras de Trás-os-Montes Sub-19”


Fotos: Marcelo Lopes / CyclingVision

O espanhol Carlos Tena (Electromercantil GR-100) é o vencedor da edição de 2026 do Grande Prémio Terras de Trás-os-Montes Sub-19, depois de defender com sucesso a Camisola Amarela na terceira e última etapa, disputada este domingo entre Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar, ao longo de 106 quilómetros. A tirada foi vencida pelo compatriota e colega de equipa, Jesus Fernandez, que chegou isolado à meta.


Num percurso seletivo, marcado pelas passagens no Alto de São Martinho e na subida ao Castelo, Jesus Fernandez revelou-se o mais forte na fase decisiva da corrida, cortando a meta ao fim de 2h49m13s. Francisco Cardoso (Academia Efapel de Ciclismo) e Guilherme Santos (Blackjack-Bairrada) completaram o pódio da etapa, ambos a 46 segundos do vencedor.


Na luta pela Classificação Geral Individual, Carlos Tena entrou para a etapa com a liderança conquistada na véspera e respondeu da melhor forma às dificuldades do percurso, terminando integrado no grupo dos principais candidatos e assegurando a vitória final. O corredor da Electromercantil GR-100 concluiu a competição com 11 segundos de vantagem sobre Guilherme Santos (Blackjack-Bairrada), segundo classificado, e 20 segundos sobre Alec Franzke (Picusa Academy), terceiro.


A formação espanhola teve, igualmente, razões para celebrar coletivamente, com a vitória na etapa por equipas a ajudar a consolidar uma prestação de grande nível ao longo da derradeira jornada. Ainda assim, a Blackjack-Bairrada terminou como vencedora da Classificação Geral Coletiva, com 48 segundos de vantagem sobre a Picusa Academy e 1m09s sobre a Electromercantil GR-100.

Nas classificações secundárias, Guilherme Santos confirmou a vitória na Classificação por Pontos, depois de três dias sempre entre os protagonistas. Já a Classificação da Montanha foi conquistada por Jorge Rueda (Forés Ciudade del Ciclismo), que reforçou a liderança graças ao excelente desempenho nas subidas deste domingo.

A Classificação da Juventude ficou também nas mãos do vencedor final da corrida, Carlos Tena. Entre os corredores da Associação Regional de Ciclismo de Vila Real, Pedro Martins (Bilabiker's Cycling Team) terminou como o melhor representante regional.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Portugal com 16 triatletas no Europeu sprint de Elblag na Polónia”


Portugal estará representado por 16 triatletas no Campeonato da Europa de Triatlo de Sprint e Estafetas, que se disputa em Elbląg, na Polónia, entre os dias 31 de julho e 1 de agosto. A seleção nacional compete nos escalões de elite, sub-23 e juniores, num fim de semana que inclui também as estafetas de elites e juniores.

A comitiva portuguesa integra quatro atletas nas provas de elite, quatro em sub-23 e oito juniores, confirmando a presença de Portugal em todos os principais momentos competitivos do Europeu de distância sprint.

Na elite masculina, Portugal será representado por João Nuno Batista e Gustavo do Canto, dois atletas que têm vindo a competir regularmente no contexto internacional. No setor feminino, estarão em prova Inês Rico e Madalena Almeida, que regressa à competição depois de duas presenças nas etapas do campeonato do mundo.

No escalão sub-23, alinham José Ferreira e Afonso Ferreira na prova masculina, enquanto Matilde Santos e Cassilda Carvalho representam Portugal na prova feminina.

A maior presença portuguesa será no escalão júnior, com oito atletas convocados. No setor masculino competem Ricardo Pissarra, Dinis Ferreira, Artur Leite e Francisco Carvalho. No setor feminino, Portugal contará com Catarina Santos, Marta Ribeiro, Letícia Magalhães e Inês Fernandes.

O programa competitivo arranca no dia 31 de julho com as provas juniores, seguindo-se as corridas de elite e sub-23. No dia 1 de agosto, a competição prossegue com as estafetas.

Horários e informações da prova, aqui Race Info | 2026 Europe Triathlon Sprint and Relay Championships Elblag: https://events.triathlon.org/2026-europe-triathlon-sprint-and-relay-championships-elblag/race-info

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Tour França: Van der Poel fecha o Tour com um golpe de génio e rouba a última fotografia de Paris”


Por: José Morais

Fotos: Eurosport

A última etapa do Tour de França transformou-se num duelo de luzes, velocidade e orgulho, e Mathieu van der Poel decidiu que o fecho da edição pertencia a ele. Num cenário digno de cinema, com Paris iluminada para a despedida, o holandês arrancou uma vitória tão improvável quanto espetacular e só possível porque o seu companheiro Jasper Philipsen travou nos metros finais para lhe abrir caminho.


 

A ousadia de Pogacar e o contraataque do campeão mundial

 

Tadej Pogacar, já dono do seu quinto Tour, recusou a passividade do tradicional desfile final. Atacou na Rue Lepic, onde a multidão se comprimiu contra as barreiras, e encontrou ao lado o único capaz de seguir o ritmo explosivo: Mathieu van der Poel.


Os dois lançaram-se pelas ruas de Montmartre como se ainda houvesse um Tour inteiro por disputar, abrindo segundos preciosos enquanto o pelotão tentava reorganizar-se.

 

O pelotão em pânico e a perseguição dos sprinters

 

A Decathlon acelerou para Olav Kooij, a Cofidis puxou a fundo, e os sprinters farejaram a chegada nos Campos Elísios. A vantagem evaporou: a cinco quilómetros do fim, Pogacar e Van der Poel ainda resistiam; ao entrar no último quilómetro, já só sobreviviam por instinto.


 

O ataque final: 600 metros de loucura

 

Foi então que Van der Poel decidiu que a última imagem do Tour seria dele.

Com 600 metros para a meta, lançou um ataque seco, brutal, iluminado pelos candeeiros dos ChampsÉlysées. O pelotão caiu sobre ele como uma onda, mas o holandês manteve a pedalada até ao limite.


Philipsen aproximou-se, Pedersen surgiu pelo lado oposto, mas nenhum conseguiu ultrapassá-lo. Van der Poel venceu por centímetros, por orgulho, por teimosia por ser Van der Poel.

 

Pogacar, eterno; Van der Poel, decisivo

 

Pogacar cruzou a meta sem oposição, coroado pela cidade que o viu conquistar o quinto título e entrar definitivamente no panteão dos gigantes.


Mas o último clarão da corrida pertenceu ao holandês: Paris celebrou o esloveno, mas a última linha branca foi devorada por Van der Poel.

 

As duas imagens que ficam do Tour

 

Pogacar eterno, vestido de amarelo, dono absoluto da prova.

Van der Poel, em explosão, a conquistar a última vitória como se fosse a primeira.











Ficha Técnica

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