domingo, 16 de agosto de 2026

“Porto é o primeiro município a associar-se ao centenário da Volta a Portugal”


Fotos: Miguel Simão / FPC - Rodrigo Rodrigues / FPC

O Porto é o primeiro município a associar-se à Volta a Portugal de 2027, ano do centenário da prova. O anúncio foi feito este domingo, após a etapa final da Grandíssima de 2026, precisamente na cidade portuense. 

“Tendo no próximo ano o centenário, faço questão de que o Porto faça parte deste roteiro e somos o primeiro município a dizer que queremos estar na Volta em 2027”, revelou o presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte.

O autarca lembrou o acidente que vitimou o jovem corredor Finlay Tarling, este ano. “Nenhum de nós se esquece de um acidente que marcou esta Volta, e que nos angustia a todos. Mas por vezes há fatores que não controlamos. No que era controlável, acho que esta edição foi um sucesso e temos condições para fazer igual no centenário. Somos o primeiro município a associar-se à Volta em 2027 e tenho a certeza de que muitos outros se associarão”, acrescentou. 

 

Federação já prepara 2027

 

Numa conferência de imprensa de balanço da edição da Prova Rainha do ciclismo nacional que agora termina, o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, também recordou o desaparecimento de Tarling, “numa edição especial para a Federação” devido à falta de tempo para organizar o evento. 


“Tivemos poucas semanas para organizar esta Volta”, reconheceu, antes de continuar: “Queremos agradecer aos municípios, aos parceiros e patrocinadores, que acreditaram no nosso projeto, acreditaram na modernização, internacionalização e na proximidade aos portugueses.” 

“Queríamos abranger todo o território e, com a ajuda do Ezequiel [Mosquera, diretor da prova] conseguimos. Se retirássemos esses segundos que infelizmente não dão para retirar [acidente de Tarling], teria sido perfeito. Estamos a começar a trabalhar para 2027. Queremos fazer mais. Quero agradecer também à RTP pela ajuda, pela entrega e pelo gosto que têm neste trabalho. Permitiram que se desse a conhecer a Volta a Portugal”, rematou. 

A mesma ideia foi partilhada por Ezequiel Mosquera. “Foi um trabalho muito intenso para nós e para a Federação, foi um contrarrelógio. Felizmente, a resposta do público foi sensacional”, disse. 

“Apesar do stress, apesar de termos de fazer tudo a correr, bateram-se recordes de audiência de dez anos, isso significa muito para nós. A única nota negativa foi um lapso de tempo que foi dramático, se não tivesse acontecido o acidente teria sido perfeito. Lamentamos tudo isto, a única opção agora é continuar”, acrescentou. 

 

“Foi uma aposta ganha”

 

Presente na conferência de imprensa esteve também Paulo Sousa. O Provedor da Santa Casa de Misericórdia revelou que a instituição será novamente parceira da Volta no próximo ano.  


“Foi uma aposta ganha. Os Jogos Santa Casa regressam agora de uma forma mais expressiva, com mais proximidade a esta competição. Foi o ano do regresso, e para o ano, quando comemorarmos 100 anos da Volta, os Jogos Santa Casa estão juntos com a Volta a Portugal. É uma forma de retribuir a confiança dos portugueses”, defendeu. 

Por último, o Secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, felicitou a organização por uma “Volta espetacular”, ele que acompanhou esta última etapa ao lado de Cândido Barbosa. 

“O serviço público também se faz desta forma. Quer a Santa Casa de Misericórdia, o Instituto Português do Desporto e da Juventude e a RTP, podem ajudar-nos muito a valorizar e a promover a prática desportiva, como aliás fizeram.” 

“É impressionante a capacidade que o ciclismo tem de atrair o público, para ver os ciclistas a passar à porta da sua casa ou num outro local qualquer. É esta a mensagem que queria deixar, não esquecendo que tivemos um evento muito duro nos últimos dias. Terminamos uma Volta espetacular, fico muito feliz por termos a nossa Federação Portuguesa de Ciclismo a transformar a Volta. Estou seguro de que no próximo ano, no centenário, vamos ter mais um grande evento desportivo”, antecipou. 

A edição de 2026 da Volta a Portugal Jogos Santa Casa chegou este domingo ao fim, depois de 11 dias de competição e de uma passagem por várias regiões do país. Alexis Guérin tornou-se o primeiro francês a vencer a Grandíssima.

“Volta a Portugal 10º etapa: Alexis Guérin vence Volta a Portugal e Rui Oliveira triunfa nos Aliados”


Fotos: Rodrigo Rodrigues e Igor Martins / FPC

Guérin é o vencedor da 87.ª edição da Volta a Portugal Jogos Santa Casa, que terminou este domingo, no Porto.

O corredor de 34 anos foi o mais forte dos últimos 11 dias de competição e confirmou a Camisola Amarela esta tarde, com um minuto e dois segundos de vantagem para o colega Artem Nych. Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista) fechou o pódio final. A Anicolor/Campicarn soma assim a terceira vitória consecutiva na Volta a Portugal Jogos Santa Casa, depois das conquistas de Nych nas duas edições anteriores.

 

Rui Oliveira triunfa em casa

 

Mas Guérin não foi o único a festejar: a correr em casa, Rui Oliveira foi o mais rápido na emocionante chegada à Avenida dos Aliados e conseguiu o tão ansiado primeiro triunfo como profissional no ciclismo de estrada.


O ciclista luso da UAE Team Emirates XRG foi um dos mais ativos ao longo da última semana e meia, esteve perto da vitória várias vezes, mas foi na cidade portuense, perante o seu público, que conseguiu finalmente erguer os braços, confirmando da melhor maneira a Camisola Laranja Galp, dos pontos.

“Ainda não estou em mim. O circuito final foi tão duro, mas tive toda a minha equipa a apoiar-me. Não havia melhor maneira de conseguir a minha primeira vitória profissional. Ganhar em casa, no Porto, em Gaia... não tenho palavras. Obviamente que dedico a vitória à família do Finlay Tarling. Foi um dia muito duro para todos, parabéns a todos os atletas que lutaram estes dois dias”, afirmou, após a etapa.

 

Uma fuga para animar os Aliados

 

A décima e última jornada da Volta a Portugal partiu da Maia ao início da tarde, com cerca de 96 quilómetros a pedalar até entrar no circuito desenhado entre o Porto e Vila Nova de Gaia. A Avenida dos Aliados voltou a ser palco da consagração final da Grandíssima: foi a décima vez que o Porto recebeu a etapa decisiva da prova e a primeira desde 2019.


Foi precisamente nesse primeiro setor da etapa, entre a partida na Maia e a entrada no circuito final, que uma fuga de cinco corredores animou a tirada: Adam Lewis (APS Pro Cycling by Team Cadence Cyclery), César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Viacheslav Ivanov (Feirense-Beeceler), Gaspar Gonçalves (GI Group Holding-Simoldes-UDO) - vencedor do Prémio da Combatividade EBRO do dia - e Eduardo Perez Landaluce (Óbidos Cycling Team).

O quinteto colaborou durante algum tempo, mas com o aproximar do fim, o pelotão aumentou o ritmo. A cerca de duas voltas da última e decisiva passagem pela meta, a fuga foi definitivamente alcançada, Diogo Narciso (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) ainda tentou depois a sorte, mas sem sucesso. A partir daí, a corrida foi dos favoritos ao triunfo nos Aliados, onde Rui Oliveira acabou por superiorizar-se à concorrência.

 

Guérin faz história na Grandíssima

 

Guérin cortou a meta na oitava posição e garantiu definitivamente a Amarela: em 87 edições realizadas, é a primeira vez que um francês conquista a Amarela na Grandíssima, ele que leva ainda para casa a Camisola Azul Continente, da Classificação da Montanha.


“É um sonho concretizado. Ainda não estou em mim, é impressionante. Era o objetivo da equipa, o meu objetivo. Estou muito contente”, confessou.

Nas classificações finais, e apesar de ter tido novamente um furo na altura decisiva da corrida - situação que já havia vivido na véspera, na etapa nove -, Adrià Pericas demonstrou o potencial que lhe é apontado e selou a Camisola Branca Paredes Rota dos Móveis, da Juventude.

Entre a consagração histórica de Alexis Guérin e a emotiva vitória de Rui Oliveira nos Aliados, terminou mais uma edição da Grandíssima, que ficará para sempre marcada pelos feitos desportivos, mas também pela memória de Finlay Tarling.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Explosão de Glória no Ártico: Thomas Silva rompe barreiras e leva a América do Sul ao topo da Noruega”


Por: José Morais

O uruguaio Thomas Silva escreveu um capítulo inédito no ciclismo sul-americano ao confirmar, em Narvik, a vitória geral da Corrida do Ártico da Noruega. O atleta da XDS Astana resistiu aos 190,5 km da etapa final e selou um triunfo que redefine o mapa competitivo da Pro Series.

 

Silva campeão

 

Silva chegou ao último dia com a missão clara de proteger a liderança conquistada na etapa rainha de Storheia. Cumpriu com autoridade: cruzou a meta em terceiro, imediatamente à frente de Lennert Van Eetvelt, seu maior adversário na classificação geral. O controle demonstrado desde sábado transformou o domingo em uma confirmação histórica.

 

Ataque decisivo de Christophersen

 

A etapa final, porém, teve um protagonista local. Cedrik Bakke Christophersen, de apenas 24 anos, escolheu Narvik para estrear como vencedor profissional. No último quilômetro da subida final, lançou um ataque explosivo que desmontou o grupo dos favoritos. Abriu três segundos e cruzou sozinho, seguido por Ludovico Crescioli e Silva. Van Eetvelt foi quarto, também a três segundos.

 

Primeiro sul-americano a conquistar o Ártico

 

O triunfo de Silva carrega um peso histórico: nenhum ciclista da América do Sul havia vencido a Corrida Ártica da Noruega. Ele encerrou os quatro dias de competição com 15:34:12, 14 segundos à frente de Van Eetvelt. Alessandro Pinarello completou o pódio, seguido por Felix Engelhardt e Sebastián Berwick.

Além da geral, Silva também dominou a classificação dos jovens.

 

Temporada brilhante

 

Este é o quarto título do ano para o uruguaio, que mantém o XDS Astana no topo da corrida norueguesa pelo quarto ano consecutivo. Silva sucede o neozelandês Corbin Strong, campeão de 2025.

 

Outras classificações

 

Giovanni Lonardi venceu a classificação por pontos.

Morthern Wang Baksaas, da Lucky Sport, ficou com a camisa da montanha.

 

Fecho sob o sol da meia-noite

 

Silva desembarcou na Noruega em plena ascensão, venceu a etapa decisiva, defendeu a liderança com maturidade e terminou no topo do pódio sob o emblemático sol da meia-noite. Abriu, assim, um território até então inexplorado para o ciclismo sul-americano.

“Mariana Vargem: “Quero estar de forma mais consistente entre as melhores”


Mariana Vargem continua a afirmar-se entre a nova geração do triatlo português. Depois de se estrear nas etapas do Mundial e de alcançar um promissor 8.º lugar numa das etapas, a internacional portuguesa faz o balanço de uma primeira metade de época marcada por aprendizagens importantes.

 

Qual o balanço que fazes desta primeira parte da época?

 

Faço um balanço muito positivo desta primeira parte da época, apesar de não ter conseguido alcançar todos os objetivos que tinha definido. Acho que queremos sempre mais e é normal ficar com a sensação de que podemos fazer melhor

Estreei-me numa WTCS e consegui ainda um 8.º lugar noutra, resultados que considero muito positivos e que me dão confiança para continuar a evoluir. As outras WTCS não correram como esperava, mas foram experiências muito importantes, que me ajudaram a perceber melhor onde tenho de melhorar e o que preciso de fazer para conseguir estar de forma mais consistente entre as melhores.

 

E quais são os próximos objectivos para o que ainda falta?

 

Para a próxima parte da época, o principal objetivo é conseguir bons resultados nas provas que vou disputar, de forma a subir no ranking mundial e no ranking de qualificação olímpica. Quero continuar a evoluir, aproveitar as experiências desta primeira parte da época e transformar tudo o que aprendi em resultados.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

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