Fotos: Miguel Simão / FPC - Rodrigo Rodrigues / FPC
O Porto é o primeiro município
a associar-se à Volta a Portugal de 2027, ano do centenário da prova. O anúncio
foi feito este domingo, após a etapa final da Grandíssima de 2026, precisamente
na cidade portuense.
“Tendo no próximo ano o
centenário, faço questão de que o Porto faça parte deste roteiro e somos o
primeiro município a dizer que queremos estar na Volta em 2027”, revelou o
presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte.
O autarca lembrou o acidente
que vitimou o jovem corredor Finlay Tarling, este ano. “Nenhum de nós se
esquece de um acidente que marcou esta Volta, e que nos angustia a todos. Mas
por vezes há fatores que não controlamos. No que era controlável, acho que esta
edição foi um sucesso e temos condições para fazer igual no centenário. Somos o
primeiro município a associar-se à Volta em 2027 e tenho a certeza de que
muitos outros se associarão”, acrescentou.
Federação
já prepara 2027
Numa conferência de imprensa de balanço da edição da Prova Rainha do ciclismo nacional que agora termina, o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, também recordou o desaparecimento de Tarling, “numa edição especial para a Federação” devido à falta de tempo para organizar o evento.
“Tivemos poucas semanas para
organizar esta Volta”, reconheceu, antes de continuar: “Queremos agradecer aos
municípios, aos parceiros e patrocinadores, que acreditaram no nosso projeto,
acreditaram na modernização, internacionalização e na proximidade aos
portugueses.”
“Queríamos abranger todo o
território e, com a ajuda do Ezequiel [Mosquera, diretor da prova] conseguimos.
Se retirássemos esses segundos que infelizmente não dão para retirar [acidente
de Tarling], teria sido perfeito. Estamos a começar a trabalhar para 2027.
Queremos fazer mais. Quero agradecer também à RTP pela ajuda, pela entrega e
pelo gosto que têm neste trabalho. Permitiram que se desse a conhecer a Volta a
Portugal”, rematou.
A mesma ideia foi partilhada
por Ezequiel Mosquera. “Foi um trabalho muito intenso para nós e para a
Federação, foi um contrarrelógio. Felizmente, a resposta do público foi
sensacional”, disse.
“Apesar do stress, apesar de
termos de fazer tudo a correr, bateram-se recordes de audiência de dez anos,
isso significa muito para nós. A única nota negativa foi um lapso de tempo que
foi dramático, se não tivesse acontecido o acidente teria sido perfeito.
Lamentamos tudo isto, a única opção agora é continuar”, acrescentou.
“Foi uma
aposta ganha”
Presente na conferência de imprensa esteve também Paulo Sousa. O Provedor da Santa Casa de Misericórdia revelou que a instituição será novamente parceira da Volta no próximo ano.
“Foi uma aposta ganha. Os
Jogos Santa Casa regressam agora de uma forma mais expressiva, com mais
proximidade a esta competição. Foi o ano do regresso, e para o ano, quando
comemorarmos 100 anos da Volta, os Jogos Santa Casa estão juntos com a Volta a
Portugal. É uma forma de retribuir a confiança dos portugueses”, defendeu.
Por último, o Secretário de
Estado do Desporto, Pedro Dias, felicitou a organização por uma “Volta
espetacular”, ele que acompanhou esta última etapa ao lado de Cândido
Barbosa.
“O serviço público também se
faz desta forma. Quer a Santa Casa de Misericórdia, o Instituto Português do
Desporto e da Juventude e a RTP, podem ajudar-nos muito a valorizar e a
promover a prática desportiva, como aliás fizeram.”
“É impressionante a capacidade
que o ciclismo tem de atrair o público, para ver os ciclistas a passar à porta
da sua casa ou num outro local qualquer. É esta a mensagem que queria deixar,
não esquecendo que tivemos um evento muito duro nos últimos dias. Terminamos
uma Volta espetacular, fico muito feliz por termos a nossa Federação Portuguesa
de Ciclismo a transformar a Volta. Estou seguro de que no próximo ano, no
centenário, vamos ter mais um grande evento desportivo”, antecipou.
A edição de 2026 da Volta a
Portugal Jogos Santa Casa chegou este domingo ao fim, depois de 11 dias de
competição e de uma passagem por várias regiões do país. Alexis Guérin
tornou-se o primeiro francês a vencer a Grandíssima.








