Fotos: Rodrigo Rodrigues e Igor Martins / FPC
Guérin é o vencedor da 87.ª
edição da Volta a Portugal Jogos Santa Casa, que terminou este domingo, no
Porto.
O corredor de 34 anos foi o
mais forte dos últimos 11 dias de competição e confirmou a Camisola Amarela
esta tarde, com um minuto e dois segundos de vantagem para o colega Artem Nych.
Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista) fechou o pódio final. A
Anicolor/Campicarn soma assim a terceira vitória consecutiva na Volta a
Portugal Jogos Santa Casa, depois das conquistas de Nych nas duas edições
anteriores.
Rui
Oliveira triunfa em casa
Mas Guérin não foi o único a festejar: a correr em casa, Rui Oliveira foi o mais rápido na emocionante chegada à Avenida dos Aliados e conseguiu o tão ansiado primeiro triunfo como profissional no ciclismo de estrada.
O ciclista luso da UAE Team
Emirates XRG foi um dos mais ativos ao longo da última semana e meia, esteve
perto da vitória várias vezes, mas foi na cidade portuense, perante o seu
público, que conseguiu finalmente erguer os braços, confirmando da melhor maneira
a Camisola Laranja Galp, dos pontos.
“Ainda não estou em mim. O
circuito final foi tão duro, mas tive toda a minha equipa a apoiar-me. Não
havia melhor maneira de conseguir a minha primeira vitória profissional. Ganhar
em casa, no Porto, em Gaia... não tenho palavras. Obviamente que dedico a
vitória à família do Finlay Tarling. Foi um dia muito duro para todos, parabéns
a todos os atletas que lutaram estes dois dias”, afirmou, após a etapa.
Uma fuga
para animar os Aliados
A décima e última jornada da Volta a Portugal partiu da Maia ao início da tarde, com cerca de 96 quilómetros a pedalar até entrar no circuito desenhado entre o Porto e Vila Nova de Gaia. A Avenida dos Aliados voltou a ser palco da consagração final da Grandíssima: foi a décima vez que o Porto recebeu a etapa decisiva da prova e a primeira desde 2019.
Foi precisamente nesse
primeiro setor da etapa, entre a partida na Maia e a entrada no circuito final,
que uma fuga de cinco corredores animou a tirada: Adam Lewis (APS Pro Cycling
by Team Cadence Cyclery), César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua),
Viacheslav Ivanov (Feirense-Beeceler), Gaspar Gonçalves (GI Group
Holding-Simoldes-UDO) - vencedor do Prémio da Combatividade EBRO do dia - e
Eduardo Perez Landaluce (Óbidos Cycling Team).
O quinteto colaborou durante
algum tempo, mas com o aproximar do fim, o pelotão aumentou o ritmo. A cerca de
duas voltas da última e decisiva passagem pela meta, a fuga foi definitivamente
alcançada, Diogo Narciso (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) ainda tentou depois
a sorte, mas sem sucesso. A partir daí, a corrida foi dos favoritos ao triunfo
nos Aliados, onde Rui Oliveira acabou por superiorizar-se à concorrência.
Guérin
faz história na Grandíssima
Guérin cortou a meta na oitava posição e garantiu definitivamente a Amarela: em 87 edições realizadas, é a primeira vez que um francês conquista a Amarela na Grandíssima, ele que leva ainda para casa a Camisola Azul Continente, da Classificação da Montanha.
“É um sonho concretizado.
Ainda não estou em mim, é impressionante. Era o objetivo da equipa, o meu
objetivo. Estou muito contente”, confessou.
Nas classificações finais, e
apesar de ter tido novamente um furo na altura decisiva da corrida - situação
que já havia vivido na véspera, na etapa nove -, Adrià Pericas demonstrou o
potencial que lhe é apontado e selou a Camisola Branca Paredes Rota dos Móveis,
da Juventude.
Entre a consagração histórica
de Alexis Guérin e a emotiva vitória de Rui Oliveira nos Aliados, terminou mais
uma edição da Grandíssima, que ficará para sempre marcada pelos feitos
desportivos, mas também pela memória de Finlay Tarling.
Fonte: Federação Portuguesa
Ciclismo




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