domingo, 6 de setembro de 2026

“Rafael Reis triunfa em Cascais e Pedro Silva sela a conquista do 1.º Grande Prémio TSF/JN”


Fotos: Igor Martins/Jornal de Notícias/TSF

Rafael Reis (Anicolor/Campicarn) conquistou este domingo a última etapa do novo Grande Prémio de Ciclismo TSF/JN, com chegada a Malveira da Serra, em Cascais. Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista) foi quem vestiu a Camisola Amarela no final, sagrando-se o primeiro grande vencedor da prova que encerra o calendário velocipédico nacional.

O melhor português desta edição da Volta a Portugal, ao terminar em terceiro lugar, fecha, assim, a época com chave de ouro. É a primeira vez na carreira que Pedro Silva vence uma Geral, o que torna esta vitória ainda mais emocionante.

A derradeira etapa do 1.º Grande Prémio TSF/JN foi disputada em Cascais, em formato de circuito, ao longo de nove voltas, com um total de 89,1 quilómetros. Teve passagens pela zona do Guincho e chegada junto ao Centro de Interpretação da Duna da Cresmina, na subida para a Malveira da Serra.

O singular formato da corrida levou a um ritmo frenético ao lono da tirada, sendo a média do vencedor de 42,5 quilómetros por hora. Houve sucessivos ataques e foi Rafael Reis, especialista em contrarrelógio, que com a sua velocidade e potência alcançou a vitória de hoje para a Anicolor / Campicarn. O segundo classificado foi Tiago Antunes (Efapel Cycling) e o terceiro João Martins (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), ambos a dois segundos do vencedor.

Rafael Reis referia, no final, que a presença do filho ao longo da etapa “deu uma motivação extra para a vitória”. O corredor palmelense explicou que o percurso lhe era favorável e sabia que o ataque final ia fazer a diferença: “Tinha de ser assim, tive forças para os últimos 400 metros e estou bastante contente por ter conseguido esta vitória. Vínhamos para ganhar, mas as coisas acabaram por não nos correr bem na primeira etapa, entretanto no segundo dia tínhamos um plano, mas a bicicleta de Alexis Guérin avariou e ontem foi dia de chegada ao sprint. Acabámos por guardar-nos para hoje e conseguimos”.

Já Pedro Silva, vencedor da primeira edição do Grande Prémio TSF/JN, admitiu que “foi um dia muito duro, mas a equipa esteve muito bem. Fábio Costa fez um trabalho fantástico, os restantes colegas de equipa também fizeram um bom trabalho e saio muito satisfeito com a minha primeira vitória numa Geral”. O corredor de Barcelos confessou que se sentia preparado para a etapa, porque “consigo adaptar-me bem a estes esforços curtos e subidas mais curtas. A equipa está a passar um bom momento, estávamos muito confiantes para esta corrida e acho que é um fechar com chave de ouro a época de 2026. Para mim representa muito, porque é também a primeira vitória este ano, é muito bom e muito gratificante para mim poder entregar esta vitória nesta corrida e é o culminar de uma época muito boa”, rematou.

Com a vitória de Pedro Silva na Classificação Geral, o segundo lugar manteve-se com Emanuel Duarte (Credibom-LA Alumínos-Marcos Car), a oito segundos e Tiago Antunes ficou na terceira posição, a 30 segundos.

Nas restantes classificações, no final, foi João Martins quem venceu a Geral por Pontos e Tiago Antunes foi coroado Rei dos Trepadores, envergando a Camisola Azul. Luke Valenti (CC Padrones Cortizo) segurou a liderança da Geral da Juventude, sendo consagrado o melhor jovem da primeira edição da prova.

Já Gaspar Gonçalves (GI Group Holding-Simoldes-UDO) confirmou o triunfo na Geral das Metas Volantes, e os Pontos Quentes, que tinham desde ontem Hugo Nunes (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) como líder, também não sofreram alterações. Por Equipas, foi a Efapel Cycling quem festejou no fim e nas Equipas de Clube foi a CC Padrones Cortizo.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Taça do Mundo de Paratriatlo: Filipe Marques de ouro e Ana Duarte de bronze em Alhandra”


Portugal conquistou este sábado dois pódios na Taça do Mundo de Paratriatlo de Alhandra. Filipe Marques venceu a competição na categoria PTS5, enquanto Ana Lúcia Duarte terminou no terceiro lugar, coroando com um pódio a sua estreia em competições internacionais ao serviço da Seleção Nacional.

A oitava edição da Taça do Mundo de Paratriatlo de Alhandra voltou a trazer alguns dos melhores paratriatletas internacionais a Portugal, com cerca de 80 atletas a competirem durante a manhã deste sábado, 5 de setembro, no Passeio Pedonal de Alhandra.

E a competição terminou da melhor forma para as cores portuguesas, com os dois representantes nacionais a subirem ao pódio. Filipe Marques voltou a mostrar a ligação especial que mantém com Alhandra e venceu a prova masculina da categoria PTS5, completando a competição em 58m36s e deixando o brasileiro Ruiter Antonio Gonçalves Silva no segundo lugar, a 31 segundos. O grego Panagiotis Alevizos completou o pódio, com 1h10m38s.

Também especial foi a manhã de Ana Lúcia Duarte. Na sua primeira competição internacional em representação da Seleção Nacional de Paratriatlo, a portuguesa terminou no terceiro lugar e garantiu desde logo um lugar no pódio da Taça do Mundo.

Um resultado que ganha ainda maior significado pelo percurso da atleta, que realizou o primeiro triatlo apenas aos 35 anos, quando vivia em Inglaterra. Depois de regressar a Portugal, juntou-se à equipa do Sporting em 2024 e iniciou o processo de classificação como paratriatleta.

A vitória pertenceu à brasileira Erica Da Rosa Rodrigues, que dominou a competição e terminou em 1h07m31s. A espanhola Maria Fuertes Artigot foi segunda, com 1h11m16s.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Van Aert desafia o calor, vence a fuga e volta a brilhar na Volta Espanha”


Wout van Aert voltou a deixar a sua marca na Vuelta a España ao conquistar a 15.ª etapa da corrida, uma jornada de 110,2 quilómetros entre Palma del Río e Córdoba disputada sob temperaturas elevadas. Apesar do encurtamento do percurso, um fator que à partida não favorecia as suas características, o belga da Visma-Lease a Bike impôs-se no final e celebrou o segundo triunfo pessoal nesta edição da prova, reforçando ainda o domínio da equipa neerlandesa, que já soma cinco vitórias em etapa.

A corrida arrancou a ritmo frenético e a fuga do dia ganhou forma logo nos primeiros quilómetros. Wandhal, Oliveira, Azparren, Paleni, Hayter, Leknessund, Porter, Weiss, Mackellar, Thompson e Leemreize integraram o grupo dianteiro, enquanto a Visma assumiu rapidamente a perseguição no pelotão, contando com a colaboração da Cofidis.

Na principal ascensão do dia, Leemreize passou em primeiro lugar, numa fase em que Steinhauser ainda tentou fazer a ponte para a frente da corrida. Contudo, o pelotão nunca permitiu que a margem crescesse de forma significativa e manteve os fugitivos sob forte pressão. A cerca de 65 quilómetros da meta, Primoz Roglic sofreu uma avaria mecânica, mas conseguiu regressar sem consequências ao grupo principal.


Com a corrida a entrar numa fase decisiva, a fuga começou a fragmentar-se. Leknessund destacou-se na frente e apenas Debruyne conseguiu juntar-se ao norueguês após um esforço de perseguição. Atrás, o pelotão acelerava cada vez mais, aproximando-se perigosamente dos resistentes da frente.

A grande movimentação surgiu no sprint intermédio, quando Van Aert lançou o seu ataque. O belga alcançou os homens que seguiam adiantados e levou consigo Romele e Thibau Nys. Pouco depois formou-se um grupo restrito que passou a comandar a etapa e que rapidamente abriu diferenças importantes para os perseguidores e para o pelotão dos favoritos.

Nos quilómetros finais começaram os jogos tácticos. Romele e Nys tentaram sucessivamente surpreender os adversários, conscientes de que um sprint em grupo favorecia claramente Van Aert. Mais tarde foi a vez de Leknessund e Debruyne procurarem ganhar vantagem, mas o belga respondeu sempre com autoridade, anulando praticamente todas as investidas.

A entrada no último quilómetro confirmou que a vitória seria disputada entre os elementos da fuga. Leknessund foi o primeiro a lançar o sprint de longe, mas Van Aert manteve a calma. Quando Nys arrancou a cerca de 250 metros da linha de meta, o corredor da Visma respondeu de imediato, ultrapassando o compatriota nos metros finais para garantir um triunfo convincente em Córdoba.

Atrás de Van Aert, Romele terminou na segunda posição, enquanto Nys fechou o pódio da etapa. O grupo dos favoritos chegou com um atraso próximo dos três minutos, sem provocar alterações na classificação geral, que continua a ser liderada por Enric Mas.

“Luís Xavier conclui em 16.º lugar o contrarrelógio individual do Mundial de Paraciclismo”


Luís Xavier terminou em 16.º lugar o contrarrelógio individual, em C5, este sábado, durante o Campeonato do Mundo de Paraciclismo de Estrada. A competição está a decorrer até segunda-feira em Huntsville, no Alabama (Estados Unidos).

O português concluiu os 29,2 quilómetros do percurso (duas voltas) em 39m56s. A Medalha de Ouro foi para o americano Elouan Gardon, que gastou menos 5m56s que o paraciclista luso. Em segundo lugar ficou o neerlandês Daniel Abraham Gebru e o terceiro classificado foi o brasileiro Lauro Cesar Mouro Chaman.

“Sabíamos à partida que o contrarrelógio não é a especialidade do Luís e que ainda precisa de adquirir alguma experiência nesta vertente. Ainda assim, teve um comportamento muito positivo durante toda a prova, sem cometer erros significativos, e esteve muito perto de cumprir o objetivo que tínhamos definido antes da competição: terminar entre os 15 primeiros”, explicou Telmo Pinão, Selecionador Nacional de Paraciclismo. “Esse era um objetivo importante, não só pela classificação, mas também porque permite garantir pontos para o ranking das nações, que atribui pontuação até ao 20.º lugar”, continuou.

“O Luís deixou tudo na estrada e mostrou uma atitude muito positiva e motivadora, que é também um excelente indicador para a prova de fundo de segunda-feira. É aí que as suas características podem fazer realmente a diferença. Porque é uma prova que se adapta muito melhor às suas capacidades e, por isso, acredito que podemos lutar por uma presença no top-

10. Hoje ganhou mais experiência numa disciplina que não é a sua especialidade e, acima de tudo, sai desta prova com boas sensações e muita motivação para o que aí vem”, rematou o selecionador nacional.

Amanhã, dia 6, é Flávio Pacheco quem volta à estrada nos Mundiais de Paraciclismo, desta feita para disputar a prova de fundo, em H4, às 21h00, hora de Portugal. O percurso vai ter no total 69 quilómetros, que correspondem a cinco voltas (cada volta tem 13,80 quilómetros).

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua com dois Top-10 na terceira etapa do Grande Prémio TSF/JN”


Fotos: Igor Martins / TSF / Jornal de Notícias

A Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua cumpriu hoje a terceira etapa do Grande Prémio TSF/JN, em Castelo Branco, com duas prestações de destaque. César Martingil terminou no 5.º lugar da etapa, enquanto Gonçalo Carvalho cruzou a meta na 9.ª posição e mantém o 6.º lugar na classificação geral.

A etapa de 150,6 km, com partida e chegada na Alameda da Liberdade, foi marcada por um terreno propício a fugas e ataques de longe. Os prémios de montanha de Almaceda e Casal da Serra acrescentaram dificuldade a uma jornada com sucessivos momentos de desgaste.

César Martingil:  "Saímos com objetivo fazer boa etapa e manter ou subir o lugar do Gonçalo na geral, passei as dificuldades, nomeadamente, a última montanha que se fazia dura, a partir da sabia que podia estar na discussão, a equipa acreditou em mim, fomos para frente anular a fuga eu no final só tive que rematar no sprint fiz tudo perfeito, os adversários foram mais forte, agradeço aos meus colegas que deram tudo por mim e Gustavo que acredita sempre mim!"


Gonçalo Carvalho: "Hoje era uma etapa que podia ser traiçoeira, com a maior dureza concentrada na primeira metade. O grupo partiu-se várias vezes, mas no final voltou a juntar e, com o César, apostámos tudo no sprint. Um grande trabalho de toda a equipa, que nos permitiu estar na discussão da etapa com o César. Da minha parte, consegui finalizar bem, sendo importante para manter o 6.º lugar da geral. Amanhã é dia de dar tudo para defender e lutar pela etapa."

A decisão da prova fica reservada para domingo, em Cascais, com a quarta e última etapa de 97,6 km, num circuito com passagens pela zona do Guincho e chegada junto ao Centro de Interpretação da Duna da Cresmina, na subida para a Malveira da Serra (partida às 16h, chegada prevista às 18h20).

 

3.ª etapa

Castelo Branco, 150,7 km

 

1.º João Martins (Credibom-La Aluminios-Marcos Car), 3h37m04s

5.º César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a mt

9.º Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a mt

30.º Diego Lopez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 8s

50.º Bruno Silva (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1m09s

53.º Daniel Dias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 2m22s

58.º Simão Lucas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 3m30s

83.º Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 13m12s

 

Classificação geral individual

 

1.º Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista), 9h51m54s

6.º Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1m03s

19.º Diego Lopez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1m49s

31.º Bruno Silva (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 3m41s

46.º Simão Lucas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 12m52s

47.º César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 15m12s

59.º Daniel Dias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 22m22s

67.º Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 33m12s

 

Classificação geral por equipas

 

1.ª EFAPEL Cycling, 29h38m34s

6.ª Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, a 2m32s

 

Classificação da juventude

 

1.º Luke Valenti (CC Padrones Cortizo), 9h52m57s

4.º Diego Lopez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 46s

18.º Simão Lucas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 11m49s

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

Ficha Técnica

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