terça-feira, 4 de agosto de 2026

“Volta a Portugal: Prólogo – Lisboa-Lisboa”


Dia 05/08: 6 quilómetros

 

Um esforço curto, mas muito intenso. Apesar de se tratar de um Prólogo, apresenta uma distância superior ao habitual, suficiente para criar as primeiras diferenças entre especialistas do contrarrelógio e candidatos à classificação geral.

Será o primeiro contacto com a Volta a Portugal 2026: uma jornada explosiva e exigente, onde cada segundo poderá começar a fazer a diferença desde o primeiro dia.

Fonte: Organização

“Volta Burgos: Matthew Brennan reacende o brilho e lidera domínio da Visma, entre os portugueses, Afonso Eulálio foi o melhor, terminando em 22.º a 12 segundos. Iúri Leitão chegou mais atrás, em 66.º, a 28 segundos”


Por: José Morais

Matthew Brennan voltou a parecer o prodígio que incendiou o pelotão em 2025. Depois de meses marcados por doença, desgaste físico e uma primavera longe do nível que o consagrou, o britânico reencontrou o golpe de classe no arranque da Vuelta a Burgos, assinando uma vitória autoritária no Alto del Castillo e completando um 1-2 da Visma – Lease a Bike com Ben Tulett.

A etapa inaugural, com 165 quilómetros, foi controlada quase por inteiro pela formação neerlandesa, que trabalhou para neutralizar a fuga de Josh Burnett, Javier Ibáñez, Valentín Ferrón e Unai Aznar. O quarteto chegou a ter mais de três minutos de vantagem, mas o trio Visma, Lidl-Trek e INEOS manteve o pelotão sob rédea curta e só permitiu que a aventura terminasse já dentro dos últimos dois quilómetros.

No derradeiro esforço, Marc Brustenga tentou surpreender a 700 metros da meta, mas o ataque durou pouco. Tulett assumiu o comando, estabilizou o ritmo e lançou Brennan nos últimos 200 metros. O britânico respondeu com potência, abriu espaço e cruzou a meta como novo líder da corrida, somando a sua sexta vitória da temporada. Laurence Pithie fechou o pódio.

 

Brennan: “Alívio, confiança e ambição renovada

 

O britânico não escondeu a emoção após reencontrar o caminho das vitórias:

“Estou feliz, mas também bastante aliviado. Houve muito trabalho duro e a equipa acreditou em mim. Hoje isso fez toda a diferença.”

Brennan recordou o papel decisivo de Stevie Kruijswijk, que passou grande parte da etapa a controlar a fuga, e destacou a confiança no sprint final:

“Cheguei à subida numa posição perfeita. O Ben esteve comigo até ao topo, e depois só tive de dar tudo. Sabia que podia ganhar.”

 

O que vem aí: montanha e decisões

 

A segunda etapa, rumo a Pineda de la Sierra, promete ser um teste mais duro para os candidatos à geral. Brennan mantém ambição, mas prefere cautela:

“Vim com grandes objetivos. O ano não começou como esperava, mas estamos focados na La Vuelta. Vamos tentar vencer sempre que possível e ajudar os colegas.”

“Tour França Feminino: Explosão de Poder, Marlen Reusser domina o contrarrelógio e entrega o amarelo à Movistar”


Por: José Morais

A quarta etapa do Tour França Feminino 2026 transformou-se num espetáculo de precisão e força, e Marlen Reusser foi o centro dessa tempestade. A suíça da Movistar voou pelos 21 quilómetros de contrarrelógio, esmagou as referências das rivais e assumiu, com autoridade, a liderança geral da prova.


O domínio suíço no relógio

 

Marlen Reusser entrou no percurso com uma missão clara: impor o seu ritmo desde o primeiro metro. Na subida dos Lacets de Marsannay, já deixava um aviso contundente 19 segundos mais rápida do que Lieke Nooijen, então líder provisória. A descida rápida até à meta não abalou a sua cadência. Parou o cronómetro em 27:30.09, média de 45,8 km/h, e garantiu não só a vitória da etapa como também a camisola amarela.

 

Nooijen e Vollering: resistência, mas insuficiente

 

Lieke Nooijen foi quem mais se aproximou da suíça. O seu tempo de 27:34.17 sustentou por longos minutos a esperança de vitória, mas Marlen Reusser destruiu essa ilusão com a precisão que a caracteriza.

Demi Vollering, sempre candidata ao triunfo final, fez um contrarrelógio sólido e fechou em terceiro, a 17,92 segundos, mantendo-se firme na luta pela classificação geral.

 

As grandes favoritas perdem terreno

 

O relógio foi implacável para várias protagonistas:

Elisa Longo Borghini perdeu 1:03

Paula Blasi ficou 1:04 atrás

Katarzyna Niewiadoma cedeu 1:08

Anna van der Breggen perdeu 1:09

Pauline FerrandPrévot viveu um dia para esquecer, terminando a 2:13, um golpe duro nas suas ambições.

Sigrid Haugset, que defendia o amarelo, também não encontrou ritmo. Perdeu tempo em todos os pontos intermédios e viu a liderança escapar antes mesmo de cruzar a meta.

 

A confirmação de Zoe Bäckstedt

 

Entre as jovens estrelas, Zoe Bäckstedt brilhou com intensidade. A britânica terminou em quarto, a 19,91 segundos, reforçando a sua ascensão num terreno dominado por especialistas.

 

Marlen Reusser, perfeita do início ao fim

 

A suíça não desperdiçou um único metro: atacou a subida, acelerou na descida e manteve uma postura técnica irrepreensível. Ao cortar a meta, levantou a cabeça com a confiança de quem sabe que deu o primeiro grande golpe na corrida e a Movistar celebrou uma etapa, uma liderança e um sinal claro para as rivais antes da chegada da montanha.

“Explosão de Poder: Jonathan Milan Domina Novo Sprint Caótico na Polónia e João Almeida Mantém Regresso Sólido”


Por: José Morais

Jonathan Milan voltou a impor a sua força bruta no Tour da Polónia, conquistando a segunda vitória consecutiva e reforçando a liderança geral numa chegada técnica, veloz e marcada por posicionamentos falhados sobretudo o de Paul Magnier, novamente surpreendido no momento decisivo. João Almeida, em fase de retoma competitiva, voltou a concluir integrado no pelotão.

 

Jonathan Milan volta a esmagar no sprint

 

O segundo dia de corrida apresentou um cenário clássico de etapa plana: 150,1 km percorridos a alta velocidade junto à costa do Báltico. Logo cedo, um grupo de quatro corredores Patryk Stosz, Radosław Frątczak, Anton Schiffer e Jonas Rutsch ganhou espaço, mas a fuga nunca teve liberdade real.

A meio da etapa, Dries De Bondt lançou um contra-ataque eficaz e juntou-se ao grupo, transformando-o numa frente de cinco homens. A vantagem, porém, foi sempre controlada por três equipas com ambições claras: Lidl-Trek, Soudal Quick-Step e EF Education-EasyPost, que trabalhavam para Milan, Magnier e Noah Hobbs.

 

 

Magnier volta a falhar o posicionamento

 

A aproximação à meta foi tudo menos simples: uma descida vertiginosa, com velocidades a rondar os 80 km/h, seguida de uma curva apertada a apenas 300 metros da linha. O cenário perfeito para caos, mas, surpreendentemente, sem quedas.

Magnier, tal como no dia anterior, perdeu o comboio no momento crítico. Jonathan Milan, por sua vez, manteve-se protegido, lançou o sprint com autoridade e venceu com margem confortável. Matteo Malucelli fechou o pódio.

 

João Almeida discreto, mas sólido no regresso

 

O português da UAE Team Emirates continua a readquirir ritmo competitivo após pausa prolongada. Chegou novamente no pelotão, desta vez na 83.ª posição sem ambições na etapa, mas cumprindo o objetivo de acumular quilómetros e sensações.

 

O que esta vitória significa

 

Jonathan Milan amplia a liderança graças aos segundos de bonificação.

Magnier confirma velocidade, mas revela fragilidades táticas.

João Almeida segue o plano de reentrada, sem riscos e sem pressões.

“Velocidade Sob Suspeita: Tour de França Feminino enfrenta alegações de manipulação aerodinâmica”


Por: José Morais

A Volta a França feminina vive dias de tensão depois de terem surgido acusações de que algumas ciclistas estarão a recorrer a enchimentos nos sutiãs para alterar a aerodinâmica e ganhar velocidade. A polémica, inesperada e sensível, reacende o debate sobre os limites da inovação e da batota no ciclismo profissional.

 

Suspeitas antes do contrarrelógio

 

De acordo com a publicação neerlandesa WielerFlits, várias equipas do WorldTour feminino alertaram para a possibilidade de algumas atletas estarem a aumentar artificialmente o volume do peito através de enchimentos.

A preocupação surgiu antes do contrarrelógio de terçafeira, etapa em que qualquer alteração na superfície frontal da ciclista pode modificar o fluxo de ar e, consequentemente, melhorar a velocidade.

O jornal britânico The Telegraph avançou que o especialista em aerodinâmica Bert Blocken recebeu fotografias que aparentam mostrar objetos inseridos nas camisolas de algumas competidoras, levantando dúvidas sobre a legalidade do procedimento.

 

Aerodinâmica no centro da controvérsia

 

A lógica por detrás da suspeita é simples: ao aumentar a área frontal, o ar é desviado de forma diferente, podendo reduzir a resistência e favorecer a performance. Situações semelhantes já ocorreram noutras modalidades recorde-se o caso dos saltadores de esqui nos Jogos Olímpicos de Inverno, acusados de recorrer a injeções de ácido hialurónico para alterar a forma corporal e obter vantagem aerodinâmica.

 

Medidas de controlo e regras da UCI

 

Perante o ruído crescente, a organização do Tour feminino determinou que todas as ciclistas deveriam apresentarse pelo menos dez minutos antes da etapa para inspeções obrigatórias às bicicletas e ao equipamento.

A União Internacional de Ciclismo (UCI) proíbe qualquer alteração artificial que modifique o comportamento aerodinâmico do corpo ou do equipamento, prevendo desqualificação imediata ou multas embora estas sanções raramente sejam aplicadas.

“Rodrigo Pissara: o triatlo, a engenharia e os aviões”


Aos 20 anos, Rodrigo Pissarra divide os dias entre os treinos de triatlo, o curso de Engenharia Mecânica no Instituto Superior Técnico e a formação para piloto de aviação civil. Três caminhos exigentes, unidos pela disciplina e capacidade de organização.

Rodrigo Pissarra pratica triatlo desde os nove anos e cumpre atualmente a sua primeira época no escalão de sub-23. Fora do desporto, acabou de completar o segundo ano de Engenharia Mecânica no Instituto Superior Técnico e, desde janeiro de 2026, frequenta o curso de piloto de aviação civil,

Conciliar estas três áreas obriga-o a planear cuidadosamente cada dia.

“Sem dúvida que organizar três prioridades de grande exigência não é tarefa fácil, mas tento sempre que o meu dia seja planeado ao detalhe para conseguir alinhar tudo o que preciso de fazer. São três mundos completamente diferentes, mas que exigem a mesma base: disciplina e gestão de tempo.”

Nesta fase, Rodrigo ainda se encontra na componente teórica do curso de aviação, em regime pós-laboral, com aulas durante a semana entre as 18h00 e as 21h30. Os treinos mais longos ficam, por isso, reservados para a manhã, enquanto as sessões mais curtas são realizadas ao final da tarde.

“O segredo para mim passa por planear previamente a minha rotina e ver onde posso encaixar tanto os meus treinos como o meu estudo, o meu descanso e o tempo que preciso de ter para mim.”

Preparar uma competição, estudar engenharia e aprender a pilotar exigem diferentes tipos de concentração e compromisso. No triatlo, a disciplina manifesta-se na capacidade de cumprir o plano de treino mesmo perante o cansaço, as condições meteorológicas ou a falta de vontade.

“Preparar uma prova de triatlo exige uma grande disciplina física e mental, com uma determinada preparação específica para cada prova e para alcançar cada objetivo pessoal. Seja pela capacidade de acordar cedo e ir treinar, faça chuva ou faça sol, fazer dois ou três treinos por dia mesmo quando a vontade não é a maior ou quando existe cansaço acumulado.”

Já a engenharia e a aviação representam um desgaste sobretudo mental, obrigando a várias horas de concentração e estudo. Questionado sobre qual das três áreas lhe exige maior disciplina, Rodrigo admite que a resposta não é simples.

“Se tivesse de escolher, diria que a faculdade é a mais exigente a nível de disciplina, uma vez que é o que eu gosto menos de fazer. No entanto, o mais complicado é mesmo a junção dos três e não apenas uma das três.”

Mais do que ocupar uma parte significativa dos seus dias, o triatlo ajuda Rodrigo Pissarra a encontrar a organização e a estabilidade necessárias para enfrentar os restantes desafios.

“O triatlo não é simplesmente um passatempo que me retira tempo; é uma das ferramentas que me dá a estrutura mental para aguentar tudo o resto e ter capacidade de disciplina.”

A necessidade de conjugar natação, ciclismo, corrida, recuperação e vida pessoal ensinou-o, desde cedo, a aproveitar as 24 horas de cada dia. O exercício físico funciona também como uma pausa nos períodos mais intensos de estudo.

“Na engenharia, ajuda muito, uma vez que, quando estou cansado do estudo, posso correr ou nadar, voltando com a cabeça mais limpa e muito mais focada para absorver matéria complexa.”

Rodrigo acredita que as aprendizagens adquiridas no desporto de resistência poderão igualmente ser importantes quando estiver aos comandos de um avião.

“Na aviação, o triatlo vai ajudar na gestão do stress, na tomada de decisão rápida sob fadiga e numa avaliação difícil que pode ocorrer nalgum momento. Eu, como atleta de desportos de resistência, aprendi a gerir a energia ao longo de horas. Tal como nos pilotos, essa capacidade de manter a calma e a lucidez quando se está cansado é vital.”

“Sei exatamente onde quero chegar”

Nos dias mais difíceis, é a visão dos objetivos futuros que o ajuda a manter o compromisso com os treinos e com os estudos.

“Sei exatamente onde quero chegar e que cada dia de esforço é uma oportunidade para conseguir ir atrás dos meus sonhos. Olho para o cansaço não como um obstáculo, mas sim como uma parte inevitável de um caminho nada fácil, que não está ao alcance de todos.”

A sensação de cumprir um objetivo numa prova e o sonho de um dia comandar uma aeronave comercial dão sentido ao esforço diário.

“Quando me lembro do sentimento de cruzar uma meta com um resultado de que posso sair satisfeito ou da sensação que poderá ser comandar uma aeronave comercial, o cansaço físico passa para segundo plano e dá lugar à disciplina que tenho de ter.”

Uma meta que se transforma numa pista

Entre o triatlo e a aviação, Rodrigo Pissarra encontra duas imagens diferentes para representar o futuro: a meta e a pista de descolagem. Para o jovem atleta, porém, uma não existe sem a outra.

“Vejo uma meta que se transforma imediatamente numa pista de descolagem. O triatlo ensinou-me a focar na meta, mas a aviação ensinou-me a olhar para o céu.”

Cruzar a meta de uma competição não representa o final do percurso. Depois de cada prova, há sempre aspetos para analisar, aprendizagens para retirar e novos objetivos para preparar.

“Acabar engenharia e o curso de piloto será uma grande vitória, mas será apenas um ponto de início para o que vem a seguir.”

A engenharia também já influencia a forma como Rodrigo enfrenta as dificuldades, ainda que o atleta reconheça estar numa fase inicial da formação académica. Mais do que conhecimentos técnicos aplicados diretamente ao rendimento, o curso trouxe-lhe uma forma mais racional de analisar os problemas.

“Durante os treinos ou provas, quando as coisas não correm bem, tento não reagir de forma impulsiva e uso uma postura mais calma e racional para analisar o que falhou e tentar corrigir em ocasiões futuras. Neste caso, é uma influência mais ligada à mentalidade do que à técnica propriamente dita.”

Consistência em vez de perfeição

O desejo de alcançar bons resultados em três áreas tão exigentes traz inevitavelmente pressão. Para lidar com ela, Rodrigo procura separar mentalmente cada tarefa e concentrar-se apenas no desafio que tem pela frente naquele momento.

“Se eu estiver num treino a pensar na matéria de engenharia, ou em alguma matéria teórica de aviação ou até mesmo a pensar no treino do dia seguinte, ou vice-versa, acabo por não render em lado nenhum.”

Nos períodos de competições, exames ou avaliações, essa separação torna-se mais difícil. Nesses momentos, o triatleta procura definir prioridades e aceitar que nem sempre será possível atingir o desempenho perfeito em todas as frentes.

“Quando a pressão de querer ter um excelente desempenho nas três frentes se acumula, lembro-me de que não posso ser perfeito e acabo por decidir em qual me foco mais. Não procuro ser impecável todos os dias, procuro ser consistente e dar o meu máximo no que estou a fazer em cada hora do dia.”

Entre piscinas, bicicletas, pistas de corrida, salas de aula e o sonho de chegar ao cockpit, Rodrigo Pissarra continua a construir um percurso assente na mesma ideia: cada meta alcançada é apenas o início de uma nova descolagem.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Desculpa qualquer coisinha…Volta a Portugal arranca envolta em silêncio, dúvidas e polémicas”


Por: José Morais

A 86.ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta inicia-se amanhã, 5 de agosto, mas o arranque da prova chega marcado por um conjunto de polémicas que se foram acumulando ao longo dos últimos meses desde a apresentação oficial, passando pela divulgação pública, até aos próprios percursos.

 

Gerês continua sem resposta oficial

 

Um dos pontos mais sensíveis tem sido a anunciada passagem pelo Gerês, que permanece envolta em incerteza. Até ao momento, não existe confirmação clara sobre se o pelotão irá ou não atravessar aquela zona, alimentando críticas de adeptos e agentes locais que reclamam maior transparência.

 

Transmissões televisivas dividem opiniões

 

A cobertura televisiva é outro foco de contestação.

A RTP assegura a transmissão oficial, mantendo o formato dos últimos anos. Já a Eurosport, que tradicionalmente acompanha a prova, não o fará este ano. Apesar de alguma publicidade discreta durante o Tour de França, a transmissão alternativa ficará a cargo da MAX, plataforma por subscrição decisão que muitos consideram limitar o acesso do público à principal competição velocipédica nacional.


 

Apresentação das equipas: um evento quase invisível

Hoje, em Lisboa, decorreu a apresentação das equipas junto ao Padrão dos Descobrimentos, em Belém. O evento começou às 18h30 e terminou às 19h38.

Contudo, quem procurou acompanhar a cerimónia através dos meios de comunicação encontrou… silêncio. Nem a RTP, enquanto televisão oficial, transmitiu o momento.

A pergunta impõe-se: como é possível que apenas alguns lisboetas tenham assistido ao vivo, enquanto o resto do país ficou sem acesso ao arranque simbólico da prova?

 

Informação tardia chega às redações

 

Para agravar a situação, a informação oficial sobre a apresentação das equipas chegou à nossa redação apenas hoje, às 17h04, uma hora e meia antes do evento. Uma comunicação tardia que contrasta com a importância da cerimónia e com a necessidade de permitir aos órgãos de comunicação social prepararem cobertura adequada.

 

Expectativa para o arranque

 

Com a Volta a Portugal prestes a iniciar-se, resta aguardar pelos acontecimentos dos próximos dias. No final, haverá tempo para avaliar o que correu bem e o que correu mal.

Mas o dia de hoje deixa um sinal claro: a maior prova de ciclismo nacional merece mais rigor, mais comunicação e mais respeito pelo público que a acompanha, porque Portugal não é só Lisboa.

 

O mail recebido hoje pelas 17:04 horaa

Imprensa | FPCiclismo 17:04

Boa tarde,

 

Recordamos que se realiza hoje, 4 de agosto, às 18h30, no Miradouro do Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, a apresentação oficial das equipas da 87.ª Volta a Portugal Jogos Santa Casa.

O público terá a oportunidade de conhecer os corredores e diretores desportivos das 17 equipas que irão disputar a prova entre 5 e 16 de agosto. O desfile das equipas terá início às 18h38 e ficará concluído às 19h42, com a apresentação da Anicolor/Campicarn, formação vencedora das duas últimas edições da Volta a Portugal (o horário completo segue em anexo).

A cerimónia contará com a presença de Vasco Anjos, Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Lisboa, Ezequiel Mosquera, Diretor da Volta a Portugal, e Cândido Barbosa, Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo.

A comunicação social terá acesso a uma zona mista, onde será possível entrevistar ciclistas das equipas participantes, o Diretor da Volta a Portugal, Ezequiel Mosquera, e o Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa.

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
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  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
  • Proprietário e Editor: José Manuel Cunha Morais
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  • Redacção: José Morais
  • Fotografia e Vídeo: José Morais, Helena Morais
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