quarta-feira, 22 de julho de 2026

“Controles Noturnos no Tour de França Acendem Alerta: UCI Reafirma Tolerância Zero ao Doping”


Por: José Morais

A União Ciclista Internacional (UCI) saiu a público para responder ao malestar instalado no pelotão após a realização de testes antidoping durante a madrugada no Tour de França. A entidade reconhece que a medida interfere no descanso dos atletas, mas insiste que a integridade do desporto exige ações excecionais quando necessário.

 

Pressão no Pelotão, Resposta da UCI

 

Nos últimos dias, ciclistas, equipas e a Associação de Ciclistas Profissionais (CPA) criticaram a realização de controlos fora do horário habitual, alegando impacto direto na recuperação durante uma prova de três semanas. Em comunicado, a UCI afirmou apoiar totalmente a Agência Internacional de Testes (ITA), responsável pelo programa antidoping desde 2021, e reforçou que a luta contra substâncias ilícitas “está acima de qualquer outro interesse”.

 

Medida Excecional, mas Justificada

 

A UCI admite que os controlos noturnos perturbam o descanso dos corredores, mas defende que a credibilidade do ciclismo depende de ações rigorosas e imprevisíveis. Por isso, considera que estes testes devem ser raros, aplicados apenas em situações específicas e sempre dentro das normas do Código Mundial Antidopagem e da legislação local. No caso do Tour, a entidade lembra que houve autorização judicial para a operação.

 

Independência Total da ITA

 

Ao transferir a gestão do programa antidoping para a ITA, a UCI pretendeu afastar qualquer suspeita de influência federativa sobre quem é testado e quando. A organização reafirma que não intervém na seleção dos atletas nem nos horários definidos pela agência, garantindo assim um sistema mais transparente e independente.

 

Investimento Milionário na Vigilância

 

A ITA revelou que dedica mais de 10 milhões de euros por temporada à recolha, análise e investigação de amostras em competições sob sua supervisão, incluindo o Tour de França. Para a UCI, este investimento demonstra o compromisso em proteger os ciclistas que competem de forma limpa e em reforçar continuamente os mecanismos contra quem tenta manipular resultados.

 

Pelotão Preocupado, UCI Inflexível

 

Apesar das críticas, a UCI não prevê alterações imediatas ao protocolo de testes. A entidade pede união entre equipas, atletas e organizações para manter um sistema antidoping robusto, essencial para a confiança do público e para a evolução do ciclismo profissional.

“Tour Grança: Jasper Philipsen domina o caos e transforma a etapa de Voiron num mini clássico de verão”


Por: José Morais

O belga Jasper Philipsen, da AlpecinDeceuninck, reencontrou o sabor da vitória num dia que parecia tudo menos uma etapa para sprinters. Com a ajuda decisiva de Mathieu van der Poel, o velocista sobreviveu a ataques incessantes, cortes inesperados e uma corrida que, por longos quilómetros, se comportou como uma clássica de abril em pleno mês de julho.

 

Uma etapa que virou do avesso

 

O percurso entre Chambéry e Voiron começou a ferver logo após a bandeira baixar. Baptiste Veistroffer abriu as hostilidades e, a partir daí, o pelotão entrou num turbilhão: colinas curtas, ataques sucessivos, grupos partidos e favoritos obrigados a reagir para não serem surpreendidos.

Até nomes da geral como Tadej Pogacar, Remco Evenepoel e Juan Ayuso tiveram de abandonar a habitual neutralidade para evitar danos maiores. Por alguns minutos, pairou a sensação de que a etapa podia mexer no pódio do Tour.

 

Um grupo de luxo na frente

 

A fuga do dia reuniu nomes capazes de vencer em qualquer terreno: Van der Poel, Simmons, Mohoric, Bernal, Hindley, Benoot, Stuyven, Tarling e Castrillo. Era talento a mais para uma só aventura, e ninguém parecia disposto a trabalhar para oferecer a vitória a outro.

Foi então que Mads Pedersen, de verde, decidiu impor a sua própria lógica. Saltou do pelotão, alcançou a frente com autoridade e redefiniu alianças, ritmos e objetivos. Queria pontos, queria controlar a corrida, queria mostrar que a camisola verde não lhe pesa.

 

Stuyven tenta a glória solitária

 

A 23 km da meta, Jasper Stuyven lançou um ataque que parecia saído de um manual de clássicas. Vinha do Giro, trazia quilómetros acumulados e cinco anos sem erguer os braços, mas ainda assim acreditou. Abriu segundos preciosos, baixou a cabeça e lutou contra o relógio.

Atrás, reinava a descoordenação: Healy atacava, Pedersen vigiava, Van der Poel calculava e Philipsen tentava manter viva a esperança de sprint. A vantagem de Stuyven evaporou: 44 segundos, depois 30, depois 20… até desaparecer.

 

Um dia cruel para alguns

 

Nem todos sobreviveram ao ritmo frenético. Adam Yates, completamente esgotado, perdeu mais de 14 minutos. Tim Wellens ficou para trás para o acompanhar, transformando-se num autêntico “carro vassoura” humano.

 

A captura, o caos final e o golpe de Philipsen

 

Com Stuyven neutralizado, a corrida não abrandou. Castrillo ainda tentou surpreender a quatro quilómetros do fim, mas o pelotão já estava em modo predador. Dentro do último quilómetro, Josh Tarling lançou um ataque explosivo, tentando aproveitar a hesitação dos sprinters.

Philipsen manteve a calma. Esperou. Escolheu o momento. E arrancou com a violência de quem passou 174 km a sobreviver ao caos. Superou Tarling, resistiu a Pedersen e impôs a lei do mais rápido mesmo num dia que não ofereceu um sprint tradicional.

 

Um clássico inesperado em pleno Tour

 

Voiron prometia uma chegada para velocistas. Acabou por oferecer um pequeno clássico de verão. Philipsen não foi apenas o mais rápido: foi um dos poucos capazes de atravessar todas as guerras que se travaram na mesma etapa.

“Impacto ambiental em causa: ambientalistas exigem que Volta a Portugal abandone trajeto pelo Gerês”


Por: José Morais

A passagem da 7.ª etapa da Volta a Portugal pelo Parque Nacional da PenedaGerês voltou a gerar polémica, com a Liga para a Proteção da Natureza (LPN) a classificar o plano como “inaceitável” e a exigir uma alteração imediata do percurso, pronunciou-se hoje, e diz ser inaceitável

 

Pressão sobre a organização da prova

 

A associação ambientalista alerta que o trajeto definido atravessa zonas de elevadíssima sensibilidade ecológica, incluindo o coração do Parque Nacional da PenedaGerês. Segundo a LPN, permitir a realização da etapa nestas áreas representa uma perturbação significativa e pode provocar degradação irreversível em espaços sujeitos a regimes de proteção apertados.

 

Contestação ao percurso e críticas ao processo

 

A LPN critica ainda o facto de o trajeto ter sido anunciado antes de ser conhecido o parecer do ICNF, entidade responsável por garantir o cumprimento das regras do parque.

Entre os pontos mais sensíveis está a Mata da Albergaria, em Terras de Bouro, uma das áreas mais emblemáticas e protegidas do Gerês.

A associação recorda que o regulamento do parque proíbe atividades desportivas motorizadas e sujeita as atividades não motorizadas a autorização prévia do ICNF, algo que, defendem, não foi devidamente respeitado.

 

“Não é proibir tudo, é proteger o que é único”

 

A LPN sublinha que não pretende impedir atividades humanas no território, mas reforça que existem espaços cuja raridade e fragilidade exigem regras mais rigorosas. Para os ambientalistas, permitir a passagem de uma prova com grande logística e impacto mediático compromete a coerência da política de conservação e fragiliza a credibilidade das instituições responsáveis.

 

Etapa em causa e percurso previsto

 

A 7.ª etapa da Volta, marcada para 13 de agosto, liga Vieira do Minho à Portela do Homem, passando por:

Caniçada

Rio Caldo

Vila do Gerês

Subida à Portela de Leonte pela EN 3081

Travessia da Mata da Albergaria pela estrada florestal até à Portela do Homem

A edição deste ano decorre entre 5 e 16 de agosto, num total de 1.388 quilómetros.

 

Situação ainda em análise

 

O ICNF confirmou, a 15 de julho, que está a avaliar o pedido de parecer sobre o percurso. Até lá, a pressão das organizações ambientais mantém-se, com a LPN a exigir que a organização da Volta encontre uma alternativa que não coloque em risco áreas de conservação prioritária.

“Agenda”


Taça de Portugal de Estrada decide-se em Mortágua

 

Foto: Marcelo Lopes

A Taça de Portugal de Estrada de Elite e Sub-23 chega este domingo ao momento decisivo, com a quarta e última prova pontuável desta edição, no 24.º Grande Prémio de Ciclismo Mortágua - Pedro Silva. Organizada pelo Velo Clube do Centro, a prova presta homenagem a Pedro Silva, fundador do clube e antigo ciclista profissional natural de Mortágua, falecido em 2021.

A corrida terá 140,7 quilómetros e partida marcada para as 12h, junto à Câmara Municipal de Mortágua. Após um primeiro setor de cerca de 30 quilómetros, o pelotão entrará no circuito final, que inclui quatro passagens pela meta e quatro ascensões ao Cabeço Senhor do Mundo e ao Chão Miúdo, contagens de montanha de terceira categoria que podem desempenhar um papel determinante na definição da corrida. A chegada está prevista para as 15h30.

As três primeiras provas pontuáveis contaram com três triunfos distintos: Afonso Silva (Team Tavira/Crédito Agrícola) venceu na Clássica de Santo Thyrso, Nicolás Tivani (Aviludo-Louletano-Loulé) na Clássica da Primavera e Diogo Narciso (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) na Clássica de Viana do Castelo.

Contas feitas, David Domínguez (Feira dos Sofás-Boavista) chega à prova decisiva na liderança do ranking de elite, com 150 pontos, apenas mais cinco que Francisco Campos (Team Tavira/Crédito Agrícola), segundo classificado com 145. Com 60 pontos em jogo, a luta segue totalmente em aberto, uma vez que são vários os ciclistas com possibilidades matemáticas de conquistar o troféu e suceder a Emanuel Duarte (Credibom-LA Aluminios-Marcos Car).

Entre os sub-23, João Martins (Credibom/LA Alumínios/Marcos Car) chega à última prova no comando, com 205 pontos, com o colega de equipa Duarte Domingues a ocupar o segundo lugar, com 175 pontos. Também a classificação coletiva continua em disputa, com a Team Tavira/Crédito Agrícola na frente com 70 pontos, seguida da Credibom/LA Alumínios/Marcos Car, com 50.

 

Pelotão internacional de juniores no GP Terras de Trás-os-Montes

 

O Grande Prémio Terras de Trás-os-Montes Sub-19 vai para a estrada entre 24 e 26 de julho, reunindo as promessas do ciclismo nacional e internacional numa prova que atravessa vários concelhos da região transmontana.

A edição de 2026 conta com 25 equipas provenientes de Portugal, Espanha, França e Países Baixos, reunindo um pelotão de 153 corredores de nove nacionalidades. Ao longo de três dias de competição, os participantes irão percorrer 265 quilómetros pelos concelhos de Vila Real, Vila Pouca de Aguiar, Alijó e Ribeira de Pena, passando também por Sabrosa.

O arranque está agendado para sexta-feira, a partir das 19h45, com um prólogo por equipas de 7,5 quilómetros em Vila Real. No sábado, os jovens ciclistas enfrentam jornada dupla. De manhã, disputa-se a primeira etapa, entre Vila Pouca de Aguiar e Favaios, com 76,7 quilómetros e cerca de 900 metros de acumulado positivo. A partida simbólica está marcada para as 10h30, na Praça Vermelha, em Vila Pouca de Aguiar, estando a chegada prevista para as 12h30, junto da Adega Cooperativa de Favaios.

Durante a tarde realiza-se a segunda etapa, uma tirada de 72,8 quilómetros entre Alijó e o Santuário de Nossa Senhora da Guia, em Ribeira de Pena. Com cerca de 1290 metros de desnível acumulado, inclui a exigente ascensão final à Senhora da Guia, onde estará instalada a meta. A partida está marcada para as 16h30 e a chegada prevista para as 18h20.

Domingo será o dia de todas as decisões, com a terceira etapa entre Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar. Os 107 quilómetros de percurso acumulam cerca de 2005 metros de subida e incluem dificuldades como o Alto de São Martinho e a subida ao Castelo, ambas contagens de montanha de primeira categoria. A partida será dada às 12h, junto à Câmara Municipal de Ribeira de Pena, estando a chegada prevista para as 14h50, na Rua Comendador Silva, em Vila Pouca de Aguiar.

 

Mais eventos oficiais

 

25 de julho: 60.º Circuito A-Do-Barbas, A-do-Barbas

25 de julho: 2.º Circuito Cidade de Mirandela - Encontro Regional de Estrada (Cadetes M), Mirandela

25 de julho: 2.º Encontro de Escolas Cidade de Mirandela, Mirandela

25 de julho: Encontro Regional de Escolas de BTT 2026, Chão da Lagoa, Funchal 25 de julho: Dusty Trails da Junqueira, Junqueira

25 e 26 de julho: Campeonato Regional DH - Monte Redondo, Monte Redondo

26 de julho: E#4 Estrada Faial/Pico 2026, Açores

26 de julho: 5.ª Taça Regional XCO - Felgueira, Felgueira

26 de julho: 21.º Cross Country RÓÓDINHAS, Norte da Vila, Benedita 26 de julho: DHI#4 São Miguel 2026, Mosteiros, Açores

26 de julho: 5.º Troféu Inter Regional XCO - ACBL/ACPORTO, Felgueira, Vale de Cambra 26 de julho: Encontro Regional Escolas - Felgueira, Felgueira

26 de julho: Granfondo Paredes, Paredes

27 de julho: Grande Prémio de Ciclismo Festas de Lousada, Lousada

28 de julho: Circuito Rio Meão, Santa Maria da Feira

28 de julho: Circuito Ciclismo em Honra de S. Tiago 2026, Rio Meão

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Notícias do Pedal - TV atualizou o seu canal de televisão”


A Revista Notícias do Pedal
acaba de atualizar o seu canal de televisão “Notícias do Pedal -TV” no YouTube com o Filme:

 

“33º Passeio de Trajouce.2026”

 

Para ver o vídeo no nosso canal do YouTube, clique no link:

https://youtu.be/jUp4K_ETuUI

 

Pode visualizar outros filmes em:

https://www.youtube.com/@noticiasdopedaltv/videos

 

Bons momentos.

Ficha Técnica

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  • Diretor: José Manuel Cunha Morais
  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
  • Periodicidade: Diária
  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
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