Por: José Morais
A passagem da 7.ª etapa da
Volta a Portugal pelo Parque Nacional da Peneda‑Gerês voltou a gerar polémica, com a Liga para
a Proteção da Natureza (LPN) a classificar o plano como “inaceitável” e a
exigir uma alteração imediata do percurso, pronunciou-se hoje, e diz ser
inaceitável
Pressão
sobre a organização da prova
A associação ambientalista
alerta que o trajeto definido atravessa zonas de elevadíssima sensibilidade
ecológica, incluindo o coração do Parque Nacional da Peneda‑Gerês. Segundo a LPN, permitir
a realização da etapa nestas áreas representa uma perturbação significativa e
pode provocar degradação irreversível em espaços sujeitos a regimes de proteção
apertados.
Contestação
ao percurso e críticas ao processo
A LPN critica ainda o facto de
o trajeto ter sido anunciado antes de ser conhecido o parecer do ICNF, entidade
responsável por garantir o cumprimento das regras do parque.
Entre os pontos mais sensíveis
está a Mata da Albergaria, em Terras de Bouro, uma das áreas mais emblemáticas
e protegidas do Gerês.
A associação recorda que o
regulamento do parque proíbe atividades desportivas motorizadas e sujeita as
atividades não motorizadas a autorização prévia do ICNF, algo que, defendem,
não foi devidamente respeitado.
“Não é
proibir tudo, é proteger o que é único”
A LPN sublinha que não
pretende impedir atividades humanas no território, mas reforça que existem
espaços cuja raridade e fragilidade exigem regras mais rigorosas. Para os
ambientalistas, permitir a passagem de uma prova com grande logística e impacto
mediático compromete a coerência da política de conservação e fragiliza a
credibilidade das instituições responsáveis.
Etapa em
causa e percurso previsto
A 7.ª etapa da Volta, marcada
para 13 de agosto, liga Vieira do Minho à Portela do Homem, passando por:
Caniçada
Rio Caldo
Vila do Gerês
Subida à Portela de Leonte
pela EN 308‑1
Travessia da Mata da
Albergaria pela estrada florestal até à Portela do Homem
A edição deste ano decorre
entre 5 e 16 de agosto, num total de 1.388 quilómetros.
Situação
ainda em análise
O ICNF confirmou, a 15 de
julho, que está a avaliar o pedido de parecer sobre o percurso. Até lá, a
pressão das organizações ambientais mantém-se, com a LPN a exigir que a
organização da Volta encontre uma alternativa que não coloque em risco áreas de
conservação prioritária.

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