quinta-feira, 22 de outubro de 2026

“Paris-Roubaix no horizonte? Remco Evenepoel sonha com o inferno do norte e Red Bull dá luz verde para 2027”


Por: José Morais

A possibilidade de ver Remco Evenepoel alinhar pela primeira vez na lendária Paris-Roubaix em 2027 começa a ganhar contornos cada vez mais reais. Depois de descobrir o sabor das grandes clássicas de pavé esta temporada, o campeão olímpico belga parece determinado a explorar novos desafios, contando com o total apoio da estrutura da Red Bull-Bora-hansgrohe.

A abertura da equipa foi assumida por Ralph Denk, responsável máximo da formação alemã, que considera que o talento de Evenepoel pode adaptar-se perfeitamente às exigências de uma das provas mais duras e emblemáticas do ciclismo mundial. Para o dirigente, a chave está apenas na vontade do corredor e na preparação adequada para uma corrida que exige características muito particulares.

Segundo Denk, a equipa não vê razões para receios relacionados com quedas, lesões ou possíveis impactos nos objetivos principais da temporada. Pelo contrário, acredita que uma abordagem cuidada poderá permitir ao belga lutar por um resultado de destaque num cenário historicamente reservado aos maiores especialistas do empedrado.

O fascínio de Evenepoel pelas clássicas do norte intensificou-se depois da sua estreia na Volta a Flandres, onde protagonizou uma exibição de elevado nível. Numa corrida dominada por Tadej Pogacar e Mathieu van der Poel, o belga cruzou a meta na terceira posição, confirmando que também pode ser competitivo nos terrenos mais exigentes da Bélgica.

Essa experiência deixou uma marca profunda. Mais do que o resultado, ficou a sensação de que poderia ter estado ainda mais perto dos dois maiores nomes da modalidade. A incapacidade de responder ao ataque decisivo nos momentos finais aumentou a sua motivação para regressar às clássicas de pavé com ambições renovadas.

Uma eventual participação na Paris-Roubaix obrigará, contudo, a uma reformulação do seu calendário competitivo. O próprio Evenepoel já admitiu que a época da sua chegada à Red Bull-Bora-hansgrohe foi construída de forma diferente, muito influenciada pela necessidade de afirmar rapidamente o seu valor dentro da nova equipa.

Para os próximos anos, a estratégia deverá passar por períodos de preparação mais específicos e direcionados para os grandes objetivos. O belga reconhece que o sucesso nas provas mais importantes depende de blocos de treino cuidadosamente planeados, uma abordagem que pretende aprofundar no futuro.

Com a confiança da equipa assegurada e a curiosidade do corredor a aumentar, a porta para o Inferno do Norte está oficialmente aberta. Falta apenas saber se, em 2027, Remco Evenepoel transformará a ambição em realidade e se estará pronto para enfrentar os míticos setores de empedrado que fizeram da Paris-Roubaix uma das corridas mais temidas e prestigiadas da história do ciclismo.

“Vulcão decide a glória: Puy de Dôme promete um final épico no Tour de França feminino de 2027”


Por: José Morais

O Tour de França Feminino de 2027 prepara-se para oferecer uma das edições mais exigentes e espetaculares da sua história. Entre 30 de julho e 7 de agosto, o pelotão percorrerá Inglaterra e França numa viagem de nove etapas que culminará numa subida lendária ao Puy de Dôme, cenário escolhido para decidir a vencedora da camisola amarela.

A organização revelou um percurso desenhado para manter a incerteza até ao último dia. A competição arrancará em Leeds, atravessará algumas das regiões mais emblemáticas do norte de Inglaterra e introduzirá uma novidade absoluta: o primeiro contrarrelógio coletivo realizado na história da prova feminina.

A diretora da corrida, Marion Rousse, apresentou um traçado que combina inovação, espetáculo e montanha, apostando numa construção progressiva da luta pela classificação geral. O objetivo é claro: criar uma corrida aberta desde o primeiro quilómetro e reservar a decisão definitiva para a derradeira subida rumo ao topo do vulcão de Auvergne.

 

Inglaterra abre as hostilidades

 

A aventura começará em território britânico com duas etapas que prometem muito mais dificuldades do que aparentam à primeira vista. As estradas onduladas de Yorkshire e das regiões vizinhas deverão provocar cortes, ataques e diferenças entre as principais candidatas ao triunfo final.

A jornada inaugural ligará Leeds a Manchester, enquanto a segunda etapa unirá Manchester a Sheffield. Os constantes sobe-e-desce poderão transformar cada quilómetro numa armadilha, obrigando as equipas favoritas a manter uma vigilância permanente.

O terceiro dia levará a corrida para o coração de Londres, onde será disputado um contrarrelógio por equipas. Este exercício coletivo introduzirá uma componente estratégica inédita, premiando a coesão dos blocos e a capacidade das formações mais fortes em trabalhar como uma única unidade. Numa modalidade frequentemente dominada pelas escaladoras, o desempenho das equipas poderá assumir um papel decisivo na classificação geral.

 

França prepara o terreno para os ataques

 

Depois da travessia do Canal da Mancha, o pelotão encontrará etapas propícias a movimentações ofensivas. As chegadas em Calais e Magnanville oferecem terrenos favoráveis às corredoras explosivas e às aventureiras que procuram surpreender as equipas das velocistas.

Bourges surge como a oportunidade mais favorável para uma chegada ao sprint, mas também marcará o fim da relativa tranquilidade. A partir daí, a corrida entrará na sua fase decisiva.

 

O Maciço Central será o grande juiz

 

Os três últimos dias concentram as principais dificuldades montanhosas da edição. A primeira batalha acontecerá em La Loge des Gardes, subida capaz de provocar diferenças importantes entre as melhores escaladoras.

No dia seguinte, a estrada até Clermont-Ferrand exigirá resistência e regularidade. Com várias ascensões distribuídas ao longo da etapa, o desgaste acumulado poderá ser tão determinante quanto os ataques lançados nas rampas finais.

Mas o verdadeiro momento da verdade ficará reservado para o encerramento da corrida. O Puy de Dôme regressará ao centro das atenções como palco da etapa final. Sem oportunidades de recuperação e sem margem para corrigir erros, as candidatas à vitória terão de enfrentar uma das montanhas mais emblemáticas do ciclismo francês para conquistar o amarelo.

A campeã neerlandesa Demi Vollering surge, desde já, como uma das principais favoritas a brilhar neste terreno, embora o percurso apresente obstáculos suficientes para manter a disputa totalmente em aberto até ao último metro.

 

Os fãs também entram em ação

 

As celebrações não terminarão com a chegada das profissionais. No dia 8 de agosto, milhares de ciclistas amadores terão a oportunidade de viver a experiência do Tour através da terceira edição da L'Étape du Tour de France Femmes avec Zwift.

O percurso percorrerá algumas das mais impressionantes paisagens vulcânicas da região de Auvergne, incluindo várias subidas emblemáticas que marcarão a corrida das profissionais.

 

Castelli regressa ao amarelo

 

A apresentação da edição de 2027 trouxe ainda uma novidade fora da estrada. A marca italiana Castelli será responsável pelas camisolas distintivas da prova, regressando assim ao universo do Tour após uma ligação histórica ao ciclismo que marcou o final da década de 1980 e o início dos anos 1990.

O acordo prolongar-se-á durante seis anos e abrangerá dezenas de eventos organizados pela ASO. Contudo, em 2027, todas as atenções estarão concentradas na mais desejada de todas as camisolas. E o seu destino parece já ter sido traçado: o topo majestoso do Puy de Dôme, onde um vulcão poderá escolher a próxima rainha do ciclismo mundial.

“Mil atletas de 34 países colocam Ourique no centro do gravel mundial”


Por: José Morais

O concelho de Ourique prepara-se para receber um dos mais importantes eventos internacionais de ciclismo fora de estrada, com a realização da segunda edição do UCI Alentejo Gravel. A prova, marcada para domingo, reunirá cerca de mil participantes oriundos de 34 países e atribuirá vagas de qualificação para o Campeonato do Mundo de Gravel de 2027, agendado para França.

A competição, promovida pela Cabreira Solutions em parceria com o Município de Ourique, a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e o Turismo de Portugal, tem vindo a afirmar-se como uma referência no calendário internacional da modalidade. O gravel, disciplina que combina elementos do ciclismo de estrada e do BTT, desenrola-se sobretudo em estradas de terra batida, caminhos rurais e percursos de gravilha.

Mais do que uma simples corrida, a iniciativa é encarada pelos organizadores como uma poderosa montra para o território alentejano. A presença de centenas de atletas, equipas e acompanhantes transforma o evento numa oportunidade para divulgar as paisagens, a gastronomia e o património da região junto de visitantes nacionais e estrangeiros.

A expectativa é de que a prova gere um impacto económico significativo em diversos setores locais, desde a hotelaria à restauração, passando pelo comércio e pelos serviços. Os responsáveis consideram que este tipo de acontecimentos desportivos representa uma ferramenta estratégica para atrair visitantes e reforçar a notoriedade do Alentejo como destino de turismo ativo.

Os promotores destacam ainda as características únicas da região para a prática do gravel. As extensas redes de caminhos rurais, a baixa densidade de tráfego e a diversidade das paisagens tornam o concelho de Ourique num palco privilegiado para receber competições desta natureza.

 

Dois Percursos em Busca da Qualificação Mundial

 

A edição deste ano apresenta dois trajetos distintos. O percurso curto terá uma extensão de 86,2 quilómetros, enquanto a distância principal soma 120,6 quilómetros. Ambos os traçados foram desenhados para desafiar os atletas através dos vastos caminhos alentejanos.

A partida está marcada para as 09h00, na Praça Padre António Pereira, no centro de Ourique. A cerimónia protocolar de entrega de prémios deverá acontecer pelas 13h30.

Paralelamente à competição principal, a organização preparou atividades destinadas a envolver a comunidade e os familiares dos participantes. Na manhã de domingo realiza-se uma caminhada para acompanhantes, promovendo a descoberta da região num ambiente descontraído.

No sábado, véspera da corrida, o programa inclui ainda o Gravel Kids, iniciativa dirigida a crianças entre os três e os 12 anos. O objetivo passa por incentivar a prática desportiva desde cedo, estimular o espírito de equipa e promover hábitos de vida saudáveis através do contacto com o ciclismo.

Com projeção internacional, milhares de visitantes esperados e o Mundial de 2027 como meta, o UCI Alentejo Gravel promete transformar Ourique numa das capitais mundiais da modalidade durante um fim de semana inteiramente dedicado ao ciclismo e à promoção do território.

“Tour 2027 sob escrutínio: Christian Prudhomme levanta interrogações sobre o regresso de Tadej Pogacar ao mais alto nível”


Por: José Morais

A apresentação do percurso do Tour de France 2027 gerou um intenso debate no mundo do ciclismo. Enquanto alguns elogiam o regresso de uma forte componente de contrarrelógio, outros questionam a escassez de etapas de alta montanha. No centro da discussão está também a grande incógnita da próxima temporada: conseguirá Tadej Pogacar regressar ao nível dominador que o tornou a principal figura do pelotão internacional?

Christian Prudhomme, diretor da Volta a França, reconheceu que o grave acidente sofrido pelo esloveno na Vuelta deixou várias questões em aberto. Embora tenha salientado o enorme talento do ciclista da UAE Team Emirates, admitiu que uma recuperação física não elimina automaticamente as marcas psicológicas que um incidente desta dimensão pode deixar.

Segundo Prudhomme, a grande dúvida não passa apenas pela condição física de Pogacar, mas pela sua abordagem à competição após a queda. O responsável recordou a capacidade excecional do campeão esloveno nas descidas técnicas e na forma agressiva como costuma correr, questionando se manterá a mesma ousadia quando regressar ao pelotão.

 

Um percurso diferente do habitual

 

A edição de 2027 apresentará um perfil distinto das últimas temporadas. O traçado inclui 71 quilómetros de contrarrelógio individual, distribuídos por duas etapas, sete jornadas claramente favoráveis aos velocistas e apenas três chegadas em alto.

Esta configuração poderá beneficiar especialistas contra o relógio, como Remco Evenepoel, mas muitos analistas continuam a considerar Pogacar um dos principais favoritos, graças à sua versatilidade e superioridade demonstrada na montanha ao longo dos últimos anos.

Apesar das críticas ao desenho da prova, Prudhomme rejeitou qualquer ideia de que o percurso tenha sido concebido para limitar a influência de Pogacar ou de Jonas Vingegaard. Segundo o diretor francês, o objetivo passa por criar uma corrida aberta, capaz de premiar diferentes características e proporcionar espetáculo desde a primeira semana.

 

A sombra de Eddy Merckx

 

Durante a apresentação, surgiu inevitavelmente a comparação com Eddy Merckx. O belga sofreu uma queda devastadora em 1969, na pista de Blois, e anos mais tarde confessou que nunca voltou a sentir-se exatamente o mesmo nas grandes montanhas.

Prudhomme utilizou esse exemplo para ilustrar a incerteza que acompanha qualquer regresso após um acidente grave. No entanto, fez questão de sublinhar que, mesmo marcado física e mentalmente, Merckx continuou a conquistar vitórias históricas, incluindo mais quatro títulos do Tour de France.

No caso de Pogacar, não existem indicações de sequelas permanentes. Ainda assim, a verdadeira resposta só surgirá quando enfrentar novamente as exigências da competição ao mais alto nível.

 

Paul Seixas alimenta o sonho francês

 

Outro dos temas em destaque foi a crescente expectativa em torno de Paul Seixas. O jovem francês impressionou ao longo de 2026 e consolidou-se como uma das maiores promessas do ciclismo mundial.

Prudhomme mostrou-se particularmente entusiasmado com a evolução do corredor, considerando que as suas exibições nas clássicas e o desempenho no Tour demonstram que já não é apenas uma promessa para o futuro. Para o dirigente francês, Seixas é agora um candidato credível aos maiores objetivos da modalidade.

A possibilidade de um duelo entre Pogacar, Evenepoel, Vingegaard e Seixas representa precisamente o cenário que os organizadores desejam para a próxima edição da prova.

 

Mais contrarrelógio para provocar ataques

 

A decisão de aumentar significativamente a quilometragem em contrarrelógio foi uma das mais debatidas. Prudhomme defendeu a medida, argumentando que os corredores menos fortes nesta disciplina serão obrigados a assumir riscos e atacar mais nas etapas montanhosas.

Na sua visão, este equilíbrio entre especialidades poderá manter a luta pela camisola amarela em aberto durante mais tempo e evitar que a classificação geral fique decidida demasiado cedo.

Com um percurso pensado para fomentar a ofensiva e várias estrelas a disputar a liderança, o Tour de France 2027 promete começar rodeado de expectativas. Porém, nenhuma questão desperta tanta curiosidade como o estado de Tadej Pogacar. O campeão esloveno continua a ser a grande referência do ciclismo mundial, mas, pela primeira vez em muitos anos, pairam dúvidas sobre a forma como regressará após o momento mais delicado da sua carreira.

“De Viana do Castelo para o mundo: Iúri Leitão inspira nova geração com prémio que levará o seu nome”


Por: José Morais

Foto: Câmara Municipal Viana Castelo

O reconhecimento de Iúri Leitão continua a crescer e a ultrapassar as fronteiras do ciclismo. Numa cerimónia de homenagem promovida pelo Município de Viana do Castelo, foi anunciada a criação de um novo galardão destinado a apoiar jovens talentos desportivos que ambicionam chegar à alta competição.

A distinção, que passará a chamar-se Prémio Iúri Leitão, foi divulgada pelo presidente da autarquia, Luís Nobre, durante a receção oficial ao ciclista vianense. A iniciativa pretende incentivar o desenvolvimento de atletas promissores e reforçar o apoio ao desporto de rendimento no concelho.

Natural de Santa Marta de Portuzelo, o corredor de 28 anos atravessa um dos momentos mais brilhantes da sua carreira. Após conquistar importantes títulos internacionais ao longo da época, assumiu também que o seu percurso olímpico está longe de terminar. O campeão revelou a ambição de participar ainda em mais duas edições dos Jogos Olímpicos, apontando Los Angeles 2028 como o próximo grande objetivo da sua carreira.

Os critérios e regulamentos para a atribuição do novo prémio deverão ser analisados e definidos na próxima reunião do Conselho Municipal de Desporto, agendada para a próxima semana.

 

Uma época de ouro para o ciclismo português

 

Os mais recentes resultados alcançados por Iúri Leitão reforçam o estatuto de referência do ciclismo português no panorama internacional. Dois anos depois de ter conquistado a medalha de ouro olímpica na disciplina de madison, ao lado de Rui Oliveira, nos Jogos de Paris 2024, o atleta voltou a destacar-se ao sagrar-se campeão mundial de omnium.

O fim de semana de sucesso ficou completo com mais um pódio nos Campeonatos do Mundo de pista. Em parceria com Ivo Oliveira, Iúri alcançou a medalha de prata na prova de madison, acrescentando mais um resultado de elevado prestígio ao seu currículo.

A participação nacional ficou ainda marcada por outras conquistas relevantes. Maria Martins garantiu a medalha de bronze em scratch, enquanto Miguel Salgueiro subiu igualmente ao terceiro lugar do pódio na corrida por pontos, confirmando o excelente momento vivido pelo ciclismo de pista português.

Com uma carreira em constante ascensão e uma ligação profunda à sua terra natal, Iúri Leitão vê agora o seu nome associado a um projeto que pretende abrir caminho às futuras gerações de campeões. Um reconhecimento que simboliza não apenas os títulos conquistados, mas também a inspiração que representa para os jovens atletas portugueses.

“Academia Triatlo + em Fátima, dias 28 e 29 de novembro”


A Academia Triatlo + está de volta, desta vez em Fátima, no Hotel Santa Maria, a 28 e 29 de novembro.

Este evento concentra num único fim de semana, e num único local, seis formações contínuas para treinadores (abertas também ao público em geral), um curso inicial de Árbitros e uma formação de Delegados Técnicos.

A Academia Triatlo +, na sua segunda edição nestes moldes, depois do ano passado se ter realizado em Mafra, pretende ser mais do que um conjunto de formações e cursos. Foi pensada também para ser um local de encontro e troca de experiências entre os vários agentes do Triatlo.

As ações de formação destinadas aos treinadores dão créditos para a revalidação do TPTD. O total de formações nesse fim de semana equivale a 2,5 UC’s, divididas por 6 sessões com diferentes temas.

As inscrições estão abertas. Nos links em baixo, têm acesso ao cartaz do evento, bem como ao formulário de inscrição, onde pode também consultar o programa de cada uma das sessões e informações sobre os formadores.

CARTAZ ACADEMIA TRIATLO + Fátima 2026: https://www.federacao-triatlo.pt/ftp2015/wp-content/uploads/2026/10/CARTAZ-ACADEMIA-TRIATLO-FATIMA-2026-1.jpg

Formulário de inscrição e todas as informações sobre as ações de formação: https://www.federacao-triatlo.pt/ftp2015/wp-content/uploads/2026/10/CARTAZ-ACADEMIA-TRIATLO-FATIMA-2026-1.jpg

Fonte: Federação Triatlo Potugal

“Tour de França 2027: Cronómetros, estratégia e menos alta montanha prometem revolucionar a luta pela camisola amarela”


Por: José Morais

O Tour de França de 2027 foi apresentado em Paris e promete marcar uma mudança de rumo na maior corrida do ciclismo mundial. Com dois longos contrarrelógios individuais, um total de 71 quilómetros contra o tempo e menos chegadas em altitude do que nos últimos anos, a nova edição aposta num equilíbrio diferente entre especialistas do esforço individual e os grandes escaladores.

A corrida arrancará em Edimburgo, a 2 de julho, e terminará nos Campos Elísios, em Paris, a 25 de julho, depois de 3.479 quilómetros distribuídos por 21 etapas. O percurso inclui três dias de descanso, sete oportunidades para velocistas e apenas três chegadas em alto, um número significativamente inferior ao registado nas edições mais recentes.

A grande novidade está nos contrarrelógios. A organização recupera uma fórmula que há muito não tinha tanto peso no desenho da prova. A sétima etapa apresentará um exercício individual de 38 quilómetros entre Blois e Chambord, enquanto a décima sexta jornada levará os corredores a percorrer 33 quilómetros contra o relógio nas estradas de Toulouse. Somados, representam a maior quilometragem de contrarrelógio desde 2012.

Para muitos observadores, esta configuração poderá favorecer corredores como Remco Evenepoel, um dos maiores especialistas da atualidade, e criar um desafio adicional para os puros escaladores. Ainda assim, Tadej Pogačar surge novamente como o principal candidato ao triunfo final e poderá entrar para a história caso conquiste a sua sexta vitória na classificação geral.

A primeira semana será marcada pela partida britânica. Após três etapas no Reino Unido, o pelotão viajará para França depois do primeiro dia de descanso. Os velocistas deverão encontrar várias oportunidades, mas jornadas como Cardiff, Cherbourg e Plumelec prometem abrir espaço a ataques de clássicos e homens de fugas.

A luta pela geral começará verdadeiramente a ganhar forma no contrarrelógio de Chambord e, pouco depois, na chegada ao Grand Colombier, a primeira das três subidas que terminam no topo. Antes disso, os corredores enfrentarão uma etapa longa e exigente até Le Creusot, onde o terreno acidentado poderá provocar surpresas.

Nos Alpes, durante a segunda semana, surgem os dias mais seletivos da corrida. As etapas com chegada a Sallanches e Les Saisies acumulam milhares de metros de desnível e colocam os favoritos perante os primeiros grandes testes de montanha. Apesar disso, a organização optou por reduzir o protagonismo das grandes ascensões, apostando em percursos mais abertos e menos previsíveis

A terceira semana será decisiva. O contrarrelógio de Toulouse poderá provocar diferenças importantes antes da entrada nos Pirenéus. A etapa-rainha chega logo a seguir, com final no temível Col du Portet, após a passagem por montanhas lendárias como o Tourmalet e o Soulor. Com mais de 5.400 metros de desnível acumulado, será provavelmente o dia mais duro de todo o Tour.

A jornada seguinte até Laruns manterá a tensão com novas dificuldades montanhosas, incluindo a subida ao Marie Blanque. Depois disso, a classificação geral ficará praticamente definida antes da tradicional chegada a Paris.

Pela terceira temporada consecutiva, a subida de Montmartre integrará o circuito final na capital francesa, acrescentando espetáculo às derradeiras voltas antes da consagração do vencedor.

Com menos alta montanha, mais quilómetros de contrarrelógio e várias etapas desenhadas para incentivar ataques de longa distância, o Tour de França 2027 apresenta-se como uma das edições mais distintas da última década, prometendo uma batalha táctica intensa desde a Escócia até aos Campos Elísios.

“Agenda”


Ciclocrosse e Pump Track marcam fim de semana de ciclismo

 

Foto: Rodrigo Rodrigues / FPC

A Taça de Portugal de Ciclocrosse regressa este fim de semana com duas jornadas internacionais consecutivas: o VIII Ciclocrosse de Vouzela, no sábado, e o Ciclocrosse de Vila Real, no domingo. Em simultâneo, a Póvoa de Santa Iria recebe o Campeonato Nacional de Pump Track.

A terceira prova pontuável da Taça de Portugal de Ciclocrosse terá lugar no próximo sábado, em Vouzela, numa pista com 2200 metros de trajeto e 121 metros de desnível positivo por volta. No domingo, a competição segue para o Parque do Corgo, em Vila Real, onde os corredores vão enfrentar um percurso de 2500 metros e 62 metros de desnível positivo por volta.

Com duas rondas da Taça de Portugal de Ciclocrosse disputadas, em Vila Boa de Quires e Maureles e em Santo Tirso, Ana Santos (Cannondale Factory Racing) e Rafael Sousa seguem na liderança do ranking nas categorias Elite. A jovem corredora venceu as duas jornadas inaugurais, enquanto Rafael Sousa somou uma vitória e um segundo lugar.

Também no sábado, a Póvoa de Santa Iria recebe o Campeonato Nacional de Pump Track. A competição regressa a uma das principais infraestruturas nacionais da modalidade e reunirá atletas oriundos do BMX, do BTT e do Freestyle na luta pelas camisolas de Campeão Nacional.

Os títulos serão atribuídos em dez categorias: Sub-15, Sub-17, Elite, Master 30, Master 40+ e Master 50+ masculinos, além de Sub-15, Sub-17, Elite e Master femininas.

A competição decorre numa pista asfaltada com cerca de 200 metros de extensão, composta por lombas e curvas em relevé. Após os treinos da manhã, os participantes disputam duas rondas cronometradas em formato “Flying Lap”, contando para a classificação final o melhor registo obtido. O início da competição está marcado para as 14h00, com a cerimónia protocolar prevista para cerca das 18h00.

 

Mais eventos oficiais:

 

25 de outubro: XCO - Ponte de Sor

25 de outubro: XCO - Ponte de Sor (Escolas)

25 de outubro: 5.ª Taça do Algarve XCO - BTT Loulé

25 de outubro: Encontro Regional de Escolas de BTT - BTT Loulé

25 de outubro: 3H BTT BICIMELO - Pinhal da Paz, Ponta Delgada, Açores

25 de outubro: DHI Portal do Vento, Sete Cidades Ponta Delgada, Açores

25 de outubro: EE#8 ESCOLAS SMG 2026 (Polidesportivo da Relva)

25 de outubro: XV Maratona de BTT Cidade de Faro 2026, Estoi

25 de outubro: Alentejo Gravel, Ourique

27 de outubro: Taça de Portugal Cycling Esports #2, Cycling District, Porto

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Artur Gaspar representa Portugal no triatlo nos Jogos Olímpicos da Juventude Dakar 2026”


Artur Gaspar, atual campeão da Europa juvenil de triatlo, será o representante português na modalidade nos Jogos Olímpicos da Juventude Dakar 2026. O atleta entra em competição no dia 5 de novembro, numa edição histórica que marca a realização do primeiro evento olímpico em África.

O jovem triatleta chega ao Senegal depois de conquistar o título europeu, no passado dia 17 de outubro, em Melilla, Espanha. Numa prestação marcada pelo melhor parcial de corrida, Artur Gaspar garantiu a medalha de ouro com dois segundos de vantagem sobre o luxemburguês Emile Vanolst.

O próximo desafio será a prova individual masculina dos Jogos Olímpicos da Juventude, disputada na zona de Saly Beach. A competição realiza-se na distância sprint, com 750 metros de natação, 20 quilómetros de ciclismo e cinco quilómetros de corrida.

A participação em Dakar representa mais uma etapa no percurso internacional do campeão europeu e uma oportunidade para competir num dos principais palcos do desporto jovem mundial, integrado na Equipa Portugal.

Os Jogos Olímpicos da Juventude decorrem entre 31 de outubro e 13 de novembro, no Senegal.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
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