João Nuno Batista terminou na quarta posição a sétima etapa do Campeonato do Mundo, disputada na madrugada deste sábado, em Weihai, na China. O melhor resultado de sempre do jovem português em provas do circuito mundial acabou também por ter importância nas contas do título, com Matthew Hauser a terminar apenas no décimo lugar e Vasco Vilaça a conservar a liderança do Campeonato do Mundo.
“Foi uma prova muito boa para
mim e claro que este resultado significa muito, principalmente por ser o meu
melhor resultado de sempre numa WTCS. Acho que mostra que o trabalho que temos
vindo a fazer está a começar a aparecer e dá-me ainda mais confiança para as
próximas provas. Senti-me bem durante a prova e consegui competir de uma forma
mais consistente. Claro que há sempre coisas a melhorar, mas no geral estou
muito contente com a forma como correu.
Agora o objectivo é continuar
a evoluir e tentar manter este nível nas próximas provas. Ainda estou num
processo de adaptação a este nível de competição, por isso quero continuar a
aprender e a ganhar experiência, mas obviamente que depois deste resultado fico
com ainda mais vontade de tentar fazer melhor. O meu principal objetivo é estar
nos próximos jogos olímpicos” – João
Nuno Batista
O triatleta português, de 20
anos, completou os 1,5 quilómetros de natação, 38,6 quilómetros de ciclismo e
10 quilómetros de corrida em 1h41m41s, ficando a apenas 16 segundos do pódio e
33 segundos do vencedor. Um resultado que lhe permitiu escalar 10 posições na
classificação do mundial, para o 17º posto, e assumir a 16ª entrada do ranking
olímpico, rumo a Los Angeles 2028.
A vitória na China pertenceu
ao suíço Max Studer, que revalidou o triunfo alcançado em Weihai em 2025, com
1h41m08s. O espanhol David Cantero foi segundo, em 1h41m18s, enquanto o
canadiano Tyler Mislawchuk completou o pódio, com 1h41m25s.
Mas o resultado final não
conta toda a história da prova de João Nuno Batista.
Depois de se manter integrado
no numeroso grupo da frente durante o segmento de ciclismo, o português foi
crescendo ao longo dos 10 quilómetros de corrida e começou a ganhar posições
numa fase em que vários dos principais candidatos ao pódio foram perdendo
terreno.
João Nuno integrou o grupo
perseguidor quando Studer, Cantero e Mislawchuk começaram a destacar-se e, à
medida que a corrida avançava, foi deixando para trás alguns dos nomes mais
fortes da prova, entre eles o australiano Callum McClusky, que terminaria em
sexto, e o campeão mundial Matthew Hauser.
Na última volta, Batista
conseguiu mesmo aproximar-se rapidamente de Mislawchuk e entrou diretamente na
luta pelo terceiro lugar. O canadiano acabou por resistir à forte aproximação
do português, que cruzou a meta em quarto, apenas 16 segundos depois.
O desempenho de João Nuno
acabou também por ter importância nas contas portuguesas do Campeonato do
Mundo.
Vasco Vilaça não competiu em
Weihai, mas mantém a liderança das World Triathlon Championship Series (Mundial
de Triatlo), depois de Matthew Hauser, um dos seus principais adversários na
luta pelo título, ter terminado apenas na décima posição.
O australiano chegou à China
depois de três vitórias em três participações esta temporada e um lugar no
pódio em Weihai permitir-lhe-ia ultrapassar Vasco Vilaça na liderança da
competição. Hauser chegou a estar entre os primeiros na corrida, mas foi
perdendo posições e terminou em décimo.
Assim, mesmo sem estar
presente na China, Vasco Vilaça sai de Weihai ainda na frente do Campeonato do
Mundo, numa jornada em que a prestação de João Nuno Batista contribuiu também
para retirar pontos importantes a um dos principais candidatos ao título.
O calendário do mundial
prossegue agora em Karlovy Vary, na Chéquia, antes da Grande Final de
Pontevedra, em Espanha, onde serão decididos os títulos mundiais de 2026, dia
27 de setembro.
Classificação do mundial aqui:
World Triathlon Ranking aqui: https://triathlon.org/world-rankings
Fonte: Federação Triatlo
Portugal

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