Por: José Morais
A quinta etapa do Tour de França
Feminino transformou as colinas entre Mâcon e Belleville-en-Beaujolais num
campo de batalha, e Demi Vollering foi quem saiu com a vitória mais ruidosa do
dia. A holandesa da FDJ–Suez conquistou sua primeira etapa nesta edição, mas
Marlen Reusser manteve firme a camisa amarela e mostrou que não pretende largá‑la tão cedo.
O percurso de 140 km, sem
grandes montanhas, mas repleto de ondulações, prometia desgaste desde o início.
O pelotão começou a se partir logo na Côte de Cenves, onde o ritmo imposto pela
Visma | Lease a Bike deixou favoritas em apuros e abriu espaço para ataques
sucessivos. A fuga só se consolidou já dentro dos últimos 85 km, reunindo cerca
de vinte ciclistas, entre elas nomes como Femke de Vries, Franziska Koch, Liane
Lippert e a campeã mundial Magdeleine Vallieres.
A vantagem da escapada nunca
passou dos dois minutos, controlada pela Movistar de Reusser, que não permitiu
sonhos maiores ao grupo. No Col Durbize, a penúltima subida, a colaboração
ruiu: ataques, contra‑ataques
e um novo grupo de favoritas aproximando-se rapidamente. Vollering, Kasia
Niewiadoma, Elisa Longo Borghini e Reusser juntaram-se à dianteira antes da
última dificuldade do dia.
O Mont Brouilly, curto e
íngreme, decidiu tudo. Vollering acelerou com a autoridade de quem veste a
camisola de campeã europeia e reduziu o grupo às três protagonistas: ela,
Reusser e Niewiadoma. A polonesa tentou surpreender lançando o sprint de longe,
mas pagou caro. Vollering respondeu com potência, Reusser colou na roda, e a
holandesa cruzou a meta para celebrar uma vitória que não via desde 2024.
A
camisola amarela, porém, continuou intocável nos ombros de Reusser
A corrida segue nesta
quinta-feira com 153,4 km entre Montbrison e Tournon-sur-Rhône, novamente num
terreno irregular e repleto de subidas. E, no horizonte, paira a ameaça
monumental do Mont Ventoux, marcado para sexta-feira um teste que promete
redefinir a classificação geral.

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