Por: José Morais
Alberto Contador, um dos nomes
mais marcantes da história do ciclismo, passou três dias em Montreal para
avaliar de perto o percurso do Campeonato Mundial de Ciclismo de Estrada da
UCI, que será disputado em setembro de 2026. A visita, carregada de simbolismo
e expectativa, reforça o peso que o evento terá no calendário internacional.
Um
encontro estratégico em solo canadense
Durante a estadia, o
ex-ciclista espanhol reuniu‑se com
Sébastien Arsenault, presidente do Mundial de Montreal 2026, e com Joseph
Limare, diretor‑executivo
da competição. A dupla apresentou a Alberto Contador os detalhes logísticos e
técnicos de um percurso que promete ser um dos mais exigentes da última década.
O madrileno também pedalou por
trechos-chave do circuito, incluindo a icónica subida Camillien‑Houde, acompanhado pela
canadiana Olivia Baril (Movistar Team) e pelo compatriota Hugo Houle
(Alpecin–Premier Tech). A presença de atletas locais reforçou o caráter
colaborativo da preparação.
Com o Grand Prix Cyclistes de
Québec e Montreal marcado para 11 a 13 de setembro, seguido pelo Mundial entre
20 e 27 do mesmo mês, o Canadá prepara-se para assumir o papel de epicentro
global do ciclismo.
A visão
de Contador sobre o ciclismo atual
A visita também serviu para
uma reflexão mais ampla. Contador analisou a evolução do ciclismo profissional
desde a sua retirada e destacou como o calendário e a cultura competitiva
mudaram profundamente.
“No meu tempo, tudo girava em
torno do Tour, Giro e Vuelta. As clássicas simplesmente não faziam parte da
nossa cultura. Hoje, eu as disputaria todas Fleche Wallonne,
Liège-Bastogne-Liège, Il Lombardia… e claro, Québec e Montreal.”
Para o espanhol, a expansão de
provas World Tour na América do Norte representa um desafio logístico, mas
também uma oportunidade para diversificar o ciclismo profissional. Ele elogiou
o nível de organização canadense, afirmando que eventos deste porte só
funcionam graças a uma estrutura “extraordinariamente eficiente”.
Favoritos
e incertezas para 2026
Contador evitou previsões
fechadas, mas reconheceu que o percurso de Montreal favorece ciclistas
explosivos e versáteis. Tadej Pogacar surge como o nome mais forte, embora o
traçado duro também possa beneficiar Mathieu van der Poel ou Wout van Aert,
três dos maiores talentos da atualidade.
O que
esperar de Montreal 2026
Percurso técnico e exigente,
com subidas curtas e íngremes.
Participação de grandes nomes
do ciclismo mundial.
Organização robusta, capaz de
sustentar dois eventos de elite em semanas consecutivas.
Visibilidade global,
consolidando o Canadá como palco de grandes competições.

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