domingo, 7 de junho de 2026

“Resultados 1a etapa do Tour Auvergne-Rhône-Alpes: Alex Baudin faz vingar a fuga e veste a amarela; Onley e Vauquelin ganham tempo”


Por: Miguel Marques

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A fuga vingou no primeiro dia do Tour Auvergne-Rhône-Alpes, com o francês Alex Baudin a vencer em Saint-Ismier e a arrecadar a primeira camisola amarela para a França, ainda que o público gaulês esperasse que isso ocorresse com outro protagonista: Paul Seixas, que preferiu correr de um modo conservador, até porque perdeu o seu principal gregário de montanha.

O Tour Auvergne-Rhône-Alpes 2026 foi uma corrida de regresso à competição para muitos ciclistas, depois de lesões com maior ou menor gravidade. João Almeida, Matteo Jorgenson, Isaac del Toro, Matteo Trentin, Michael Matthews ou Ben Healy voltaram a colocar um dorsal nas costas.

A etapa de abertura mais dura de sempre do antigo Critérium du Dauphiné, superando, por exemplo, a 1ª etapa da edição de 2025, ganha por Tadej Pogacar, arrancou com um falso plano ascendente e muitas tentativas de fuga.

Inicialmente, formou-se um grupo com nomes como Georg Steinhauser, Raul Garcia Pierna ou George Bennett. No entanto, a fuga só se formaria após o sprint intermédio, com um grupo de 10 elementos na frente: Alex Baudin, Alexis Mackellar, Pepjin Reinderink, Raul Garcia Pierna, Georg Zimmermann, Matteo Vércher, Alex Diaz, Nadav Raisberg, Sergio Samitier e Clément Braz Afonso.

A primeira subida categorizada do dia, o Col de l'Arzelier (8.5km à 5.9%), chegou num ápice e a Decathlon CGA CGM de Paul Seixas mostrou as suas intenções, controlando o pelotão. O ritmo e a dureza do terreno faziam descolar Wout Van Aert, João Almeida e Matthew Riccitello, os dois primeiros conseguiriam reentrar, enquanto que o último viria a abandonar. Na fuga, observaram-se algumas movimentações táticas, com Raisberg a descair para levar George Bennett à frente. O israelita viria a ficar integrado no grupo principal, tal como o neerlandês da Soudal - Quick-Step.

Na subida mais inclinada do dia, o Côte de Quaix-en-Chartreuse (2.4km à 10.2%), João Almeida voltou a mostrar que está aqui para ir dia a dia, sem pressão, cedendo a 54km da meta. Não ficou sozinho, mas sim integrado num grupo, com elementos como Wout Van Aert, Dorian Godon ou Pello Bilbao. Mais adiante, e de forma mais surpreendente, Benoit Cosnefroy, também ficava para trás, ele que era considerado à partida um dos favoritos para hoje.

A fuga também se partia, sobrando apenas 3 elementos na frente, os mais fortes a subir - Bennett, Baudin e Braz Afonso. Para o Côte de Rousset (8.3km à 7.6%), estavam reservadas mais algumas surpresas negativas no pelotão, com Jordan Jegat, Daniel Martínez e Pavel Sivakov a ligarem a marcha-atrás, depois da Visma se juntar à Decathlon no comando do grupo.

Alex Baudin arrancou a 29km da meta, descarregou os rivais e foi em busca da primeira amarela da corrida, tentando tirar vantagem do facto de Paul Seixas ter perdido o seu principal gregário, Matthew Riccitello. No pelotão, continuavam homens de geral a cair que nem tordos, Tobias Johannessen, Ben Healy e Jefferson Cepeda também mostravam dificuldades, ao passo que Daniel Martínez reentrava.

O francês coroou o topo com 1:20 de vantagem para o pelotão, onde Kevin Vermaerke arrancava, pouco depois foi Valentin Paret-Peintre a mexer, obrigando a uma reação da Visma e Decathlon. O próprio Del Toro respondeu a ataques, tentando iniciar a descida na frente, mas foi a equipa de Seixas quem conseguiu esse intento, não sem ver descolar outro elemento, desta feita Aurélien Paret-Peintre.

O homem da EF ultrapassou o último topo do dia e entrou na descida final com todas as condições para lograr a vitória de etapa, mesmo com o pelotão a rodar a 85km/h em certas zonas. Vermaerke foi finalmente apanhado a 5km da meta, numa altura em que um grupo com cerca de 10 unidades, entre eles Oscar Onley e Kevin Vauquelin, ganhava alguns segundos. Apesar de pouco entendimento, o grupo intermédio abriu 30 segundos para o pelotão, o que levou Juan Ayuso e Paul Seixas a trabalharem atrás.

Quanto à vitória de etapa, não havia dúvidas, Alex Baudin, um homem da região, celebrou a sua primeira vitória no worldtour e deu um importante triunfo à EF Education-EasyPost. Ramses DeBruyne ganhou o sprint pela segunda posição no grupo perseguidor e Leo Bisiaux foi terceiro. Onley, Vauquelin e Plapp acabaram por ganhar apenas 12 segundos ao grupo de Seixas/Ayuso/Del Toro, que cortou a meta a 44 segundos do vencedor do dia, liderado pelo mexicano.

“Resultados Volta a Itália Feminina 2026 – Demi Vollering completa a tripla coroa das Grandes Voltas após emboscada na última etapa, enquanto Elisa Longo Borghini vence a 9.a etapa”


Por: Carlos Silva

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Demi Vollering completou a tripla coroa das Grandes Voltas femininas em grande estilo no Giro d’Italia Women, destronando a Maglia Rosa de Anna van der Breggen na etapa final após um duelo de longo curso e alto risco em redor de Saluzzo.

A líder da FDJ - SUEZ partiu a um minuto de Van der Breggen, mas a última etapa de montanha nunca acalmou. Depois de Antonia Niedermaier ter ameaçado virar a corrida do avesso, Vollering desferiu o ataque decisivo na Colletta di Brondello, distanciou Van der Breggen e alcançou o grupo da frente antes de entrar na liderança virtual da prova.

Elisa Longo Borghini venceu a etapa a partir do grupo dianteiro, batendo ao sprint Niamh Fisher-Black, Niedermaier e Vollering em Saluzzo. Mas a história do dia pertenceu a Vollering, que somou o triunfo no Giro d’Italia Women às vitórias na Volta a França Femmes e na Vuelta a España Femenina, completando o triplo no mesmo ano em que Jonas Vingegaard assinou o equivalente masculino ao vencer o Giro d’Italia.

Van der Breggen parecia ter a corrida controlada após sobreviver à encurtada etapa da Finestre no sábado, mas o último dia depressa se revelou bem mais perigoso do que uma simples defesa do rosa. O Montoso surgiu cedo como a subida mais dura da etapa, com a SD Worx - Protime a subir no pelotão antes da ascensão e a FDJ - SUEZ a começar a apertar para Vollering.

 

Niedermaier acende o rastilho antes de Vollering atacar

 

Vollering lançou o primeiro ataque no Montoso, mas Van der Breggen e Longo Borghini responderam de imediato. A jogada não afastou a Maglia Rosa, embora o ritmo tenha partido o pelotão e reduzido o grupo dos favoritos a uma seleção curta e de elite.

Marlen Reusser sofreu na subida e teve de impor o seu próprio ritmo atrás, enquanto Van der Breggen se manteve no grupo da frente com a colega Valentina Cavallar. Vollering ainda contava com Lauren Dickson ao lado, e Niedermaier mantinha-se perto o suficiente para continuar uma ameaça séria à geral.

A corrida mudou após o Montoso, quando Niedermaier atacou e levou consigo Longo Borghini e Fisher-Black. Partindo o dia em terceira a 1:24, o movimento de três rapidamente se tornou uma ameaça direta à liderança de Van der Breggen.

À medida que a diferença crescia, Niedermaier chegou, por momentos, à Maglia Rosa virtual. Van der Breggen manteve a calma atrás, mas o perigo era evidente. A FDJ - SUEZ tentou agitar o grupo através de Dickson, enquanto Vollering aguardou pela última subida para lançar o ataque que decidiu o Giro.

No troço mais íngreme da Colletta di Brondello, Vollering acelerou e deixou Van der Breggen para trás. A vantagem abriu rapidamente para cerca de 12 segundos e aumentou até ao topo. No cume, Vollering também assegurou a classificação da montanha, tornando-se a primeira ciclista a vencer a camisola da montanha nas três Grandes Voltas femininas. O seu verdadeiro alvo continuava a ser o rosa.

 

Van der Breggen perde o Giro no último dia

 

Vollering desceu e ligou a Longo Borghini, Fisher-Black e Niedermaier, enquanto Van der Breggen ficava para trás com Femke de Vries. Assim que Vollering chegou à frente, o equilíbrio da corrida mudou por completo.

No sprint intermédio na Colletta di Rossana, Vollering arrecadou seis segundos de bonificação, reforçando a sua liderança virtual. Niedermaier não disputou o sprint, apesar de ter estado perto da geral mais cedo na etapa, e o grupo dianteiro seguiu para Saluzzo com o Giro a escapar-se cada vez mais a Van der Breggen.

Já dentro dos últimos 10 km, o quarteto tinha mais de dois minutos sobre a perseguição de Van der Breggen. Vollering já não precisava da vitória na etapa para consumar a reviravolta, mas Longo Borghini ainda via ali a oportunidade de resgatar um triunfo de peso do seu Giro após uma semana difícil na geral.

As quatro líderes mantiveram-se juntas até ao último quilómetro. Longo Borghini foi a mais forte no sprint, vencendo diante de Fisher-Black, Niedermaier e Vollering. Atrás, o colapso de Van der Breggen na jornada final confirmou a mudança de Maglia Rosa.

O Giro de Vollering passou de gestão de danos após o contrarrelógio do Nevegal a vitória inequívoca na derradeira tarde. Perdera mais de um minuto para Van der Breggen na Etapa 4, respondeu com triunfos na Etapa 5 e na etapa rainha encurtada na Etapa 8, e completou a recuperação com um último ataque na estrada para Saluzzo.

O regresso de Van der Breggen ao rosa parecia ser uma das histórias da corrida. Vollering transformou o último dia em algo maior, completando o triplo das Grandes Voltas com uma emboscada que redesenhou o Giro nos quilómetros finais.

“Jorge López conquista 46.º Grande Prémio ABIMOTA após vitória de Enzo Leijnse na etapa”


Por: Isabel Moreira

Jorge López (Aviludo-Louletano-Loulé) é o vencedor da 46.ª edição do Grande Prémio ABIMOTA, após a vitória de Enzo Leijnse (Anicolor / Campicarn) na última etapa. O espanhol da equipa algarvia, que hoje foi terceiro classificado na tirada, conquistou, de forma surpreendente, a edição de 2026 da competição, ficando com a Camisola Amarela | HYDRO.


O segundo classificado deste domingo foi João Medeiros (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car). Fábio Costa (Feira dos Sofás-Boavista), Camisola Amarela à partida para a terceira etapa, chegou integrado no pelotão, em 12.º lugar, a 1m02s do vencedor. Foi a fuga do dia, com 10 unidades, que chegou à meta.

Três dias de competição muito disputados, fugas muito animadas e três Camisolas Amarelas diferentes. Foi assim, até ao último metro e com a corrida sempre em aberto, que se desenrolou a 46.ª edição do Grande Prémio ABIMOTA.


A última tirada da edição de 2026 ligou Sever do Vouga a Águeda, num percurso com 140 quilómetros. À semelhança de ontem, foi de novo muito movimentada, sobretudo na primeira parte, onde estavam situadas as duas contagens de montanha de segunda categoria. E assim começou a escrever-se a história.

Foi no início do segundo Prémio de Montanha, de Sever do Vouga para Talhadas, que Gaspar Gonçalves (GI Group Holding-Simoldes-UDO) – que tinha ganhado a primeira contagem e podia vencer a Geral dos Trepadores, caso ganhasse nesta segunda subida – sofre uma avaria. Ao ser alcançado, perdeu a hipótese de se tornar o Rei da Montanha desta edição. Com ele seguiam o colega de equipa Andrey André e Viacheslav Ivanov (Feirense Beeceler), conseguindo o russo confirmar a conquista da Camisola Azul, que conservava desde a primeira etapa.


Ainda durante a subida até Talhadas, formou-se um grupo na frente, onde seguia Fábio Costa, sozinho e sem nenhum colega de equipa. Ao longo da subida, vários elementos da Efapel Cycling atacaram o Camisola Amarela, que conseguiu responder a todos. Mas desgastou-se ao longo de toda a escalada até Talhadas.

Ultrapassadas todas estas dificuldades iniciais, a situação de corrida mudou de novo, com a saída de um grupo de 10 unidades, que formaram a fuga do dia. Jorge López era um deles. Era, também, o melhor classificado à Geral, em quarto lugar. Neste grupo seguiam ainda Viacheslav Ivanov, Harrison Wood e Abner González (Feirense Beeceler), Bruno Silva (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Aleksandr GriIgorev e Joaquim Silva (Efapel Cycling), Enzo Leijnse, João Medeiros e Andrey André.


O pelotão perseguia e ao longo desta segunda parte da tirada, toda ela plana, a equipa do Camisola Amarela tentou anular a fuga. Contou com a ajuda da Anicolor / Campicarn, pontualmente, e numa fase final, com a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua. Mas a Efapel Cycling não colaborou. E a fuga chegou à meta, com o triunfo de Enzo Leijnse e João Medeiros em segundo lugar. Assistiu-se também a um duelo entre López e Harrison Wood, onde o espanhol foi mais forte.

Terminando Jorge López em terceiro lugar na etapa, o que o levou a bonificar, ficava confirmada a conquista do Grande Prémio ABIMOTA. Contou apenas com quatro colegas ao longo da prova, visto que a Aviludo-Louletano-Loulé perdeu o chefe de fila, Nicolás Tivani, Cláudio Leal e Filipe Francisco.

Com a Camisola Amarela entregue a Jorge López, Harrison Wood ficou na segunda posição, a 5 segundos e Fábio Costa foi o terceiro classificado da Geral da edição de 2026 do Grande Prémio ABIMOTA, a 45 segundos do vencedor.

Jorge López estava visivelmente emocionado no final da etapa. Referiu que depois do dia de ontem, “não sabíamos bem o que ia acontecer. Perdemos três elementos, mas no final, tudo saiu perfeito. Senti motivação em dose tripla para dar tudo e conseguir esta vitória: primeiro, queria poder dedicá-la aos meus companheiros que caíram, depois, querer fazer melhor do que o quarto lugar de ontem e por último, celebrar a minha primeira vitória como profissional”.

Já Américo Silva, diretor desportivo da Aviludo-Louletano-Loulé, falou de uma “vitória surpreendente”, sobretudo depois da 1.ª Etapa. “Os ditados portugueses encaixam sempre bem e este é mais um exemplo. Porque depois dos azares vêm as vitórias, depois das tempestades vem a bonança. Ficámos abalados quando perdemos três ciclistas, mas mantivemos a cabeça levantada e sempre com o intuito de lutar pela vitória, que foi muito justa. A dada altura comecei a acreditar que era possível, mas havia outras equipas e interesses. Felizmente conseguimos, o Jorge estava muito forte e hoje fizemos tudo na perfeição”.

As classificações secundárias e respetivas camisolas não sofreram grandes mudanças após a última jornada. Começando pela Geral por Pontos – Camisola Verde FIMEL, permaneceu com Fábio Costa, tal como a Geral da Montanha – Camisola Azul NATURAL-ALUMÍNIOS, que ficou com Viacheslav Ivanov (Feirense Beeceler). O russo venceu, ainda, a Classificação Meta Bolinhas – Camisola Bolinhas EUROTECNOLOGIA. Quanto à Geral Metas Volantes – Camisola Rosa PECOL, essa também ficou com Tiago Antunes.

Pedro Pinto manteve a liderança da Juventude – Camisola Branca A PIMENTA e a Geral Meta Autarquias – Camisola Xadrez LECHLER passou para João Medeiros. Raul Rota foi coroado o melhor corredor das Equipas de Clube – Camisola Encarnada SRAM, liderança que manteve desde a primeira etapa.

O vencedor da Geral de Sub-23 das Equipas de Clube foi Biel Font Grandio (Technosylva Rower Bembibre). A Efapel Cycling foi a vencedora da Geral por Equipas.

Vital Almeida, diretor da corrida e presidente da Direção da ABIMOTA, no final, fez um balanço positivo desta 46.ª edição, sublinhando que “em três dias houve três Camisolas Amarelas, demonstrando uma edição muito competitiva e bem disputada, onde houve dúvidas até ao fim para discutir a vitória. Foi até ao último metro da linha de chegada”.

Fonte: Comunicação Abimota

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