sexta-feira, 26 de maio de 2023

“Roglic: «Se não tivesse confiança, não teria começado»”


Ciclista esloveno diz que as pernas estão de volta e promete luta

 

Por: Fábio Lima

Foto: EPA

Segundo colocado na classificação geral do Giro'2023, a 26 segundos de Geraint Thomas e com 33 para João Almeida, Primoz Roglic 'renasceu' nas duas últimas etapas da prova italiana e agora, na véspera do contrarrelógio decisivo, mostra-se mais confiante do que nunca.

"Sinto-me bem. As pernas estão de volta e amanhã vamos dar tudo. Claro que tenho confiança num bom resultado. Se não tivesse, não teria começado. O melhor irá ganhar no final", disse após a 19.ª etapa o esloveno da Jumbo-Visma, sempre parco em palavras, mas carregado de otimismo.

Fonte: Record on-line

“Ivo Oliveira cai para segundo lugar na geral das Boucles de la Mayenne”


Ciclista perdeu a liderança conquistada no prólogo de abertura da competição

 

Por: Lusa

Foto: UAE Team Emirates Facebook

O ciclista português Ivo Oliveira caiu, esta sexta-feira, para o segundo lugar da geral da corrida francesa Boucles de la Mayenne, um dia depois de vencer o prólogo, na primeira etapa em linha, vencida pelo espanhol Oier Lazkano (Movistar).

Lazkano integrou a fuga decisiva e foi o mais rápido na ligação de 185,2 quilómetros entre Saint-Mars-sur-Colmont e Lassay-les-Châteaux, cumprida em 4:29.07 horas, 31 segundos mais rápido do que outros fugitivos, com o francês Célestin Guillon (Van Rysel-Roubaix Lille) em segundo e o dinamarquês Jacob Hindsgaul (Uno-X) em terceiro.

O pelotão chegou a 41 segundos, com Ivo Oliveira, que até se tinha tentado escapar na primeira metade da etapa, a chegar em 28.º, o que lhe valeu a descida para o segundo lugar da geral, cedendo a amarela a Lazkano por 42 segundos.

O irmão gémeo e colega de equipa, Rui Oliveira, é agora 85.º após o trabalho em prol de Ivo, com André Carvalho (Cofidis) a subir ao 101.º posto.

No sábado, o terceiro e penúltimo dia da corrida de escalão ProSeries, abaixo apenas do, liga Saint-Berthevin a Meslay-du-Maine em 181,3 quilómetros maioritariamente planos.

Fonte: Record on-line

“João Almeida não atira a toalha ao chão: «Só é impossível até acontecer...»”


Português promete luta e não descarta recuperar tempo para a vitória final

 

Por: Fábio Lima

A etapa 19 do Giro'2023 voltou a representar uma perda de alguns segundos para João Almeida em relação a Geraint Thomas e Primoz Roglic, e o ciclista português assegura que não tinha mais para dar. Por isso, em jeito de balanço, diz-se satisfeito com aquilo que conseguiu.

"Dei tudo o que tinha. Não foi tão mau assim, porque estive na frente até aos últimos 700 metros. E depois eles foram um pouco mais rápido do que eu, mas globalmente estou satisfeito. Ainda temos o dia de amanhã, que será muito duro. Vou dar o meu melhor", começou por garantir o ciclista da UAE Emirates.

Na subida final, a Tre Cime di Lavaredo, Almeida não conseguiu atacar nem responder e foi fácil perceber o porquê. "Era tão inclinado, muito difícil para atacar. Tinhas de ter pernas para atacar e eles tiveram-nas. No final sofri um pouco, mas a etapa 19 está feita e vamos acabar amanhã".

E quanto ao contrarrelógio de sábado? Será João Almeida capaz de recuperar os 59 segundos de atraso que tem para Geraint Thomas e ainda vencer a prova? "Não é impossível até acontecer... Vamos dar tudo o que temos e vamos ver. No final, ficarei sempre feliz", garantiu.

Pouco depois, numa outra zona de reportagem, João Almeida voltou a falar e deixou outras frases interessantes. Em relação ao andamento do dia, o português assumiu que era algo que lhe agradava, mas faltou algo muito importante: "Quando tenho pernas, gosto. Mas hoje não gostei nada mesmo. Foi mais um dia duro na bicicleta. Falta um dia agora. Amanhã será a decisão da corrida, vamos dar tudo. Era tão inclinado, não fazia grande diferença estar na roda ou não. Tentei manter ritmo, mas no final foram mais fortes do que eu".

Quanto ao contrarrelógio, o ciclista da UAE Emirates assume que tudo pode acontecer e que perder tempo é algo que é possível para todos. "Se alguém não se sentir bem há certamente a possibilidade de haver grande margem. As pernas vão mandar. Tudo pode acontecer. A vitória ainda não fugiu, nada é certo, por isso vamos lutar. Até ao final tudo é possível. Já viram que tudo pode acontecer. Temos de fazer a nossa própria corrida, lutar e no final estarei feliz".

Questionado, a fechar, se Primoz Roglic poderá estar diminuido mentalmente pelo fantasma do Tour de 2020 que perdeu para Tadej Pogacar num contrarrelógio final, o português desvaloriza. "Não me parece. Ele não venceu nesse dia porque havia um Super Tadej teve um grande dia. Acho que pode estar confiante para amanhã".

Fonte: Record on-line

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