segunda-feira, 14 de março de 2016

“Tirreno-Adriático: Van Avermaet voltou a bater Sagan e é o novo líder”

Por: Lusa

Tiago Machado é o melhor português

O ciclista belga Greg Van Avermaet (BMC) soube esperar para vencer esta segunda-feira a sexta etapa do Tirreno-Adriático, diante do campeão do Mundo Peter Sagan (Tinkoff), e assumir a liderança da geral da prova italiana.
Num final espetacular, que reuniu alguns dos mais combativos ciclistas do pelotão, Van Avermaet mostrou que descobriu a estratégia ideal para bater o eslovaco, deixando o ciclista da Tinkoff arrancar para a meta, apanhando-lhe a roda e ultrapassando-o nos metros finais dos 210 quilómetros entre Castelraimondo e Cepagatti.
Duas semanas depois de bater Sagan na 'semiclássica' Het Nieuwsblad, o belga da BMC voltou a condenar o eslovaco ao segundo lugar, o seu quarto da temporada, com o duo a cortar a meta com o tempo de 04:34.14 horas, dois segundos à frente de Michal Kwiatkowski (Sky) e quatro do anterior líder Zdenek Stybar (Etixx-QuickStep).
O desfecho da sexta e penúltima etapa do Tirreno-Adriático começou a desenhar-se 20 quilómetros antes de Cepagatti, quando Sagan acelerou para bonificar num 'sprint' intermédio e levou consigo os pesos pesados Van Avermaet, Kwiatkowski e Stybar, além dos colegas de equipa Oscar Gatto e Daniele Bennati e de Matteo Trentin e Fernando Gaviria, da Etixx-Quickstep.
Com o camisola azul na fuga, o pelotão tardou em reagir, permitindo que os fugitivos entrassem no pequeno topo do dia destacados. Apesar do frenético esforço final de Movistar, Orica-GreenEdge e Lotto NL-Jumbo, o grupo, onde seguia José Gonçalves (Caja Rural), passou a meta sete segundos depois do vencedor.
Tiago Machado (Katusha) foi 69.º, a 29 segundos, Nelson Oliveira (Movistar) 103.º, a 01.26 minutos, com Ricardo Vilela e Domingos Gonçalves, ambos da Caja Rural, a chegarem integrados num grupo a 07.37 minutos do belga da BMC, que hoje pode ter dado um gigantesco passo para suceder a Nairo Quintana no palmarés da 'Corrida dos Dois Mares'.
À entrada para um contrarrelógio totalmente plano, de apenas 10,1quilómetros, reservado para terça-feira, Van Avermaet tem sete segundos de vantagem sobre Stybar e oito sobre Sagan.
Entre os portugueses, Machado é o melhor, na 32.ª posição (está a 02.26 minutos do líder), com José Gonçalves a surgir três lugares atrás, com mais 02.39 do que o camisola azul. Oliveira é 45.º, a 03.47, Domingos Gonçalves é 134.º, a 22.05, e Vilela é 160.º, a 30.45.
A decisão da organização de cancelar a quinta tirada, agendada para domingo, devido às condições atmosféricas adversas 'descaracterizou' a geral do Tirreno-Adriático, uma prova que costuma funcionar como teste para os candidatos às grandes Voltas.
Sem montanha para decidir o vencedor, a discussão será feita entre os 'puncheurs' do pelotão.

Fonte: Record on-line

“Equipas nacionais querem acabar com 'jejum' na Volta ao Alentejo”

Foto: SAPO Desporto

A 34ª edição da Volta ao Alentejo irá consagrar um novo vencedor na sua história, a 'Alentejana' irá arrancar este ano de Portalegre.

A 34.ª edição da Volta ao Alentejo sai quarta-feira para a estrada com a incógnita de saber se o vencedor será outro novo talento ou sairá das equipas nacionais, há anos relegadas para lugares de honra.
Longe do ‘glamour’ mediático e desportivo de outros tempos, daqueles em que nomes consagrados do pelotão internacional como Miguel Indurain (1996), Melchor Mauri (1998) ou José Luís Rubiera (1999) se sagravam vencedores, a Volta ao Alentejo soube reinventar-se.
A prova transformar-se num viveiro de novos talentos (o mais proeminente será o vencedor de 2013, Jasper Stuyven, o belga da Trek, que ganhou uma etapa na Vuelta2015), sem esquecer o seu papel de momento de exibição das equipas nacionais.
Transformada numa volta para corredores regulares, ou não fosse a chegada a Montemor-o-Novo, na segunda etapa, o único final em ‘alto’ (uma contagem de montanha de quarta categoria), há muito que a ‘Alentejana’ deixou de ser território de ‘portugueses’, com o espanhol David Blanco, em 2010, a figurar como o último vencedor das formações lusas e Sérgio Ribeiro, há precisamente 10 anos, a ser o derradeiro ciclista nacional a subir ao lugar mais alto do pódio.
Sem estrelas sonantes do pelotão internacional e muito menos equipas do WorldTour, a prova, que vai estar na estrada entre 16 e 20 de março, num percurso de 907,8 quilómetros entre Portalegre e Évora, vai ser palco do primeiro frente-a-frente real numa corrida por etapas entre os regressados ‘grandes’, com a W52-FC Porto e o Sporting-Tavira a procurarem brilhar entre as 22 formações que farão alinhar 175 corredores.
Depois de uma presença discreta na Volta ao Algarve, ‘dragões’ e ‘leões’ deram nas vistas nos dois fins de semana de ciclismo que se seguiram, com Rafael Reis (W52-FC Porto) a impor-se na Clássica de Amarante e David de La Fuente, segundo na mesma prova, a mostrar-se o elemento mais irrequieto do Sporting-Tavira.
Sem alta montanha ou contrarrelógio no percurso, é de esperar que na discussão pela geral não estejam os líderes Gustavo Veloso, que regressou ao pelotão depois de cinco meses de ‘paragem’ como gregário de luxo dos companheiros ‘dragões’, e Rinaldo Nocentini, que caiu no Grande Prémio Liberty, mas sim os habituais trabalhadores, que no Alentejo têm uma oportunidade única para brilhar.
Pelo segundo ano consecutivo, a ‘Alentejana’ arranca de Portalegre, cidade que acolhe o início da primeira etapa, que cumprirá 158 quilómetros até Castelo de Vide, num percurso que inclui as contagens de montanha de Cabeço do Mouro (2.ª categoria), Monte Paleiros (3ª), Marvão (4ª) e, a menos de 20 quilómetros da meta final, Senhora da Penha (3ª).
No dia seguinte, o pelotão, composto pelas seis equipas continentais portuguesas, seis de clube e 10 estrangeiras, enfrenta a mais longa tirada da 34.ª edição, uma ligação de 206,2 quilómetros entre Monforte e o castelo de Montemor-o-Novo, com a meta a coincidir com a única contagem de montanha do dia.
Vincando a presença do Baixo Alentejo na prova, o terceiro dia de competição liga Portel a Beja ao longo de 186,6 quilómetros, sem qualquer contagem de montanha.
No sábado, a quarta etapa arranca de Aljustrel para embrenhar-se na vizinhança da Costa Vicentina, nos 1.847 quilómetros que levam o pelotão até Grândola, depois de cruzada a única dificuldade do dia, uma contagem de 4.ª categoria, em Santiago do Cacém.
Para o último dia, estão reservados 172,3 quilómetros entre Santiago do Cacém e Évora, que incluem duas montanhas de quarta categoria, em Alcácer do Sal e Montemor-o-Novo.
Aconteça o que acontecer nas cinco etapas, há já uma certeza: a Volta ao Alentejo vai continuar a ser a única prova por etapas do calendário da União Ciclista Internacional (UCI) que nunca foi ganha duas vezes pelo mesmo corredor, uma vez que não há qualquer antigo vencedor entre os inscritos para a 34.ª edição.
Fonte: SAPO Desporto c/ Lusa  

“Brian Cookson com vontade de se recandidatar à presidência da UCI”

Por: Lusa

Foto: Reuters

Assumiu posição em Loulé a 18 meses do ato

O britânico Brian Cookson manifestou esta segunda-feira em Loulé a vontade de se candidatar a novo mandato na presidência da União Ciclista Internacional (UCI), desejo assumido a distantes 18 meses das eleições. Presidente desde 2013, o dirigente revelou a sua vontade no congresso da União Europeia de Ciclismo (UEC), que decorre no Algarve, perante 37 das 50 federações membros do organismo.
A UEC está reunida para tomar medidas quanto à fraude tecnológica, com destaque para o motor incorporado numa bicicleta da jovem competidora belga Femke Van den Driessche nos recentes mundiais de ciclocrosse.
A proposta é a de fornecer a cada federação condições idênticas de fiscalização às usadas pela UCI, nomeadamente usando o fundo de solidariedade da UEC para a aquisição do equipamento.
O presidente da UEC -- e vice-presidente da UCI -, o francês David Lappartient, também assumiu a intenção de ser candidato a um novo mandato na federação europeia.

Fonte: Record on-line

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