quinta-feira, 5 de março de 2026

“Madalena e Fernanda provam que “o tempo é o que quisermos que ele seja”


A história de Madalena Caninas não começou com grandes planos, treinos estruturados ou material topo de gama. Começou com um fato de banho, uma bicicleta BTT e uma boa dose de ousadia. Em 2008, no Triatlo de Oeiras, estreou-se num super-sprint, empurrada por Carlos Barata e Fernanda Santinha. Madalena encarou a “conclusão da prova como uma grande conquista”. O “bichinho”, como descreve, ficou, e quase 18 anos depois continua bem vivo.  A amiga Fernanda, companheira de equipa, já leva duas décadas de triatlo para contar.

Ambas representam o Clube Oriental de Lisboa, colecionam experiências e amigos na modalidade e inspiram novas gerações de mulheres a acreditarem que o triatlo é para todos, independentemente da idade ou do ponto de partida.

Com o humor que a caracteriza, Madalena não esconde o que a trouxe ao triatlo: “Em bom rigor, foi por inveja.” Assistiu ao desafio dos dois amigos e no ano seguinte decidiu acompanhá-los. “Ter amigos com os mesmos objetivos desportivos foi e é, sem dúvida, uma mais-valia na motivação para continuar”. Caminho semelhante foi trilhado por Fernanda Santinha, uma das figuras do pelotão de veteranas da modalidade, que decidiu entrar no triatlo estimulada “pelo gosto pelas modalidades de resistência”.

Quase duas décadas depois, Madalena reflete sobre as dificuldades que as mulheres ainda podem sentir ao chegar. “Sendo uma modalidade com três atividades distintas, material distinto para gerir e transições com regras, poderá criar alguns entraves de início. É muita informação para processar.” Mais do que isso, sublinha a exigência de estar “na rua a correr, andar de bicicleta e ir nadar independentemente da época do ano”, algo que considera, pela sua experiência, “mais constrangedor para as mulheres do que para os homens”. Já Fernanda acredita que grande parte das dificuldades das mulheres na modalidade estão relacionados com o “passado desportivo”.

Madalena e Fernanda testemunharam de perto a evolução da participação das mulheres no triatlo. “No ano em que me iniciei, eu era a segunda mais velha da modalidade. Hoje, passados quase 18 anos, continuo a usufruir desse estatuto”, brinca a veterana. Os números mostram como o triatlo se transformou, passámos de 85 mulheres federadas em 2008, para 610 em 2025. Sobre isto, Fernanda congratula-se com o aumento do número de triatletas veteranas.

 

Conselhos para quem quer começar

 

Para as mulheres que acham que “não têm tempo”, Madalena responde com a sabedoria de quem construiu uma vida com o triatlo ao lado: “O tempo acaba por ser aquilo que nós quisermos que ele seja. O foco num determinado objetivo leva a uma gestão mais condizente com esse propósito.” Ainda assim, sublinha a importância de uma boa rede de apoio: “Encontrar um bom grupo de treino é fundamental. Conciliar treinos com outros atletas facilita muito a motivação.” E esta noção do tempo que acaba também por cimentar o caminho que Madalena e Fernanda têm feito na modalidade. “Só é preciso o tempo que cada um tiver. Há muitas formas de estar no triatlo”, explica Fernanda Santinha,

 

O que torna o triatlo especial?

 

Fernanda não tem dúvidas em afirmar que “tudo o que envolve o triatlo é especial, os treinos, as provas, a atividade física, as pessoas, os espaços onde nos movimentamos”, tudo. São as palavras de uma eterna apaixonada pela modalidade que ouve a amiga Madalena afirmar que no triatlo se “criam amizades para a vida”. Numa coisa ambas parecem estar de acordo: “Estar num clube com uma dinâmica muito boa, como é o caso, torna a modalidade ainda mais especial.”

Questionadas sobre se o triatlo ainda é visto como “coisa de homens de ferro”, Fernanda Santinha prefere explicar que “muitas pessoas ainda não sabem que se pode praticar triatlo de diferentes formas, com diferentes objetivos e níveis de prática”. Claro que tudo isso está relacionado com o próprio contexto da vida, como explica Madalena: ““Alguém com os filhos ‘crescidos’ tem maior facilidade em gerir o tempo livre, e se o parceiro também for praticante, a dinâmica fica muito mais facilitada. Nisso, fui uma sortuda.”.

A Federação de Triatlo de Portugal celebra este encontro de histórias: duas mulheres, formas diferentes de chegar ao triatlo, mas a mesma inspiração. Madalena e Fernanda mostram, juntas, que o triatlo se vive em comunidade, que evolui com o contributo de cada atleta e que há espaço para todas, sempre!

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“O caminho da recuperação será longo” Stefan Küng deixa o hospital após ser operado e pára por alguns meses”


Por: Ivan Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

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Stefan Küng recebeu alta hospitalar e iniciou os primeiros passos da recuperação após a queda violenta na Omloop Het Nieuwsblad, que deixou o líder da Tudor Pro Cycling Team com uma fratura do fémur e pôs fim à sua primavera nas Clássicas antes de realmente começar.

O suíço confirmou a atualização nas redes sociais, partilhando uma foto a sair do hospital de canadianas após cirurgia bem-sucedida na Suíça.

“Hora de ir para casa”, escreveu Küng na legenda. “Muito obrigado à Tudor Pro Cycling, Medbase Abtwil, Orthopaedie Rosenberg e Berit Klinik pelos cuidados. Estou rodeado pela melhor equipa médica possível.”

A mensagem incluía ainda um boletim médico oficial, com detalhes do procedimento e das primeiras fases da recuperação. “O Stefan foi operado com sucesso na Suíça na segunda-feira à noite”, lê-se no comunicado. “A fratura do fémur proximal esquerdo foi reduzida anatomicamente e estabilizada de forma segura.”

Küng já iniciou a primeira fase da reabilitação, embora a recuperação vá exigir tempo. “Começou a mobilização imediatamente após a cirurgia, mas terá de aliviar a carga na perna esquerda e usar canadianas durante algumas semanas”, prossegue a atualização.

 

Uma longa recuperação pela frente

 

A lesão aconteceu numa edição caótica da Omloop Het Nieuwsblad, marcada por múltiplas quedas que fraturaram o pelotão e deitaram por terra os planos de vários corredores para o início de época. Küng foi dos mais afetados, com a queda nos paralelos da Jagerij a provocar uma fratura grave que exigiu cirurgia imediata.

O corredor da Tudor estava apontado a um papel central nas clássicas do empedrado esta primavera, mas a gravidade da lesão afastou-o desses objetivos.

Para já, o foco é inteiramente a recuperação, sem qualquer pressão para um regresso imediato à competição. “Se a recuperação decorrer como previsto, o Stefan poderá iniciar treino ligeiro nos rolos dentro de três a quatro semanas”, detalhou o boletim médico. "Espera-se que o treino sem restrições seja possível dentro de aproximadamente três meses."

O calendário traçado deixa claro que o regresso do suíço será progressivo.

O próprio Küng reconheceu essa realidade na mensagem aos adeptos. “O caminho da recuperação será longo, mas estou pronto para o enfrentar e vou trabalhar duro para voltar ao topo.”

Com a cirurgia concluída com sucesso e a primeira fase da reabilitação em marcha, a prioridade imediata para corredor e equipa é garantir que a recuperação evolui sem percalços antes de qualquer decisão sobre um eventual regresso à competição.

“Portugal recebe duas Taças da Europa de triatlo e Taça do Mundo de Paratriatlo em 2026”


Portugal vai receber duas Taças da Europa de Triatlo, em Quarteira e Monte Gordo, e ainda uma Taça do Mundo de Paratriatlo, em Alhandra, durante a época de 2026.

“Trazer grandes eventos do triatlo mundial para Portugal é uma das grandes prioridades da federação. Desta forma, conseguimos promover a modalidade, potenciar as nossas regiões como destinos de desporto e lazer, assim como ter os nossos atletas a competir em casa com os melhores triatletas mundiais. Este é um esforço conjunto que partilhamos com autarquias, parceiros e patrocinadores. Uma palavra especial, neste caso, para as câmaras municipais de Loulé, Vila Real de Santo António e Vila Franca de Xira que quiseram associar-se a este objetivo do triatlo português e perceberam o impacto económico que as nossas provas têm para os seus concelhos.” – Fernando Feijão, Presidente da Federação de Triatlo de Portugal.

O arranque da época internacional será em Quarteira, no último fim-de-semana de março (28 e 29), com a realização da habitual Taça da Europa de elites e juniores, na distância olímpica (1,5km/ 40km/ 10km).

Duas semanas depois, a 11 de abril, Monte Gordo estreia-se no calendário do Velho Continente com a sua primeira Taça da Europa, neste caso na distância sprint (750m/ 20km/ 5km).

Continuando a aposta que tem vindo ser feita no desporto inclusivo, a Federação Portuguesa de Triatlo e a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira voltam a organizar a Taça do Mundo de Paratriatlo, em Alhandra, do dia 5 de setembro.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

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