sexta-feira, 4 de agosto de 2023

“João Almeida satisfeito com 2.º lugar na Polónia: «Dá-me moral para a Vuelta»”


Português falou ainda do inusitado sprint a meio da etapa

 

Por: Fábio Lima

Apesar de ter falhado a vitória final na Volta à Polónia por apenas 1 segundo, João Almeida admite que o resultado que traz da prova polaca servirá para ganhar motivação para enfrentar, no final do mês, a Vuelta. O português da UAE Emirates abordou ainda o inusitado sprint a meio da etapa pelas bonificações, que diz ter sido... divertido.

"Estou satisfeito com o segundo lugar, pois dá-me moral para a Vuelta. Tinha pelo menos de tentar as bonificações. Tentei no sprint, mas não resultou. Acabou por ser divertido e, mesmo assim, estou feliz. Ganhámos uma etapa com o Rafal [Majka] e a classificação coletiva, por isso só podemos estar muito satisfeitos", declarou o português, ao site oficial da UAE Emirates.

Fonte: Record on-line

“Mundiais: Evenepoel, Van Der Poel, Van Aert e Pogacar 'afiam os dentes' para a prova rainha”


Remco Evenepoel é de novo favorito e vai defender o título mundial conquistado em Wollongong

 

Por: Lusa

Foto: EPA

Remco Evenepoel defende no domingo o título mundial conquistado em Wollongong e é de novo favorito para a prova rainha dos mundiais de ciclismo, contando com oposição forte, a começar na própria seleção belga.

É dentro de casa que o ciclista da Soudal Quick-Step encontra alguns dos maiores rivais, numa seleção em que coabitam as pretensões de Wout van Aert, sobretudo depois de ter desistido da Volta a França para assistir ao nascimento do segundo filho, mas também de Jasper Philipsen, o grande dominador dos sprints no último Tour, que, numas declarações algo polémicas, alegou que não seria capaz de perseguir o amigo neerlandês Mathieu van der Poel, seu colega na Alpecin-Deceuninck e outro dos principais candidatos.

Se o ainda campeão mundial e Van Der Poel assumem papel de destaque, menos não poderá ser dito do esloveno Tadej Pogacar, quase omnipresente no pódio nos últimos anos nas principais corridas em que participa e a regressar de uma paragem para recuperar de fadiga, após ter sido segundo na Volta a França.

Evenepoel chega, no domingo, à prova estrela dos Mundiais de Glasgow após uma temporada agridoce com a camisola arco-íris vestida, repartida entre triunfos importantes, como ainda no sábado na Clássica de San Sebastián, onde venceu pela terceira vez, um recorde, ou o segundo consecutivo na Liège-Bastogne-Liège, e desilusões, a maior de todas na Volta a Itália, que abandonou quando liderava devido à covid-19.

Van der Poel, por seu lado, terá quase de certeza um Mundial melhor do que em 2022, em que foi detido por uma altercação no hotel no dia anterior à corrida de fundo, procurando levar a melhor aos rivais, o maior de todos Wout van Aert, outro dos fortes candidatos.

MVDP procura subir ao pódio também na corrida de cross country olímpico, que não terá o britânico Tom Pidcock, um natural favorito nessa e na prova de fundo.

Sem o vencedor da Volta a França deste ano, Jonas Vingegaard, os dinamarqueses apoiam-se em Mads Pedersen, campeão em 2019, e o francês Julian Alaphilippe, campeão do mundo em 2020 e 2021, é uma das opções dos gauleses, ao lado de Christophe Laporte.

A correr em casa, os britânicos apostam no galês Geraint Thomas, bicampeão olímpico noutras disciplinas, vencedor da Volta a França em 2018 e segundo no Giro2023, enquanto o norueguês Tobias Foss é a aposta da sua seleção essencialmente para o 'crono' de dia 11.

O surpreendente campeão mundial do contrarrelógio de 2022 terá de novo concorrência de peso no exercício de 47,8 quilómetros, seja de Thomas ou do italiano Filippo Ganna, numa luta da qual não se podem excluir os próprios Evenepoel, Van Aert ou Ethan Hayter, também dos anfitriões.

Neste exercício, também os portugueses poderão ter uma palavra a dizer para o top 10, dado que Nelson Oliveira e João Almeida, os dois escolhidos do quarteto que participará na prova de fundo, apresentam créditos firmados na especialidade.

De fora dos Mundiais está o eritreu Biniam Girmay, devido a uma lesão anunciada no mesmo dia em que circularam notícias de que ter-lhe-ia sido negado visto de entrada no Reino Unido para a prova.

A corrida de fundo masculina de elite, que sai de Edimburgo até Glasgow, tem 271,1 quilómetros e uma primeira metade com uma subida antes da entrada num circuito.

Na elite feminina, a grande narrativa prende-se com a saída de cena da lenda neerlandesa Annemiek van Vleuten, que se retira aos 40 anos após os Mundiais, num 2023 em que venceu o Giro e a Vuelta e foi quarta na Volta a França.

A corrida de 12 de agosto, que encerra o evento como um todo, é um dos objetivos da veterana, que quer defender o ouro de 2022 e também aspira ao título do contrarrelógio, assim como as compatriotas Marianne Vos, Demi Vollering e Lorena Wiebes.

Pela Bélgica, Lotte Kopecky é o nome mais óbvio para contrariar o favoritismo dos Países Baixos, mas chegará já depois de participar nos Mundiais de pista, em que é campeã do Mundo de eliminação, enquanto a norte-americana Chloe Dygert, outra pistard, aspira ao título do contrarrelógio.

Os Mundiais de Glasgow contam ainda com corridas dos escalões sub-23 e juniores, além de uma estafeta mista em elite, com Portugal representado por João Almeida, Nelson Oliveira, Ruben Guerreiro e André Carvalho em elites.

Fonte: Record on-line

“João Almeida falha conquista da Volta à Polónia por 1 segundo: sprint a meio da etapa decidiu tudo”


Português acabou prova no 2.º posto, atrás do esloveno Matej Mohoric

 

Por: Record

Foi de uma forma atípica que se decidiu a vitória final da Volta a Polónia em favor do esloveno Matej Mohoric. É que o triunfo não foi decidido na meta da etapa 6, mas antes a meio da mesma, num sprint intermédio a quase 100 quilómetros do final, que dava 3 e 2 segundos. Aí, o esloveno da Bahrain - Victorious foi o mais forte, batendo numa luta intensa - mas insólita pelo ponto em que se dava - o português João Almeida, que dessa forma perdia desde logo a possibilidade de saltar para a liderança da geral (então virtual).

Até final o português da UAE Emirates ainda viria a ter outra chance de bater o esloveno, precisando para tal de bonificar no sprint final, mas aí foi totalmente impossível fazer diferenças perante a luta dos homens do sprint. Nessa luta final, levou a melhor o belga Tim Merlier, da Soudal - Quick Step.

Esta Volta à Polónia foi a derradeira prova antes da participação de João Almeida nos Mundiais de Glasgow, onde competirá tanto na prova de fundo (no domingo) como no contrarrelógio (dia 11). O ciclista da UAE Emirates viaja já hoje para a cidade escocesa, tal como Ruben Guerreiro, que também estava presente na mesma prova polaca (terminou em 25.º na geral, a 2.14 de Mohoric).

Fonte: Record on-line

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