domingo, 9 de julho de 2023

“César Fonte conquista Troféu Ribeiro da Silva”


Tiago Leal (Rádio Popular-Paredes-Boavista) foi o vencedor da segunda e última etapa do Troféu Ribeiro da Silva, mas foi o companheiro César Fonte quem mais festejou, uma vez que manteve a camisola amarela conquistada na primeira etapa e garantiu a conquista do troféu.

A segunda etapa da prova, de 152 quilómetros, com partida e chegada em Lordelo, voltou a ser decidida ao sprint, com Tiago Leal a levar a melhor sobre Francisco Campos (Fonte Nova/Felgueiras) e Pedro Silva (Glassdrive-Q8-Anicolor), que chegaram quatro segundos depois das 3h54m06s registadas pelo líder do dia e completaram o pódio.

César Fonte terminou na 20.ª posição, tendo chegado 58 segundos depois do melhor tempo, registo suficiente para garantir o primeiro lugar da classificação geral final. No fim das contas, o ciclista de 36 anos terminou a prova em 7h05m23s, menos três segundos que Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), segundo classificado, e menos quatro que Fábio Costa (Glassdrive-Q8-Anicolor), terceiro classificado. À camisola amarela, César Fonte juntou ainda a liderança na classificação por pontos.

Nas restantes categorias, André Ramalho (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) garantiu a liderança da montanha, e Pedro Silva (Glassdrive-Q8-Anicolor) venceu na juventude e Francisco Campos (Fonte Nova/Felgueiras) foi o melhor nas metas volantes.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Astana disposta a dar novo contrato a Cavendish para tentar recorde histórico no Tour”


Alexander Vinokourov quer ver o britânico a vencer a sua 35.ª etapa na Grande Boucle

 

Por: Fábio Lima

Foto: Getty Images

Alexander Vinokourov assumiu este domingo, em entrevista ao 'L'Equipe', a intenção de oferecer uma renovação contratual a Mark Cavendish por mais uma temporada, de forma a permitir ao ciclista britânico voltar a tentar a histórica 35.ª vitória no Tour neste momento está igualdado com Eddy Merckx como o mais vitorioso da história da prova.

"Sim, queremos que o Mark continue até 2024 e possa fazer o seu 15.º Tour para ganhar a 35.ª etapa", disse o diretor da Astana-Qazaqstan, que aproveitou para recordar a sua carreira e algo similar que aconteceu consigo. "Fraturei o fémur em 2011 no Tour, naquele que era suposto ter sido o meu último ano, mas não quis parar assim. Continuei e lutei no máximo para ganhar nos Jogos Olímpicos no ano seguinte. O Mark tem essa mentalidade e determinação para atingir o objetivo máximo. Estamos prontos a dar-lhe essa oportunidade. Mas é ele quem decide".

As declarações de Vinokourov surgem um dia depois do adeus ao britânico, de 38 anos, ao Tour deste ano, devido a uma queda sofrida no decurso da etapa 8.

Fonte: Record on-line

“Seleção Nacional/Diogo Neves e Ana Santos nos vinte melhores da Europa”


Por: José Carlos Gomes

Diogo Neves, 19.º, e Ana Santos, 20.ª, colocaram Portugal no top 20 nas provas de cross country olímpico (XCO) para sub-23, que hoje encerraram o Campeonato da Europa de BTT, na pista de Tamengos, Anadia.

A corrida masculina começou com uma queda coletiva na primeira curva. Entre os portugueses apenas Diogo Neves conseguiu a colocação certa para passar incólume este acidente, que deixou o caminho tapado para quem seguia mais atrás.


Era um indício de uma tarde de qualidade do corredor nacional. Diogo Neves fez uma prova usando as pernas e a cabeça, tendo a frieza necessária para ir regulando o esforço em prol de um bom resultado.

“Foi uma corrida muito dura, sempre a tentar ganhar lugares, de início ao fim, mas sem abusar. Sabia que tinha de gerir bem para não ter uma quebra muito forte. Foi uma corrida espetacular, a ultrapassar adversários ao longo de toda a prova. Tendo partido muito atrás, o objetivo era conseguir o top 20, numa competição de grande exigência, com adversários fortes e num dia de muito calor”, descreveu Diogo Neves.


A estratégia de corrida foi aplicada com rigor. Diogo Neves começou por estabilizar uma posição de corrida entre o 26.º e o 28.º lugares. No início da segunda metade da corrida conseguiu subir para a 22.ª posição, que ocupou durante uma parte significativa da prova. A correta gestão das capacidades permitiu a Diogo Neves entrar para a última volta na vigésima posição e ainda ganhar um lugar na fase final.

O melhor elemento da Seleção portuguesa acabou no 19.º lugar, gastando mais 3m33s do que o francês Adrien Boichis, que venceu isolado. João Cruz, 30.º, a 5m10s do primeiro, foi o segundo melhor elemento de Portugal, prejudicado por um furo na roda da frente. Seguiram-se Artur Mendonça, 33.º, a 6m52s, Tomás Frazão, 44.º, a 8m55s, e Alexandre Gonçalves, a duas voltas do vencedor.


A luta juntou na frente de corrida, logo na fase inicial, um grupo de quatro corredores: Adrien Boichis (França), Dario Lillo (Suíça), Charlie Aldridge (Grã-Bretanha) e Tobias Lillelund (Dinamarca). O nórdico foi o primeiro a descolar. Seguindo-se, a duas voltas do fim, o britânico. Na volta final Adrien Boichis atacou e não teve resposta de Dario Lillo, ganhando com 10 segundos de vantagem sobre o suíço. Charlie Aldridge fechou o pódio, a 33 segundos.

Depois de um bom desempenho na prova da Taça do Mundo, realizada em Itália, no último domingo, Ana Santos entrou ambiciosa na corrida deste domingo para sub-23 femininas. Foi, tal como todo o pelotão, obrigada a ir ao choque, num arranque de prova muito forte, por via de uma frente de corrida que acelerou nas pedaladas iniciais. A portuguesa cedo estabilizou no grupo que discutia o fecho do top 15.

A corredora portuguesa permaneceu nesse posicionamento até à entrada na segunda metade da prova, altura em que cedeu algum terreno para as adversárias mais próximas. Entrou na última volta no 19.º lugar e fechou a corrida na vigésima posição. Ana Santos ficou a 6m27s da vencedora, a dinamarquesa Sofie Pedersen.

A ciclista nórdica pedalou num registo à parte das demais participantes. Arrancou na primeira volta e foi aumentando a diferença para as perseguidoras. Conquistou o título europeu com 1m36s de vantagem sobre a segunda classificada, a suíça Ronja Blöchlinger. A terceira foi outra helvética, Noëlle Buri, a 2m03s da vencedora.

“Entramos numa corrida sempre para ganhar, mas, acima de tudo, para darmos o nosso melhor. Foi o que fiz hoje. Acabei esta prova com as lágrimas nos olhos, porque no ano passado gostava de ter feito o que fiz hoje e, então, não foi possível. Poder agora participar num Campeonato da Europa em Portugal significa muito para mim”, confessou a corredora, que, em 2022, esteve presente no Europeu como “speaker”, uma vez que um problema de saúde impediu-a de competir durante alguns meses. 

Fechado o Campeonato da Europa de BTT, Anadia prepara-se para o Campeonato da Europa de Pista para sub-23 e juniores, que vai realizar-se entre terça-feira e domingo.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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