domingo, 24 de fevereiro de 2019

“Joaquim Silva desclassificado na Volta ao Algarve por ajuda do carro da equipa”

Ciclista da W52-FC Porto ainda chegou a completar a última etapa

Por: Lusa

Foto: DR Record

O ciclista português Joaquim Silva (W52-FC Porto) foi este domingo desclassificado da 45.ª edição da Volta ao Algarve por ter sido "empurrado pelo veículo da equipa" na quinta e última etapa, anunciou a organização.

Segundo o relatório do Colégio de Comissários da prova, Silva, de 27 anos, completou a quinta tirada, entre Faro e o alto do Malhão (Loulé), mas foi posteriormente desclassificado, sendo que tinha entrado no derradeiro dia no 22.º posto da geral individual.

A Volta ao Algarve terminou hoje, com uma vitória do checo Zdenek Stybar (Deceuninck-Quick Step) na chegada ao Malhão, em que o esloveno Tadej Pogacar (UAE-Emirates) confirmou a vitória na classificação geral.

Fonte: Record on-line

“Volta ao Algarve/Tadej Pogačar coroado no Malhão”

Por: José Carlos Gomes

O esoloveno Tadej Pogačar (UAE Team Emirates) conquistou hoje a 45.ª Volta ao Algarve, resistindo a todos os ataques que sofreu na última etapa, uma ligação de 173,5 quilómetros, entre Faro e o alto do Malhão, ganha pelo checo Zdeněk Štybar (Deceuninck-Quick Step).

Os 40 quilómetros finais da etapa foram eletrizantes, plenos de emoção e de ataques consistentes, que valorizaram o triunfo final do esloveno de 20 anos. O dinamarquês Søren Kragh Andersen (Team Sunweb) partiu para a derradeira etapa na segunda posição, apenas a 29 segundos do comandante.

Após a primeira passagem no Malhão, em que a Team Sky e a Team Sunweb dizimaram o pelotão com um ritmo violento, Søren Kragh Andersen tentou apoderar-se da Camisola Amarela Turismo do Algarve.

O corredor nórdico arrancou do grupo dos favoritos em plena subida para Vermelhos, a 22 quilómetros do final. Teve a companhia de Zdeněk Štybar, Stephen Cummings (Team DImension Data) e David de la Cruz (Team Sky), mas foi Søren Kragh Andersen a arcar com a maior parte do trabalho, que lhe permitiu entrar na última escalada ao Malhão com 1m20s de vantagem sobre o grupo dos candidatos.

A subida final deixou na frente apenas Søren Kragh Andersen e Zdeněk Štybar mas o mais interessante da corrida jogava-se atrás, onde os ataques se sucediam, assinados por gente como Amaro Antunes (CCC Team), Wouter Poels (Team Sky) ou Enric Mas (Deceuninck-Quick Step), aos quais Sam Oomen (Team Sunweb) ia respondendo como podia, em defesa de Kragh Andersen.

As movimentações dos favoritos tiveram o condão de aproximar o grupo de trás da cabeça de corrida. Demonstrando uma maturidade surpreendente para os 20 anos de idade, Tadej Pogačar não tremeu perante a ausência de companheiros de equipa nem foi ao choque perante as investidas rivais.

O sangue-frio permitiu-lhe segurar a Camisola Amarela Turismo do Algarve, até porque o adversário mais perigoso, Søren Kragh Andersen pagou o preço da ousadia e claudicou em cabeça de corrida.

Zdeněk Štybar cortou a meta isolado, ao fim de 4h13m48s de uma etapa de montanha corrida à espantosa média de 41,017 km/h. Søren Kragh Andersen gastou mais 3 segundos e Wouter Poels, vindo de trás, ficou a 9 segundos.

"É o terceiro ano que ataco nesta etapa do Malhão. No ano passado estava igualmente em boa forma mas fiquei bloqueado nos últimos metros. Desta vez correu bem melhor, consegui vencer e isso, em termos de confiança, faz uma grande diferença.

Este triunfo é a confirmação do trabalho no Inverno. A forma está lá, e agora espero aproveitá-la nas próximas corridas e estar bem na temporada das Clássicas", frisou Štybar.

Tadej Pogačar foi o sexto, a 18 segundos, sucedendo a Michal Kwiatkowski como vencedor da Volta ao Algarve. O corredor da UAE Team Emirates é o segundo ciclista da Eslovénia a revelar-se ao mundo do ciclismo na corrida portuguesa, depois de Primož Roglič ter vencido em 2017.

O novo herói da Volta ao Algarve conquistou, assim, a primeira corrida ao serviço de uma equipa do WorldTour, gastando 19h26m34s para completar as cinco etapas. Søren Kragh Andersen foi o segundo, a 14 segundos, e o holandês Wouter Poels fechou o pódio, a 21 segundos.

"Quando cruzei o risco não sabia a diferença. Disseram-me que ganhara e não consigo descrever como me senti feliz. Obrigado à minha equipa por me ajudarem a vencer. Os meus colegas puxaram na frente do pelotão durante toda a etapa e não os queria desiludir.

A etapa foi muito rápida e especialmente nervosa nos últimos 50 quilómetros. Foi difícil ser paciente e não responder diretamente aos ataques dos meus adversários na parte final, mas os meus colegas estavam fortes e depositei neles toda a minha confiança.

Depois deste triunfo vou fazer um ‘reset’ e voltar a focar-me no que a equipa me pedirá. É espetacular repetir a vitória de Primož Roglič e tornar-me o segundo esloveno a vencer no Algarve. O ciclismo na Eslovénia está a crescer e certamente iremos ver mais eslovenos no WorldTour. Gostei de correr no Algarve. Esta vitória ficará na minha memória e espero regressar mais vezes", declarou o vencedor.

Todas as classificações foram conquistadas pelas equipas WorldTour. Tadej Pogačar juntou classificação da juventude à geral individual, o campeão da Alemanha de fundo, Pascal Ackermann (Bora-hansgrohe) levou na bagagem a Camisola Vermelha Cofidis, dos pontos, e o belga Tim Declercq (Deceuninck-Quick Step) aproveitou a fuga de hoje, na qual foi um dos 13 elementos presentes, para tomar conta da Camisola Azul Águas do Algarve de melhor trepador. A Team Sky impôs-se coletivamente.

Fonte: FPC

“Rúben Guerreiro aposta nas clássicas e quer vencer em breve”

Define objetivos para este ano

Fonte: Lusa

Foto: Filipe Farinha

O português Rúben Guerreiro (Katusha-Alpecin) quer centrar o ano de 2019 nas clássicas de primavera, procurando "levantar os braços o mais rapidamente possível", disse à agência Lusa, à margem da Volta ao Algarve em bicicleta.

Na 'Algarvia' para ganhar ritmo e "tentar disputar uma etapa", com o foco na última etapa, este domingo, na chegada ao alto do Malhão, depois de uma queda na primeira etapa ter afastado vários homens da Katusha-Alpecin da luta pela geral, entre eles José Gonçalves, Guerreiro quer "disputar todas as corridas com a maior ambição".

Aos 24 anos, o campeão português de fundo em 2017 transferiu-se para a equipa suíça depois de duas temporadas na Trek-Segafredo, estando em bom plano nas duas provas já realizadas este ano, na Austrália.

A época arrancou no Tour Down Under, em que o luso acabou como segundo melhor na classificação da juventude e no oitavo lugar na geral individual, depois de dois 'top 10' em etapas.

Seguiu-se a Cadel Evans Great Ocean Race, outra corrida WorldTour, em que foi 15.º classificado, antes de chegar ao Algarve, em que é 39.º na geral à entrada para a última etapa, que culmina com a subida ao Malhão.

Apesar de se mostrar "aberto à estratégia da equipa" para a nova época, Ruben Guerreiro não esconde as boas sensações no início da época, em que encara "cada corrida com a máxima ambição, para tentar levantar os braços [vencer uma etapa] o mais rapidamente possível".

"Acreditam em mim e sinto-me muito bem. (...) Depois do Algarve, vou correr a Strade Bianchi, que nunca fiz mas enquadra-se nas minhas características", revelou o corredor natural do Montijo.

Além da estreia na prova toscana, com setores de terra batida ao longo de várias dezenas de quilómetros, nos planos está também uma possível participação no Tirreno Adriatico e na Volta ao País Basco, uma das favoritas do corredor, e em várias clássicas das Ardenas.

A aposta em clássicas e voltas de uma semana, é uma aposta. "Acho que tenho tido bons resultados, tenho feito também alguns 'top 10' em corridas de uma semana, e penso que é por aí", atira.

Dependendo do decorrer da época, também correr "uma grande volta" pode acontecer, ainda que a Volta a Itália esteja "fora dos planos", com a Katusha-Alpecin focada ainda nos primeiros meses da temporada.

Em 2018, Guerreiro fez mais de 10.000 quilómetros de estrada em competição, com destaque para um nono lugar no Tour Down Under, o quarto no Herald Sun Tour, ainda na Austrália, e o 20.º posto final na 'Algarvia', no arranque da época.

Acabou a Volta à Califórnia em 14.º, a Volta aos Fiordes em oitavo, antes de abandonar no Critérium du Dauphiné e nos Nacionais, em que não pôde defender a camisola de campeão português.

A segunda metade da época voltou a correr de feição, com um quarto lugar na Clássica da Bretanha, quinto na Primus Classic e sexto na Volta à Turquia, a fechar o ano de 2018.

Fonte: Record on-line

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