quinta-feira, 28 de maio de 2026

“João Almeida distinguido como melhor Atleta Masculino de 2025”


Foto: La Vuelta

João Almeida foi distinguido como o melhor atleta masculino de 2025 na Gala da Confederação do Desporto de Portugal, realizada esta quarta-feira, no Centro Olga Cadaval, em Sintra.

A distinção surge após uma temporada de elevado nível do corredor português, que se afirmou como uma das principais figuras do pelotão internacional, protagonizando uma das melhores temporadas da história do ciclismo português.

O ciclista da UAE Team Emirates iniciou 2025 com segundos lugares na Volta ao Algarve e na Volta à Comunidade Valenciana, antecipando um ano de excelência, marcado pela conquista da classificação geral de três provas do calendário UCI World Tour: a Volta à Suíça, a Volta à Romandia e a Itzulia Basque Country.

O domínio nas corridas por etapas culminou com o 2.º lugar na Vuelta a España, onde conquistou uma vitória memorável no Alto de l'Angliru, uma das subidas mais emblemáticas do ciclismo mundial.

João Almeida sucede a Iúri Leitão, distinguido como atleta masculino do ano de 2024 pela Confederação do Desporto de Portugal, reforçando a presença do ciclismo entre os principais destaques do desporto nacional.

O ciclismo português esteve, de resto, em evidência na gala, com quatro nomeações em diferentes categorias. Além de João Almeida, a Seleção Nacional de Pista estava nomeada para Equipa do Ano, Gabriel Mendes para Treinador do Ano e António Morgado como Jovem Promessa, demonstrando a vitalidade e o peso da modalidade no panorama desportivo nacional.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Resultados 18a etapa da Volta a Itália 2026 - Afonso Eulálio cai, ataca nos últimos quilómetros, mas é Paul Magnier quem levanta os braços”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

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A 18ª etapa da Volta a Itália teve um final explosivo. Houve ataques dos homens da geral, cortes, muita tensão e, no fim, um sprint. Paul Magnier conquistou a terceira vitória na etapa e recuperou a maglia ciclamino, depois de os sprinters imporem a sua lei em Pieve di Soligo.

O início plano dificultou a formação da fuga, mas acabaria por se formar o movimento certo com quatro homens. A dupla da Polti, Mattias Bais e Andrea Misfud, juntou-se a Jonas Geens e James Shaw na escapada do dia. A margem, porém, nunca foi promissora, com o pelotão a controlar com tranquilidade, liderado sobretudo pela Lidl-Trek.

A etapa ficou marcada pela queda do camisola branca, Afonso Eulálio, a menos de 50 quilómetros da meta, mas o português conseguiu regressar ao pelotão. Na aproximação à última ascensão, que culminava a 10 quilómetros do fim, registou-se um corte que gerou alarme entre os favoritos, rapidamente neutralizado. Geens foi alcançado quase ao sopé, com os comboios de sprinters e equipas da geral em pleno embate.

 

Afonso Eulálio ataca na rampa íngreme

 

A Unibet Rose Rockets entrou no Muro di Ca’ del Poggio com Jonathan Milan na roda. Afonso Eulálio atacou pouco depois, abrindo espaço sobre o pelotão enquanto Sepp Kuss controlava a subida para Jonas Vingegaard.

O dinamarquês somou mais alguns pontos da montanha no topo e, de seguida, formou-se um corte com cerca de 15 homens na frente. Abriu-se uma janela para discutir a etapa entre outsiders da geral e puncheurs que resistiram ao ritmo. A NSN colocou um homem a trabalhar para Corbin Strong, que integrou o grupo dianteiro juntamente com Orluis Aular.

Johannes Kulset atacou depois, com Eulálio a marcá-lo, a 5 quilómetros da meta. A 3,5 quilómetros, a vantagem era de 10 segundos e, assim que o pelotão se juntou ao grupo da geral, Derek Gee assumiu a perseguição de imediato para fechar o movimento.

No último quilómetro, Jasper Stuyven colocou Paul Magnier na dianteira, apesar do final muito técnico. Magnier lançou primeiro o sprint em Pieve di Soligo e, com várias curvas e piso molhado, ninguém conseguiu vir de trás. Edoardo Zambanini e Jonathan Milan foram segundo e terceiro no dia.

“Seleções Nacionais de sub-23 e juniores em três frentes internacionais”


As Seleções Nacionais de estrada vão enfrentar um exigente programa competitivo internacional nos próximos dias, com participações dos escalões de sub-23 e juniores repartidas por três provas de referência, na Chéquia, na Suíça e em França.

A Seleção Nacional de sub-23 vai marcar presença na Corrida da Paz, uma das mais prestigiadas corridas do escalão, que arranca esta quinta-feira e decorre até domingo, na Chéquia. Gabriel Baptista (Technosylva Rower Bembibre Cycling Team), Rúben Rodrigues (Feira dos Sofás/Boavista), Daniel Lima (Israel Premier Tech Academy), Cláudio Leal (Aviludo/Louletano/Loulé), Noah Campos (Team Tavira) e André Ribeiro (GI Group Holding/Simoldes/UDO) são os escolhidos de Valter Sousa para representar Portugal.

A prova, que conta com nomes como o de Tadej Pogačar no palmarés, arranca com a ligação entre Jeseník e Šumperk (112,2 km), seguindo-se uma segunda etapa entre Uničov e Rýmařov (155,6 km). A terceira jornada, com início em Zábřeh e final em alto em Dlouhé stráně (132,4 km), deverá assumir um papel decisivo, antes da derradeira tirada, entre Krnov e Šternberk (130,6 km).

 

Juniores em duas provas da Taça das Nações

 

No escalão de juniores, Portugal estará representado em duas provas da Taça das Nações UCI, na Suíça e em França, em simultâneo.

No Tour du Pays de Vaud, que decorre entre quinta-feira e domingo, a equipa nacional alinha com Gonçalo Costa (Decathlon CMA CGM U19 Team), Vasco Silva (Blackjack‑Bairrada), Xavier Ferreira (Willebrord Wil Vooruit), Rodrigo Afonso (Tensai/Sambiental/Santa Marta), Guilherme Lameira (Paredes/Reconco) e Tomás Mateus (Electromercantil GR100).

A corrida helvética, vencida recentemente por ciclistas como Paul Seixas, Jan Christen e Mattias Skjelmose, apresenta quatro dias de competição em 2026, com início num contrarrelógio individual em Daillens (9,1 km), seguido de etapas em linha em Carrouge (118,9 km, com 2240 metros de desnível acumulado), Tartegnin (130,4 km, com 2510 metros de desnível acumulado) e Lucens (103,7 km).


Em França, o Trophée Centre Morbihan, onde já brilharam corredores como Mathieu van der Poel e Remco Evenepoel, confirma-se como uma das corridas mais exigentes do calendário júnior. A prova vai decorrer entre sábado e domingo e inclui uma etapa em linha, em Elven (116,65 km, com 1710 metros de desnível acumulado), um contrarrelógio individual entre Réguiny e Evellys (7,2 km) e uma última etapa em circuito, em Locminé (116,8 km, com 1775 metros de desnível acumulado). António Morgado foi segundo classificado em 2022.

A Seleção Nacional será representada por Rodrigo Jesus (Academia Efapel de Ciclismo), Gonçalo Valente (Mundimat/SGR Ambiente/CCA Paio Pires), Simão Pedrosa (Tensai/Sambiental/Santa Marta), Leonardo Garcia (Willebrord Wil Vooruit), André Jarmela (Blackjack‑Bairrada) e Rodrigo Abreu (Landeiro/Matinados/Matias & Araújo).

Ricardo Senos, selecionador nacional, acredita que “será possível somar pontos importantes para o ranking da Taça das Nações”, sublinhando a confiança nos atletas convocados. Portugal ocupa atualmente o 10.º lugar do ranking, com 25 pontos.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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