sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

“Resultados Volta a Múrcia 1ª etapa - Marc Soler vence isolado após a UAE dominar o caos dos ventos laterais”


Por: Ivan Silva

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O vento soprou com enorme força hoje na Volta à Região de Múrcia e uma etapa com apenas pequenas ascensões desfez por completo o pelotão, revelando-se decisiva para a classificação geral. Marc Soler venceu a etapa e assumiu a liderança depois de a UAE Team Emirates - XRG ter controlado com mestria o caos em corrida.

A etapa em Múrcia esteve em risco devido aos ventos fortíssimos que varriam o traçado previsto. Foram retirados cerca de 100 quilómetros e a etapa avançou, mas com apenas 83 quilómetros em disputa. Porém, a curta distância não impediu o impacto.

O arranque ondulado e em ligeira subida viu ataques fortes desde o quilómetro zero e, com os cortes provocados pelos abanicos, os mais fortes ficaram na dianteira. Com pouco mais de 10 quilómetros percorridos, a Movistar tinha três homens na fuga com Raul García Pierna, Jefferson Alveiro Cepeda e Juan Pedro López, acompanhados pelos UAE Marc Soler e Julius Johansen; Quinten Hermans, Héctor Alvaréz, Luca Paletti e Kamil Gradek. Pouco depois, Tim Wellens atacou a partir do pelotão e conseguiu fazer a ponte para o grupo da frente.

O grupo de 10 construiu vantagem sobre um pelotão onde a perseguição nunca se organizou na perfeição, devido às mudanças de direção e a um vento que não cedia. Ainda assim, houve corredores que quase não colaboraram na cabeça, perante a superioridade numérica de UAE e Movistar, e a UAE acabou por atacar com Soler e Johansen, que assumiram o comando da corrida. As médias foram altíssimas e o duo manteve a diferença enquanto o pelotão se partia em abanicos.

Soler teve carta branca para vencer, após Johansen assumir a maior fatia do trabalho, e, na última colina antes de Yecla, o espanhol arrancou para conquistar a etapa, a oitava da equipa nesta temporada, apesar de Tadej Pogacar e Isaac del Toro ainda não terem iniciado os seus calendários. Johansen resistiu para o segundo lugar, enquanto Tom Pidcock foi terceiro, abrindo diferença na subida final, onde a Bahrain Victorious tinha colocado vários homens até então.

“Resultados Tour de la Provence 1ª etapa - Van Rysel Roubaix assina vitória de deixar a boca aberta, com Arnaud Tendon a impor-se após fuga de cortar a respiração”


Por: Ivan Silva

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A equipa francesa Van Rysel Roubaix tem sido muito ativa nas primeiras corridas do calendário gaulês, mas hoje acertou em cheio. Em 2025 não somara qualquer vitória e, esta sexta-feira, na Volta da Provença, voou para o triunfo com Arnaud Tendon, que venceu a etapa após uma fuga que resistiu por um triz ao pelotão.

A etapa inaugural partiu de Marselha, com pequenas subidas logo de início. Eram 163 quilómetros a percorrer e a fuga do dia formou-se com cinco homens: Arnaud Tendon, Jonas Walton, Mattia Bais, Bailey McDonald e David Zanutta. A INEOS Grenadiers e a Lidl-Trek assumiram a maior fatia do trabalho atrás, e uma escapada que à partida não parecia ameaçadora começou a provocar suores frios no pelotão.

A chuva complicou a perseguição e, com algumas descidas no percurso, não foi possível montar uma caçada perfeita. A 18 quilómetros da meta, Tendon e Bais mantiveram um ritmo altíssimo na dianteira e os outros três, em momentos distintos, já não conseguiram aguentar-se na cabeça de corrida. Sob chuva torrencial, o duo entrou no último quilómetro ainda na frente, com o pelotão em cima.

Restavam apenas 2 segundos, mas bastaram. Arnaud Tendon foi o mais forte dos dois sobreviventes na frente e conquistou uma vitória de etapa emotiva. Bais foi segundo, enquanto atrás Luke Lamperti sprintou para o terceiro lugar.

“Três dicas sobre o consumo de proteína no dia-a-dia do triatleta”


Por: Joana Santos Romão (CP: 4894N)*

No triatlo, onde coexistem endurance, força e elevado volume de treino, a proteína desempenha um papel fundamental na recuperação, adaptação muscular e prevenção de lesões. Apesar disso, muitos triatletas continuam a ingerir proteína em quantidades insuficientes ou mal distribuídas ao longo do dia.

A primeira dica é garantir uma ingestão diária adequada. A evidência científica indica que triatletas beneficiam de ingestões superiores à população geral, situando-se geralmente entre 1,4 e 2,0 g de proteína por kg de peso corporal por dia. Em fases de maior carga de treino, défice energético ou perda de peso, estas necessidades podem ser ainda mais elevadas. Uma ingestão insuficiente compromete a recuperação, aumenta o risco de perda de massa muscular e reduz a tolerância ao treino.

A segunda dica é distribuir a proteína ao longo do dia. Consumir grandes quantidades apenas numa refeição não é a estratégia mais eficaz. A síntese proteica muscular é otimizada quando a proteína é ingerida de forma regular, idealmente a cada 3–4 horas, com doses moderadas em cada refeição. Pequenos-almoços pobres em proteína ou longos períodos sem ingestão são erros comuns que limitam a adaptação ao treino.

A terceira dica passa por privilegiar fontes de alta qualidade. Proteínas completas, ricas em aminoácidos essenciais e leucina — como ovos, peixe, carne magra, laticínios ou combinações vegetais bem estruturadas — são particularmente eficazes na recuperação muscular. Suplementos proteicos podem ser úteis pela praticidade, mas não substituem uma alimentação equilibrada. No triatlo, a proteína deve ser encarada como um suporte diário consistente e não apenas como algo “pós-treino”.

– Founder of ROMÃO sports nutrition*

– Performance nutritionist*

Fonte: Federação Triatlo Portugal

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