quarta-feira, 4 de novembro de 2026

“Guerra pelo top 30: Bardiani acusa rivais da Euskaltel de “manipular resultados” e admite levar caso à justiça desportiva”


Por: José Morais

A exclusão da Bardiani CSF 7 do grupo das 30 melhores equipas do ranking da UCI continua a gerar polémica e ameaça transformar-se num caso jurídico internacional. A histórica formação italiana falhou a permanência no Top 30 e vê agora comprometida a presença nas Grandes Voltas da próxima época, incluindo o Giro d’Italia, numa situação que coloca em causa o próprio futuro da equipa.

O principal alvo das críticas é a Euskaltel-Euskadi, formação basca que protagonizou uma recuperação surpreendente nos últimos meses da temporada. Apostando num calendário alternativo e somando pontos em provas disputadas em diferentes continentes, a equipa conseguiu ultrapassar vários rivais diretos e assegurar um lugar entre as 30 formações melhor classificadas da UCI.

A estratégia não convenceu Bruno Reverberi, responsável máximo da Bardiani, que lançou acusações duras contra a Euskaltel e a formação italiana Solution Tech. Em declarações ao podcast Bla Bla Bike, o dirigente garantiu acreditar que existiu coordenação entre equipas e organizadores de corridas para beneficiar determinados projetos e prejudicar diretamente a estrutura italiana.

Segundo Reverberi, algumas provas terão sido utilizadas de forma estratégica para permitir a acumulação de pontos decisivos, nomeadamente uma corrida realizada no Panamá. O dirigente sustenta que determinadas equipas tiveram acesso privilegiado a oportunidades competitivas enquanto outras ficaram afastadas da luta pelos pontos necessários para garantir a permanência entre a elite.

“Fomos prejudicados por um sistema que favoreceu interesses específicos. Houve corridas organizadas de uma forma que nos deixou sem capacidade de resposta”, afirmou o veterano responsável italiano, que não esconde o descontentamento com aquilo que considera ter sido uma clara desigualdade competitiva.

A Bardiani diz já ter comunicado as suas preocupações à União Ciclista Internacional e admite avançar para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS/CAS). Reverberi garante que a equipa reuniu documentação sobre o caso e considera que a situação merece uma investigação aprofundada.

No final da temporada, a Euskaltel conseguiu dar um salto significativo no ranking mundial, ultrapassando a linha de corte necessária para assegurar um lugar entre as 30 melhores equipas. Essa ascensão acabou por deixar a Bardiani fora das posições que garantem o acesso privilegiado às principais competições do calendário internacional.

Enquanto a equipa basca celebra uma das maiores recuperações do ano, a formação italiana prepara-se para uma batalha fora da estrada, convencida de que a luta pelo Top 30 não foi decidida apenas pelos resultados desportivos. A polémica promete continuar nos próximos meses e poderá mesmo chegar aos tribunais, num caso que está a dividir opiniões no mundo do ciclismo profissional.

“Do topo do mundo ao risco do anonimato: Sam Bennett aproxima-se do fim da carreira sem o adeus que merece”


Por: José Morais

Durante vários anos, o nome de Sam Bennett foi sinónimo de velocidade pura. O ciclista irlandês protagonizou algumas das épocas mais dominadoras entre os sprinters do pelotão internacional, acumulando triunfos nas maiores corridas do calendário e rivalizando com os melhores finalizadores da sua geração. No entanto, o cenário em 2026 é muito diferente: o antigo vencedor da camisola por pontos do Tour de France enfrenta a possibilidade de encerrar a carreira longe dos holofotes que um dia conquistou.

 

Entre problemas de saúde e falta de oportunidades: uma época para esquecer

 

A temporada de 2026 ficou marcada por dificuldades em série para Bennett. Uma intervenção cardíaca, através de uma ablação, atrasou o arranque da sua época e comprometeu a preparação física. O regresso à competição aconteceu mais tarde do que o habitual e, desde então, o irlandês nunca conseguiu recuperar os níveis que o transformaram num dos velocistas mais temidos do mundo.

Ao serviço da equipa suíça Q36.5, os resultados ficaram aquém das expectativas. Sem alcançar qualquer vitória, Bennett passou grande parte do ano longe da discussão dos triunfos. Ainda assim, nos meses finais, deixou alguns sinais encorajadores, conseguindo classificações dentro do top 10 em provas como o Renewi Tour e o Tour da Grã-Bretanha.

Esses desempenhos, contudo, parecem não ter sido suficientes para garantir o futuro. A estrutura liderada por Tom Pidcock continua a evoluir e a aumentar a competitividade interna, reduzindo drasticamente o espaço para veteranos. Aos 36 anos, e com apenas 52 pontos UCI conquistados ao longo de 38 dias de competição oficial, o irlandês encontra-se numa posição delicada num mercado já praticamente fechado.

 

Uma carreira marcada por vitórias memoráveis

 

Independentemente do desfecho, o currículo de Bennett continua a impressionar. Ao longo da carreira somou 71 vitórias profissionais, incluindo alguns dos maiores sucessos disponíveis para um velocista.

Entre os resultados mais marcantes destacam-se as vitórias em etapas das três Grandes Voltas: três no Giro d'Italia, cinco na Vuelta a España e duas no Tour de France. A estas juntam-se ainda triunfos em corridas prestigiadas como a Paris-Nice, a Eschborn-Frankfurt e a Clássica Bruges-De Panne.

O seu momento mais alto surgiu quando conquistou a classificação por pontos da Volta a França, superando nomes históricos da especialidade, entre eles Peter Sagan. Nessa fase da carreira, Bennett era apontado como uma das referências absolutas da velocidade mundial.

 

O peso da saída da Quick-Step

 

A trajectória do irlandês também voltará a alimentar o debate em torno do chamado "efeito Quick-Step". Muitos corredores brilharam intensamente com a formação belga, mas poucos conseguiram manter o mesmo nível competitivo depois de a abandonarem.

O próprio Bennett admitiu, ao longo dos anos, que algumas decisões tiveram impacto na sua carreira, nomeadamente as ausências no Tour de France em momentos importantes da sua passagem pela Quick-Step e também no regresso à BORA. Curiosamente, uma das frases que deixou ficou gravada como uma espécie de previsão involuntária: não queria ser visto como mais um dos corredores que saíram da Quick-Step e deixaram de vencer.

Hoje, essa realidade parece difícil de ignorar.

 

Ainda haverá uma última oportunidade?

 

Apesar das dificuldades, o mercado de transferências nem sempre fecha todas as portas. A experiência, o nome e o histórico de Bennett continuam a ter valor no pelotão internacional, e não seria surpreendente que alguma equipa lhe oferecesse uma derradeira oportunidade.

Ainda assim, o cenário mais provável aponta para uma despedida discreta de um corredor que, durante alguns anos, foi simplesmente um dos melhores velocistas do planeta. Um final agridoce para uma carreira que conheceu o topo do ciclismo mundial e que merece ser recordada muito para além dos resultados das últimas temporadas.

“Agenda”


Pista e Paraciclismo marcam fim de semana no Velódromo Nacional de Sangalhos

 

Fotos: Pista Masters: João Calado / FPC - Paraciclismo: Licínio Florêncio / FPC

O Velódromo Nacional de Sangalhos, em Anadia, recebe este fim de semana duas importantes competições de pista do calendário nacional e o desfecho da Taça de Portugal de Paraciclismo, sendo do seu exterior que vai ser dada a partida. A segunda e última prova da Taça de Portugal de Pista para Masters será no sábado, dia 7 de novembro e o Campeonato Nacional de Pista 2026 tem lugar no domingo, mesmo dia em que se realiza a sexta e última ronda da Taça de Portugal de Paraciclismo, que decidirá os vencedores da competição.

A jornada de sábado será dedicada à decisão da Taça de Portugal de Pista para elites amadores e masters. A competição arranca às 09h30, com provas de Scratch, seguindo-se as provas de Pontos e Eliminação, para os vários escalões masculinos e femininos.

Do programa competitivo fazem também parte as provas de Paraciclismo, para as classes B, C1-C3 e C4-C5, em Quilómetro e Eliminação. O Velódromo Nacional de Sangalhos será, assim, palco da atribuição dos últimos pontos que vão definir os vencedores da Taça de Portugal de Pista de 2026.


Já no domingo, dia 8, o mesmo recinto acolhe o Campeonato Nacional de Pista 2026, também destinado a elites amadores e masters. Em disputa estarão os títulos nacionais nas disciplinas de Scratch, Pontos e Eliminação, além, mais uma vez, das competições de Paraciclismo em Quilómetro e Eliminação, tal como no dia anterior. Os novos Campeões Nacionais serão encontrados após um programa que tem início novamente às 09h30.

Também no domingo realiza-se a sexta e última prova da Taça de Portugal de Paraciclismo. A corrida terá partida simbólica às 13h45, junto ao Velódromo Nacional de Sangalhos e partida real às 13h55, na Zona Industrial do Paraimo. Os atletas irão percorrer um circuito de 2530 metros durante uma hora mais uma volta, numa prova que definirá os vencedores finais da edição de 2026 da competição.

 

Mais eventos oficiais:

 

7 de novembro: 5.º Encontro de Escolas de BTT de Marvila, Lisboa

7 de novembro: Passeio BTT Noturno? Na Rota da Água-Pé, Miranda do Corvo

8 de novembro: 4.ª Taça da Madeira de Enduro / Mini Enduro - SOMEQ 2026, Calheta (Madeira)

8 de novembro: Granfondo Portimão, Portimão

8 de novembro: 17.º BTT Terras de Almagra, Almagreira

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“A LIDL ALARGA O SEU COMPROMISSO COM O CICLISMO: IRÁ PATROCINAR A VUELTA, LA VUELTA FEMENINA BY LIDL E OUTRAS CORRIDAS ESPANHOLAS DE CICLISMO”


Por: Daniel Peña Roldán

Pontos-chave:

• A partir de 2027, a Lidl será a Parceira Oficial de Alimentos Frescos da La Vuelta, La Vuelta Femenina by Lidl, Itzulia Basque Country, Clásica San Sebastián e Volta a Catalunya.

• A nova parceria com a Unipublic fará também de Lidl o Patrocinador Principal da La Vuelta e Parceiro Apresentador da La Vuelta Femenina by Lidl, bem como a Camisola Vermelha do Líder da Classificação Geral em ambas as corridas.

A Lidl expande o seu compromisso internacional com o ciclismo e tornará-se, a partir de 2027, Parceira Oficial de Alimentos Frescos de cinco corridas de ciclismo em Espanha. O acordo com a Unipublic inclui La Vuelta, La Vuelta Femenina de Lidl, Itzulia Basque Country, Volta a Catalunya e Clásica San Sebastián.

A Lidl será a Parceira Oficial de Alimentos Frescos das cinco corridas. Além disso, assumirá diferentes categorias de patrocínio dependendo de cada corrida:

• La Vuelta: Patrocinador principal e patrocinador da camisola vermelha de líder da classificação geral.

• La Vuelta Femenina de Lidl: Patrocinador principal e patrocinador da camisola vermelha de líder da classificação geral.

• Retornia País Basco: Patrocinador principal e patrocinador da camisola de líder

• Clásica San Sebastián: Patrocinador Principal.

• Volta a Catalunya: Patrocinador Principal.

A aliança começará em 2027 e está planeada para vários anos.

A Lidl expande o seu compromisso internacional com o ciclismo


As corridas espanholas representam uma nova etapa no compromisso internacional da Lidl com o ciclismo. Com esta aliança, a empresa vai além do papel tradicional de patrocinadora. A Lidl contribuirá com o seu alcance, experiência, organizacional e conhecimento enquanto empresa internacional de distribuição alimentar. O objetivo é trabalhar em conjunto com os seus parceiros para continuar a promover o desenvolvimento dos eventos e aproximar o ciclismo de um público cada vez mais vasto.

 

Jens Thiemer, Diretor de Apoio ao Cliente da Lidl Stiftung & Co. KG:

"O ciclismo faz parte do quotidiano e reúne muitos dos valores que a Lidl defende: alimentação consciente, um estilo de vida ativo e um verdadeiro espírito de equipa. É por isso que o nosso compromisso vai muito além da visibilidade tradicional da marca. Queremos trazer as nossas forças enquanto empresa e trabalhar em conjunto com os nossos parceiros para desenvolver ainda mais o ciclismo e inspirar o maior número possível de pessoas a manter-se ativa."

 

Javier Guillén, diretor-geral da La Vuelta:

"Estamos satisfeitos por iniciar esta nova aliança com a Lidl, uma empresa que já tem um historial sólido e comprovado de compromisso com o ciclismo. O seu alcance internacional e o seu compromisso com uma dieta equilibrada e hábitos de vida saudáveis fazem da Lidl um parceiro natural para as nossas corridas. Partilhamos a ambição de continuar a desenvolver os nossos eventos, melhorar a experiência dos adeptos e aproximar o ciclismo das famílias e de novos públicos. Além disso, estamos especialmente satisfeitos por este acordo fortalecer o apoio da Lidl à La Vuelta Femenina e ao ciclismo feminino."

 

Rubén Peris, diretor da Volta a Catalunya:

"Estamos muito satisfeitos por receber a Lidl como patrocinadora oficial da Volta a Catalunya a partir de 2027. A Lidl é uma marca que faz parte do quotidiano das pessoas e o seu compromisso com a Volta é uma excelente adição à nossa família de patrocinadores. Esta aliança reforça a ligação entre o ciclismo e a vida quotidiana, ao mesmo tempo que apoia uma das corridas por etapas mais antigas e históricas do calendário internacional de ciclismo."

 

Javier Riaño, presidente da OCETA:

"Estamos muito satisfeitos por receber a Lidl como Patrocinadora Principal do País Basco de Itzulia e da Clásica San Sebastián a partir de 2027. Contar com o apoio de uma empresa com uma presença internacional tão forte e um compromisso comprovado com o ciclismo é um passo importante para ambas as corridas. Esta aliança vai além da visibilidade da marca e reúne os nossos valores partilhados de promoção de estilos de vida ativos, uma alimentação equilibrada e paixão pelo ciclismo. Estamos convencidos de que trabalhar em conjunto com a Lidl nos ajudará a desenvolver ainda mais os nossos eventos, melhorar a experiência dos adeptos e aproximar o ciclismo de novos públicos. Estamos ansiosos por construir uma relação forte e bem-sucedida a longo prazo."

Fonte: Unipublic

“EUROSPORT E HBO MAX ESTREIAM NOVO DOCUMENTÁRIO SOBRE OS MAIORES ATLETAS DE TODOS OS TEMPOS”


Por: Vasco Simões

Foto: Getty Images

 NOVO DOCUMENTÁRIO ORIGINAL DO EUROSPORT E DA TNT SPORTS, INTITULADO ANATOMY OF A G.O.A.T., REVELA A CIÊNCIA QUE ESTÁ POR DETRÁS DOS MAIORES ATLETAS DE TODOS OS TEMPOS.

O PRIMEIRO FILME É DEDICADO À SUPERESTRELA DO CICLISMO TADEJ POGAČAR E ESTREIA A 7 DE NOVEMBRO.

DISPONÍVEL NO EUROSPORT E NA HBO MAX, NA EUROPA E NOS EUA.

O Eurosport e a HBO Max anunciam a estreia, este sábado, de um novo formato documental original que acompanha de perto o corpo e a mente de algumas das maiores estrelas do desporto mundial, revelando a ciência por detrás do sucesso de um dos maiores atletas de todos os tempos.

O primeiro filme é dedicado a Tadej Pogačar, pentacampeão da Volta a França e recordista da competição. Com novas entrevistas ao extraordinário ciclista esloveno, aos pais, colegas de equipa, especialistas em ciência do desporto e algumas das mais reconhecidas figuras do mundo do ciclismo, o documentário com 45 minutos de duração e intitulado Anatomy of a G.O.A.T., revela os segredos científicos por detrás de uma das eras mais dominadoras do ciclismo de estrada.

Com estreia marcada para sábado, 7 de novembro, os adeptos de ciclismo em Portugal e no resto da Europa poderão assistir ao documentário no Eurosport 2, a partir das 13h00. A HBO Max disponibilizará também o documentário para visualização a pedido dos seus subscritores na Europa e nos EUA, a partir de 7 de novembro.

Com apenas 28 anos, Tadej Pogačar apresenta já um palmarés que poderá ser considerado o mais impressionante da história da modalidade. A estrela eslovena soma mais de 100 vitórias profissionais em provas do calendário da União Ciclista Internacional (UCI), incluindo 13 Monumentos, dois títulos mundiais de estrada e uma vitória na Volta a Itália. Neste verão, fez ainda história ao conquistar a sua quinta camisola amarela na Volta a França, igualando o recorde de vitórias na prova.

Com base em dados e análises inéditos da WHOOP, complementados por testemunhos de especialistas, o documentário apresenta estatísticas verificadas e dá-lhes vida através de grafismo original. Dividido em cinco capítulos, explora diferentes facetas que ajudam a explicar por que razão Pogačar se destaca dos seus adversários numa era dourada do ciclismo.

O filme inclui uma nova entrevista exclusiva a Tadej Pogačar, bem como testemunhos de alguns dos maiores campeões da história do ciclismo e de pessoas que lhe são próximas, entre os quais:

• Mirko Pogačar e Marjeta Pogačar – pais de Tadej Pogačar;

• Eddy Merckx – vencedor de 11 Grandes Voltas, incluindo cinco edições da Volta a França;

• Alberto Contador – vencedor de sete Grandes Voltas e especialista do Eurosport

• Geraint Thomas – vencedor da Volta a França de 2018;

• Matteo Trentin – campeão europeu de estrada em 2018 e antigo colega de equipa de Pogačar;

• Iñigo San Millán – antigo treinador de Pogačar e especialista de referência em fisiologia do exercício;

• Jean-Benoît Morin – cientista do desporto;

• Kristen Holmes – vice-presidente de Ciência do Desempenho da WHOOP;

• Matt Stephens – apresentador da TNT Sports.

 

TESTEMUNHOS EXCLUSIVOS

 

No documentário Anatomy of a G.O.A.T., destacam-se as seguintes declarações:

Tadej Pogačar: “Enquanto gostarmos de praticar este desporto, os resultados acabarão por chegar. Quando deixamos de nos divertir, precisamos de encontrar outra coisa que nos faça felizes.”

“Nos momentos mais difíceis, temos de perceber: ‘Estou aqui porque fiz toda a preparação necessária, porque sacrifiquei tudo para chegar até aqui.’ Não podemos desistir. Temos de continuar a lutar, porque, depois de um mau momento, há sempre momentos melhores.”

Eddy Merckx: “Está a trazer de volta uma forma de ciclismo que tínhamos esquecido. Neste momento, está acima de mim.”

Alberto Contador: “Acredito que Tadej Pogačar é o melhor ciclista de todos os tempos. O Tadej quer ganhar tudo. Penso que quer conquistar o maior número possível de Monumentos, de Voltas a França e de títulos mundiais, bem como vencer o maior número possível de etapas na Volta a França.”

“Se pensarmos bem, é muito difícil encontrar, ao longo da história, um atleta de qualquer outra modalidade que seja tão superior aos seus adversários. Estava a pensar nisso e lembrei-me de Usain Bolt. Mas, claro, Tadej Pogačar é assim em todas as corridas em que participa, de fevereiro a outubro.”

Geraint Thomas: “Houve uma vez em que estava a correr com o Pog em Liège e ele seguia tranquilamente a mais de 400 watts. Aproximou-se de mim e começou simplesmente a conversar. E eu pensei: ‘Amigo, não consigo propriamente falar neste momento, preciso de me concentrar em subir esta montanha da melhor forma possível.’ Mas ele tem uma ou duas mudanças a mais do que eu, disso não tenho dúvidas.”

Como “A Casa do Ciclismo,” o Eurosport oferece aos adeptos a cobertura em direto, os conteúdos e a programação de ciclismo mais abrangentes. A oferta inclui mais de 1000 transmissões de corridas, distribuídas por mais de 300 dias de ciclismo por ano, abrangendo todas as provas masculinas e femininas do UCI WorldTour, as Grandes Voltas e os Campeonatos do Mundo da UCI de estrada, BTT, pista, ciclocrosse e BMX. Inclui ainda a totalidade da WHOOP UCI Mountain Bike World Series, a par de documentários e programas originais como Anatomy of a G.O.A.T.

Fonte: Eurosport

terça-feira, 3 de novembro de 2026

“Giro d’Itália 2027 promete espetáculo absoluto: montanhas lendárias regressam para uma das edições mais duras de sempre"


Por: José Morais

O Giro d’Itália 2027 foi oficialmente apresentado em Roma e deixa desde já uma certeza: os candidatos à vitória final terão de conquistar a camisola rosa nas montanhas. Com partida marcada para Trieste, a 8 de maio, e chegada em Roma, a 30 de maio, a próxima edição apresenta um percurso exigente, desenhado para trepadores puros e recheado de etapas capazes de provocar diferenças significativas na classificação geral.

Ao longo de 3.418 quilómetros e mais de 50.000 metros de desnível acumulado, os corredores enfrentarão sete chegadas em alto, dois contrarrelógios individuais e algumas das ascensões mais emblemáticas da história da corrida italiana. Entre os grandes regressos destacam-se o Passo Gavia, ausente desde 2014, e o temível Monte Zoncolan, dois nomes que continuam a representar o lado mais épico e brutal do ciclismo de montanha.

 

Montanha no centro das atenções

 

A edição de 2027 foi claramente desenhada para favorecer os homens da classificação geral capazes de brilhar nas subidas. Os Apeninos e os Alpes surgem como palco principal de uma corrida que acumulará sucessivas jornadas de desgaste antes de entrar na decisiva terceira semana.

Além das chegadas em alto, haverá dois contrarrelógios com características muito distintas. O primeiro será uma prova de escalada até Campo di Giove, enquanto o segundo, totalmente plano, ligará Monza a Milão e poderá beneficiar os especialistas contra o cronómetro.

Esta será também a primeira edição concebida sem a intervenção de Mauro Vegni, histórico diretor da prova, que terminou funções após mais de uma década à frente da organização.

 

Quem pode lutar pela camisola rosa?

 

Entre os nomes apontados como possíveis protagonistas surge naturalmente Remco Evenepoel. A presença do belga continua incerta, sobretudo devido às características favoráveis do Tour de France, mas a combinação entre montanha e contrarrelógio torna o Giro particularmente atrativo para o campeão olímpico.

Jonas Vingegaard aparece igualmente entre os potenciais candidatos. O dinamarquês poderá optar por centrar a temporada numa Grande Volta alternativa ao Tour, encontrando em Itália uma oportunidade para enriquecer o seu palmarés.

Já Paul Seixas poderá apostar numa preparação orientada para o Campeonato do Mundo, enquanto equipas como UAE Team Emirates, Red Bull-Bora-Hansgrohe e Lidl-Trek deverão apresentar líderes alternativos de grande qualidade. Isaac del Toro, Florian Lipowitz, Giulio Pellizzari e Mattias Skjelmose são alguns dos nomes que poderão assumir papel de destaque.

Por outro lado, Tadej Pogacar dificilmente marcará presença. O esloveno deverá concentrar os seus objetivos no Tour e na Vuelta, depois de ter visto fugir o sonho de conquistar as três Grandes Voltas.

 

Sprinters terão vida difícil

 

Apesar de existirem várias etapas teoricamente favoráveis aos velocistas, o percurso está longe de ser amigável para os homens rápidos. Muitas jornadas apresentam finais acidentados, subidas próximas da meta e terreno ideal para ataques tardios de puncheurs e escapados.

Na prática, as oportunidades para chegadas ao sprint poderão ser bastante inferiores às inicialmente previstas pela organização.

 

Primeira semana já promete seleção

 

A corrida arranca em Trieste com uma etapa nervosa e propícia a diferenças imediatas entre os favoritos. Logo nos primeiros dias surgem percursos ondulados capazes de favorecer corredores explosivos, antes da primeira chegada em alto na subida para Sassotetto.

Outro dos momentos marcantes da semana inaugural será o contrarrelógio de montanha até Campo di Giove, a primeira grande oportunidade para os candidatos à geral medirem forças individualmente.

O encerramento da primeira semana acontecerá em Monte Livata, numa chegada em altitude que poderá consolidar os primeiros homens fortes da corrida.

 

Segunda semana combina equilíbrio e armadilhas

 

Depois do primeiro dia de descanso, o Giro entra numa fase mais equilibrada, alternando oportunidades para fugitivos, velocistas resistentes e candidatos à classificação geral.

A chegada ao Passo Due Santi deverá provocar nova seleção entre os favoritos, enquanto o contrarrelógio de 37,3 quilómetros entre Monza e Milão poderá alterar significativamente as posições na luta pela camisola rosa.

 

Mortirolo, Gavia e Zoncolan: a trilogia do sofrimento

 

A terceira semana concentra os momentos mais aguardados da corrida.

 

A etapa com chegada a Aprica deverá ser uma das mais difíceis da última década. O percurso inclui duas passagens pelo Mortirolo e uma travessia do lendário Passo Gavia, ultrapassando os 5.700 metros de desnível acumulado. Trata-se de uma jornada concebida para destruir resistências e criar diferenças substanciais entre os favoritos.

Poucos dias depois, Madonna di Campiglio servirá de cenário para mais um duro teste de montanha, antes do derradeiro confronto na subida ao Monte Zoncolan.

Com rampas que rondam os 12% de inclinação média, o Zoncolan voltará a assumir o papel de juiz supremo da corrida. A subida poderá decidir definitivamente o vencedor do Giro ou confirmar a superioridade de quem chegar vestido de rosa à última montanha.

 

Roma volta a fechar a festa

 

Após três semanas de grande dureza, a corrida terminará novamente em Roma. A capital italiana receberá a tradicional etapa final, destinada aos velocistas sobreviventes e às celebrações do vencedor da classificação geral.

Tudo aponta para um Giro d’Itália 2027 construído à medida dos grandes escaladores, com uma combinação rara de montanhas históricas, etapas extremamente exigentes e um percurso capaz de proporcionar uma das lutas pela camisola rosa mais emocionantes dos últimos anos.

“Portugal na frente da formação de árbitros internacionais triatlo”


A Federação de Triatlo de Portugal organizou, pela primeira vez, o Curso de Oficiais Técnicos de Nível 2, da World Triathlon. Decorreu este fim de semana, em Rio Maior, e contou com 25 participantes, o máximo permitido, oriundos de nove países.

O Nível 2 permite aos árbitros internacionais progredir na carreira e assumir funções de maior responsabilidade, nomeadamente a de Delegados Técnicos.

Duncan Hough e Anabela Santos foram os preletores e os nove países presentes foram: Portugal (7) Espanha (4), França (1), UK (4), Irlanda (2) Bélgica (1), Montenegro (2), Roménia (1), Turquia (1), Eslovénia e Lituânia (1).

Portugal é, mais uma vez, palco privilegiado de eventos internacionais com a chancela da World Triathlon.

Em 2025, a FTP organizou o Nível 1 do mesmo curso de Oficiais Técnicos da WT, contribuindo agora, mais uma vez, para a formação de árbitros de todo o mundo.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

“Portugal com cinco representantes no Campeonato da Europa de Ciclocrosse”


A Seleção Nacional vai contar com cinco representantes no Campeonato da Europa de Ciclocrosse, que se realiza no próximo fim de semana (7 e 8 de novembro), em Zeddam, nos Países Baixos. A participação portuguesa abrange as categorias de elite feminina, sub-23 masculinos e juniores masculinos e femininos.

O selecionador nacional, Ricardo Senos, convocou a elite feminina Ana Santos (Cannondale Factory Racing), os sub-23 masculinos João Vigário (DOMARSA/Santa Cruz/Bicicastro) e Rafael Sousa (Feira dos Sofás-Boavista), e os juniores Afonso Falcão (Landeiro|Matinados|Matias&Araújo) e Rita Fontinhas (Guilhabreu MTB Team).

“Os objetivos passam por acumular experiência e desenvolver competências num contexto competitivo de elevado nível. Esta será a nossa primeira participação internacional da época e uma oportunidade para percebermos o ponto de partida de um projeto que queremos desenvolver a médio e longo prazo. A convocatória procurou equilibrar o valor atual dos atletas com a necessidade de proporcionar experiência internacional a corredores mais jovens, tendo em vista a evolução da Seleção nos próximos anos”, explica Ricardo Senos.

A convocatória reúne alguns dos principais protagonistas do arranque da temporada nacional. Na elite feminina, Ana Santos apresenta-se no Europeu na liderança da Taça de Portugal de Ciclocrosse, depois de vencer as quatro provas já disputadas. Entre os sub-23 masculinos, Rafael Sousa parte para os Países Baixos como atual campeão nacional de elites e líder da Taça de Portugal de Ciclocrosse. Ao seu lado estará João Vigário, atual campeão nacional de sub-19 e vencedor da Taça de Portugal da categoria em 2025.

Entre os juniores, Afonso Falcão lidera a Taça de Portugal de sub-19 masculinos, fruto de duas vitórias nas quatro provas realizadas, enquanto Rita Fontinhas, campeã nacional e vencedora da Taça de Portugal em 2025, ocupa atualmente o terceiro lugar da classificação nacional de juniores femininas, chegando ao Europeu após vencer as duas mais recentes corridas da temporada.

O programa competitivo arranca no próximo sábado com a corrida de juniores femininas, às 10h de Portugal Continental, na qual alinhará Rita Fontinhas, seguindo-se a prova de sub-23 masculinos, às 12h, com João Vigário e Rafael Sousa. Às 14h será a vez de Ana Santos competir na corrida da elite feminina. No domingo, Afonso Falcão representa as cores nacionais na prova de juniores masculinos, marcada para as 10h.

 

Programa da Seleção Nacional*

 

Sábado, 7 de novembro

10h | Juniores Femininas - Rita Fontinhas

12h | Sub-23 Masculinos - João Vigário e Rafael Sousa

14h | Elite Feminina - Ana Santos

 

Domingo, 8 de novembro

10h | Juniores Masculinos - Afonso Falcão

*Horários de Portugal Continental

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua chega ao fim após 9 anos de história como equipa Continental”


Chega ao fim um capítulo muito importante da história do Velo Clube do Centro. Após 27 anos de existência, e desde 2018 a competir no mais alto patamar do ciclismo nacional, o projeto da equipa Continental UCI Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua não terá continuidade na temporada de 2027.

É uma decisão difícil, que encerra um percurso feito de dedicação, trabalho, sacrifício e paixão pelo ciclismo. Ao longo destes anos, todos os envolvidos contribuíram muito mais do que uma equipa. Criámos uma identidade, partilhamos ambições, vivemos momentos inesquecíveis e levamos o nome de Mortágua e dos nossos parceiros a inúmeras estradas, dentro e fora de Portugal.

Aos nossos patrocinadores e parceiros, obrigado pela confiança, pelo apoio e por acreditarem neste projeto. O vosso contributo foi fundamental para que pudéssemos continuar a crescer e competir ao mais alto nível.

Aos atletas, obrigado pelo talento, pelo profissionalismo, pela entrega e por vestirem estas cores com orgulho. Cada competição, cada quilómetro e cada conquista fazem parte da nossa história.


Aos treinadores, diretores, mecânicos, massagistas, colaboradores e a todos os que trabalharam nos bastidores, obrigado pelo empenho, pela dedicação e por tudo aquilo que deram à equipa, muitas vezes longe dos holofotes.

Às entidades, instituições, amigos e à comunidade de Mortágua, obrigado por nos acompanharem, apoiarem e ajudarem a fazer deste projeto uma realidade.

E, por fim, a todos os adeptos e a quem, de alguma forma, fez parte desta caminhada: obrigado por estarem connosco, nos bons momentos e nos mais difíceis.

Hoje, encerramos este capítulo com tristeza, mas também com um enorme orgulho no caminho percorrido. Ficam as amizades, as experiências, as memórias e a certeza de que cada pessoa que passou por este projeto deixou a sua marca.

 

Xavier Silva, manager da Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua, sublinha o peso emocional deste momento:

 

“É um dia muito difícil para todos nós. Depois de 27 anos, é complicado pôr em palavras tudo o que esta equipa representou para o Velo Clube do Centro, para Mortágua e para todas as pessoas que acreditaram neste projeto. Não é apenas o fim de uma equipa de ciclismo, é o fim de uma caminhada feita de muito trabalho, sacrifício, amizade e amor pelo desporto.


Queremos deixar um obrigado sincero a todos os patrocinadores, atletas, colaboradores, instituições, amigos e adeptos. Sem cada um de vós, nada disto teria sido possível. Ficam as memórias, as conquistas e a certeza de que demos sempre tudo por estas cores.

Continuaremos a honrar a memória do meu pai, Pedro Silva, e a defender os valores que estiveram sempre na base deste projeto. A equipa termina, mas a nossa gratidão e o nosso orgulho por tudo o que construímos ficam para sempre.”

Foram nove anos feitos de muito trabalho, de suor, de lágrimas e de uma fé enorme neste projeto. Há dias que ficam para sempre na nossa memória: como aquele 6 de agosto de 2022, em Castelo Branco, quando o João Matias deu à Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua a primeira vitória de etapa na Volta a Portugal (2 ª etapa), escrevendo o nome da equipa na história desta prova, no mesmo ano venceu também a 8ª etapa da Volta a Portugal. Em 2022 João Matias também deixou um momento inesquecível ao conquistar a camisola azul da classificação da Montanha na Volta ao Algarve de 2022, num percurso onde a equipa mostrou a sua competitividade nas fugas frente a algumas das melhores formações do mundo.

Em 2023, as tribunas fortaleceram-se e a equipa somou três vitórias em etapas, e além desse feito, Leangel Linarez veste pela primeira vez na história da equipa a tão desejada camisola amarela, e a equipa não ficou por aqui, João Matias volta a envergar pela equipa a camisola amarela, numa subida ao pódio emocionante que representou todo o esforço, a garra e a visão de quem acreditou neste caminho.


Depois vieram anos de reconstrução, com a aposta clara nos mais jovens e num projeto pioneiro de ligação a uma equipa de formação, Landeiro KTM ACR Roriz Cycling Academy, porque acreditamos que o futuro do ciclismo se constrói com integridade, trabalho e coragem. E, depois de uma época mais exigente em resultados, as vitórias na Volta a Portugal regressaram em 2026 com um grito final de equipa: a dobradinha em Elvas, com o Leangel Linarez a vencer e o João Matias a garantir o segundo lugar, impondo-se a equipas WorldTour. Uma vitória que veio de longe, de tantas mãos, de tanto sacrifício e de tanta gente que esteve connosco nos momentos altos e também nos mais difíceis.

Ao longo destes anos, a Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua construiu um palmarés feito de momentos que ficam para sempre na memória de quem acompanhou o projeto. Em 2024, Leangel Linarez venceu a segunda etapa da Volta ao Alentejo, bem como a primeira e a quarta etapas do Grande Prémio Jornal de Notícias, além de se ter sagrado campeão pan-americano de estrada. Um ano depois, voltou a dar alegrias à equipa com a vitória na Clássica de Viana do Castelo, conquistada ao sprint. Foram triunfos que traduziram o trabalho coletivo, a ambição e a capacidade de competir ao mais alto nível, dentro e fora de Portugal.

A Volta à Venezuela ficou marcada na história recente da Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua como uma prova de grande afirmação internacional. Em 2025, Leangel Linarez conquistou duas vitórias de etapa, reafirmando o seu instinto vencedor nas chegadas em grupo e a força coletiva da equipa, Cesár Martingil somou também uma vitória em etapa, e Rafael Barbas conquistou nesse ano a sua primeira vitória com profissional. Um ano depois, na 63.ª edição, disputada entre 4 e 11 de outubro de 2026, a formação voltou a brilhar: Linarez venceu duas etapas e conquistou a classificação por pontos, num final de temporada que mostrou, mais uma vez, a capacidade da Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua de competir e vencer fora de Portugal.

Na pista, o Velo Clube do Centro também deixou a sua marca. César Martingil conquistou o título nacional de scratch (2024), enquanto João Matias somou triunfos internacionais em provas de pista, nomeadamente no Troféu Internacional Artur Lopes, em Madison, e foi campeão nacional de Omnium em 2022. Estas conquistas mostraram a versatilidade dos nossos atletas, capazes de brilhar tanto na estrada como no velódromo.

A aposta na juventude era clara, e a equipa conseguiu levar dois atletas a dar o salto no ciclismo profissional para Pro Continental , Iuri Leitão (2021) e Rafael Barbas (agora em 2026). Rafael Barbas é um atleta promissor que conquistou o 2.º lugar na classificação da juventude na Volta a Portugal de 2026. Há momentos que merecem ser recordados, e este é, sem dúvida, um deles. Um atleta que começou na equipa, trabalhou com dedicação e deu agora um importante salto na carreira.

Esta história merece ser recordada, mas também merece continuar a ser vivida. Esperamos que 2027 seja um período de reestruturação e de reflexão, com o objetivo de preparar o futuro do projeto. Uma pausa necessária para garantir que, quando regressamos à estrada, o façamos com os mesmos valores, a mesma visão e o mesmo compromisso que temos para com o ciclismo. O futuro permanece aberto e a ambição de voltar a competir ao mais alto nível continua viva.

Termina a equipa Continental UCI, mas não termina a história construída ao longo de 27 anos, nem o compromisso de honrar a memória de Pedro Silva. 

A todos os que fizeram parte desta história, atletas, staff, patrocinadores, famílias, apoiantes e amigos, o nosso obrigado por partilharem as lágrimas de alegria tanto como as de desilusão. Porque o ciclismo é mesmo isto. E foi desta determinação que nasceu esta formação, que esperamos que fique para sempre na memória de todos os que nos acompanharam.

Para lá do fim da equipa Continental UCI, o Velo Clube do Centro continua. Continua a ser a casa de quem ama o ciclismo em Mortágua, a manter viva a paixão pelas duas rodas e a trabalhar pela dinamização do desporto na região. A história do clube não termina com o encerramento deste capítulo: segue em frente, com o mesmo compromisso de formar, acompanhar e inspirar ciclistas, de aproximar a comunidade do ciclismo e de honrar os valores que sempre estiveram na base deste projeto.

Em nome do Velo Clube do Centro, a todos os que fizeram parte desta caminhada, o nosso mais sincero OBRIGADO!

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua

“Luís Xavier conquista oitavo lugar na prova de Scratch do Mundial de Paraciclismo de Pista”


Luís Xavier foi hoje o oitavo classificado na prova de Scratch do Campeonato do Mundo de Paraciclismo de Pista, que terminou este domingo em Apeldoorn, nos Países Baixos. Miguel Pacheco também esteve em bom plano, ao terminar na 16.ª posição a disciplina que fechou o programa na classe C5.

No dia de hoje, os dois atletas portugueses enfrentaram a final direta da prova de Scratch, numa corrida extremamente rápida, disputada a uma média impressionante de 52,5 km / hora, ao longo dos 10 quilómetros de prova, num total de 40 voltas ao Velódromo de Apeldoorn.

Logo nos primeiros momentos da corrida, quatro corredores conseguiram destacar-se do restante pelotão, sendo precisamente esses os atletas que acabariam por discutir e ocupar os primeiros lugares da classificação final.


Luís Xavier voltou a demonstrar uma enorme capacidade competitiva, mantendo-se muito atento a todos os movimentos e ataques da corrida. Conseguiu acompanhar de forma consistente o grupo que disputava o quinto lugar, revelando uma excelente leitura tática, serenidade e maturidade competitiva. Esta prestação permitiu-lhe alcançar um excelente oitavo lugar, consolidando a sua posição entre os melhores corredores do mundo na classe C5.

Por sua vez, Miguel Pacheco esteve também sempre integrado na corrida, demonstrando uma boa preparação física e capacidade para acompanhar o ritmo elevado da prova. Terminou na

16.ª posição, numa final que contou com 23 corredores em pista.

 


O austríaco Franz-josef Lasser é o novo Campeão do Mundo, a prata ficou com o ucraniano Yehor Dementyev, segundo classificado e o bronze foi para o australiano Alistair Donohoe.

Telmo Pinão, Selecionador Nacional de Paraciclismo, considera esta participação neste Mundial bastante positiva, destacando particularmente o desempenho de Luís Xavier, que volta a reforçar a sua continuidade dentro do projeto Paralímpico com vista aos Jogos de Los Angeles 2028.

“Com este resultado, Portugal continua na luta por alcançar a tão desejada primeira vaga de qualificação para os Jogos Paralímpicos LA2028. Teremos agora de aguardar pelo fecho das contas do ranking no final do ano, para perceber se os resultados alcançados serão suficientes para garantir esse importante objetivo”, declarou Telmo Pinão.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Jimmy Silva vence em Santa Maria e José Borges conquista a Taça de Portugal de Enduro”


Fotos: Miguel Valério / FPC

A sexta e última Taça de Portugal de Enduro presented by Shimano disputou-se este domingo na ilha de Santa Maria, nos Açores, encerrando a edição de 2026 da competição nacional. Num fim de semana marcado por condições exigentes e pela decisão dos títulos, a vitória do dia na categoria Elite masculina sorriu a Jimmy Silva (Clube Caniço Riders - SOMEQ), mas foi José Borges (AD GALOMAR / FACCO) quem garantiu a conquista da Taça de Portugal de Enduro.

O atleta do Clube Caniço Riders - SOMEQ completou as especiais cronometradas em 17m58s920, superando José Borges por 30,55 segundos. O terceiro posto foi ocupado por Matias Camacho (Clube Caniço Riders - SOMEQ), a 1m11s600 do vencedor.


Apesar de não vencer a derradeira prova da época, José Borges, Campeão Nacional de Enduro, confirmou o triunfo na classificação geral da Taça, terminando à frente de Jimmy Silva e de Francisco Ferreira, ambos do Clube Caniço Riders - SOMEQ.

Nas bicicletas de assistência elétrica, Rodrigo Cerdeira (JR87racing Team-ADC Alfarazes-Guarda) voltou a ser o mais forte na categoria E-Elite masculina, assegurando igualmente a vitória final da Taça. Na E-Elite feminina, Ana Leite (AXPO Team Vila do Conde) encerrou a temporada da melhor forma, somando mais um triunfo e confirmando uma campanha perfeita na competição.

Nos restantes escalões, destacaram-se as vitórias de Matias Camacho (Clube Caniço Riders - SOMEQ) em Sub-23 masculinos, Francisco Ferreira, da mesma equipa, em Sub-19 masculinos, e Francisco Correia, também do Clube Caniço Riders – SOMEQ, em Sub-17 masculinos. Nos Sub-15 masculinos foi Gustavo Almada (Azpedal - MONBIKE) o vencedor do dia e em Sub-13 masculinos foi o seu colega de equipa Francisco Oliveira, quem triunfou. Em Sub-13 femininas, a vitória nos Açores pertenceu a Mafalda Viveiros (CD Santo António).


No que diz respeito às categorias de Masters, Tiago Duarte (Bicisintra / GásMucifal) foi o vencedor em Master 30 masculinos. Pedro Ferreira (AD GALOMAR / FACCO) triunfou em Master 35 masculinos, Ivan Silva, da mesma equipa, em Master 40 masculinos, Nuno Lopes (A.D.A.R. / OFIMOTO) em Master 45 masculinos, Luís Melo (CD Santo António) em Master 50 masculinos e Nélio Sousa (Clube Caniço Riders - SOMEQ) em Master 55 masculinos.

Coletivamente, este domingo o Clube Caniço Riders - SOMEQ conquistou a vitória, seguindo-se a AD GALOMAR / FACCO, em segundo lugar e a A.D.A.R. / OFIMOTO, terceira classificada.

Com o encerramento da competição, ficaram definidos os vencedores finais de todas as categorias da edição de 2026 da Taça de Portugal de Enduro. Além de José Borges na Elite masculina, conquistaram os respetivos títulos Matias Camacho, em Sub-23 masculinos, Francisco Ferreira, em Sub-19 masculinos, Ivo Faustino (AD GALOMAR / FACCO) em Master 30 masculinos, Pedro Ferreira em Master 35 masculinos, Ivan Silva em Master 40 masculinos, Nuno Lopes em Master 45 masculinos e António Sousa (BTT Enduro Terras de Bouro) em Master 55 masculinos.

Nas E-Bikes, os vencedores finais da Taça de Portugal de Enduro presented by Shimano foram Rodrigo Cerdeira (E-Elite masculina), Ana Leite (E-Elite feminina), João Rodrigues (JR87racing Team-ADC Alfarazes-Guarda) em E-Master 35 masculinos, Luís Novais (AXPO Team Vila do Conde) em E-Master 40 masculinos, Rui Fragoso (RÓÓDINHAS / Master Vantagem) em E-Master 45 masculinos, Paulo Abreu (AXPO Team Vila do Conde) em E-Master 50 masculinos, Leonel Bento (Academia de Ciclismo 20 Kms Almeirim / Apolinários Irmãos) em E-Master 55 masculinos e Michelle Furman (E-Master feminina).

Na classificação coletiva, a AD GALOMAR / FACCO conquistou a Taça de Portugal de Enduro 2026, terminando à frente da Clube Caniço Riders - SOMEQ e da A.D.A.R. / OFIMOTO, segunda e terceira classificadas, respetivamente.

Pela regularidade demonstrada ao longo da época de 2026, merecem ainda destaque os triunfos alcançados por Ana Leite (E-Elite feminina) e Pedro Ferreira (M35 masculinos), que concluíram a competição com pleno de vitórias nas respetivas categorias, confirmando o domínio exercido ao longo de toda a temporada.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

domingo, 1 de novembro de 2026

“UCI BMX Racing World Cup: última parada Sarasota”


Etapas 9 e 10 da série BMX Racing neste fim de semana

 

Foto: UCI

A UCI BMX Racing World Cup 2026 chega ao fim neste fim de semana em Sarasota, Flórida (EUA), onde as Rodadas 9 e 10 determinarão os vencedores gerais das categorias Elite e Sub-23. Acontecendo em 31 de outubro e 1º de novembro, o final da temporada é a única parada americana no calendário deste ano. Além dos quatro títulos da Copa do Mundo da UCI ainda a serem decididos, os resultados das corridas contarão para a classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, com atletas podendo marcar pontos para suas Federações Nacionais, na tentativa de garantir o maior número possível de vagas como titulares nos Jogos de 2028. As etapas finais marcam o retorno ao país onde o BMX Racing se desenvolveu e cresceu para o esporte internacional que é hoje. Com sua profunda herança no BMX, os Estados Unidos oferecem um cenário adequado para a conclusão da temporada 2026 da UCI BMX Racing World Cup.

O fim de semana de Sarasota segue uma campanha internacional que começou em Sarrians, França, em junho, antes de se mudar para Papendal, na Holanda. A série então voltou à ação em outubro com quatro rodadas na China, em Mentougou (Pequim) e Chongli, Zhangjiakou, antes de seguir para a Flórida. O final compacto da temporada deixa pouca margem para erros. A consistência em ambos os dias será decisiva, especialmente para atletas que entram no último fim de semana e que estejam em alcances para a liderança geral.

 

Local histórico

 

As corridas acontecerão no Sarasota BMX, localizado no Condado de Sarasota, na Costa do Golfo da Flórida. A instalação opera continuamente há 52 anos, tornando-se a pista de BMX Racing mais antiga dos Estados Unidos. O Sarasota BMX combina essa herança com um traçado moderno de pista.

A primeira reta se estende por 77 metros, seguida por uma primeira curva de 38 metros. A segunda e terceira reta medem 75 e 74 metros, respectivamente, antes de chegarem à reta final de 48 metros. Com seções rítmicas exigentes, encontrar a linha certa e manter o ritmo será crucial. As condições quentes do outono devem servir de pano de fundo acolhedor para a competição, enquanto os fãs que não puderem comparecer presencialmente poderão acompanhar as corridas pelo canal oficial do UCI no YouTube.

 

Elite Masculino: A consistência do Brink está pagando até agora

 

Com 500 pontos em jogo para uma vitória nas classes Elite, os vencedores gerais da UCI World Cup só serão conhecidos quando a última corrida terminar. Jaymio Brink, da Holanda, tem sido o piloto mais consistente na competição Elite Masculina, sem ser dominante. Esta temporada teve vários vencedores de rodadas diferentes, com Brink conquistando apenas uma vitória, na rodada de abertura em Sarrians. Arthur Pilard (FRA) também tem uma vitória até agora (Mentougou) e está atrás de Brink na classificação (1677 pontos contra 2095 de Brink). Loris Aeberhard (SUI) venceu ambas as etapas em Papendal e está apenas 96 pontos atrás do francês na classificação geral. Após disputar as quatro primeiras etapas na categoria Sub-23, Joshua Jolly (AUS) subiu para a categoria Elite e, com duas vitórias, um terceiro e um oitavo lugar, subiu para quarto lugar na classificação, apenas 37 atrás de Aeberhard. O jovem talentoso ainda tem chance matemática de conquistar o título geral com duas rodadas restantes. Tem sido uma temporada emocionante na categoria Elite Masculina, e ainda não se sabe se Brink conseguirá manter sua liderança.

 

Elite Feminina: tudo está em jogo

 

Apenas 11 pontos separam o primeiro do segundo lugar nas corridas Elite Femininas. Laura Smulders (NED) e Bethany Shriever (GBR) têm 2861 e 2850 pontos, respectivamente, e a batalha em Sarasota será tanto mental quanto física. Um pouco mais de 300 pontos atrás, Molly Simpson (CAN) está em terceiro lugar, com Zoé Claessens (SUI) em seu encalço, apenas dois pontos atrás. Ambos estão a uma distância do título geral de 2026 caso Smulders e Shriever vacilem. A campeã mundial de Pump Track da UCI 2026, Nadine Aeberhard (SUI), completa o top cinco.

 

Sub-23: Rocherieux e Challis na liderança

 

Na competição masculina sub-23, Clément Rocherieux só saiu do pódio uma vez nesta temporada da Copa do Mundo UCI. Ele lidera um trio francês no topo da tabela, com Mathis Jacquet e Pierre Giesse em segundo e terceiro, respectivamente. Os torcedores locais vão querer que Tommy Bruney (EUA), que termine em quarto lugar, entre os três primeiros e desfaça um pódio totalmente francês. Freia Challis (GBR) precisa de apenas 27 pontos nas duas últimas rodadas para garantir o título da Copa do Mundo UCI na categoria feminina Sub-23. Com cinco vitórias já em seu nome, ela está firmemente no caminho para isso. Isabella Schramm (AUS) e Lily Greenough (NZL) estão em segundo e terceiro lugares, respectivamente, antes das duas últimas etapas.

Fonte: UCI

Ficha Técnica

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