quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

“Resultados 4ª etapa do UAE Tour 2026: Jonathan Milan conquista a vitória, com a fuga a ser apanhada nos derradeiros metros”


Por: Miguel Marques

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A 4.ª etapa do UAE Tour trouxe exatamente a tensão prometida. Após um dia a ritmo implacável e 2.360 metros de desnível acumulado, tudo ficou em aberto até ao último quilómetro, antes de Jonathan Milan impor ordem com um sprint dominante em Fujairah.

O italiano escolheu o momento com precisão, lançou de longe, passou pelos sobreviventes da fuga e resistiu ao pelotão em aceleração. Foi uma vitória construída no controlo contínuo da equipa e na frieza final, após um desfecho que por instantes ameaçou fugir ao guião.

 

Ataque de cinco anima um dia a alta velocidade

 

A fuga inicial de Georg Steinhauser, Stefan De Bod, Lorenzo Milesi, Patrick Gamper e James Knox formou-se após uma primeira hora agressiva e teve uma margem sempre vigiada.

Com mais de 2300 metros de desnível distribuídos por terreno ondulado, sem grandes rampas, a etapa fez-se a ritmo excecional. A Lidl-Trek assumiu a dianteira no pelotão, com a Bahrain - Victorious a colaborar na defesa do líder Antonio Tiberi.

Gamper venceu os dois sprints intermédios, evitando que segundos de bonificação interferissem na geral. Atrás, o andamento manteve-se estável, com a diferença a oscilar entre um e dois minutos durante grande parte da tarde.

O cenário mudou nos 30 quilómetros finais, quando várias equipas de sprinters se comprometeram totalmente na perseguição.

 

Queda baralha planos para o sprint

 

A pouco mais de 30 quilómetros da meta, uma queda na cauda do pelotão desorganizou vários comboios. Fabio Jakobsen, Robbe Ghys, Daan Hoole e Ethan Hayter estiveram envolvidos.

Jakobsen e Hoole regressaram à bicicleta, mas Ghys foi depois confirmado como desistente, deixando a corrida com o braço esquerdo imobilizado, indício forte de clavícula fraturada.

Apesar do percalço, as equipas de sprint reorganizaram-se rapidamente. A Lidl-Trek, a INEOS Grenadiers e outras retomaram a perseguição, reduzindo a diferença de forma consistente.

 

Fuga resiste, mas a aritmética impõe-se

 

Dentro dos 10 quilómetros finais, os quatro fugitivos ainda mantinham 25 segundos. As largas avenidas de Fujairah permitiam ao pelotão vê-los ao fundo, mas a margem mostrou-se renitente. A 5 km do fim, sobravam 20 segundos.

O pelotão rodava perto dos 60 km/h, mas o vento de frente e a cooperação entre os líderes semearam dúvidas por instantes. A 3 km, a diferença baixou para 12 segundos. A 1,5 km, apenas 10 segundos separavam os dois grupos.

A junção consumou-se já dentro do último quilómetro.

Stefan De Bod tentou antecipar enquanto a fuga se desfazia, mas o esforço apenas estirou o grupo. No momento em que os atacantes hesitaram, os comboios passaram em força.

Milan atacou com decisão, lançou de longe e impôs-se tanto aos restos da fuga como aos sprinters puros que chegavam por trás. Ninguém conseguiu ultrapassá-lo.

 

Homens da geral correm com prudência

 

Atrás da luta pelo sprint, a classificação geral manteve-se inalterada. Tiberi terminou em segurança no pelotão, preservando a camisola vermelha.

Um dia depois da quebra em Jebel Mobrah, Remco Evenepoel correu com prudência, a dar prioridade à recuperação antes da próxima etapa de montanha, em vez de arriscar no caos final.

“Na dureza da Fóia, onde a estrada inclina e as diferenças se fazem ao segundo, João Almeida mostrou que está pronto para discutir a Volta ao Algarve até ao fim"


Por: José Morais

O ciclista português João Almeida saiu satisfeito da exigente chegada à Fóia, na segunda etapa da Volta ao Algarve, mantendo-se firme na luta pela classificação geral. O corredor da UAE Emirates terminou no terceiro posto no alto da serra de Monchique, a escassos um segundo de Paul Seixas e do companheiro de equipa Juan Ayuso, resultado que o coloca igualmente na terceira posição da geral individual.

Num final explosivo e tecnicamente exigente, marcado por um piso irregular e constantes mudanças de ritmo, Almeida mostrou solidez perante alguns dos principais nomes do pelotão internacional. “Foi um final de etapa difícil, muito explosivo, com um piso bastante irregular”, afirmou o corredor português, em declarações divulgadas pela estrutura da equipa dos Emirados Árabes Unidos.

O ciclista lamentou, no entanto, a queda de Brandon McNulty numa fase crucial da tirada algarvia. “Ele estava comigo na frente e poderíamos ter corrido de maneira diferente”, sublinhou, deixando entender que o infortúnio do colega condicionou a estratégia coletiva numa subida onde cada segundo fez a diferença.

Já no último quilómetro, Almeida ainda tentou surpreender os adversários com um ataque, mas a resposta foi imediata. “Não consegui e depois perdi ali um pouco de espaço”, reconheceu, numa análise lúcida de um final decidido ao detalhe.

Apesar de não ter conquistado a vitória na etapa rainha, o desempenho reforça as ambições do português na corrida, sobretudo tendo em vista o contrarrelógio individual de Vilamoura, considerado decisivo para as contas finais. Especialista no esforço solitário, João Almeida assume agora o foco total na etapa contra o tempo, onde poderá ganhar vantagem sobre os rivais diretos e consolidar a candidatura ao triunfo na geral.

 

A consistência demonstrada na Fóia confirma o bom momento de forma do corredor luso numa prova que, ano após ano, reúne alguns dos mais promissores talentos e referências do ciclismo mundial, servindo também como importante teste competitivo numa fase ainda inicial da temporada europeia.

“Resultados 2ª etapa da Volta à Andaluzia 2026: Iván Romeo e a Movistar vencem após grande ofensiva à geral; UAE e Pidcock perdem mais de um minuto”


Por: Miguel Marques

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A 2.ª etapa da Volta à Andaluzia voltou a ser um dia exigente, com várias subidas de diferentes dificuldades ao longo do percurso. Terreno ideal para um assalto à geral, e foi exatamente isso que aconteceu. Iván Romeo venceu para a Movistar e é o novo líder da corrida.

A etapa começou com um perfil relativamente plano e aqui formou-se uma fuga com Ion Izagirre incluído, ataques perigosos que foram neutralizados. Acabariam por seguir adiante Ibai Azanza, Josh Burnett e José Antonio Prieto, mas no Puerto de la Cabra, com 25 quilómetros de extensão e a cerca de 100 quilómetros da meta, a corrida explodiu.

O caos instalou-se quando Iván Romeo e Andreas Leknessund atacaram e se juntaram a Burnett na frente. Pouco depois, no pelotão, os principais candidatos à geral mexeram com Tom Pidcock e Tim Wellens ao ataque; porém, num terreno de inclinações pouco acentuadas, foi relativamente fácil seguir rodas, resultando numa corrida muito tática.

Romeo e Leknessund coroaram a subida na dianteira e, atrás, faltou coordenação na perseguição. O ritmo estabilizou no pelotão e a diferença subiu para três minutos, uma margem excessiva que o grupo principal já não conseguiria anular. UAE, Pinarello, Visma, Cofidis e Groupama participaram na perseguição em diferentes momentos, mas a vantagem apenas diminuiu ligeiramente.

Burnett cedeu na frente, deixando dois homens isolados, enquanto o grupo ia perdendo elementos nas ondulações. À entrada dos 5 quilómetros finais a diferença mantinha-se acima de um minuto, com todos a guardarem-se para a chegada em ligeira ascensão a Otura. Na dianteira, tudo se decidiu nas pernas, e o campeão nacional espanhol Iván Romeo conseguiu descolar Leknessund e conquistar um triunfo importante que também o coloca na liderança. O norueguês foi segundo, a 7 segundos.

Atrás, alguns ataques no pelotão já perto da meta reduziram a diferença para menos de um minuto, mas Romeo leva mais de um minuto graças às bonificações. Alex Aranburu sprintou para o terceiro lugar.

Ficha Técnica

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