domingo, 16 de agosto de 2020

“Campeonato Nacional Estrada, prova de fundo para elite, dia 3”

Rui Costa bate Daniel Mestre num sprint emocionante

Por: José Carlos Gomes

Rui Costa (UAE Team Emirates) é o novo campeão nacional de fundo, batendo hoje, em Paredes, Daniel Mestre (W52-FC Porto), ao cabo de uma corrida eletrizante de 165,6 quilómetros, que terminou num sprint a dois.

A competição, com início e final junto às instalações da Majorfe, em Gandra, ficou marcada por uma intensa luta tática entre as principais equipas, que envolveram os respetivos chefes-de-fila nas movimentações principais, desde muito cedo.

Foi a cerca de 80 quilómetros da meta que alguns dos principais candidatos ao triunfo começaram a juntar-se em cabeça de corrida, num grupo que foi ganhando elementos até ficarem 14 corredores na dianteira.

A W52-FC Porto, com quatro homens na frente, foi atacando à vez, procurando deixar os rivais isolados. A UAE Team Emirates foi a equipa que conseguiu responder melhor. Inicialmente contava apenas com Rui Costa e Rui Oliveira no grupo principal, mas Ivo Oliveira conseguiu fazer “a ponte” para a fuga, equilibrando a contenda.

Na última volta, a pouco mais de 5 quilómetros da meta, Rui Costa desferiu um ataque. Apenas Daniel Mestre conseguiu responder. Os dois mantiveram-se unidos até ao final, oferecendo um excelente espetáculo na reta da meta, uma subida exigente.

Rui Costa foi o vencedor, com 4h04m05s (média de 40,700 km/h), com poucos centímetros de vantagem sobre Daniel Mestre. Francisco Campos (W52-FC Porto), que estivera em fuga solitária, em trabalho para a equipa, ainda teve forças para fechar o pódio, a 28 segundos dos dois primeiros.

“Correr em Portugal não é fácil, apesar de virmos com muito mais ritmo competitivo. Foi uma prova muito bem disputada, sempre num ritmo alto. Vi que o Daniel Mestre estava forte logo no momento em que nos unimos ao grupo da frente. Quando ataquei, o Daniel veio comigo e ficámos juntos até ao fim. Voltar a correr além fronteiras com a camisola de campeão nacional é muito importante e um grande orgulho”, afirmou Rui Costa.

O novo campeão nacional de fundo na categoria de elite, explicou ainda a forma como chegou ao triunfo: “Quis sprintar desde a frente. A 300 metros eu vinha atrás do Daniel, mas passeio-o porque quis lançar o sprint da dianteira. O Daniel, muito valente, deu guerra até à meta, acabei por ganhar por um palmo”.

Rui Costa deixou ainda uma palavra para o trabalho de Ivo e Rui Oliveira. “O Rui esteve praticamente em todos os ‘cortes’. Já na fase mais decisiva, o Ivo fez um esforço enorme, vindo de trás para a frente, com uma volta brilhante. Os dois foram excecionais”, concluiu o poveiro.

“Se o Rui Costa viu que eu estava forte eu também percebi que ele estava muito bem, como sempre está. Vim com ambição de lutar pela vitória. A nossa equipa tinha superioridade numérica, o Rui tem a vantagem de chegar com mais dias de competição. As condições eram ela por ela. Foi uma luta até ao fim e há que dar os parabéns ao vencedor. Nos campeonatos nacionais os piores lugares são o segundo e o quarto, o que fica atrás do vencedor e o que não ganha qualquer medalha. Coube-me o segundo, mas sendo atrás do Rui Costa dá-me motivação para as próximas competições”, resumiu Daniel Mestre.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

sábado, 15 de agosto de 2020

“Incidente com Schachmann investigado pela UCI”

Alemão da BORA-hansgrohe embateu em carro alheio à organização na Volta à Lombardia

Por: Lusa

Foto: Reuters

A União Ciclista Internacional (UCI) anunciou este sábado que vai investigar as circunstâncias de um acidente que envolveu um carro alheio à organização da Volta à Lombardia e o alemão Maximilian Schachmann (BORA-hansgrohe).

Schachmann embateu na parte traseira do carro, que entrou na faixa destinada à corrida, tendo caído, retomando depois a marcha a caminho de um sétimo lugar na prova ganha pelo dinamarquês Jakob Fuglsang (Astana).

"Eventos do calendário WorldTour são do mais alto nível e requerem estradas totalmente fechadas em todos os momentos [da corrida]. A UCI vai considerar uma queixa junto da Comissão Disciplinar contra o organizador, a RCS Sport", pode ler-se num comunicado da UCI.

O órgão que rege o ciclismo enviou ainda desejos "de uma rápida recuperação" ao ciclista alemão, que fraturou a clavícula, "bem como a Remco Evenepoel", depois de o ciclista belga da Deceuninck-QuickStep ter caído de uma ponte, na descida do Sormano, fraturando a pélvis e sofrendo uma contusão no pulmão direito.

Fonte: Record on-line

“Jakob Fuglsang vence Volta à Lombardia”

Ciclista dinamarquês soma segundo monumento da carreira, ao chegar à meta isolado

Por: Lusa

Foto: EPA

O dinamarquês Jakob Fuglsang (Astana) venceu este sábado a 114.ª edição da Volta à Lombardia, conquistando o seu segundo monumento com 27 segundos de vantagem para o neozelandês George Bennett (Jumbo-Visma), segundo.

Aos 35 anos, e depois de vencer a Liège-Bastogne-Liège de 2019, o dinamarquês soma o segundo monumento da carreira, ao impor-se com autoridade na Il Lombardia, cujos 231 quilómetros da 114.ª edição cumpriu ao cabo de 5:32.53 horas.

Apoiado pelo colega de equipa russo Aleksandr Vlasov, que acabou em terceiro, o dinamarquês conseguiu manter-se na roda de Bennett, que ameaçava a vitória, antes de deixar para trás o neozelandês a 6,2 quilómetros da meta.

O primeiro dinamarquês a ganhar na Lombardia tinha sido quarto em 2019 e hoje melhorou o registo, num dia marcado por quedas e acontecimentos atípicos, como o que sucedeu ao alemão Maximilian Schachmann (BORA-hansgrohe), que foi sétimo mesmo tendo embatido num carro que entrou na estrada destinada à corrida já nos últimos quilómetros.

Antes, uma queda aparatosa do jovem belga Remco Evenepoel (Deceuninck-Quick Step), na descida do Sormano, a atração principal desta clássica, assustou a caravana, mas o jovem está consciente e foi transportado para o hospital de Como.

O ciclista de 20 anos, que venceu todas as provas em que competiu em 2020, incluindo a Volta ao Algarve, era um dos favoritos, tendo azar na estreia em 'monumentos', com uma queda de cerca de cinco metros, numa ponte, a não deixar, aparentemente, consequências de maior.

"Evenepoel está consciente e a sua situação clínica está a ser avaliada. Esperamos ter mais notícias em breve", escreveu a Deceuninck-QuickStep na rede social Twitter, já após o final da prova.

De fora do pódio final ficou o holandês Bauke Mollema (Trek Segafredo), que defendia a vitória conquistada em 2019, tendo terminado em quarto lugar o percurso entre Bérgamo e o Lago Como.

Mollema ficou à frente de dois colegas de equipa italianos: Giulio Ciccone foi quinto, enquanto Vincenzo Nibali, campeão em 2015 e 2017, foi sexto classificado, à frente de Schachmann.

O top 10 fica encerrado com o italiano Diego Ulissi (UAE Emirates), oitavo, o belga Ben Hermans (Israel Start Up Nation), nono, e o holandês Mathieu Van Der Poel (Alpecin-Fenix), 10.º.

O português Rúben Guerreiro (Education First) esteve em bom plano e terminou no 17.º posto, a 10.25 minutos do vencedor e como melhor da sua equipa, enquanto João Almeida (Deceuninck-QuickStep) não concluiu a corrida.

A clássica italiana costuma decorrer no outono, mas foi este ano antecipada para o verão devido ao reajustamento do calendário WorldTour devido à paragem causada pela pandemia de covid-19, tendo ainda decorrido no percurso mais curto em mais de cinco décadas.

Fonte: Record on-line

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